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sábado, 6 de agosto de 2011

Navegar à vela!

O Virgílio anda à procura de uma boa imagem da Sagres II (não Sagres I, como alguns por engano a ela se referem), depois nomeada Santo André e actualmente Rickmer Rickmers. Eu juraria que já, em tempos, publiquei fotos alusivas ao nosso Navio-Escola, mas não consegui localizá-las numa pesquisa rápida que fiz.
Fica aqui uma imagem de um dos irmãos gémeos, também construído nos mesmos estaleiros da Alemanha, para matar saudades.


E também uma pequena imagem dum outro veleiro que eu acredito ser a nossa Sagres. Procurando bem no site da Marinha ou no Blog da Reserva Naval, quase de certeza que haverá por lá coisa melhor que isto, mas aqui está o meu contributo.


E já agora, porque não um video do Navio-Museu em que se transformou o velho casco que nós, marinheiros de naus e caravelas feitas de pau de pinheiro, não quisemos ou não soubemos recuperar para nós mesmos e que ficaria muito melhor ao pé da Torre de Belém do que no sobre-lotado porto de Hamburgo.

Efemérides!

Esta semana, na terça-feira, foi dia de aniversário do Agostinho Maduro, filho da minha escola que que vive lá lá longe nas terras ricas e frias do Canadá. Mandei-lhe a minha mensagem de parabéns e ele retribuiu com uma chamada telefónica que nos manteve ao telefone por mais de meia-hora.
Falamos de nós e da família, da saúde e das maleitas que nos afligem. E, como não podia deixar de ser, falamos dos filhos da escola que são para nós como irmãos. O Agostinho tem sempre uma enorme curiosidade sobre os passos que eu dou na procura dos desaparecidos e desta vez a conversa versou, entre outros, sobre dois "voluntários" que supostamente fizeram comissão com ele no DFE4, em Angola.
O primeiro era o 16375 - Vitor Bastos que dava pela alcunha de «Casa-Pia». Não fui ainda capaz de o localizar para desfazer as dúvidas levantadas sobre a sua carreira na Marinha. No livro dos Fuzileiros que me tem servido de bíblia ele aparece como membro do DFE4, enquanto que na lista do organizador dos convívios desta Unidade aparece o 16573 - Francisco António Ferreira, levando-me a crer que haja uma falha na recolha dos nomes para o livro. A ver vamos como acaba a história.
O segundo era o 16272 - António José Pereira que dava pela alcunha de «Protestante» e que se evaporou por completo depois de duas comissões, uma em Angola e outra em Moçambique, e por mais que tente não consigo encontrar ninguém que saiba por onde andará ele. O Agostinho esteve a contar-me aquela história da granada que caiu "descavilhada" dentro do bote em que faziam patrulha e que o Zé Neto apanhou para atirar borda-fora para salvar a vida da equipa, explodindo-lhe na mão e levando-lhe um braço. Eu já conhecia essa história, mas não fazia a mínima ideia que a granada que causou este infortúnio ao Zé Neto tinha caído do cinturão do Protestante que agora procuro. Coisas da vida e ... da guerra!
E depois de meia-hora de conversa, mais uma vez parabéns ao filho da escola e ... até ao ano!
E a vocês que lêem isto ... bom fim-de-semana!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fuzileiros no Facebook!

O Facebook pegou de estaca!
E há dúzias de «escolinhas» que se tornaram fãs deste meio de comunicação moderno, rápido e gratuito. Até eu próprio (que sou mais amigo de Blogs que do dito FB) o tenho usado também para enviar mensagens e fazer contactos com vários camaradas com quem não tenho outro meio de me comunicar. E assim é que está certo, as tecnologias ao nosso serviço para nos facilitar a vida.


Numa dessas minhas passagens pelo referido meio de comunicação, encontrei esta fotografia que foi tirada no norte de Moçambique e mostra uma personagem que eu já referi nestas colunas mais que uma vez, o Valdemar Vigário (de camuflado e boina), fadista nortenho que continua a animar a cidade do Porto com a sua voz e a sua guitarra e com quem me encontrei em 1967, aquando da minha passagem por Nampula.
Não fazia a mínima ideia que ele tivesse estado em Metangula, mas juraria que esta fotografia foi lá tirada e daí a mistura de camaradas da Marinha e do Exército. Sim, porque o Valdemar pertencia à tropa (como nós cosutmávamos dizer) do "Arre-Macho".

sábado, 30 de julho de 2011

Para mostrar que andei por aqui!

Custa-me assistir a isto!

A falta de resposta da 3ª Repartição leva-me a crer que já ninguém sabe por onde andam as papeladas referentes à "Marinhagem" dos velhos tempos. Pode até ter acontecido que os ratos tenham já roído parte desses velhos papeis que (do ponto de vista de alguns) dão mais trabalho do que valem.
Ora, eu sou da opinião que o período que medeia entre a perda de Goa (1961-12-19) e a independência de Angola (1975-11-11) tem um significado especial para a Marinha de Guerra Portuguesa no contexto da Guerra do Ultramar, também chamada Guerra Colonial. E assim sendo, devia o Arquivo Histórico da Marinha tomar a seu cargo a preservação de todo e qualquer documento que, de algum modo, esteja relacionado com este assunto/período.
Os historiadores hão-de querer espiolhar todos os documentos existentes sobre o assunto e dentro de um século, quando não haja já nenhuma memória viva desse período, serão os documentos escritos a sua única fonte de informação. E eu considero importantes os dados bibliográficos de todos aqueles que foram chamados a dar o seu contributo em prol da Pátria, quer voluntária quer involuntariamente, durante esses escabrosos 14 anos.
A esta distância no tempo, o problema começa a perder importância e já há quem tenha varrido isso da sua memória. Mas para os pais que perderam os filhos, para os filhos que nunca conheceram os seus pais e para as viúvas que perderam os seus maridos, vendo-se obrigadas a criar sozinhas os seus filhos órfãos, sabe Deus com que dificuldades, foi uma enorme tragédia que só a morte apagará das suas memórias.
É, por isso, minha convicção sincera que estes registos deviam ser informatizados ou, no mínimo, micro-filmados para os salvar da mais que provável destruição que acabará por acontecer se isso não for feito. Não é difícil nem custa muito dinheiro fazer isso. Como recursos podiam usar-se, em primeiro lugar, o software que foi desenvolvido para o Registo Civil, introduzindo-lhe a necessária adaptação, e, em segundo lugar, o pessoal da "Lista dos Supra-numerários" que o governo não sabe para onde mandar nem que trabalho lhe distribuir.
Quantos homens prestavam serviço na Armada em 1961-12-31?
Quantos foram admitidos desde aí até ao fim do ano de 1975?
Quantos participaram e quantos ficaram à margem desse conflito?
Quantos morreram ou ficaram estropiados (física ou moralmente)?
Quando abandonaram a Armada e que Posto atingiram?
Estas e outras perguntas ficarão sem resposta se não forem preservados os documentos a que eu pedi para ter acesso e que, por qualquer obscura razão que não consigo atingir, não me é concedido.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Efeitos da crise!

Com o preço a que a gasolina chegou e a falta de dinheiro no bolso dos portugueses, este será o cenário mais provável dentro de pouco tempo. Preparem-se!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Protestante!

Fui repescar esta foto, já aqui publicada há perto de três anos relacionada com a história do DFE4 de Angola (1963/1965) para vos mostrar a cara do António José Pereira de quem tenho andado, ultimamente, à procura.
Filho da Escola de Março de 62, o seu número de matrícula na Armada era o 16272. Se alguém souber o que é feito dele, agradeço mo comuniquem num simples comentário.
Alternativamente podem também enviar uma mensagem por e.mail para o meu endereço que aparece no topo da página.
Qualquer um dos meios serve! 

Visita ao cemitério de Valpaços!

Foi hoje o dia em que voltei a passar em Valpaços e, como tinha prometido, lá fui a caminho do cemitério para prestar a última homenagem ao filho da escola (16565) que faleceu na última passagem de ano. Faltavam-lhe apenas 5 dias para celebrar o 70º aniversário , mas o coração atraiçoou-o não o deixando chegar lá.
Ia esperando sossegadamente que chegasse a hora de ouvir as 12 badaladas anunciando a entrada do Ano Novo quando a máquina resolveu emperrar e o António (Tótó para os amigos) entrou em sofrimento. Chamou-se o INEM, usaram o desfibrilhador sem resultado, correram até ao Hospital de Mirandela, mas já não havia nada a fazer. O coração tinha parado e o nosso camarada partira já para «as verdes pradarias de Manitu».
Tinha enviuvado em França, em 1997, e deixado lá sepultado o corpo da sua mulher, regressando a Portugal. E tinha manifestado o desejo de lá ser sepultado também quando a sua hora chegasse. A companheira com quem passou estes últimos anos, morando na zona de Valpaços, cumpriu a sua última vontade e após o funeral fez seguir o corpo para França para ser sepultado de acordo com o seu desejo.


E para venerar a memória do seu companheiro de meia-dúzia de anos mandou fazer uma placa mortuária que mantém no cemitério, na campa de família, e me permitiu fazer as fotografias que aqui vos mostro.

domingo, 24 de julho de 2011

Menos um para o Cinquentenário!

Acabei de receber a notícia de que faleceu o filho da minha escola 16867/8503 Manuel do Rosário Dias. Morava na Quinta da Lomba, no Barreiro, e faleceu na semana passada. Não sei mais pormenores da ocorrência, mas espero descobrir e logo que isso aconteça voltarei aqui para vos informar.
Paz à sua alma!

sábado, 23 de julho de 2011

Marcar passo é muito chato!

Já nos tempos da minha recruta, durante as aulas de Infantaria, ia aos arames com tanto "marcar passo". Havia sempre algum nabo que não atinava com a cadência, não levantava os joelhos até onde o instrutor exigia ou não era capaz de acertar o passo. E o pelotão inteiro era obrigado a continuar naquele interminável castigo... esquerdo, direito, op, dois... esquerdo... esquerdo... atenção... alto!
Hoje também me sinto ligeiramente irritado, pois uma semana mais se passou sem conseguir adiantar um passo na minha investigação. Das ajudas que esperava não chegou nada. Da 3ª Repartição nem palavra. Continuo a achar que andam tão ocupados (embora não saiba exactamente com o quê) que deviam receber um reforço de pessoal para levar a bom termo a execução do meu pedido. E do lado dos organizadores dos convívios das várias Unidades de Fuzileiros recebi outro tanto, ou seja, nada.
Pelo meu lado passei a semana atrás do Protestante, tal como já vos dei a entender numa das últimas mensagens. Falei com o dono da Frutaria, telefonei ao Antero Pires que esteve com ele no DFE5 e nada, não tive sorte nenhuma. Contei com a extraordinária ajuda do Fernando (Évora) Maudslay que se deslocou à Junta de Freguesia de Almada, mas sem resultados positivos também. Os dois juntos peneiramos o Facebook, contactamos um monte de filhos da escola, encontramos um Fuzo com o mesmo nome e que esteve em Metangula no mesmo período e isso fez-me acreditar que tinha, finalmente, localizado o nosso homem. Puro engano, tratava-se de um filho da escola de Setembro de 63.
Falei com o Domingos Cairrão que me deu nota de mais 3 filhos da escola que são já falecidos (16344+16868+16901), mas não quis abatê-los já à minha lista sem uma segunda confirmação. Não sei é a quem hei-de recorrer para obter essa confirmação.
E assim vai a vida. Marcar passo é a alternativa que me resta!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O «Sportinguismo»!

Não encontro explicação para tal, mas é um facto que a maior parte dos filhos da escola fuzileiros que frequentam este espaço cibernético, tal como acontece também no Facebook, defendem, com unhas e dentes, as cores do Clube de Alvalade.
Com uma nova direcção, um treinador da corda e uma equipa renovada, prevejo que vamos ter uma época cheia de «provocações» para animar e encher as páginas deste Blog. O estágio da pré-época correu ás mil maravilhas, marcaram 14 golos e não sofreram nenhum (quem me dera o Benfica poder dizer a mesma coisa) e estão com a força anímica ao máximo para começar a época.
Como, independentemente das inclinações clubísticas de cada um, somos todos grandes amigos quero desejar-lhes sorte e deixo-lhes aqui um miminho para lhes provar que, embora reze para que o Benfica lhes ganhe todos os jogos, sou um amigo de verdade!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Procuro-te e não te encontro!

Há camaradas que parecem esconder-se sempre que decido procurá-los. Um destes casos é o 16272 - António José Pereira que fez uma comissão em Angola no DFE4 (1963/1965) e outra em Moçambique no DFE5 (1965/1967).
Quem primeiro me perguntou se tinha notícias dele e se sabia por onde ele andava foi o Fragata (16273), aquando da preparação do nosso convívio do ano passado, em Montemor. Fui consultar a lista dos filhos da escola (a tal que me forneceu o Ramos) e encontrei uma direcção bem clara - Avenida da Fundação, 7 - Cova da Piedade - o que me fez pensar que tinha a resposta para a pergunta que me tinha sido colocada.
Estava enganado, pois logo que pedi a um amigo para confirmar se ainda lá morava, fui informado que se tinha mudado. Ainda tentei seguir-lhe a pista, a partir da informação de que ele, depois de sair da Marinha, tinha frequentado, em Lisboa, um curso de Serralharia e Mecânica e depois aberto uma oficina na Cova da Piedade, mas não cheguei a lado nenhum.
O Fragata dizia-me que a informação devia estar errada, pois ele sempre fora "empregado de mesa" e acreditava que era na Hotelaria que ele devia trabalhar. Bem tentei, mas não cheguei a lado nenhum. Ele, pura e simplesmente, esfumou-se.
Este ano, por causa da festa do «Cinquentenário», voltei a pegar no assunto. Contactei o pessoal do DFE4, na expectativa de que soubessem dar-me notícias, mas não tive sorte nenhuma, pois também eles o não tinham conseguido localizar. Depois tentei o DFE5, mas só encontrei o da 1ª comissão, a de Angola. Voltei a ficar num beco sem saída.
Hoje deu-me para abrir o Google Maps e verificar, por curiosidade apenas, em que zona da Cova da Piedade é que ele morava e descobri que no rés do chão do mesmo prédio existe uma Frutaria - A Calipolense - cujo pessoal poderá lembrar-se dele e saber para onde foi morar. Porque não?!?


Quem já usou o «Street view» da Google Maps? Até dá para guardar a imagem e tudo. Na imagem acima não se vê muito bem, mas a Frutaria Calipolense está ali por trás daquela carrinha branca de capota azul. Se a empregada fosse bonita e estivesse à porta, até dava para descobrir a cor dos seus olhos!
Bem, voltando ao assunto que a cor dos olhos da miúda da Frutaria não é para aqui chamada, decidi telefonar-lhes a ver no que dá. Quem sabe volto a encontrar o fio da meada!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

As fotos e as histórias por trás delas!

Na minha mensagem anterior estabeleci um link para o site da Presidência da República onde podem ser vistas estas fotografias, estas e muitas outras relacionadas com o mesmo acontecimento. Não sei se é permitido ou proibido fazer uso das mesmas, mas mesmo assim decidi destacá-las e fazer alguns comentários a propósito que podem ler de seguida.


Esta é, em especial, para o Fernando Maudslay (da CF3) que me telefonou dizendo que não tinha visto os guiões das Companhias de Fuzileiros  em desfile. Além de eu ter sido testemunha presente nesse desfile, aqui fica uma foto oficial dos serviços da Presidência para dar mais força ás minhas afirmações.


Acho que o patrão Belmiro devia dar um bónus especial à família dos fuzileiros pela tremenda publicidade que recebeu sem pagar um chavo. Não acham?


Uma parada militar de fardas brancas é outra loiça! Só há uma coisa que eu preferia que se tivesse mantido à moda antiga - o emblema metálico pregado na boina dos fuzileiros. Os primeiros emblemas eram apenas uma fateixa pequenina que enfeitava a boina de fuzileiro e ficava muito elegante. Agora é uma chapola de respeito. Para quem acha que o tamanho importa, talvez esteja bem, mas eu não gosto, ou seja, preferia a outra.

E ainda outra!

Se não conseguiram ver o clip de video da minha mensagem sobre a inauguração do monumento ao fuzileiro, talvez queiram vê-lo aqui.

Outra versão da cerimónia!

Dadas as dificuldades na visualização do discurso do Presidente da República no video que inseri na mensagem anterior, aconselho-vos a clicar no link que se segue: http://www.marinha.pt/PT/Pages/homepage.aspx
E depois é só carregar no «play»!

Trabalho de telefonista!

Hoje passei o dia a "peneirar" a lista dos filhos da escola e verificar quais os números de telefone que ainda são válidos. Marcar números, um atrás de outro, e esperar que alguém atenda para repetir sempre a mesma pergunta - estou a falar para casa do Sr. "fulano de tal"? A maior parte das vezes, não atendeu ninguém ou fui redireccionado para o Voice mail.
Na meia dúzia de vezes em que consegui entrar em contacto com os filhos da escola, todos se mostraram abertos à ideia da realização da Festa do Cinquentenário, na Escola de Fuzileiros.
Amanhã a tarefa continua. É chato pr'a burro, mas alguém tem que o fazer. Se houver alguém que queira ajudar que avance. Toda a ajuda é bem vinda. Basta haver vontade e um telefone sem limite de chamadas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Lista encurta a cada dia!

Se as coisas continuam assim acabamos sem participantes para a festa do Cinquentenário. Na semana passada foi o Anastácio Morais, hoje foram logo dois, o Custódio (16649) e o António A.L.Anjos (16565) que me confirmaram como tendo já falecido.
O primeiro, tal como referi no Blog da CF2, sofreu uma trombose aos 61 anos de idade e veio a falecer 4 anos depois, na terra onde viveu quase sempre, Penalva do Castelo, depois de sair da Marinha.
O segundo, que eu há muito procurava sem qualquer resultado, faleceu durante o reveillon do passado ano de 2010, em circunstâncias que ainda não consegui apurar em detalhe. No registo do seu óbito diz-se que «apareceu cadáver», o que me leva a crer que foi encontrado morto em casa, como ultimamente parece estar muito em moda, em Portugal.
Ele foi emigrante em França, casou-se lá em 1971 e veio a enviuvar em 1997. Não faço ideia de como viveu os seus últimos anos de vida e de viuvez, mas pelo registo do óbito faz-me pensar numa vida solitária, sem afectos e sem família.
Ultimamente tenho passado em Valpaços com alguma frequência e penso aproveitar a próxima oportunidade para investigar um pouco esta história que sendo a dos filhos da minha escola, é a minha também. Segundo os registos do livro do Comandante Baena, ele fez apenas uma comissão em Angola, no DFE6, tendo abandonado depois a Marinha e partido para a emigração.

sábado, 9 de julho de 2011

Para o ano há mais!

Depois de todas as fotografias que vos mostrei e das histórias que vos contei, resta-me dizer as últimas palavras e fazer as despedidas atá ao próximo ano, tal como fez o Comandante da Escola, pedindo desculpa por alguma coisa que tenha corrido menos bem e prometendo aprender com a experiência deste ano para que no próximo a festa seja ainda melhor.
Ele pode prometer isso, pois em cada ano que passa há uma nova fornada de jovens fuzileiros para refrescar e rejuvenescer o grupo. O nosso caso é que é um pouco mais triste, pois vamos ficando cada vez mais velhos, um dia já lá não apareceremos e ninguém dará pela nossa falta.
Mas é assim o mundo, as árvores caem, apodrecem e fecundam o solo para que as sementes nasçam e cresçam e cubram a Terra de novas árvores.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preparar, apontar, fooooooogo!

Na mensagem anterior mostrei-vos a Carreira de Tiro onde aprendi a dar ao gatilho. Nesta mostro-vos a arma com que me ensinaram a fazê-lo, a Mauser. espingarda de repetição com capacidade para 5 cartuchos no municiador e mais 1 na câmara.
Abalei (como se diz no Alentejo) para Moçambique sem conhecer nem ter dado um único tiro com a G3. E foi na pequena Carreira de Tiro da Machava que me tornei um especialista no seu manejo. Com a arma à altura da ilharga eu era um barra com a G3. Mas arma a sério para tiro de precisão, não há dúvida nenhuma, era a Mauser.
-Ensarilhar, aaaaaaaaarmas!