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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

FAMÍLIA DE LOUVAR!...

É admirável o envolvimento de quatro jovens da família do Carlos, na Ditosa Briosa. Eis, talvez a razão porque ele vive o ambiente da Marinha na mais alta dimensão! Faço ideia lá em casa, o envolvimento dos seus pais, e toda família, no dia-a-dia de quatro marujos! Ali, concerteza que se vivia, falava e até se discutia, sobre tudo o que era Marinha, Marujos, Fuzileiros, Comissões e não só. Simplesmente louvável!...
No meu caso, eramos seis filhos sendo quatro rapazes os mais velhos. Eu, sendo o segundo mais velho, mas porque fui voluntário ainda com 16 anos para a Marinha, como todos vós sabeis, fui o primeiro a ingressar nas Forças Armadas. Infelizmente o meu irmão mais velho foi voluntário para o exército como miliciano. Digo voluntário, porque tendo os pés chatos foi-lhe proposto, poder ficar livre de cumprir o serviço militar. Para ele seria um desânimo total, o não poder cumprir a tropa como todos os outros. Ali e na hora, pediu ao médico inspeccionador, se mesmo assim poderia ingressar na tropa. O médico perguntou-lhe se estava mesmo interessado em prosseguir, mesmo com mais deficuldades no caminhar; respondeu de imediato que sim, e lá foi. Tirou o curso de minas e armadilhas, foi para a Guiné. Estava lá à um mês ou dois quando, no dia que morre o Presidente Kennedy em Texas, USA, morre o meu irmão também, numa emboscada. Para mim foi chocante, ao ponto de ter andado desorientado por umas quantas semanas, muitas vezes ia dar comigo a chorar lá pelos cantos da Rádio Naval.
Para a minha mãe, foi a morte total de sua alegria para o resto da vida, tal sofrimento, vem a abrir as portas para a maldita doença do cancro que, nela se instalou e a vem a vitimar 22 anos depois.
O irmão que me precede vai como cabo escriturário para a Angola, regressando sem envolvimento em combate. O mais novo conseguiu evitar a tropa pela simples razão de que foi considerado amparo de mãe.
Claro, de maneira alguma quero comparar as duas famílias mas, contudo, não quero descurar o facto de que parte a parte o sofrimento é ilimitado. Mais tarde se me for permitido, darei seguimento ao assunto o qual tem elo de ligação quanto à evolução dos acontecimentos que comigo se desenrolaram na Companhia 2 de Fuzileiros.
Sem Mais, a todos um grande abraço.
Artur/Leiria

Um dia de silêncio!

Ontem, dia 13 de Janeiro, foi o dia do funeral do filho da nossa escola «O Conquistador» e decidi, por isso, não escrever uma única palavra em todos os meus blogs.
Fazer uma pausa, ficar em silêncio e concentrar os pensamentos naquele que partiu para a última viagem. Porque eu também acredito noutra vida para além da morte, desejo que seja muito feliz, onde quer que esteja.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sem palavras!


Óbito!



António de Jesus Trincão

Filho da Escola Nº 16854 ou 8490.62

Com comissões de serviço na Companhia Nº 2 e Nº 8 de Fuzileiros

Em Moçambique de Novembro de 1962 a Março 1968

Faleceu esta madrugada, após prolongada doença. Á sua esposa e filha os mais sentidos pêsames desta grande família que é a dos Fuzileiros.

Que descanse em paz

domingo, 11 de janeiro de 2009

CONSTIPAÇÕES!



Já foi falado nos posts sobre o estado miserável a que estas malditas nos arrastam. No que refer aos remédios caseiros é sabido que o mundo está a abarrotar de opiniosos, com milhentas opiniões sobre o tratamento destas e outras maleitas. Pelo menos se estas não nos curam não têm efeitos secundários, a não ser talvez aquela (brincando claro) da bota da tropa e a garrafa de wisky do escolinha Oliveira.
Sempre que alguém diz ter tal “malady” logo alguém diz: faz assim faz assado que isso passa... Mas quando esse alguém sofre da mesma aflição, é usual este precisar dum outro-alguém a aconselhar como a tratar! Parece que o opinioso passa a precisar logo de opinião. Por isso vivemos num mundo onde a controvérsia é raínha!... São pesquisas a contradizer outras pesquisas, estudos a contradizer outros estudos!...
Tudo isto por causa do dinheiro! Então, onde reina a verdade? É aqui amigos, que temos que separar o trigo do joio, conhecer a árvore pelos seus frutos etc., etc. Para isso precisamos ouvir os dois lados da história, usar senso comum com um pouco de “skepticism”, para discernir onde está, pelo menos, o que soe mais perto da verdade.
Entre o interesse conflituoso da mega indústria dos remédios e da indústria dos medicamentos naturais, a primeira tem a agravante de nos carregar com efeitos secundários. Esta, como defesa contra processos de tribunal, caso hajam problemas de agravamento da saúde ou mesmo até de mortes, usam os “disclaimers”, descrevendo as contra-indicações nos panfletos agregados aos medicamentos.
Agora, são vocês a perguntar o porquê de toda esta história que até soa a reteórica, redundante e contraditória, claro que o que não interessa não se lê, por isso existe a tendência de se ler só os cabeçalhos. Por esse motivo este artigo é para quem é. Na minha opinião, logo que um escola venha a ler, já não é mau. PREVENÇÃO amigos, “it’s the name of the game”. E se me permitem deixem-me dar também a minha opinião que, no meio das milhentas em existência, não vai fazer diferença. Fará?

ÓLEO DE OREGANO:
Quem não conhece? Não quero aprofundar aqui informação sobre a origem deste produto natural, isso fica para voçês pesquisarem na internet ou em panfletos de farmácia. Valeu?
Vou precisamente dizer o que vou fazendo com este produto, já há uns anos, com resultados positivos bem perto dos cem por cento. Junto podem ver a foto dum frasco de uma das muitas marcas existentes no mercado, logicamente que, o mais caro é mais potente. Um frasco médio dá-me para um ano ou mais. Este óleo vem num frasco com conta gotas para contar-mos as 2-3 gotas que vamos pôr na boca quando, o que vou expor em baixo, venha a acontecer. Este óleo é bastante acre, mas quanto mais acre melhor. Começar com uma gota só, para a habituação. Tenham em conta que estamos a falar em PREVENÇÃO. – Curar o que não temos ainda é a melhor cura! Jogar à defesa, até no futebol, também se ganham jogos.

PARA OS PULMÕES:
Ponho as gostas na boca e aguento-o o mais tempo possível, respirando pela boca com os lábios apertados, como se tivesse a respirar por uma palha, para uma mellor absorção do vapor do óleo até encher os pulmões ao máximo. Tapo a boca sem deixar sair o ar, faço pressão com os pulmões como estivesse a soprar num balão por uns 10 segundos. Repetindo várias vezes.

PARA A AREA DO SINUS (sinusite):
Faço o mesmo, com a diferença de apertar o nariz e empurrar o ar para o nariz e ouvidos. Repetindo várias vezes. Portanto, uso o óleo quando:

  • Sempre que tenho um ou mais espirros, mesmo quando por reacção alérgica.
  • Quando noto qualquer comichão (cócega) na garganta ou necessito tossir para limpar a garganta.
  • Quando me molho ou apanho frio em exagero.
  • Sempre que toco em alguém que esteja contaminado, muito em especial crianças, evito tocar se for opção.
  • Logo que toco em superfícies duvidosas como: maçanetas de portas de casa-de-banho, etc.
  • Sempre que toco nas áreas de propagação: nariz, olhos e boca com os dedos.
  • Certifico que sigo as regras básicas da higiene: lavagem de mãos por exemplo.
  • Sempre que tenha dúvidas sobre o já acima descrito e também quando me lembro.

Este produto por ser natural não tem contra-indicações algumas. Ter em conta que ao prevernir-mos constipações estamos também a prevenir doenças derivantes tais como: a pleurisia, bronco-pneumonia e pneumonia. Não esquecer mais uma vez, que é a prevenção de que estou a falar, Caso se venha a apanhar a maldita, dobrar a dose em vezes e quantidade, que a duração da constipação ou mesmo gripe, irá ser imensamente reduzida.

Tudo isto escolas, para se poder ir a mais uns “encontrozecos” e também a uns “jogozecos” de futebol. Alguém já dissera: “Viemos a este mundo para ver a bola”. Só que uns vão vendo mais do que outros!...

Abaços a todos.

Artur/Leiria

sábado, 10 de janeiro de 2009

Viva, Carlos!

Na verdade, não tenho tido disponibilidade para escrever neste blog. De momento, estou ocupado com o meu próprio blogue Marinha e Fuzocultura http://fuzocultura.blogspot.com/

Um abraço,

Álvaro Dionísio

Onde estás, Álvaro!

Por onde andará o Alvaro que há tantos dias não passa por aqui?
Estará doente? Ou quer apenas dar um tempo, como é moda dizer-se, para assentar ideias?
Como não há milagres vou ter que lhe telefonar para saber.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Marinha, marujos …

... e um pouco de mim mesmo!

Nota do Leiria:
Esta foi uma carta que escrevi e foi publicada num jornal de expressão portuguesa da Comunidade de Toronto, em Novembro de 1995. Daqui resultou a fundação da AMAP do Canadá a qual esteve em actividade durante 10 anos.


Realizou-se no passado Sábado dia 16 de Novembro, no restaurante Sea King, na Dundas Street, em Toronto, um jantar de marujos. Teve este a finalidade de se juntarem e discutir a possibilidade de se vir a fundar uma Associação idêntica há já existente nos Estados Unidos com o nome: Associação de Marinheiros da Armada Portuguesa (AMAP).

Trinta anos passados, uma reunião, uma sardinhada-jantar, um relembrar vivo da minha vida de marujo!... Olho para os outros e imagino-os todos fardados com aquela farda que só a Marinha tem!... Imagino aquelas caras marujas debaixo daquele chapéu que só a “Briosa” sabe ter, e concluo então: Serem eles todos bem puros marinheiros! Começo por procurar um Filho-da-Escola mas não encontro. Para uns sou “marreta”, outros, “maçaricos” para mim são... Marretas e maçaricos, fazem parte do vocabulário que só marujo entende!... Linguagem própria dos sucessores dos Gamas e Cabrais.
Setembro de 1961, do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo eu, com 17 tenros anos de idade, aspirante a aluno-marinheiro, que nada quiz com os livros, (porque só os passear soube), vim de lá, duma terrinha dos lados de Leiria e, para que a sobrecarga dos meus pais mais leve se tornasse, lá fui à procura da tão ditosa Briosa!...
Depois de inspeccionado, como todos descalço até ao pescoço e apurado, lá fui, destino ao barbeiro, melão, ou antes cabeça a rapar e logo de seguida em direcção ao paiol da farda. Farda de cotim cinzenta, própria dos maçaricos, cuecas que ficavam em sentido ao colocá-las direitas sobre a cama... Uma boa, mas forçada banhoca, logo uma farda a vestir... E notei que não era mais meu... Mas sim propriedade da Marinha! E pronto, vejo-me ao espelho ao ver os meus novos colegas: “Filhos da Escola”, vejo-me neles ao vê-los a eles... Pois nos sentiamos, e eramos iguais, bem acinzentados de côr!...
Trocamos palavras, perguntas foram feitas, respostas dadas, exclamações e interjeições vociferadas... Sei lá... Sei lá... Um sem número de coisas com entusiasmo faladas e discutidas. No fim lá fomos, cantando e rindo! Lembro vozes de comando por todo o lado. “Óh mancebo anda cá, forma aqui ao lado deste, alinha por aquele. Prá frente marcha: 1, 2, esquerdo-direito, 1, 2, esquerdo-direito”... Era o sargento monitor a começar mais uma, entre muitas recrutas já dadas. “1, 2, esquerdo-direito”...
Lá fomos, virados a Vale de Zebro, Escola de Fuzileiros; pois então, já me podia chamar Grumete Fuzileiro! Admirado comigo próprio!... Vejam só, Grumete Fuzileiro! Três meses passados, bandeira jurada, um par de botas da tropa gastas, saúde da boa, preparação de cavalo de corrida, musculatura bem defenida e rija, e com a sensação de que o mundo eu meu para conquistar... Férias na santa terrinha, e as botas continuando a bater rijo e forte nas calçadas.
-“Estás diferente, pareces um atleta!” Eram os meus irmãos e colegas dizê-lo. –“Se te parece, depois de ter marcado tanto passo, corrido e praticado desportos, não é de admirar, não”.
Dias depois lá vou eu de regresso, porque havia mais um curso a tirar, muito ainda a correr e a aprender: desde o respeitante à hiarquia militar, até ao saber trepar correcto, destemido e seguro nos mastros do Navio-Escola Sagres. E ainda a aprendizagem de nós e laços, nas cordas no que respeita à arte de marinhar.
Acabado tal curso, saiu a boa-nova de que: “Voluntários precisavam-se para Moçambique”. Então lá foi este marujo, rumo aos novos-mundos, dados ao mundo pelo Gama e outros Marinheiros, senhores das epopeias em verso cantadas por Camões!... Moçambique, “terra da boa gente”. Isso posso eu dizer... Infelizmente, por motivo de forças alheias, foram levados a levantar armas contra nós e mais tarde (25 de Abril passado), entre eles próprios, na esperança duma vida melhor, um dia. Só que esse dia ainda não chegou e não vai chegando ainda...
Fomos bafejados duma comissão nessas terras relativamente calmas, excepto por um murmúrio que se começara a ouvir: os “turras”, como eram conhecidos, estavam-se a organizar em força e poderio militar!... A guerra da catana já era outra; as suas armas eram tão ou mais sofisticadas do que as nossas!
Enfim, o resultado já foi visto. Regressamos ao continente, como uns senhores, no navio Infante D. Henrique! Com passagem pelas terras belas da África do Sul, Angola, Guiné, Canárias e Madeira.
Novembro de 1965, com requerimento de baixa da Marinha deferido, logo, e de regresso à santa terra, e por órdem do destino, lá vou encontrar a minha futura cara-metade, a minha já radicada canadiana, enfim, o meu ditoso bilhete de passagem para o Canadá. Trinta anos são passados, uma sardinhada-jantar, uma reunião, um relembrar vivo da minha vida de marujo, com a esperança de que tudo se repita...

Bem-hajam, Filhos da Escola.

Escreveu:

Artur C Sousa (o Leiria) Marinheiro Fuz., 15683

domingo, 4 de janeiro de 2009

Família de «Marinheiros»

Eu venho de uma família grande, à moda antiga, constituída por doze filhos, dos quais sete rapazes. Eu tenho a honra e o prazer de ser o mais velho de todos. Todos cumpriram serviço militar, três deles no Exército. Os outros quatro, a eles é dedicado este post, fizeram-no na Marinha de Guerra Portuguesa. Sendo o mais velho, fui o primeiro a alistar-me e abrir caminho para os outros. Apresentei-me como voluntário às inspecções e assentei praça como fuzileiro, em 1962, cumpri seis anos de serviço, com duas comissões no Ultramar e saí em 1968. Nesse mesmo ano, também como voluntário, assentou praça o meu irmão David (1491.68) que fez também duas comissões, uma em Moçambique e a outra na Guiné. Abandonou a Marinha nos fins de 77, salvo erro. Os restantes dois irmãos, muito mais novos, assentaram praça em 1981 e 1983, época bastante conturbada a nível político e em que a disciplina militar andou pelas ruas da amargura. Fizeram a recruta em Vila Franca e por lá se mantiveram sempre, tendo cumprido apenas o tempo regulamentar que, se bem me lembro, não chegou a dois anos, sequer. Estes meus dois irmãos mais novos, por razões que aqui não interessa relatar, já faleceram. O meu irmão David e eu por cá continuamos a dar o nosso melhor para levar a vidinha da melhor maneira possível. É caso para dizer que o treino dos fuzileiros nos tornou mais resistentes e nos está a proporcionar uma vida mais longa!
Um destes dias vou tentar juntar uma fotografia de cada um, devidamente fardados, e publicá-las-ei aqui neste blog. Suponho que não haverá muitas famílias, em Portugal, que tenham oferecido 4 mancebos à Briosa!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

o Lodo

Rastejando como sapos, com a farda em farrapos...
Onde é que eu já ouvi isto?
Será que o curso de fuzileiros ainda é tão duro como antigamente ou já caiu para o lado das modernices que toda a gente conhece? Eu sei que naqueles tempos só se pensava em África e a guerra agora é outra, mais moderna e mais perigosa. E que, se calhar, é melhor idealizar outro tipo de treinos e esquecer o lodo, para sempre.
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Comando Naval de Moçambique

Para recordar o lugar onde passamos tantas horas de G3 ao ombro. E também para mostrar a minha gratidão ao Alves por me ter enviado esta e outras fotos. Também do Leiria e do Rafael recebi uma foto igual à primeira destas duas.
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(Meco - Alves - Leiria - Rafael)


(Meco - Alves - Enteiriço - Leiria)


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Sejam bemvindos ao ano de 2009

Como administrador deste blog de grupo que é dedicado a todos os fuzileiros em geral, cabe-me a honra, mas também o dever e a responsabilidade, de dar as boas vindas, neste Novo Ano de 2009 que agora começa, a todos os frequentadores habituais deste espaço.
Gostaria de ver aqui mais participações de outros filhos da escola, além do Alvaro Dionísio, e estou pronto a enviar convites para se tornarem autores, a todos que o solicitarem. Acredito que, mais tarde ou mais cedo, isto começará a expandir-se e ganhará outra amplitude e aumentará o interesse de todos os participantes.
Desejo a todos um bom ano cheio de felicidades. E também muitas visitas e, se possível, alguns escritos, neste espaço que vos é dedicado.
Com um forte abraço deste vosso filho da escola,
Carlos, o «Tintinaine»

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

4º Destacamento FZE - 3º Encontro. Final

Esta é a última fase do 3º Encontro do DFE4 que soube a pouco. Soube a pouco não por ser fim de festa e o relógio do tempo passar depressa demais mas porque a companhia era agradável. E é sempre agradável a reunião entre famílias que se dão bem. No nosso caso a família dos fuzileiros - mais antiga - e a família parental em que o Arnaldo Cruz (Quintã) foi vivo exemplo, sublinhado pelo Almada.



Resta a esperança para a reunião de um futuro Encontro, que será o quarto. Até aqui contámos com a grata presença do Cmdte Pascoal Rodrigues. Só um fuzileiro da sua têmpora poderá aguentar viagens tão longas e esforçadas... Este ano, então, foi em cheio para o Comandante: Primeiro as Comemorações do Bicentenário dos Fuzileiros Navais Brasileiros, em Março/2008, e depois em Portugal, Abril/2008, na Escola de Fuzileiros e Encontro de Confraternização. Sobre o primeiro evento, aqui se publica a carta que o Comandante Pascoal Rodrigues dirigiu ao Almada, sobre a sua participação nessas Comemorações. Vale a pena ler!



Caro Amigo Carlos Ferreira

Vou tentar descrever como foi a minha ida ao Rio de Janeiro.
No dia cinco, teve uma cerimônia chamada “Parada depois do pôr do Sol”. Foi lindo e emocionante. Começou às 20:00 horas
Começou assim. Nós sentados nas arquibancadas em frente da Parada do Corpo de Fuzileiros do Brasil. Apagam-se todas as luzes. É focado um clarim sozinho no meio da parada o qual toca a avançar. Ficamos na expectativa do que vinha. Subitamente, ouve-se um rufar de tambores , ao longe, o som aumenta e começamos a ouvir gaitas de foles. A formatura aparece detrás dos edifícios e entra a Banda Marcial dos FNB. A Suely sentiu um arrepiu e eu um aperto no peito. Atrás vem os Fuzileiros com os seus uniformes tradicionais e assim começou a apresentação. A seguir um pelotão começou a apresentação de ordem unida sem comando que eles chamam de ordem unida silenciosa. As evoluções e manejo de arma são encadeados de forma automatizada sem qualquer ordem de comando.
Depois tocou a Banda Sinfonica dos Fuzileiros. (eles tem a Marcial e a Sinfonica). A certa altura tocaram 1812 de Tchaikowsky. Ela traduz musicalmente a invasão da rússia por Napoleão e a sua derrota pelos russos. A musica representa sons dos respetivos hinos e também da batalha. No momento em que tocam os instrumentos para simular tiros de canhão soaram, ao mesmo tempo, salvas de canhões ( reais ) que estavam ali perto, guarnecidos pelos Fuzileiros com uniformes de 1808. Sentimos o cheiro da pólvora e os canhões acompanhando a musica. Só posso dizer que foi extraordinário e emocionante.

No dia sete foi mais formal com a presença de dezenas de Almirantes, adidos navais de vários paises, e o Ministro da Defesa e forças de vários departamentos da Marinha e Fuzileiros. Foi também muito interessante. E chamou-me a atenção a comparência de cerca de um pelotão de antigos fuzileiros da Associação de Fuzileiros Navais do Brasil com uniformes próprios, se bem que simples, os quais desfilaram garbosamente apesar da idade avançada de alguns.

Fui muito bem recebido pelos Fuzileiros Brasileiros que me levaram de imediato ao Almirante Comandante do Corpo de Fuzileiros do Brasil, que logo lembrou ter sido eu o iniciador da nova era dos fuzileiros em Portugal e depois me levou ao Alm. Carvalho e Abreu que estava chegando, entretanto. Aparentemente foi o Carvalho e Abreu que no ano passado em cerimônia havida em Portugal sobre a ida da Família Real em 1808, que teria contado ao brasileiro que eu vivia no Brasil. E ele então resolveu me convidar.

Tenho gratas recordações destes dias mas depois conto mais pessoalmente.

Um grande abraço

Pascoal Rodrigues






segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

4º Destacamento FZE - 3º Encontro

Esta é a pnúltima parte do filme e aquela em que o Almada (Carlos Ferreira) se refere a dualidade de critérios quanto aos convites para a cerimónia do dia 26-11-2006, realizadas na Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro em que se comemorava os 45 anos da partida do 1º Destacamento de Fuzileiros Especiais para Angola. Segundo o nosso entendimento, o Cmdte Pascoal Rodrigues seria uma presença imprescendível à cerimónia. Não só por ter sido o 1º oficial fuzileiro especial como pelo seu carisma militar, pessoal, ligação à Escola e aos Fuzileiros... É um facto que está a viver no Brasil e havia que suportar despesas com a deslocação que envolviam autorizações, dotações orçamentais, cabimentação, etc. Mas com os diabos, não seria assim uma verba tão elevada que não se pudesse disponibilizar... Em contrapartida, este oficial, foi oficialmente convidado pelas altas individualidades brasileiras para assistir ao Bicentenário dos Fuzileiros Navais ( partida da corte Real Portuguesa para o Brasil em 1808) com todo o cerimonial envolvente ( 5 a 7 de Março de 2008).


Espero que não me levem a mal - O Cmdte Pascoal Rodrigues e Almada - mas no próximo post publicarei na íntegra carta com a descrição dos momentos inesquecíveis vividos pelo Comandante, no evento comemorativo brasileiro.

Continuação de Boas-Festas



domingo, 28 de dezembro de 2008

4º Destacamento FZE - 3º Encontro ( 4ª parte)

A 4ª parte deste vídeo assinala a intervenção do Almada com um espírito de humor e de boa disposição. Refere a presença, pela primeira vez neste Encontro do Mix, José Alberto, Carneiro e Diniz Carrelo. Distingue depois a ausência de alguns camaradas por motivo de doença, como foi o caso do Galvão, Eernesto Eleonor e Timóteo, daqueles outros camaradas que tinham a doença da comichão! Ainda a ausência do Pardal que estava em Porto Rico e que de lá mandou um abraço para todos.
O rapaz das flexões é o Zé Neto ( que ficou sem uma mão em Angola). Se o Moço de Quelfes estiver a ver este vídeo - como penso que vai ver -, fica aqui a prova que o Zé Neto está entre nós!

4º Destacamento de FZE – 3º Encontro (III)

A terceira parte deste vídeo é passada no interior de um Restaurante em Alcochete. Digamos que é sempre um bom espaço para a confraternização e para o alinhamento das coordenadas: alimentação do estômago e do espírito. Podemos comer, beber e conversar uns com os outros quase ao mesmo tempo. Adoro estes momentos e só tenho pena é que eles passem tão depressa…
Uma das sensações agradáveis é o à-vontade que existe entre nós. Passaram quarenta anos mas estou convencido que se fossem quatrocentos seria a mesma coisa… Falo por mim. É como se eu viajasse pelo tempo e me posicionasse nos anos sessenta, outra vez... Na recruta, I.T.E. ou no Curso de FZE, em Vale de Zebro; ou em comissão em Angola, Cabinda, Santo António do Zaire ou nos Postos. Esta viagem vai tão longe quanto a memória me permite. Depois, mesmo que não me lembre de muitos dos episódios, alguém se encarrega de me lembrar e de mos contar. O inverso também é verdade. Fico feliz com isso e acredito nas nossas histórias; nas nossas proezas e na nossa superioridade como fuzileiros e antigos militares! Nestes momentos, não ligo à razão. Manda o sentimento que é mais forte. Depois, que mal é que isso tem?
Agora é melhor verem o vídeo e repararem na importância que teve a ausência do moço de Quelfes. Não esteve presente ao almoço mas foi bem lembrado! Para próxima, oh Quelfes, já sabes: em vez de ires ter ao Pragal vai direito a Coina. Dás uma apitadela ao pessoal e manda-se lá um celta - a expressão é tua - para te ir buscar!


O Sargento Paixão

...oOo...
Como diz o outro, esta vida é feita de encontros e desencontros. Talvez poucos filhos da escola reconheçam as caras que aparecem nesta foto. Os dois mais novos, à esquerda, não contam para a história, pois tanto quanto sei não são nem foram fuzileiros. Aliás, o mais pequeno não tem sequer idade para isso.
Quanto aos outros dois, conviveram por algum tempo, na Escola de Fuzileiros, durante o ano de 1965. O mais novo, 1º Grumete Fz, Francisco Jordão, frequentava o «Curso de 1º Grau» que lhe daria acesso à promoção ao posto de Marinheiro, coisa em que não estava minimamente interessado, pois tudo o que ambicionava era pôr-se ao fresco, abandonar a Briosa, o mais depressa possível, o que viria a acontecer logo no início do ano seguinte. O mais velho era um dos sargentos que fazia parte da guarnição da Escola, o Sargento Paixão. Quando, ontem me remeteram esta foto, desafiando-me a identificá-lo, confesso que dei voltas e mais voltas ao miolo, sem nada conseguir. De facto 43 anos é muito tempo e as feições de cada um sofrem uma tal transformação que é normal não sermos capazes de as reconhecer.
Para quem conviveu com eles aqui fica a sua imagem actual, para ajudar a recordar e reconstruir a nossa história dos passados 43, quase 44 anos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

4º Destacamento FZE - 3º Encontro.

Nunca tive habilidade para fotografar e muito menos para filmar. Talvez por isso nunca tenha comprado uma máquina fotográfica. Acabei depois por comprar uma máquina de filmar este ano. Pensei na utilidade que um equipamento desta natureza potencializa, por exemplo numas férias com a família e amigos. Poder guardar em arquivo, ao vivo, momentos inesquecíveis das suas vozes e imagens ou captar imagens de paisagens deslumbrantes. Na verdade, pensei que a máquina poderia ser útil, e esse foi ainda o objectivo para fotografar passagens do nosso 3º Encontro, de 5 de Abril de 2008. Embora não fosse a pessoa habilitada para o fazer, por não dominar a técnica, alguém haveria de o fazer por mim. Pensei na minha mulher mas acabou por ser o meu genro, coadjuvado, se assim se pode dizer, pela minha filha. Não são profissionais mas gostei do trabalho. Mereceram o almoço!

O trabalho posterior foi meu. Dado o tamanho e duração da gravação, teve de ser repartida em partes mais pequenas. Esta é a segunda parte. O objectivo é dar a conhecer e partilhar com os "filhos da escola" - qualquer que ela seja - momentos saborosos da vida.

Com um grande abraço e

Votos de um Bom Ano Novo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Boas-Festas a todos!

Para quem não pôde estar presente ao 3º Encontro do DFE-4, em 5 de Abril do ano que ora está a findar, aqui fica o vídeo do filme (1ª parte)

Outra vez avarias!

A mensagem anterior foi escrita, de facto, no dia 24, à tardinha, mas só hoje publicada. Uma avaria que não tem qualquer explicação cortou-me da internet e só agora retomei o serviço.
A minha intenção era escrever mais qualquer coisa sobre o Natal, mas hoje não teria sentido fazê-lo.
Espero que todos tenham tido umas boas festas na companhia da família e estejam prontos para retomar a luta de todos os dias. O próximo ano não vai ser moleza e precisaremos de todas as energias para o enfrentar, logo a partir do primeiro dia.