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sábado, 14 de fevereiro de 2009

BALADA DE "SNOW AND ICE!"










Por: Artur – Leiria # 15683
Cronicando…


Como o prometido é devido - serve este artigo para demonstrar duma maneira um tanto ou quanto generalizada o contraste do efeito da neve nos meus dois países, os meus dois grandes amores; Portugal e o Canadá. Os Escolas poderão dizer - o que é que isto tem a ver com Marujos e Marinha (?) Bem, eu direi até que têm razão… Mas como é um Escola escrever-vos, e o facto ainda de que, nós Lusos, incluindo os marujos dos descobrimentos dos séculos 15 e 16, nunca se terem agarrado às terras frias, penso que tem um mínimo de aceitação! Então vamos a isso… Com umas quadras de Augusto Gil:

Fui ver a neve caía
Do azul cinzento do céu!
Branca e leve branca e fria!
Há quanto tempo a não via.
E que saudades Deus meu!


Aí, na terra do tio Sócrates, é certamente um flagelo, um “ai Jesus” de se levar as mãos à cabeça! Logicamente, tudo tem uma razão de ser. O contacto com ela aí, não deixa de ser sempre novidade, uma vez que só é uso cair nas montanhas mais altas, a vossa habituação a ela é mínima em todos os aspectos, basta comprovar que, sendo eu oriundo da região centro, mais não vi, do que a geada matinal no inverno, vindo só a vê-la quando, como imigrante na Alemanha, (ver foto inserida) em 1966, aos 22 anos de idade! Todavia, no respeitante à vossa condução, nas estradas portuguesas, com muitas curvas e de grandes inclinações jamais permitirão uma condução segura! É preciso coragem para se atreverem a um balanço destes! Infelizmente, o preço muitas vezes é elevado com tantos acidentes envolvendo feridos e até mortos… no aspecto positivo é a apreciação paisagística e a aquisição de lindas fotos com a objectiva!

Olho através da vidraça
Pôs tudo da cor do linho!
Passa gente e quando passa
O passo imprime e traça
Na brancura do caminho.


“E que saudades Deus meu!” Digo isto porque me corre sangue luso nas veias, o que me leva a não gostar também dela! Para mim a aversão deve-se ao intenso e longo inverno destas paragens. Como exemplo temos o facto de que neste inverno, caiu um nevão logo a seguir ao Natal, acima dos 30cm, com a agravante de frios intensos e constantes, rondando os 20 graus negativos com factores de ventos a rondar os 30 graus negativos! Só hoje dia 12 de Fevereiro é que praticamente esse primeiro nevão está a descongelar. Foi sempre neve, mais neve, em cima de neve que, irá até ao fim de Março ou mais tarde ainda! Trocando isso por miúdos, quer dizer que, se tem que correr de casa para o carro, limpar os 10, 20 cm acumulados. Raspar o gelo que está por baixo sobre os vidros, tudo isto em 2/3 minutos, todos encasacados, encapuçados e enluvados, conduzir de seguida com o carro geladíssimo por uma meia hora só para aquecer, muitas vezes, ao chegar-se ao trabalho, não deu tempo para este aquecer! Corre-se para o prédio para minimizar o tempo de congelamento de orelhas ou mãos! Há situações onde se faz tudo isto várias vezes ao dia, sempre a correr dum local aquecido para outro! Já se vê que, para nós latinos é um cativeiro! Todavia os Canadianos dizem, que melhor não há, porque aqui tem-se um pouco de tudo, o que é bem verdade. A miudagem com fatos apropriados deitam-se, rolam, rebolam e atiram bolas de neve uns aos outros se possível for, o dia inteiro. Logo quando mais crescidos jogam hóquei de rua, como nós corríamos atrás da bola aí em Portugal, é um sem parar! Os mais crescidos, lá vão eles para as arenas jogando com aspirações a fazerem parte de equipas profissionais, equiparadas às ligas principais de futebol na Europa. Os canadianos são os verdadeiros heróis do hóquei no gelo no mundo! Praticamente todos os grandes clubes nos EUA e Canadá são compostos por canadianos! São campeonatos mundiais ganhos uns atrás dos outros; impressionante! Um jogo de hóquei, para quem não conhece, é excitante! Primeiro porque, praticamente, todos os desportos deste lado do hemisfério são ultra-violentos e este não foge à regra! No hóquei o equipamento desenhado para protecção contras os embates de corpo a corpo - os quais são permitidos nas regras desta modalidade - são dum custo tal que só um deles, daria para comprar o equipamento duma equipa de futebol! Esta modalidade é tão intensa que, cada jogador joga só por uns minutos, dá tudo o que pode e corre a sentar-se na linha formada para rendições constantes. A velocidade destes no ringue é, penso, talvez duas vezes mais do que o hóquei em patins, os seus embates de corpo equiparam-se a dois carneiros a lutarem pela fêmea! É falado que antes dum jogo desta intensidade é uso comerem para aí um tacho de esparguete, rico em calorias, para compensar o desgaste nestes embates! Temos presentemente, de origem Açoriana, um rapaz de nome John Tavares, que os entendidos prevêem que venha talvez a suplantar o melhor de sempre conhecido como Wayne Gresky! Oxalá - venha ele a ser como um “Cristiano Ronaldo” do hóquei destas bandas!
Além disso temos também o que se pratica na Europa, todo género de “ski” nas encostas apropriadas, assim como descidas de montanhas como Deus as criou, onde os profissionais, por amor ao desporto, vão dando as suas vidas. Já se vê que nestas terras, malucos não faltam! Por hoje tenho dito.
Bem-haja, Filhos da Escola.
Artur/Leiria

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

frelimo




Estas quatro prisioneiras a capinar, guardadas pelo cipaio são militantes da frelimo, a pide que na altura já se designava dgs rapava-lhes metade da cabeça para o caso delas darem de frosques e serem mais facilmente detectaveis e capturadas, o que era estupido, pois podiam facilmente cortar umas as outras a parte que restava e voltar para o mato. Isto fazia parte de uma guerra estupida, como todas as guerras!

HELLO, VISITORS OF THE WORLD!


Carlos - Tintinaine, Navy Marine # 16429
Artur - Leiria, Navy Marine # 15683

This is to let you know how thankful we are for your visit to this BLOG. As you might know by now, we are ex-Marines, Fuzileiros, as we are called in Portugal, who fought an independence guerrilla war for two decades, in the sixties and seventies, in the colonies of Guinea, Angola and Mozambique, which were under Portuguese rule for over five hundred years. In 1975, independence was granted to these colonies by the brand new government that resulted from a well known bloodless, Carnation Revolution, in the main land, Portugal. As you might realize, we are all seniors now, almost all, on a retiree status, some, as officers from the Portuguese Navy, others as civilians from all walks of life. This endeavor came as an idea, about a year ago, from a couple of old buddies who are well verse in, internet matters, and the result has been outstanding! You have to imagine, we have not seen each other for the last 44 years. Today, after all those years gone by, we are totally different in every aspect, with evidence accentuated on a physical appearance as you can see, on those before and after photos!Let’s talk about you, now. We assume that, might be a reason, for you to pay us with your very kind visit, which is always welcome! Now, dear friends, we would like to see you all, getting just a tiny bit involved or as much as you like in this work. The decision is yours! Start, please, by opening a free GOOGLE account, in case you do not have one, in order to tell us if you were a Marine, Fuzileiro, Navy sailor, Army man or in the Air force, or you have or had any family member in those positions. Tell about the country that you living in. In other words: the reason for your interest in this blog. To get started, go to Google website and just write: “how to open a Google account”, a screen comes up, and you just follow instructions, usually a new Google E-Mail goes as: anyname@gmail.com Then choose a user name that you like, does not have to be your name, and finally your password. Make sure you follow instructions to the letter, and at the end, do the submitting. You will receive a password and confirmation promptly. Once you get that, you are ready to fire! Go to one of our blogs, and at the bottom where you see “Comentários”, click, and you are ready to tell all, or just a bit about you. Please shoot in English, Portuguese or French if we don’t know these languages we will learn them, don’t worry. We would love to hear from you. Websites to visit: Companhia N°2 de Fuzileiros that, links to Escola de Fuzileiros, Espaço do Carlos, Fuzileiro, Marinha e Fusocultura also porta da capitania amongst others. Please don’t be afraid, or hesitate to log on, onto these blogs that you can also call yours! If you have any questions do not hesitate to mail us at: manaliva@gmail.com Once again, you are mostly welcome to join us, looking forward to see you in the near future and please accept our word of Thanks!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cobué

uma pequena lembrança aos filhos da escola!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Oficiais e Sargentos!

...oOo...
Não se fala muito de oficiais e sargentos neste blog. Porque será?
A verdade é que entre 150 homens que tinha a Companhia eles estavam em minoria. E nós, a maioria, éramos uma classe em choque permanente com eles. O que é normal. Eles, com ou sem razão, aplicavam os castigos e a nós cabia, simplesmente, cumpri-los e cara alegre. Mas assim não se fazem amigos, está claro!
Nesta foto um bom oficial, França e Sousa e um sargento que me tornou a vida num inferno, enquanto estivemos na Machava. Nos últimos meses de comissão, com o destacamento para Metangula, vi-me livre dele. Até hoje!

O Sargento Lagarto!



Eh pá, não sei porquê, mas gosto de recordar o Ssargento Lagarto!

Julgam que é alcunha? Não, é nome mesmo.

Nas aulas dele, era quase impossível a malta portar-se bem. Não sei se pela figura dele ou pela sua maneira de ser e se comportar, só sei que bastava a gente falar o nome dele para desatar tudo à gargalhada.Todos tinham alguma peripécia a contar em que entrava o bom do Sargento Lagarto. Até eu, que nem era nada malandro, me divertia à custa disso. Nos meus tempos de estudante nunca fui bom em Desenho, mas ali, naquelas salas de pré-fabricado, ao pé do lodo da Escola de Fuzileiros, prontificava-me a desenhar um lagarto, parecido com o da foto, no quadro negro da sala de aula, enquanto esperávamos que ele entrasse para começar a instrução. Para evitar maior encrenca, quando perguntava quem tinha feito aquilo dizíamos-lhe que já lá estava quando entramos. Nunca me lembro de ele ter feito grande caso dessa brincadeira. Limitava-se a pegar o apagador e limpara o quadro. Depois começava a aula e não mais falava no assunto.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Patrulha no Lago Niassa




Grande parte da minha comissão no Niassa foi passada nos botes e nas L.F, naveguei de lés a lés e desembarquei nas praias do Lago Comandos, GE, Paraquedistas, Exercito, GEP, o grupo do comandante Daniel Roxo homem muito calado com olhar de lince que um dia me fez o favor de oferecer um repasto de galinha do mato a quando da minha saída de Metangula. De todas as tropas que desembarquei e reembarquei os comandos eram e não sei a razão aqueles que mais gritavam ao gregório, de quando em vez lá calhava levar em cima com a ração de combate em estado liquido.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Taifun!

...oOo...
Quem era o terror da Escola de Fuzileiros em 1962?
O Tenente Max Fredo, claro!
E alguém, alguma vez, viu o Max Fredo sem o seu fiel Taifun?
Claro que não, pois ele não o largava nunca. Quando aparecia montado no seu jeep e, metendo os travões a fundo, derrapava na parada, mesmo em frente à companhia que estava ali formada e pronta a receber ordens, quem é que o acompanhava sentado no lugar do pendura?
O seu fiel amigo, o Taifun!
A foto que podeis ver acima não é a desse cão, como facilmente se perceberá, mas lá que é parecido, é.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Moçambique "Cobué"



Tanta marujada que passou por este antigo convento, marujada e não só, durante algum tempo esteve lá em comissão o exercito, de entre os soldados o mais conhecido foi sem duvida o malogrado Joaquim Agostinho o nosso melhor ciclista de sempre.
Na foto encontra-se junto ao telhado do edifício do lado esquerdo um ponto negro se ampliarmos a foto vê-se nitidamente uma carraça, agora, mistério, como é que o bicho ficou impresso no papel é que eu gostava de saber (já agora informo que não houve qualquer truque de montagem) a prova essa, está no original uma carraça gorda e anafada!

DOIS BELOS SARGENTOS!


Bons instrutores, bons munitores e bons tutores! São estes sargentos, para mim, bem merecedores de tão belas conotações. Sim senhor, se são!
Sargento Martins: Um bom homem, um cavalheiro, um senhor que sempre soube tratar-nos com respeito e compreensão. Duma modéstia inagualável! Tratava-nos sempre por voçê, quando, tinha este Sr., idade para ser nosso pai! E como tal, para ele, foi como seus filhos, nós fossemos!... Sempre pronto a ajudar com sua forma de ser e agir: meiga, talvez imprópria para quem tinha a missão, vamos lá, talvez até, de nos embrutecer para a guerra. Uma guerra que é sempre bruta!... A comprová-lo vejam só o artigo que vem hoje, no blog da MARINHA E FUSOCULTURA com o título: “Operações a leste de Luanda. O assassinato de um pescador.”
Este senhor era proveniente da terra do “carrapau” - Setúbal. Homen de estatura média, magro e de compleição bem defenida, infelizmente, o que venho a apurar mais tarde, de pouca saúde. Um dia, bem no princípio da recrutra, dirigiu-se a mim dizendo que eu tinha que ser uma pessoa muito importante, ou então o meu nome (porque era grande), valeria mais do que a propriedade; depois de eu ter perguntado o porquê de tal afirmação. Dizendo então, que, como eu era natural Leiria, sem ofensa, se me importaria que me chamasse Leiria? Eu, que nunca fui rapaz de aceitar alcunhas, (por isso, penso que nunca as tive), aceitei , com gosto até! E a partir daí, porque pegou bem, fui sempre o “Leiria”; desde os comandantes com quem lidei até ao colega de tarimba! Este Senhor, que o Bom Deus lá tem em bom lugar, porque era dos bons, morreu cedo! . “The good die young”... Há que ser-mos maus, assim parece, para não morrer-mos ainda...
O outro senhor, vivinho ainda e que todos conhecem, hoje até é meu vizinho!... Fui eu a deduzi-lo, porque o tintinaine não respondeu a esta minha questão num dos meus comentários de à tempos.
Sargento Vitorino, homem erecto bem-posto que, sempre demonstrou adorar a vida! Antes e depois da nossa comissão em Moçambique, viagei algumas vezes com ele na linha do oeste rumo às nossas terras: Alfeizarão e Leiria mais a norte. Conversavamos como colegas de escola onde o “tu” poderia ignorar a hiarquia, mas não, os bons princípios faziam parte ainda, do brio das nossas vidas!... Mais do que uma vez, sentados frente-a-frente, pediu ele delicadamente: - “Leiria, dê-me 15 minutos para eu dormir e me recompôr fisicamente”. Ainda hoje estou para compreender como este sargento passados 15 minutos parecia/era um homem diferente! Recuperado! Um dia irei perguntar-lhe em que livro estudou tal técnica.
Lourenço Marques, homem solitário por conveniência, diga-se, sempre na conquista! Pergunta um dia, ao encontrar-me na avenida da República: - Leiria como vão essas conquistas? – Faz-se o que se pode, respondi. – Sabe, respondeu, para haver sucesso nessas coisas, tem que ser a título de namoro com todos os seus sabores e ingredientes... Era ou não homem de bons conselhos? Grande sargento, dava gosto conversar com ele! Sempre que algo mais pessoal havia a perguntar, começava assim: - “Óh Leiria, sem indescrição...” Levou-me tempos a descernir o significado desta “indescrição” . Valente SARGE Vitorino, bem-haja. Em Setembro, nas minhas férias em portugal, vai uma visitinha? Talvez no Tromba Rija, dos Marrazes. Valeu?
Um grande abraço cá do Leiria.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Comboio do Catur



Muitos filhos da escola viajaram no comboio do Catur de Nacala até Vila Cabral .

Tentar não custa!

Nesta unidade de Fuzileiros o Imediato é o Alvaro Dionísio. Ele tem andado desaparecido, mas acredito que vem dar uma vista de olhos no blog, de vez em quando. E aproveitando essa oportunidade vou fazer-lhe um pedido, o qual repetirei mais tarde, ao telefone, se o conseguir apanhar.
Nas duas fotografias abaixo aparecem dois camaradas nossos da CF2, que não consigo localizar em lado nenhum. Recorrendo aos arquivos da Segurança Social, agora devidamente informatizados e de âmbito nacional, não seria possível descobrir se eles são vivos ou mortos e a respectiva morada, caso sejam vivos?

De cócoras à direita - Domingos da Lídia Belo

Primeiro da esquerda - Joaquim Manuel Cavaleiro Rodrigues Cação

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Ferreira de Mourão!

De Mourão, terra alentejana de muitos fuzileiros, recebi uma carta onde se incluía o documento que podeis ver acima, com pedido de publicação. Não sei se ele será legível, mas acho que devo publicá-lo de qualquer modo. Trata-se de uma notícia publicada na Revista da Armada, no ano de 2005, relativa á homenagem feita aos primeiros fuzileiros formados na nossa Escola e aos seus principais instrutores e comandante de curso, o 2º Tenente Pascoal Rodrigues.
(Cliquem na imagem para ampliá-la)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Neiva!

Ao fim de 40 anos toca o meu telemóvel e ouço uma voz que me pergunta - sabes quem fala?
Não faço a menor ideia! Foi aquilo que me saiu da boca.
Sou o Neiva, da Companhia 8 de Fuzileiros, não te lembras de mim?
Claro que me lembrava dele. E lembrava-me melhor ainda do trabalho que me deu, a mim e mais um grupo de camaradas, para carregar com ele às costas pelo Tchifuli abaixo e salvar-lhe a vida por um triz.
Tínhamos saído em patrulha. Fomos subindo lentamente pelo morro acima. Já cansados, depois de cerca de meia-hora sempre a subir, decidimos fazer uma paragem para descansar. Cada um abancou onde melhor lhe pareceu. O Neiva encostou a G3 a uma árvore de pequeno porte, sentou-se e encostou-se também à mesma pequena árvore. Ao fazê-lo deu-lhe um ligeiro abanão. Isso foi o suficiente para despertar um ninho de vespas que ali havia, pendurado de um dos ramos da árvore. Elas começaram a zumbir á volta das nossas cabeças e cada um protegeu-se como pôde.
O pobre do Neiva, na posição em que estava, levou com o grosso do enxame em cima dele. Começou aos berros que nem um cabrito desmamado. Passado um bocado estava a vomitar e a cair para o lado, sem dar acordo de si.
Corremos com ele às costas pelo monte abaixo até chegar à estrada e comunicamos coma Base para mandar um jipe ao nosso encontro. Foi para a enfermaria e o médico tirou-lhe do corpo cerca de 2000 (dois mil, não é engano) ferrões de vespa. Disse ele que não fazia a mais pequena ideia de como é que o Neiva tinha sobrevivido. Diz quem sabe que vinte ferroadas de abelha podem matar um homem de compleição normal.
E então aparece-me este melro, ao fim de 40 anos, a perguntar - sabes quem fala?
Claro que sei, fala o morto! Não, desculpa, aquele que estava quase morto, mas não morreu.

PROPOSTA SIMPLES...




Por: Artur/Leiria (15683)

Esta vai ser uma “PROPOSTA SIMPLES,” com a viabilidade de se tornar “COMPOSTA,” logo o Carlos queira e tenha tempo para lhe pôr umas perninhas!...
Eu, Artur/Leiria, proponho-me, contribuir com o montante duma entrada para o filho-da-escola que esteja presente no convívio, e seja, presentemente, o mais reconhecível. Claro, tudo fica pendente da aprovação do timoneiro – Carlos.

“Vamos imaginar por exemplo, que todos e cada um de nós, vai passar por cada um, na baixa de Lisboa e, ao dár-se de cáras com o ex-colega, isto leva-o a perguntar-se a si mesmo: PARECE QUE CONHEÇO AQUELA CARA, MAS DE ONDE?”

Para isso, projetávam-se as fotos, de antes e depois, de todos os presentes e para que tudo corresse bem, iriam a votos, assentando o nome daquele que lhe parecesse o mais reconhecível. Depois da contágem logo veriam quem ganhou.
O que ganhasse deveria ficar com o castigo de colocar um post, ou pedir a quem o fizesse e responder a estas simples questões:

- Que achas de todo este empreendimento do Carlos?
- Tiveste ou não gosto de te encontrares com os Filhos da Escola e outros participantes da Companhia # 2 de Moçambique?
- Gostarias de participar, dentro do que te for possível, na ajuda de futuros encontros?
- O que gostarias que se fizesse de novo, ou que fosse mudado?

A completar, agradeço a aprovação do Carlos, e, a colaboração de todos.
Com amizade do Filho da Escola do Canadá, a todos um grande abraço.
“Isto é um relembrar vivo de tão saudosa vivência!...”

Leiria

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sucesso total!

Como bons oficiais, eles não negam a espectacular «Escola» em que se formaram e apresentam-se ao serviço, mesmo em dia de descanso.
«Noblesse oblige» dizem os franceses, mas os franceses não são mais que nós e quando chega a hora da luta nós não viramos as costas!

Metangula



A convite do comandante Tintinaine ingressei neste pelotão como praça mais marreta, de nome Oliveira mar fz da Companhia de Fuzileiros nº10 Moçambique 71/73. Feitas as apresentações passemos ao post. Metangula lago Niassa, qual Apocalipse Now com o surf no delta do Mekonge, a nossa marinha praticava ski aquatico na baia de Metangula.

COMADRES!

Por: Artur/Leiria (15683)
Cronicando...


Quando eramos rapazes de escola para não esquecer-mos a homofologia das palavras (palavras com grafia e significado diferente mas com o mesmo som) costumava-mos recitar a lenga-lenga das comadres que rezava assim:

COmadre sem CU é madre.
COmadre sem madre é CU.
Tirando o CU à COmadre.
Fica a COmadre sem CU.

Foi o relembrar desta lenga-lenga, que me despertou a imaginação para esta pequena história. Os colegas do Alentejo, que me perdoem, isto não é intencional para ninguém. Calhou assim. Qualquer dia poderão entrar nas minhas histórias, por exemplo, os escolas da terra do: “BINHO BERDE DO BALE DE BOUGA”.

As comadres desta minha crónica são outras! São as esposas, amigas, companheiras dos nossos filhos da escola naturais da terra com mais herois - Alentejo!

Acontece certo dia, a comadre Eulália vai procurar a sua comadre amiga Engrácia a sua casa, mas esta não estava. No dia seguinte, com um pouco mais de sorte, lá a foi encontrar. Uma excitante conversa se desenrola nestes termos:
- Comadre procurei-a aqui ontem mas voçê não estava, mas sobre a tarde quando fui à cidade, deu-me a impressão que vi a sua burra na taberna do Inácio. Era voçê?
- Claro, comadre, ERA ÉU.
- Sabe que o meu marujo só fala numa festa qualquer que vão fazer lá mais para o norte onde se querem juntar os piripangas todos! Diz ele que é para relembar os tempos da tropa, sabes disso?
- Óh Eulália, se queres que te diga nunca ouvi falar nisso, por isso não faço ideia nenhuma. Penso que depois de todos estes anos, ninguém vai conhecer ninguém, que achas?
- Engrácia, mas tu é que não sabes que, eles já vão trocando muitas fotas, uns com os outros, e que até já estão nisso da internet e parece que a coisa está ficar jeitosa!.
- Deve estar jeitoso deve!... Velhos, carecas, barrigudos, quem raio os vai conhecer, o teu ainda tem quase o cabelo todo, agora o meu, é melão descascado!
- Já que estas falar em carecas, o meu até me disse que, para aquele que seja mais reconhecível com os tempos da marinha, que vai ganhar o bilhete de entrada, que inclui jantar. Então não é, que o meu pilocas, só porque tem a mania que ainda está igual, quer também concorrer nisso!
- No vosso caso acho bem irem, agora nós duvido, e se ele concorrer não me admiro que ganhe, não! Óh comadre, sem ofensa, ele ainda está cá um engatatão, que nem os mais novos! Mas olha que até gostava ir também.
- Comadre, não há nada como tentar convencer o teu marido, sabes que a comida até parece ser boa, e para variar não é nada mau, já estou farta e cançada das açordas. Por falar em comida, o meu marido já tem lá em casa a lista dos pratos que vão servir. Olha, anda cá a casa que eu mostro. Como se pode ver aqui, a ementa é esta:

Entradas – Rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, etc.
1º Prato – Bacalhau Dourado
2º Prato – Vitela à Peleiro


- Como vês Engrácia, isto até parece apetitoso! Que dizes?
- Mas olha que a nossa Carninha à Alentejana não ficava nada atrás, não!
- Pode ser que para o ano, essa seja uma boa ideia a propôr aos maridos, caso eles nos levem, claro.
- Agora é que eu não sei como é que raio vou conseguir convencer o meu.
- Anda comadre Engrácia, vamos lá que eu ajudo.
- Sim, vamos lá... Que Deus nos ajude... Que Deus nos ajude...
E lá foram as boas das comadres continuando a pedir a Deus...

COISA ESQUESITA!

CARLOS!
Estou tentando, sao milhentas opcoes! Eterno problema!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Os meus Oficiais!

Na minha Companhia sou eu o Comandante!
Perdoem-me a imodéstia!
O primeiro alistado na companhia foi o Alvaro Dionísio que, por antiguidade, conquistou o lugar de 2º Comandante (ou Imediato, como os fuzileiros especiais gostavam de lhe chamar).
Agora espero a adesão do Leiria e do Oliveira que comandarão, cada um deles, um pelotão. O primeiro a aderir ficará com o 1º pelotão e o segundo com o 2º, como é lógico.
Entre os outros convidados, Jordão, Verde e Rosa da Silva, algum há-de ser o primeiro e receberá o 3º pelotão como prémio. Os seguintes, tenho muita pena, mas ficarão como sargentos, o que não é desonra nenhuma.
Isto, meus caros amigos, tem que ser assim, porque gosto das coisas devidamente organizadas.
Estamos de acordo?
Então, toca a destroçar e vamos ao trabalho.