Pois é verdade! Ás 10.30 horas tocou o meu telefone (andava eu atarefado na cave da minha casa à caça dos ratos que resolveram invadi-la) e adivinhem que estava do outro lado da linha. O António Azevedo (2025/64) nem mais nem menos que tinha decidido vir a banhos para esta mui conhecida estância balnear. Que gostava de me ver, que estava ali deitado na areia de papo para o ar e coisa e tal.
Pois claro que pousei a vassoura e adiei a faina dos ratos por algumas horas. Peguei no meu VTB (veículo tocado a broa, também conhecido por ginga ou bicicleta) e pus-me a caminho da praia. Com a ajuda do telemóvel, ferramenta indispensável hoje em dia, lá o consegui localizar no meio de milhares de outros banhistas que tinham resolvido, tal como o Azevedo, escolher este dia para vir até à minha terra apanhar um pouco de sol. Sol é uma maneira de dizer, pois o nevoeiro era tão denso que não se via nada 2 metros à frente do nariz. Mas é uma questão de paciência e de saber esperar, porque enquanto eu e o Azevedo íamos desbobinando as nossas histórias o nevoeiro foi-se desvanecendo e dando lugar ao sol que começou a queimar-me a careca.
Foi o sinal para eu perceber que estava na hora de me pôr a caminho de casa, pois se aproximava a hora do rancho e nessa função não são permitidos atrasos. Chegado a casa tinha um peixinho assado no forno à minha espera que, com a ajuda de dois copos de branco, escorregou pela goela abaixo... sem espinhas!
Com o estômago reconfortado e a hora da sesta pela proa já os olhos piscavam de sono e nada mais havia a fazer senão deixar a natureza seguir o seu curso. Estiquei-me ao comprido e preparei-me para abandonar o mundo por uns instantes.
Mas não estava escrito que eu dormiria a sesta neste dia. Toca de novo o telefone. Quem seria desta vez? Talvez o Filipe que muitas vezes me liga de Paris, mais ou menos a esta hora. Mas não, não era o Filipe, mas sim outro fuzileiro, o António Querido, que estava de passagem pela Póvoa e requeria a minha presença.
Desta vez decidi-me pelo veículo a GPL e lá vou eu a caminho da praia. Lá chegado, paro em frente do restaurante que me tinha sido indicado como ponto de referência e vejo o Páscoa no passeio a olhar para mim. Antes de o poder cumprimentar, toca de novo o meu telefone e... sim, desta vez era o Filipe que queria trocar dois dedos de conversa comigo. Acenei ao Páscoa fazendo-lhe sinal para se aproximar e acabei por lhe passar o telefone para ele cumprimentar o filho da minha escola que ele conhece apenas através dos blogs, como comentador.
Despachada a chamada do Filipe e feitos os devidos cumprimentos à família do Páscoa, pusemos-nos a caminhar pela orla marítima, em direcção ao centro da Póvoa, no intuito de ver se avistávamos o Azevedo que estava ali por perto a torrar ao sol. De novo com a ajuda do telemóvel foi fácil fazê-lo vir ao nosso encontro e passamos uma horinha juntos a pôr a conversa em dia e aproveitamos ainda para beber um copo, fazendo um brinde à nossa saúde e pedindo ao S.Pedro que espere por nós, sentado e com muita calma, pois do nosso lado não há grande pressa em comparecer a esse encontro!













