nma-16429.blogspot.pt é o meu novo blog. Seleccionem o link correspondente na coluna da direita e visitem-me!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ser velho é uma foda!

O meu pai trabalhou toda a vida como um mouro. Entrou para a escola com 7 anos e aos 8 a minha avó foi lá buscá-lo e entregou-o a um patrão para ter cama, mesa e roupa lavada garantida em troca de pequenos trabalhos que a sua idade lhe permitia fazer.
Aos 11 anos morreu-lhe o pai e como não havia mais ninguém para "alombar" com as despesas do funeral, foi o seu patrão quem pagou pondo o respectivo valor a débito na sua conta. O passadio era fraco, as roupas não passavam de trapos velhos aproveitados daquilo que tinha como destino o lixo. Mal se apanhou com a conta saldada, e já tinha mais de 16 anos, abalou sem olhar para trás e sem agradecer ao empregador. Jurou que naquela casa não entraria mais. E cumpriu a promessa.
Aos 65 anos propôs ao patrão continuar a trabalhar enquanto tivesse forças, mas no pós-25 de Abril e com o camarada Vasco no poleiro, o patrão disse-lhe que o melhor era ir para casa e gozar os 3.300$00 que lhe eram oferecidos pelo governo.
Assim fez, mas não arrumou as ferramentas do seu ofício. Até depois dos 80 anos dava prazer vê-lo pegar num machado e rachar um camião de lenha em meia-dúzia de horas. Eu que andava pelos 50 e ocupava o cargo de director numa empresa multinacional, olhava para ele com inveja.
Pouco depois começou a faltar-lhe a vista e as forças e teve que dar a mão à palmatória. Sentava-se pelos cantos, de manhã à noite, e entretinha-se a falar com quem por ele passava, na maioria pessoas da sua faixa etária. Não gostava da vida que tinha nem do futuro que antevia e sempre que nos sentávamos um pouco a falar das vicissitudes da vida, lá vinha ele com a tal afirmação, «ser velho é uma foda!».
Sofreu um AVC um pouco antes dos 90 e morreu um ano depois. Nunca me esqueci destas suas palavras e, conforme a minha idade vai avançando, mais compreendo o que ele queria dizer. Eu ainda não cheguei aos 70, o meu esqueleto está uma autêntica "nassa" e já só ando tocado a comprimidos. Um dia destes recebi um mail com a imagem que vos mostro abaixo e pareceu-me apropriado trazê-la aqui para ilustrar esta história da minha vida real.
As rodinhas que nos ajudam a movimentar durante
a nossa vida. Infelizmente eu estou quase à última!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mentirinha de merda - foi no que deu!

Um tipo foi à Casa da Sorte e dirigiu-se à empregada dizendo que queria jogar na lotaria.
- Olhe, não tenho a menor ideia sobre quais números escolher para comprar uma cautela. Pode ajudar-me? 
- Claro, respondeu ela, vamos lá. Durante quantos anos frequentou a escola? 
- 8 
- Perfeito, temos um 8.  Quantos filhos tem? 
- 3 
- Óptimo, já temos um 8 e um 3. Quantos livros você já leu até hoje? 
- 9 
- Certo, temos um 8, um 3 e um 9.  Quantas vezes por semana faz amor com sua mulher? 
- Caramba, isso é uma coisa muito íntima - diz ele. 
- Mas você não quer ganhar na lotaria? 
- Está bem, 2 vezes.
- Só? Bom, deixe lá. Agora que já temos confiança um com o outro, diga-me: quantas vezes já levou no cu?
- Qual é, minha!? - Diz o homem, zangado - Sou muito macho!
- Não fique chateado. Vamos considerar então zero vezes.
Com isso já temos todos os números: 83920.
O tipo comprou o bilhete que correspondia ao número escolhido.
No dia seguinte foi conferir o resultado: o bilhete premiado foi o 83921.
- F... da P...! Por causa de uma MENTIRINHA de MERDA não fiquei milionário! 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Off record...

Bitches 'til the End! Man, I'll tell ya, women can be cold until the end!

The doctor, after an examination, sighed and said,
- I've got some bad news. You have cancer, and you'd best put your affairs in order.
The woman was shocked, but managed to compose herself and walk into the waiting room where her daughter had been waiting.
- Well, daughter, we women celebrate when things are good, and we celebrate when things don't go so well. In this case, things aren't well. I have cancer. So, let's head to the club and have a Martini.
After 3 or 4 martinis, the two were feeling a little less somber. There were some laughs and more Martinis. They were eventually approached by some of the woman's old friends, who were curious as to what the two were celebrating. The woman told her friends they were drinking to her impending end,
- I've been diagnosed with AIDS.
The friends were aghast, gave the woman their condolences and beat a hasty retreat. After the friends left, the woman's daughter leaned over and whispered,
- Momma, I thought you said you were dying of cancer, and you just told your friends you were dying of AIDS! Why did you do that?'
- Because I don't want any of those bitches sleeping with your father after I'm gone.
And THAT, my friends, is what is called, «Putting Your Affairs In Order».

THOUGHT FOR THE DAY....
Women are like phones: They like to be held, talked to, and touched often. But push the wrong button and your ass is disconnected.

PS: Caso haja alguém interessado na tradução eu, ou o Tintinaine poderemos fazê-lo.

Solidariedade bloguística!

O administrador do blog «BARCO À VISTA» pede para lerem com a maior atenção o seguinte pedido de informação - http://barcoavista.blogspot.com/2011/11/pedido-de-informacoes.html

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Fábrica do Biscoito!


Todos os interessados sabem que, no tempo das caravelas, foi criada em Vale de Zebro, no estuário do rio Coina, a Fábrica do Biscoito e os Moinhos de Maré que a abasteciam de farinha. Era preciso levar provisões para as longas viagens ao sabor do vento e nada melhor que aqueles duros biscoitos que eu tão bem conheci nas «Rações de Combate».
A eclosão da Guerra Colonial transformou a Fábrica numa escola para formar Fuzileiros. E a represa de água que fazia mover os moinhos de maré transformou-se na Pista de Lodo que tantas dores de cabeça deu a tanta gente.


Veio o 25 de Abril, acabou-se a guerra em África e a Escola de Fuzileiros e a respectiva Pista de Lodo passaram a ser motivo de brincadeiras e filmagens mais ou menos engraçadas para animar programas de televisão e encher o Youtube. A velha mística dos fuzileiros, arrastada na lama no pós-25 de Abril, tinha-se praticamente evaporado.


Agora, todos estes anos depois, aconteceu a «Dívida Pública», veio a «Troika» governar o país e dizem-nos que não temos dinheiro nem para mandar cantar um cego. Pior que isso, dizem-nos que a dívida é tão grande que vamos ter que endossá-la aos nossos filhos e netos.
Cabe-me o direito de aqui expressar livremente a minha opinião e parece-me oportuno dizer que o mais sensato seria "desarmarmos" as Forças Armadas, uma vez que não há dinheiro para lhes pagar o Pré e, afinal, vivemos num país pacifíco que não pode nem quer entrar em mais nenhuma guerra.
E poderíamos então reabrir a «Fábrica do Biscoito» em Vale de Zebro. Fazer biscoitos parece-me um negócio rentável e andamos tão precisados de exportações!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só para provar que estou vivo!

Parada com fuzos é outra loiça!

Tiveram saudades de mim!

O Filipe tinha-me pedido vezes sem conta para eu tirar daqui o sinal de stop, pois gostava deste blog e não concordava com a minha decisão. Resisti até onde pude, mas hoje resolvi dar-lhe razão.
Tem surgido comentários, de vez em quando, ás mensagens antigas e eu nem sempre me apercebia disso. E porque fechar a cancela aos que querem entrar não é coisa que eu faça, cá estou eu de novo para vos fazer companhia.

domingo, 21 de agosto de 2011

Ponto de encontro!


Decidi deixar este blog em segundo plano
e criar um novo que tem por objectivo substituir
este e todos os outros que vinha mantendo até agora
O endereço novo, onde podem (e devem) visitar-me é:

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Hoje foi «Dia do Fuzileiro» na Póvoa!

Pois é verdade! Ás 10.30 horas tocou o meu telefone (andava eu atarefado na cave da minha casa à caça dos ratos que resolveram invadi-la) e adivinhem que estava do outro lado da linha. O António Azevedo (2025/64) nem mais nem menos que tinha decidido vir a banhos para esta mui conhecida estância balnear. Que gostava de me ver, que estava ali deitado na areia de papo para o ar e coisa e tal.
Pois claro que pousei a vassoura e adiei a faina dos ratos por algumas horas. Peguei no meu VTB (veículo tocado a broa, também conhecido por ginga ou bicicleta) e pus-me a caminho da praia. Com a ajuda do telemóvel, ferramenta indispensável hoje em dia, lá o consegui localizar no meio de milhares de outros banhistas que tinham resolvido, tal como o Azevedo, escolher este dia para vir até à minha terra apanhar um pouco de sol. Sol é uma maneira de dizer, pois o nevoeiro era tão denso que não se via nada 2 metros à frente do nariz. Mas é uma questão de paciência e de saber esperar, porque enquanto eu e o Azevedo íamos desbobinando as nossas histórias o nevoeiro foi-se desvanecendo e dando lugar ao sol que começou a queimar-me a careca.
Foi o sinal para eu perceber que estava na hora de me pôr a caminho de casa, pois se aproximava a hora do rancho e nessa função não são permitidos atrasos. Chegado a casa tinha um peixinho assado no forno à minha espera que, com a ajuda de dois copos de branco, escorregou pela goela abaixo... sem espinhas!
Com o estômago reconfortado e a hora da sesta pela proa já os olhos piscavam de sono e nada mais havia a fazer senão deixar a natureza seguir o seu curso. Estiquei-me ao comprido e preparei-me para abandonar o mundo por uns instantes.
Mas não estava escrito que eu dormiria a sesta neste dia. Toca de novo o telefone. Quem seria desta vez? Talvez o Filipe que muitas vezes me liga de Paris, mais ou menos a esta hora. Mas não, não era o Filipe, mas sim outro fuzileiro, o António Querido, que estava de passagem pela Póvoa e requeria a minha presença.
Desta vez decidi-me pelo veículo a GPL e lá vou eu a caminho da praia. Lá chegado, paro em frente do restaurante que me tinha sido indicado como ponto de referência e vejo o Páscoa no passeio a olhar para mim. Antes de o poder cumprimentar, toca de novo o meu telefone e... sim, desta vez era o Filipe que queria trocar dois dedos de conversa comigo. Acenei ao Páscoa fazendo-lhe sinal para se aproximar e acabei por lhe passar o telefone para ele cumprimentar o filho da minha escola que ele conhece apenas através dos blogs, como comentador.
Despachada a chamada do Filipe e feitos os devidos cumprimentos à família do Páscoa, pusemos-nos a caminhar pela orla marítima, em direcção ao centro da Póvoa, no intuito de ver se avistávamos o Azevedo que estava ali por perto a torrar ao sol. De novo com a ajuda do telemóvel foi fácil fazê-lo vir ao nosso encontro e passamos uma horinha juntos a pôr a conversa em dia e aproveitamos ainda para beber um copo, fazendo um brinde à nossa saúde e pedindo ao S.Pedro que espere por nós, sentado e com muita calma, pois do nosso lado não há grande pressa em comparecer a esse encontro!

domingo, 14 de agosto de 2011

SCP 1 - QUELFES 1

Esta mensagem é só e apenas
para o meu amigo Philippe
que vive em Paris
mas qualquer um
pode comentar!
O clube da tua santa-terrinha veio até Lisboa e pôs em cheque a nova super-equipa do treinador Domingos impondo-lhe um "vergonhoso" empate. Não sei se te dê os parabéns por isso ou se tens dor de corno pelo clube do Leão e ficaste ressabiado com o atrevimento dos moços que impediram o Leão de rugir como todos esperavam. Por outro lado, se torces pelos algarvios quero dar-te as boas vindas ao grupo dos empatas que começam o campeonato com 1 ponto e muito desânimo. Se não sabes quem são, então toma nota:
Benfica
Sporting
Braga
Gil Vicente
Olhanense
Rio Ave
Amanhã veremos como fica ordenada a classificação geral, mas para início de conversa e com estes 6 «empatas» já vamos bem aviados!

sábado, 13 de agosto de 2011

Reduzir a despesa do Estado!

O Blog da CF2 já foi denunciado como impróprio para ser visitado por gente de bem. Com a notícia que se segue, deixa lá ver se este segue pelo mesmo caminho.


Na entrevista de ontem à noite na TV que pôs frente a frente o Ministro das Finanças e a muito experiente jornalista Judite de Sousa, o assunto era a «Redução da Despesa do Estado». A Judite bem insistiu com o seu entrevistado, mas ele foi fugindo com o cu à seringa e acabou por confessar que isso não é coisa para se discutir em público.
O que ela queria era levar a conversa para os BMW's e outras máquinas de luxo que fazem parte da frota do nosso governo, para as mordomias concedidas aos «Boys» que alinham na classe governante, para os salários dos gestores das empresas públicas acima de 20.000€ e outras coisas similares. Mas o Ministro não se deixou conduzir para esses terrenos e a entrevista acabou por se esvaziar de conteúdo.
No entanto é sabido que o grosso da despesa do Estado, cerca de 70%, é salários. Para haver uma redução a sério só mesmo atacando essa grossa fatia dos 70%, porque mexendo na fatia dos 30% pouco resultado daí advirá.
Uma das maiores fatias, saída desses 70%, é para pagar as Forças Armadas e de Segurança, no activo e na reforma. Tanto quanto sei Portugal não está em guerra nem pensa entrar em nenhuma nos tempos mais próximos.Que tal então a ideia de eliminar todas as Forças Armadas de uma penada só?
As Forças de Segurança, GNR e PSP, e a Protecção Civil deveriam chegar para as despesas. Ao fim e ao cabo, tudo o que temos que fazer é controlar uns ladrõezecos que infestam o território nacional, uns mais encapotados que outros, e perseguir uns espanholitos que teimam em continuar a roubar-nos o pouco que resta dos nossos pesqueiros.
Uns aviõezitos, uns helicópteros e mais uns quantos navios patrulha devem chegar para fazer esse serviço e o resto passa-se a patacos. E poupa-se uma fortuna na manutenção.
Do mesmo modo é preciso pôr um travão na frota automóvel ao serviço de todas essas forças. A PSP é para andar a pé a patrulhar as ruas. A GNR e a Protecção Civil podem partilhar meia-dúzia de jipes para se fazerem transportar pelo interior desertificado do país e tomarem conta dos ladrões e dos incendiários. «Bombas descapotáveis» como a que se vê na imagem acima não fazem falta nenhuma.
A Brigada de trânsito, se for decidido que deve existir, tem que ser ensinada a fazer uma vigilância preventiva e não andar armada em «Bando do Zé do Telhado» apenas preocupada em assaltar a carteira dos condutores que circulam pelas nossas estradas.
E é preciso não esquecer que, depois de tudo isto entrar nos eixos, ainda continua a ser preciso reduzir os ordenados de toda essa gente em cerca de um terço, para que fiquem, mais ou menos, equiparados aos do sector privado que é, em última análise, de onde vem o dinheiro para pagar os salários de todos os servidores da coisa pública.
Ora muito bem, este é o tipo de conversa que o Ministro não pode discutir abertamente em frente das câmaras de televisão. Nem sequer tem a mais pequena ideia como poderá ser feito. E tem quase a certeza que ninguém vai querer tirar essa castanha do lume.
Assim sendo ...!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O adeus ao Rodolfo!

Cumpre-me mais uma vez o triste dever de vos comunicar o falecimento de um outro filho da nossa escola, o Rodolfo Santos (16841/8477). Aconteceu já em 26 de Novembro de 2009, mas só agora tomei conhecimento, através de notícia veiculada pelo Fernando (Évora) Maudslay da Companhia Nº3 de Fuzileiros, 1ª Comissão na Guiné.
Fazendo um pouco de história, sobre o Rodolfo, posso dizer-vos que fez duas comissões seguidas na Guiné, a primeira na CF3 e a segunda na CF9, em que foi acompanhado por muitos outros filhos da nossa escola. Regressado da Guiné, em 1968, seguiria, ainda antes do fim desse ano, para Angola incorporado da CF8. Acabada essa comissão regressou à Metrópole, onde se manteve por dois anos, partindo de novo para Angola, em 1972, incorporado na CF4, de onde regressaria pouco antes do Natal de 1974, ou seja, muitos meses depois do 25 de Abril e já com a Guerra Colonial terminada.
As duas últimas comissões foram feitas já com as divisas de cabo nos ombros e assim continuaria por mais 8 anos, até 1982, ano em que decidiu abandonar a Marinha.
Regressou então à terra que sempre mencionou como sua, com grande orgulho, o Buçaco, onde viveu até que o seu fígado desistiu de o acompanhar nalgumas das loucuras em que se metia. E com o fígado em greve não há ninguém que resista. E assim viu o Rodolfo chegada a sua hora de partir para outra vida que ninguém sabe dizer se é melhor ou pior que aquela que aqui fomos obrigados a viver.
Esperemos que seja melhor!

sábado, 6 de agosto de 2011

Navegar à vela!

O Virgílio anda à procura de uma boa imagem da Sagres II (não Sagres I, como alguns por engano a ela se referem), depois nomeada Santo André e actualmente Rickmer Rickmers. Eu juraria que já, em tempos, publiquei fotos alusivas ao nosso Navio-Escola, mas não consegui localizá-las numa pesquisa rápida que fiz.
Fica aqui uma imagem de um dos irmãos gémeos, também construído nos mesmos estaleiros da Alemanha, para matar saudades.


E também uma pequena imagem dum outro veleiro que eu acredito ser a nossa Sagres. Procurando bem no site da Marinha ou no Blog da Reserva Naval, quase de certeza que haverá por lá coisa melhor que isto, mas aqui está o meu contributo.


E já agora, porque não um video do Navio-Museu em que se transformou o velho casco que nós, marinheiros de naus e caravelas feitas de pau de pinheiro, não quisemos ou não soubemos recuperar para nós mesmos e que ficaria muito melhor ao pé da Torre de Belém do que no sobre-lotado porto de Hamburgo.

Efemérides!

Esta semana, na terça-feira, foi dia de aniversário do Agostinho Maduro, filho da minha escola que que vive lá lá longe nas terras ricas e frias do Canadá. Mandei-lhe a minha mensagem de parabéns e ele retribuiu com uma chamada telefónica que nos manteve ao telefone por mais de meia-hora.
Falamos de nós e da família, da saúde e das maleitas que nos afligem. E, como não podia deixar de ser, falamos dos filhos da escola que são para nós como irmãos. O Agostinho tem sempre uma enorme curiosidade sobre os passos que eu dou na procura dos desaparecidos e desta vez a conversa versou, entre outros, sobre dois "voluntários" que supostamente fizeram comissão com ele no DFE4, em Angola.
O primeiro era o 16375 - Vitor Bastos que dava pela alcunha de «Casa-Pia». Não fui ainda capaz de o localizar para desfazer as dúvidas levantadas sobre a sua carreira na Marinha. No livro dos Fuzileiros que me tem servido de bíblia ele aparece como membro do DFE4, enquanto que na lista do organizador dos convívios desta Unidade aparece o 16573 - Francisco António Ferreira, levando-me a crer que haja uma falha na recolha dos nomes para o livro. A ver vamos como acaba a história.
O segundo era o 16272 - António José Pereira que dava pela alcunha de «Protestante» e que se evaporou por completo depois de duas comissões, uma em Angola e outra em Moçambique, e por mais que tente não consigo encontrar ninguém que saiba por onde andará ele. O Agostinho esteve a contar-me aquela história da granada que caiu "descavilhada" dentro do bote em que faziam patrulha e que o Zé Neto apanhou para atirar borda-fora para salvar a vida da equipa, explodindo-lhe na mão e levando-lhe um braço. Eu já conhecia essa história, mas não fazia a mínima ideia que a granada que causou este infortúnio ao Zé Neto tinha caído do cinturão do Protestante que agora procuro. Coisas da vida e ... da guerra!
E depois de meia-hora de conversa, mais uma vez parabéns ao filho da escola e ... até ao ano!
E a vocês que lêem isto ... bom fim-de-semana!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fuzileiros no Facebook!

O Facebook pegou de estaca!
E há dúzias de «escolinhas» que se tornaram fãs deste meio de comunicação moderno, rápido e gratuito. Até eu próprio (que sou mais amigo de Blogs que do dito FB) o tenho usado também para enviar mensagens e fazer contactos com vários camaradas com quem não tenho outro meio de me comunicar. E assim é que está certo, as tecnologias ao nosso serviço para nos facilitar a vida.


Numa dessas minhas passagens pelo referido meio de comunicação, encontrei esta fotografia que foi tirada no norte de Moçambique e mostra uma personagem que eu já referi nestas colunas mais que uma vez, o Valdemar Vigário (de camuflado e boina), fadista nortenho que continua a animar a cidade do Porto com a sua voz e a sua guitarra e com quem me encontrei em 1967, aquando da minha passagem por Nampula.
Não fazia a mínima ideia que ele tivesse estado em Metangula, mas juraria que esta fotografia foi lá tirada e daí a mistura de camaradas da Marinha e do Exército. Sim, porque o Valdemar pertencia à tropa (como nós cosutmávamos dizer) do "Arre-Macho".

sábado, 30 de julho de 2011

Para mostrar que andei por aqui!

Custa-me assistir a isto!

A falta de resposta da 3ª Repartição leva-me a crer que já ninguém sabe por onde andam as papeladas referentes à "Marinhagem" dos velhos tempos. Pode até ter acontecido que os ratos tenham já roído parte desses velhos papeis que (do ponto de vista de alguns) dão mais trabalho do que valem.
Ora, eu sou da opinião que o período que medeia entre a perda de Goa (1961-12-19) e a independência de Angola (1975-11-11) tem um significado especial para a Marinha de Guerra Portuguesa no contexto da Guerra do Ultramar, também chamada Guerra Colonial. E assim sendo, devia o Arquivo Histórico da Marinha tomar a seu cargo a preservação de todo e qualquer documento que, de algum modo, esteja relacionado com este assunto/período.
Os historiadores hão-de querer espiolhar todos os documentos existentes sobre o assunto e dentro de um século, quando não haja já nenhuma memória viva desse período, serão os documentos escritos a sua única fonte de informação. E eu considero importantes os dados bibliográficos de todos aqueles que foram chamados a dar o seu contributo em prol da Pátria, quer voluntária quer involuntariamente, durante esses escabrosos 14 anos.
A esta distância no tempo, o problema começa a perder importância e já há quem tenha varrido isso da sua memória. Mas para os pais que perderam os filhos, para os filhos que nunca conheceram os seus pais e para as viúvas que perderam os seus maridos, vendo-se obrigadas a criar sozinhas os seus filhos órfãos, sabe Deus com que dificuldades, foi uma enorme tragédia que só a morte apagará das suas memórias.
É, por isso, minha convicção sincera que estes registos deviam ser informatizados ou, no mínimo, micro-filmados para os salvar da mais que provável destruição que acabará por acontecer se isso não for feito. Não é difícil nem custa muito dinheiro fazer isso. Como recursos podiam usar-se, em primeiro lugar, o software que foi desenvolvido para o Registo Civil, introduzindo-lhe a necessária adaptação, e, em segundo lugar, o pessoal da "Lista dos Supra-numerários" que o governo não sabe para onde mandar nem que trabalho lhe distribuir.
Quantos homens prestavam serviço na Armada em 1961-12-31?
Quantos foram admitidos desde aí até ao fim do ano de 1975?
Quantos participaram e quantos ficaram à margem desse conflito?
Quantos morreram ou ficaram estropiados (física ou moralmente)?
Quando abandonaram a Armada e que Posto atingiram?
Estas e outras perguntas ficarão sem resposta se não forem preservados os documentos a que eu pedi para ter acesso e que, por qualquer obscura razão que não consigo atingir, não me é concedido.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Efeitos da crise!

Com o preço a que a gasolina chegou e a falta de dinheiro no bolso dos portugueses, este será o cenário mais provável dentro de pouco tempo. Preparem-se!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Protestante!

Fui repescar esta foto, já aqui publicada há perto de três anos relacionada com a história do DFE4 de Angola (1963/1965) para vos mostrar a cara do António José Pereira de quem tenho andado, ultimamente, à procura.
Filho da Escola de Março de 62, o seu número de matrícula na Armada era o 16272. Se alguém souber o que é feito dele, agradeço mo comuniquem num simples comentário.
Alternativamente podem também enviar uma mensagem por e.mail para o meu endereço que aparece no topo da página.
Qualquer um dos meios serve! 

Visita ao cemitério de Valpaços!

Foi hoje o dia em que voltei a passar em Valpaços e, como tinha prometido, lá fui a caminho do cemitério para prestar a última homenagem ao filho da escola (16565) que faleceu na última passagem de ano. Faltavam-lhe apenas 5 dias para celebrar o 70º aniversário , mas o coração atraiçoou-o não o deixando chegar lá.
Ia esperando sossegadamente que chegasse a hora de ouvir as 12 badaladas anunciando a entrada do Ano Novo quando a máquina resolveu emperrar e o António (Tótó para os amigos) entrou em sofrimento. Chamou-se o INEM, usaram o desfibrilhador sem resultado, correram até ao Hospital de Mirandela, mas já não havia nada a fazer. O coração tinha parado e o nosso camarada partira já para «as verdes pradarias de Manitu».
Tinha enviuvado em França, em 1997, e deixado lá sepultado o corpo da sua mulher, regressando a Portugal. E tinha manifestado o desejo de lá ser sepultado também quando a sua hora chegasse. A companheira com quem passou estes últimos anos, morando na zona de Valpaços, cumpriu a sua última vontade e após o funeral fez seguir o corpo para França para ser sepultado de acordo com o seu desejo.


E para venerar a memória do seu companheiro de meia-dúzia de anos mandou fazer uma placa mortuária que mantém no cemitério, na campa de família, e me permitiu fazer as fotografias que aqui vos mostro.