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sábado, 13 de junho de 2009

De que gosta a marujada?

...oOo...
Afinal de que gosta a marujada?
Chicha, febra, melões, etc. e tudo o mais que vos possa vir á cabeça!
Durante a semana que agora termina, só se falou no Cristiano Ronaldo e nos 94 milhões que o Real vai desembolsar para o tirar de Manchester. Tudo bem, não discutir se o rapaz vale ou não vale os 94 milhões. Vou só produzir uma afirmação que vai por aí na cabeça de muita rapaziada.
««« Antes queria a Nereida toda nuinha que o Cristiano coberto de ouro! »»»

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A OBSESSÃO PORTUGESA PELA ÍNDIA E O SEU EFEITO NO MUNDO! (II)

Por, Artur/Leiria

“Nota: O que escrevo é um apanhado geral, sem que tivesse recorrido à pesquisa, baseando-me porém, nos conhecimentos por mim adquiridos na leitura acerca do assunto em causa, à mistura com um pouco de senso comum. Portanto, é a minha opinião que pretensiosamente desafia os peritos no assunto.”

Não fosse a ambição portuguesa pelo comércio da Índia, hoje o mundo seria totalmente diferente, no seu arranjo político e geográfico! Por isso há uma absoluta necessidade em se reescrever a história, assim dar-se-ia - “o seu a seu dono e a César o que é de César!”
Contudo, como os senhores historiadores da cátedra, não têm, por conveniência, coragem, uma vez que lhes pesa a consciência da grande mentira que blasfemam nas universidades e escolas desde o princípio das descobertas portuguesas, em reescreve-la.
Terá esta que forçosamente ser reescrita por historiadores amadores, os quais vão sendo ferozmente refutados pelo status quo destes deuses da sabedoria, como eles se cognominam. Coisa mais absurda que o mundo já viu! Patriotismo amorfo! Não esquecer que fomos verdadeiros fazedores de fronteiras!

Em conversa casual com colegas meus canadianos que ao saberem que sou português, expressam uma vaga ideia de que os portugueses são donos de algumas descobertas! Todavia, ficam admirados quando lhes digo: “algumas não, tudo o que foi descoberto além do velho mundo que na altura ja era conhecido, isso sim.” Digo-lhes, que a razão é muito simples, olhando a que os portugueses levavam um avanço de cerca de oitenta anos sobre outros países europeus, e, já com os Açores na manga como rampa de lançamento para as Américas e não só! (...) Como acontece hoje com os americanos e a lua.
Portanto naquelas datas o avanço náutico português era impar!
Aí, quando o tempo é curto para continuar com a conversa são eles dizer: “impressionante! Quero falar, dizem, mais sobre isso logo que possa”. O que tem vindo, para meu gosto pessoal, a acontecer com assiduidade.

"Por causa da ambição dos portugueses pela índia, o mundo não é, mas poderia ser diferente! Sem ela, não teria sido preciso:"

-Esconder-se, por conveniência, todos os feitos da família de navegadores “Corte Real”, entre outros, nos mares do Atlântico Norte!

-Terem, estes feito, inúmeras viagens de descobrimento e reconhecimento da costa americana e canadiana no atlântico e mantê-las num anonimato absoluto e imperativo!

-Os ingleses e franceses terem dado um nome, captado dos índios, bem português - Canadá - (latino quanto o possa ser), segundo 3 versões as quais passo a desenvolver!

-Ter-se que explicar esta primeira versão a qual reza; que os portugueses muitas vezes falaram perante os índios, o que eles aprenderam, frases tais como: “não há cá nada - ao referirem-se aos mesmos ambicionados produtos, provenientes da Índia! Frase essa que os índios mais tarde, passaram a chamar aos outros brancos que iam aparecendo. Os quais em contrapartida, passaram a conhecê-los e chamá-los de “cá nada!” Portanto, daí advêm possivelmente o nome de Canadá!

-Ter-se de integrar esta segunda versão - canada - que deriva de cana: passagem/caminho entre canas, acto de bater com uma cana, ou ainda nome de propriedade dos Cortes Reais em Tavira, Algarve, de onde eram oriundos! Sabe-se pelo certo que esta palavra foi captada dos índios pelos povos brancos não portugueses!

Teria o Canadá hoje, provavelmente, o nome de “Terras de Corte Real” incluindo as províncias de nomes portugueses: “Labrador e Terra Nova!” Labrador, a alcunha dada a João Corte Real, pai dos navegadores: Miguel e Gaspar, ambos desaparecidos, talvez em tempestades, no Atlântico Norte!

Apreciar agora, como a nossa, não reconhecida identidade está, porque foi perdida para outras nações, infelizmente causada pelo secretismo absoluto das descobertas que se iam realizando.

Como exemplo temos: no Atlântico Norte junto aos Grand Banks do Canadá, existe uma ilha que se pode ver inserida aqui, com o nome de Sable Island que, quando mais tarde outros europeus a encontram vêem lá inúmeros cavalos bravos. Ainda hoje, teimosos e por teimosia e com ajuda dos nossos professores de historietas, com ordenados chorudos, dizem que, provavelmente estes foram levados pelos espanhóis e, nunca por nunca ser, aceitam a mínima hipótese de terem sido os portugueses a fazê-lo, ao que parece, depropositadamente nos ignoram!
Já o Figo diz: “nós, pequenos como somos, nunca iremos a lado nenhum!” No mundo da bola claro.

Ora vejamos: existem provas de que esta ilha cognominada, quando descoberta pelos portugueses, de Barcelona, uma vez que foi descoberta pelo navegador Joaquim Pinheiro, de famílias nobres de Barcelos, terra do galo do amor, viveu e conviveu como outros navegadores nos Açores, a rampa de lançamento para essa parte do mundo, foi este alcunhado lá, de “Barcelona.”
Açores, conhecida também como terra das alcunhas e porque este navegador era de Barcelos, não fugiu à regra! Tal e qual como o navegador João Corte Real foi alcunhado de “Lavrador”.

Por isso temos a Province of Labrador, sua alcunha, no Canadá! Mas o mundo hipócrita não quer reconhecer nada disso, não importa o impacto que deveriam ter todos estes feitos com a expressão seguinte: “conheça-se a árvore pelos seus frutos.” Árvore, onde os seus frutos são a irrefutável prova do que foi feito pelos portugueses!

Ora, é imensamente bem conhecido que os nossos eloquentes reis eram duma sapiência extrema para a época! Obrigavam estes, os nossos navegadores a povoarem todas as ilhas descobertas e a descobrir, com animais domésticos, para estes servirem de alimento aos que lá iam aportando… o que para mim, e para a época, foi uma logística extraordinária!

Para que o mundo, como dever e obrigatoriedade, possa reconhecer a verdadeira historia e influência portuguesa, com todos os seus feitos, em ter dado “Novos Mundos ao Mundo,” é preciso, só e unicamente, coleccionar o ADN de qualquer membro da família de Avis sepultados no Mosteiro da Batalha, uma vez que todos os outros dados foram ja adquiridos!

Porque espera, qual o impasse em aprovar o que já lhe foi pedido, Sra. Ministra da Cultura?

Continua…

quinta-feira, 11 de junho de 2009

E porque não?

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A quem pertencerão todas estas caras? Sei que se trata de alunos do curso de setembro de 1964 e que todos fizeram parte da CF8 que fez comissão em Moçambique.
Não me parece haver ninguém a navegar por aqui que os conheça, mas não faz mal nenhum tentar. Quem sabe aparece alguém que os reconheça e me contacte.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Estranheza!

Estranho não ter aparecido ninguém a comentar o meu anúncio do convívio da CF10! Será que ninguém conhecido leu a minha mensagem? Sei que há casos de pessoas ali referidas que costumam frequentar a internet. Enfim, o que é preciso é que apareçam e que tudo corra bem.
Também sobre o projectado encontro do pessoal da CF8 acontece um pouco a mesma coisa. Ninguém fez o mínimo comentário ao anúncio aqui colocado. Refiro-me, é claro, a filhos da escola que tenham a ver com a própria Compamhia. Será que não há um único membro deesa companhia que navegue pela net?
Estranho, muito estranho!

domingo, 7 de junho de 2009

CF10 - Guiné, de 1969 a 1971


(Clicar na foto para ampliar)
Se a notícia que chegou aos meus ouvidos é verdadeira, vai realizar-se no próximo dia 13 um encontro/convívio para o pessoal da CF10, lá para as bandas de Alvados, onde fizemos o nosso, em 2008. Há na guarnição desta Companhia muita gente conhecida. Uns fizeram parte da CF2 ou da CF8, em Moçambique, outros da CF9, na Guiné. O Sargento Jaime da CF9, nosso muito bem conhecido da Escola de Fuzileiros. O Sargento Costa, da CF8, ferido num olho com um envólucro da G3. Os filhos da minha escola, já como Cabos, Paixão, Camilo, Monteiro, Sérgio Rego, Zé Pintado. Os barras 64 da CF8, Paulino (já falecido), Neiva, Fazeres e o Zé Fonseca. Para além de um monte de grumetes, barras 68, de onde sobressai o Adriano Costa, actual (e sempre) director do Núcleo de Fuzileiros do Porto, e até o marido de uma das minhas irmãs, o Artur Moreira. Uma festa que se antevê grande e que desejo corra da melhor maneira. Daqui envio um abraço do tamanho do mundo a todos os amigos que lá se vão juntar.

sábado, 6 de junho de 2009

O tempo vai passando e nada...!

Estou a ficar ligeiramente preocupado com o andamento das coisas, naquilo que ao encontro do dia 4 de julho se refere. Passaram já duas semanas desde que mandei as primeiras cartas e as respostas não chegam. Houve apenas 4 telefonemas. Dois que confirmaram vir e dois que talvez. Entretanto, um dos dois primeiros telefonou de novo, para dizer que afinal talvez não possa vir, porque tem a mulher doente. Resultado final - um sim e dois talvez! É muito pouco para tanto trabalho! Será que temos que desistir da ideia? Valerá a pena ir até Aveiro se houver apenas meia-dúzia de interessados? Sinceramente não sei. Vou esperar mais uma semana e logo se verá.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A Fragata e os fragatas!


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No grupo de voluntários que fizeram a recruta comigo havia três alunos da Fragata D.Fernando E Glória que escolheram alistar-se na Marinha de Guerra quando atingiram a idade própria. Todos eles foram comigo para Moçambique e se tornaram grandes amigos meus. Dos três em questão quis a sorte que ainda só tivesse conseguido reencontrar um deles, o Valter. Dos outros dois, um vive em Albufeira e o outro no Canadá. Um dia destes voltarei a reencontrá-los também, é tudo uma questão de tempo.
oOo
N.B. - Grande parte do texto desta mensagem foi eliminada para evitar o descontentamento demonstrado por vários ex-alunos da Fragata que me chamaram a atenção para algumas das minhas afirmações que consideram incorrectas. Como não era minha intenção ferir susceptibilidades de ninguém nem quero alimentar quaisquer polémicas acerca de um assunto que não conheço suficientemente bem, peço desculpa aos interessados com a presente correcção.
Tintinaine, 2011-01-24

Humor à Solta em Terras do Alentejo!



Artur/Leiria
Cronicando

Dois compadres amigos à conversa, como é uso e costume, para passarem o tempo nos anos de aposentação. Sentados num banco rústico, junto a uma estrada rural numa aldeia bem no coração do Alentejo, debaixo dum chapéu-de-chuva para se protegerem dos intensos raios solares destas terras bem quentes.

- Eh compadri Jacinto, está a vestir bem caramba, com um casaco desses de cabedal, as moças até vão ficar a pensar que a lotaria te bateu à porta e, olha que a cobiça, que é pecado, vai morando por aí compadri! Se assim for vão ser como moscas à tua volta; sabes porquê, não sabes?

- Qual lotaria qual carapuça Amândio, foi a minha Gisélia que foi ao Canadá visitar a filha e porque estas coisas são baratas lá para essas terras, lembrou-se de ma trazer, mas olha como está calor vou pô-la aqui sobre esta mesa, enquanto estamos na conversa.
- Fazes bem compadri, fazes bem e como o dia de hoje ainda é jovem, há muita laracha para se conversar!

- Já que estás a falar em larachas queres saber a melhor Amândio, o João Jaleca e a mulher, a Custódia, sabes que têm por hábito saírem pela janela logo pela manhã porque sabem que têm um dia de trabalho à porta?
- Não me digas? Essa não sabia eu! Mas olha, cá por esta banda não é de estranhar, bem se vê que eles não degeneram não; ou não fossem eles alentejanos de gema, o que não é de admirar.
- Mas ouve. Não é que há dias encheram-se de coragem e saíram porta fora, de sachola às costas, para irem cuidar duma horta que têm lá para o outeiro, como sabes fica lá no alto, no outro lado do lugar e, acontece que ao chegarem ao cimo ouvem uma voz a gritar “acudam-me, acudam-me, ajudem-me” e não é que largam as sacholas e começam a andar ladeira a baixo e para não caírem, tiveram mesmo que correr, vê lá tu, terem que correr, imagina, foi coisa rara como santo que caiu do altar, ao chegarem lá em baixo estava o tio Joaquim Alarcão o velhote estatelado no chão e ao sol de barriga para o ar, perguntaram-lhe sobre o que se passava e se havia alguma novidade, o velhote respondeu que não e que o pusessem à sombra! Já viste os azares que tiveram em terem saído pela porta em vez da janela!
- Foi só trabalho compadri Jacinto, mas olha que dizem que o trabalho dá saúde, e eles aqui trabalharam duro, mas nessa não vou eu, não! É bem melhor estar aqui à conversa, do que passar por essas, não achas compadri?

- Olha, olha, se o trabalho desse saúde não havia doentes no hospital compadri! Isso é que era bom. E os médicos tinham que ser todos advogados – mal por mal era melhor roubar do que matar! Olha, quando a gente faz uma operação dão-nos um papel para assinar. Sabes porquê compadri?
- Não faço a mais pequena ideia, mas olha que não deve ser coisa boa não, ou será?
- Claro que não Amândio é que se eles nos matarem na operação, aquilo é uma carta, e a gente sem sabermos, a autorizar o seu perdão no caso de nos virem a matar! Já vês que assim podem matar quando quiserem! Ao menos a PIDE não nos matava e o calabouço era bem melhor, não achas? Mas agora já se pode falar nestas coisas à vontade, graças ao “bochechas”, que é filho dum padre, e quando foi Primeiro-ministro e Presidente da Republica e não sei que mais… que ajudou a PIDE a levar uma volta, graças a Deus e a ele!
- Mas Já agora Amândio, voltando ao João Jaleca, queres ouvir outra? Sabes que ele guarda porcos na quinta do Ataíde, quem me contou esta, foi o Zacarias que às vezes o vai ajudar, então como é hábito sobe-se à azinheira, sabe Deus como, apanha-se e atira-se a bolota aos porcos e eles vão comendo, fazem isso alternadamente entre eles. Às páginas tantas apareceu um escorreito rapaz trotando num cavalo, que parou ao pé deles e perguntou o que estavam a fazer. O Jaleca perguntou se ele não via que estavam a dar de comer aos porcos. Ao que o rapaz respondeu que, com o trabalho todo de terem que subir há árvore, se não seria melhor arranjarem um pau para varejar a bolota e porcos comiam. O Jaleca voltou-se para o Zacarias e sai-se: “Compadri, este parece engenhêro!”

- Compadri penso que o seu casaquinho de cabedal já vai longe! Mas olhe que o não vi partir.
- Então porquê compadri Amândio? Que se passa?
- É que já o não consigo ver!?
Lá ficou o jacinto consternado por causa do casaco e a história que teria que arranjar para se desculpar com Gisélia, sua mulher. Mas lá por causa disso a conversa não esmoreceu, com gente desta tempera o ânimo não desvanece, nunca!

- Vamos lá à rotina das historietas, Amândio. Sabes por que é que os do norte dizem que nós, os alentejanos, temos o hábito de plantar canteiros de alhos junto à estrada?
- Não faço a mais pequena ideia compadri alentejano.
- Os nabos dizem que é por causa de nós pensarmos que os alhos fazem bem à circulação! Mas não se apercebem que nós não compramos carros porque o dinheiro é preciso para criar a mixórdia dos melões, que eles nos vão comprando e quando voltam para reclamar, já estamos nós a ajudar a circulação noutro lugar! Bem feito, que é para aprenderem. Assim não há congestionamento na venda dos melões! Nem circulação!

- Compadri Jacinto estás a ver que eu estou a ver?
- Se me disseres o que é, logo eu te digo.
- Então não estás a ver uma nota de 50 euros do lado de lá da estrada?
- Estou.
- Então não achas ser melhor ires apanhá-la, já que fui eu que a vi primeiro?
- Não vale a pena compadri, de manhã ao ouvir o rádio disseram que o vento ia mudar e logo que ele sopre a nota para este lado, o compadri apanha, por isso vale a paciência e a gente espera…
É assim mesmo compadris, porquê correr se a vida se esvai num abrir e fechar de olhos, por isso à que estimá-la… muito devagar... devagarinho... (!?)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fotos da nossa Escola!

Naquela varanda, por cima da entrada para o refeitório, onde funcionava a enfermaria, vivi duas situações que não desejo a ninguém e espero nunca mais enfrentar.
A primeira tem a ver com a noite mais dolorosa da minha vida com um dente furado e um enorme abcesso que me fez passar uma noite inteira à porta da enfermaria na esperança de alguém me aliviar a dor. Acabei na cadeira do dentista, na Base Naval, no dia seguinte e ali perdi o meu primeiro dente.
A segunda tem a ver com o quase afogamento do Mário Lima. Passou ali 3 dias entre a vida e a morte e nós revezávamo-nos à porta da enfermaria para lhe fazer companhia e prestar-lhe a solidariedade possível. O pessoal da saúde corria connosco e nós descíamos pela escada da direita e subíamos de novo pela da esquerda. Foi assim durante 72 horas, mas felizmente tudo acabou em bem.
Ali, naquela janela do primeiro andar, era o covil da fera, o gabinete do Comandante Cristino. Felizes daqueles que nunca lá tiveram que pôr os pés. Eu estive várias vezes em risco de lá ir parar, mas a deusa da sorte sempre me protegeu e acabei por me escapar. Ainda parece que estou a ver o Domingos Miranda (o nosso saudoso Granel) em frente do homem a prestar contas por ter «desvirgulado» a namorada.

Cartas, Mails e telefonemas!

A loucura do costume!
Já enviei 43 convites pelo correio e ainda 4 por e.mail. Telefonemas às dúzias, o saldo do telemóvel a baixar a uma velocidade estonteante. Ai, se não fosse o telefone de borla da ZON! Havia de ser bonito! E isto porque apenas consegui cerca de 30 endereços dos filhos da escola de Set/64 que era o grosso da nossa Companhia.
Dos Oficiais, Sargentos, Cabos e Marinheiros tenho apenas os filhos da minha escola, o Sargento Maltez e o Tenente Ribeiro. Vamos com calma, pois daqui até lá pode aparecer ainda muita gente.

Sargento Parreira? Não!

Depois de umas quantas peripécias que, na minha opinião, não há interesse em trazer para aqui, consegui descobrir onde mora e até o número de telefone do Sargento Maltez que aparece na fotografia publicada no post anterior. Telefonei-lhe para saber se estaria interessado em participar no nosso encontro da Gafanha. Respondeu-me que sim, a menos que qualquer contratempo ou compromisso de última hora o impossibilite de comparecer. Falamos de tudo e de todos. Perguntei-lhe pelos camaradas do seu grupo e posto e ele fez o mesmo comigo. A páginas tantas disse-me que guarda religiosamente a sua cópia dessa fotografia e ainda a caixinha de fósforos do «Oceânia» que de lá trouxe como recordação. É assim mesmo! Gosto das pessoas que têm sentimentos e dão valor às recordações dos momentos bonitos que viveram.
Quando lhe perguntei o nome do sargento que com ele, o Barbosa, o Valter e eu, compunha o grupo disse-me que era o sargento escriturário Frederico Parreira. Ora isso é que não pode ser. O Sargento Parreira era da CF2 e imagino que deve ter regressado a Lisboa, em Março de 65, com o resto da Companhia. Não chegamos a acordo. Ele insiste na dele e eu na minha. E, se bem me lembra, nunca vi o Sargento Parreira sem bigode!
Durante o encontro do dia 4 de julho vamos tirar isso a limpo. Alguém se há-de lembrar da cara e do nome do homem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Belos tempos!

(Carlos, Maltez, Valter, ????? e Barbosa)
Soiré dançante no Oceânia. Um grupo de fuzileiros em hora de «relax». Uma garrafa de Mateus Rosé em cima da mesa. Os olhos arregalados para as belezas que coleavam na pista. Tudo perfeito!
Tudo não, pois não consigo recordar-me do nome do sargento que está sentado à esquerda do Barbosa. Já li e reli a lista do pessoal da Companhia e nada. Quando saímos de Lisboa a CF8 levava 8 sargentos, já com as divisas nos ombros, e 7 Cabos com o Curso de Sargentos já feito e à espera que a sua promoção saísse á Ordem. Sei que ele pertence ao grupo dos oito sargentos. Este era constituído pelo Veloso, Melro, Ribeiro, Marques, Vizinha, Figueiredo, Cortez e Maltez. O Veloso e o Melro são sobejamente conhecidos. O Figueiredo era o sargento enfermeiro e lembro-me da cara dele. O Maltez pode ver-se na fotografia acima, entre o Valter e eu. Sobram quatro, Ribeiro, Marques, Vizinha e Cortez. Sinceramente nenhum destes nomes me desperta a memória. Quem conhecer que ajude, p.f.!
O Valter seria o homem ideal para dar aqui uma ajuda! Porque será que ele nunca aparece por aqui?

sábado, 30 de maio de 2009

O Adriano!

Durante a comissão da CF8, em Metangula, criaram-se diversos grupos de amigos que, fora das horas de serviço, procuravam a melhor maneira de matar o tempo e esconjurar aquele isolamento em que éramos forçados a viver. Eu dividia o meu tempo entre dois desses grupos. O primeiro era formado por filhos da escola a que eu pertencia ou mais antigos ainda e, entre eles, aparecia o Adriano, cozinheiro ou dispenseiro (não me lembro bem) dos oficiais que ali prestavam serviço. Os outros eram o Licínio, o Valter, o Barbosa, o Viseu e o Silveira.
O segundo grupo era formado por grumetes da escola de 64, de onde sobresaiam o Badaró e o Paulino,  a que se juntava o Manel Cristo e o Tenente Ribeiro. No encontro que está programado para o próximo dia 4 de julho, gostaria imenso de os ver a todos de novo, mas infellizmente isso não vai ser possível. Ao Adriano já convidei pessoalmente, quando no passado sábado o encontrei entre os filhos da minha escola em Alenquer. O Licínio, muito amigo e filho da terra do Adriano, é possível que apareça também. O Paulino, infelizmente, já não podemos contar com ele para as coisas deste mundo. Do Cristo e do Viseu não conheço os paradeiros. O Badaró vai com certeza e ao Valter, Barbosa e Silveira vou enviar os convites, embora receie que, por morarem a sul do rio Tejo, muito longe de Aveiro, não queiram aparecer. Por seu lado, o Tenente Ribeiro, actualmente a residir em Chaves, já me garantiu que vai.
Pode ser que durante este encontro se consiga descobrir o paradeiro de mais alguns membros da Companhia e motivá-los para um outro encontro, se não antes, no próximo ano.
"Let's keep our fingers crossed", como dizem os ingleses.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CF8 - A Organização!

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Estes são os emissores do convite publicado no post anterior. Da esquerda para a direita: Carlos (8079.62), Azevedo (2025.64) e Américo (1931.64).

Convite!

Companhia Nº 8 de Fuzileiros – 1º Encontro
Caríssimos amigos e Filhos da Escola
Um pequeno grupo de Filhos da Escola de Setembro de 1964, pensou em promover e levar a cabo um encontro entre os camaradas de armas da Companhia Nº 8 de Fuzileiros que fez comissão em Moçambique, entre 1965 e 1968. Há já 44 anos que nos vimos pela última vez. O tempo passa a correr e os mais velhos ultrapassaram já os 65 anos. Alguns, infelizmente, partiram já deste mundo e não poderemos reencontrá-los, nunca mais. Se queremos encontrar a maioria ainda com vida e disposição para festejar o reencontro, teremos que andar depressa ou poderá ser tarde demais.
A primeira ideia foi promover o encontro a nível regional, neste caso para os que moram na metade norte do país, mas depois foi decidido enviar este convite a todos aqueles de quem se conseguisse descobrir o endereço e que, infelizmente não são muitos. O João Mourato, morador na zona de Almada, e que, habitualmente, organiza os encontros dos filhos da escola de Setembro de 1964 arranjou uma vintena de endereços. O Carlos que costuma organizar os encontros da Companhia Nº 2, arranjou uma dúzia deles também. O Azevedo e o Américo fizeram o resto. E isto é tudo o que temos, por agora. Pedimos a todos que, ao receberem este convite, o vão fazendo circular, passando-o a todos aqueles com quem estejam em contacto ou de quem conheçam o paradeiro.
Provisoriamente, já foi marcado lugar no restaurante “A Estufa”, na Gafanha da Encarnação / Aveiro, para sábado, dia 4 de Julho. Este restaurante é especializado naquilo que agora se chama «Serviço de Buffet» e o preço é muito acessível. Como o tempo é muito curto, não dá para organizar as coisas de outra maneira e assim teremos garantias de que ao nível do almoço não haverá problema. Cada um come o que quiser e paga o que comer. E o preço, incluindo as bebidas deverá andar abaixo dos 20€. Se conseguirmos saber, em devido tempo, quantas pessoas acorrerão ao encontro mandar-se-á fazer um bolo comemorativo para abrilhantar a ocasião e adoçar o bico aos mais gulosos. Por isso pedimos que, mal recebam este convite, confirmem a vossa decisão ao Carlos, para um dos seguintes telefones:
Fixo - 252 627 112 ---------------------- Móvel - 911 967 796
Embora tenhamos também o número de telefone da maioria de todos vocês, lembrem-se que ficará muito caro telefonar a toda a gente, enquanto que uma chamada feita por cada um de vós terá um custo irrisório para a vossa carteira.
Achamos muito importante levar a cabo este convívio que servirá para matar saudades e, principalmente, para acertar agulhas, limar arestas e fazer planos para o futuro, caso estejam interessados em continuar com este tipo de encontros.
Um abraço e até breve.
A Comissão Organizadora: Américo Laranjeira - António Azevedo - Carlos Manuel Silva

Algures, no distrito do Porto, 29 de Maio de 2009.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os amigos do Salema!

(Leiria, Barreirense e Bré)
Só para o J.Salema ver se ainda reconhece o amigo que aqui aparece, ao centro desta fotografia. São dois filhos da escola dele e o Bré que é da minha.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Convívio Nº 1

Acredito que não haverá nenhum membro da CF8 a ler esta mensagem, mas a mim compete-me colocá-la aqui de qualquer modo.
Depois de, ontem, ter falado com vários dos alunos da recruta de setembro de 1964, os quais formam o maior grupo dentro da companhia, passou de provisória a definitiva a ideia da marcação do 1º encontro/convívio do pessoal desta unidade de fuzileiros que esteve em comissão em Moçambique de 1965 a 1968.
Será no dia 4 de julho (dia da independência dos Estados Unidos) e terá lugar no Restaurante "A Estufa" na Gafanha da Encarnação (Aveiro).
Hoje reunir-me-ei com o Américo Laranjeira para combinar os pormenores e organizar o envio das cartas convite pelo correio. Não tenho mais que 30 endereços e alguns são do Algarve e do Alentejo, mas por algum lado tenho que começar. Quem estiver muito interessado aparecerá com certeza, pese embora a distância.
Vamos lá ver como a coisa corre!

domingo, 24 de maio de 2009

NO INFANTE, QUE NEM REIS!


Ora cá estamos nós, um grupinho de escolas a serem tratados como reis! Ninguém poderá dizer que, o nosso regresso ao continente não foi duma exclusividade sem par! Lembro como se fosse hoje, quando o maitre d’ nos trazia a ementa, ficávamos boquiabertos a olharmos para os nomes dos pratos onde se evidenciava a culinária francesa, duma sofisticação só vista em eventos gastronómicos de sociedades privilegiadas…
Foi sim senhor, uma viagem de sonho, como lordes visitamos a cidade do Cabo por um dia, a qual tem uma característica muito própria. Assemelhando-se porém, a cidades mediterrânicas! Esta com três frentes, inseridas entre montanhas escarpadas duma beleza de postal turístico!
É de se assumir, que os nossos corajosos marinheiros das “tormentas”, dos anos mil e quatrocentos, que nas suas lendárias crenças, as confundiram com silhuetas gigânticas dos adamastores, os quais eram monstros dominantes nos seus sonhos do dia-a-dia e que, estes gigantes míticos, queriam arrebatá-los e jogá-los para as profundezas do tenebroso oceano! Mas o Bartolomeu foi um escola/herói, que graças a ele entre outros, nos fez: “Reis no Príncipe,” nesses 15 dias do regresso!
Dando continuidade ao evento, aí fomos nós, oceano fora, apreciando o mar, o céu e a costa africana aqui e além, rumo ao Lobito, onde se ocasionou uma estadia de um dia, com algumas fotos a comprová-lo! Bem bonita; com estilo e arquitectura sobejamente portuguesa!
Navegando, lá fomos mais uma vez deliciar-nos com a vistosa e galharda Luanda! A cidade que mais esculpida está, como se na rocha fosse, na memoria dos ex-lusos que tiveram o privilégio de a sentir e viver, muito em especial aos elementos da comunicação social, que de lá vieram como imigrantes fugidos; para estas bandas, (Canadá).

O lanço navegatório a seguir foi, penso, o mais extenso - Canárias como seu término... Aí, deu para se contactar com mercadores de diferentes etnias, onde os relógios e câmaras fotográficas quase se vendiam ao quilo, e com a aliciante isenção dos direitos alfandegários! As praias eram duma água quase tépida, mas com uma areia preta: desencorajante!

Ah! Ah! Mais a norte, temos a nossa Madeira: a “Bela do Atlântico!” Para mim, duas vezes “Bela,” pela simples razão de que uma agradável reunião estava preste a se concretizar – encontro marcado com as minhas madrinhas de guerra: a Isabel, a freira e a Ilda, sua prima! Um artigo meu (“Madrinhas de Guerra”, pode ser lido num dos blogues.) Dia bem passado, sim senhor, correu-se a cidade a visitar pontos de interesse, com visitas a locais de boa confecção gastronómica!

Daí, como é de esperar, a Metrópole foi meta final para muitos de vós até aos dias que se vão sentindo. Para mim, outros mundos… outros paradeiros… continuam a ser meus para a angariação do pão-nosso!

O Américo!

O Américo é um dos maiores impulsionadores do projectado encontro do pessoal da CF8. Tão entusiasmado anda com a ideia que já comprou um computador e tudo. Na semana passada apareceu-me aqui em casa de computador portátil debaixo do braço pedindo ajuda para melhor perceber como aquilo funciona. Quer fotografias, quer usar o mail, comprou um kit de internet móvel e sei lá mais o quê! O filho ajuda-o dando-lhe as bases para ele começar e, engatinhando, lá vai ele navegando pelas ondas da internet.
É assim mesmo, oh filho da escola! Se todos fizessem o mesmo seria um sucesso!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

NA RÁDIO NAVAL: OS ESCOLINHAS E O RÁDIO!


Por aqui se vê a evolução das coisas, naquele tempo onde as coisas eram simples, um rádio bastava para nos juntar a ouvirmos o que ia pelo mundo fora, onde se falava a mais bela língua do mundo: o Português! O meu querido idioma, que jamais me cansarei de a proclamar como a mais bela, mais fiel, mais pura de pureza, onde se escreve o que exactamente se pronuncia! “Mas aí cuidado: porque se não o pronunciamos bem, automaticamente o escrevemos com gralhas ou vice-versa…” Hoje porém, um computador faz tudo e mais alguma coisa que ainda não sei! No princípio, quase como aversão minha, quis ignorar o mundo da computação, até que começou a nova aplicação do uso do ratinho! Coisa bela, que veio mesmo ao encontro dum possível fracasso, meu e de muitos por esse mundo fora… no entanto sou eu, um simplório nestas coisas a dizer-vos: não importa a idade, não importa a vossa apreensão, não façam como a avestruz: (o que eu ia fazendo) enterrar a cabeça na areia a tentar ignorar o mundo da informação que nos rodeia! O preço dum computador também já não mete medo a ninguém! Aí, poderão os nossos colegas das agruras da guerra, entrar nestas matérias bloguetárias, (palavra minha), com a vantagem de se pesquisar o mundo da informação, entretenimento, desporto, etc., etc. Pode-se ver o nosso clube em jogo ao vivo, o filme da nossa predilecção, as fotos guardadas na Net dos nossos ante queridos e saudosos amigos!
Mas nesta foto está bem patente, o viver latente do que se estava a desenrolar nas ondas radiofónicas, talvez curtas, destes escolas nos anos que já lá vão… e não voltam mais.