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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Comentar os comentários!

Como este blog está mais ou menos ás moscas, os poucos comentários que aqui caem depressa são esquecidos. Muitos dos leitores nem se dão ao trabalho de abrir os comentários e ver o que lá se diz. E posso garantir-vos que alguns comentários são mais interessantes que a matéria publicada.
Hoje dei uma volta pelos comentários do mês de maio, a título de balanço, e em 3 casos específicos quero dar uma resposta que se veja e seja, ou possa ser, lida por aqueles que não abrem os comentários.
O primeiro caso é um comentário assinado por «C.B.» que diz ser filho do Pedro Serrano Batista, um filho da escola que fez comissão em Angola no DFE4. Conta que o seu pai morreu em 20 de Agosto do ano passado e agradece a todos aqueles que honraram o seu pai com uma amizade sincera. Devo dizer que, no início, este blog era maioritariamente usado pelo Álvaro Dionísio, também ele membro do DFE4 e camarada do Pedro Batista. Ele tem conhecimento que o seu camarada de Destacamento faleceu, porque na lista que me enviou no princípio deste ano, para efeitos da festa do Cinquentenário, já lá trazia esse apontamento. No meu caso e como não conheci o Pedro Batista, nada mais posso fazer a não ser deixar aqui esta nota para os camaradas do DFE4 que eventualmente passem por aqui.
O segundo caso é um comentário assinado por alguém chamado Fernando que parece ter pertencido à CF1, a mesma em que o Páscoa fez a sua primeira comissão. E falo nisso porque ele me pergunta uma coisa que não compreendo nem sei como responder. Ele pergunta se o Arlindo ainda anda pelos tribunais. Eu só conheço o Arlindo, filho da escola do Leiria, que esteve connosco na CF8, em Moçambique. Sei que ele também pertenceu à CF1 e o Páscoa deve lembrar-se dele, mas de tribunais não sei nada. Não entendo se o Fernando quer dizer que o Arlindo trabalhou num tribunal depois de sair da Marinha, ou se teve algum problema que o obrigou a andar por lá mais do que gostaria. Peço ao Páscoa que puxe pela cachimónia e deixe aqui um comentário que me ajude a perceber o que se passa e quem é o Fernando que assina o comentário.
O terceiro caso é um comentário do Virgílio que diz não lembrar-se do Sargento Bicho. Claro que não poderia lembrar-se, pois ele partiu para África, em comissão, no ano de 1963 e o mais provável é nunca mais ter parado na Escola de Fuzileiros.

Someone like you - Adele

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Há dias assim!

Ao ler a anedota que reproduzo abaixo veio-me de imediato à ideia o caso do Silvino Branco (16400) que fazia de tudo o que se possa imaginar para moer a paciência do Sargento Bicho que era o comandante do nosso pelotão da recruta. O pobre do Manuel Bicho deve ter ganho montes de cabelos brancos durante aqueles quentes seis meses do ano de 1962.
ooOoo
Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase. Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente. Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas. Ao fim de muito tempo e muito esforço, conseguiu calçar:
- Bolas. Estava a ver que não.
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente. Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- Ok! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz. Mais uma série de tempo e finalmente consegue. No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Dentro das botas!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Homem do chocalho!


Para dar uma ajuda ao Páscoa Querido que não tem estas fotografias para publicar no «Figueira Minha» e responder à pergunta do grande chefe Moisés que queria saber se o Zé Luís (Cansado) esteve no convívio de Pombal ou não. Pois ali está ele, de gravata amarela, mesmo por trás da cabeça de quem perguntou.


E também compareceu na Mealhada, no ano seguinte, pois ele não é de virar as costas a estas coisas. Só não sei se vai aparecer este ano, nem tão pouco sei ainda se vai haver convívio ou não, muito embora esteja a torcer para que sim, para que haja.
O que se passa é que a equipa está a ficar cansada, como a do Sporting, e é preciso um Sá Pinto para a fazer acordar e dar sebo nas canelas. Que tal voltarmos a Alvados no primeiro fim de semana de Outubro?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Luto na Companhia 8!

Faleceu anteontem e foi sepultado hoje o Luís António de Jesus (1220/64) que foi meu camarada na comissão de serviço que a Companhia de Fuzileiros Nº 8 (CF8) fez em Moçambique, de 1965 a 1968.
Encontrei-o por mero acaso no Facebook, enviei-lhe diversas mensagens, desafiei-o para o "Chat", consegui que me desse o seu endereço de e.mail e escrevi-lhe uma carta a convidá-lo para se juntar a nós no próximo convívio, mas nunca consegui qualquer reacção. Pensei que se tratava de falta de habilidade com o computador, mas soube agora que a doença já há muito que o minava e não devia deixar-lhe muita abertura para lidar com estas tecnologias. Ainda falei com ele ao telefone e contou-me que era cunhado do Orlando Martins (1192/64), de quem ando também à procura. Pedi-lhe para o pôr em contacto comigo, mas imagino que não teve tempo ou saúde para tanto.
Fui também informado que ele passou a maior parte do tempo, desde a entrada deste novo ano, internado no hospital e nos últimos dois meses já ligado ao respirador artificial. Grande consumidor de tabaco e café, parece ter sido isso que acelerou a doença e o levou tão cedo da nossa companhia.
Que descanse em paz, agora que terminaram as suas penas neste mundo!

terça-feira, 17 de abril de 2012

O nosso convidado de honra!


Vários filhos da escola rodeando o Comandante Patrício que foi o convidado de honra na festa do nosso Cinquentenário e entre eles o Mário Lima (16480) que fez o grande favor de me remeter esta (e outras) fotografias.

sábado, 14 de abril de 2012

Recordações!


Ainda pensei em pedir uma G3 emprestada e posar para uma fotografia em frente desta estátua, mas se calhar eles levavam a mal e punham-me fora do portão. Assim deixo aqui apenas a estátua tal como ela é e como a vi há 2 semanas atrás. Como o tempo passa depressa!

sábado, 7 de abril de 2012

Ainda a CF4 - 1968-1970!

A Companhia de Fuzileiros Nº4 fez comissão em Moçambique entre 1968 e 1970. Comandada pelo Tenente A.P.Varandas incorporava pessoal de idades e escolas muito diversas. Para começar tinha como Quartel-Mestre o famosíssimo Sargento Trindade que na renumeração da 11ª Série ficou com o Nº 402. A título de curiosidade devo dizer que é um dos raros "fuzileiros" que aparece nos registos sobre a Guerra Colonial com um número de identidade de apenas 3 dígitos. Os outros sargentos tinham numerações na casa dos 2000, 3000, 4000, 5000 e 6000. Os Cabos espalhavam-se também por numerações tão diversas como 4000, 5000, 6000, 7000, 8000 e 9000, sendo dois deles filhos da minha escola, nomeadamente o 8135 - Filipe Cruz e o 8415 - Manuel Ferreira. Os Marinheiros eram Barras 64 e 65 e os Grumetes eram Barras 66 e 67.
Esta amálgama de numerações dá para perceber a diferença de idades de toda aquela tropa. Com gente de idades e escolas tão diversas acredito que não deve ter sido fácil criar um verdadeiro espírito de camaradagem entre eles. O isolamento em que foram forçados a viver, no tempo que passaram em Metangula e Cobué, talvez tenha ajudado a estreitar esses laços.
Houve alguém desta Companhia, ainda não consegui descobrir quem, que abriu um Blog no Sapo - http://cfz4.no.sapo.pt/ -, deixou lá uma lista do pessoal tirada a papel químico do «Livro dos Fuzileiros», uma dúzia de fotografias e desapareceu sem deixar rasto. Já enviei vários e.mails para o endereço que lá deixaram, já tentei descobrir através do Filipe Cruz, actualmente a morar em Paris, mas não consegui chegar a lado nenhum.
Hoje resolvi voltar a mencionar aqui o assunto e vou fazer o mesmo no Facebook, para ver se algum filho da escola dos mais "novinhos" (barra 64, 65, 66 ou 67) dá com a notícia e comenta qualquer coisa que me dê uma pista. No meio dessa confusão talvez haja alguém que tenha uma foto do Sargento Trindade que faz parte das minhas memórias de há 50 anos atrás. Era ele que todos os dias me acordava com o seu vozeirão a gritar «Alvorada», «Está na hora», «Enrola a Manta»!







quarta-feira, 28 de março de 2012

Honra e Glória!


No próximo sábado aqui estaremos, junto ao memorial dos fuzileiros caídos na Guerra Colonial. Umas palavras ditas em sua memória e uma coroa de flores que ali depositaremos é tudo o que podemos fazer por eles. A Pátria que os sacrificou não os reconhece mais. As políticas e os políticos mudaram e outros interesses ocupam as suas mentes.
Nós, os recrutas de Março de 1962, cumprimos o nosso dever. E no dia 31 do corrente mês de Março, lá estaremos de novo para testemunhar a quem lá aparecer que o sentido de camaradagem continua bem vivo dentro do nosso peito e não esqueceremos os nossos camaradas e amigos que não sobreviveram ao conflito.

domingo, 18 de março de 2012

Constituição da Companhia 2!

Embora este blog esteja mais ou menos abandonado, achei por bem publicar aqui estas imagens de um documento que encontrei no fundo de uma gaveta quando andava à procura de outra coisa. Ao ser criada a Companhia Nº 2 de Fuzileiros, o que aconteceu a 3 de Outubro de 1962, era preciso destacar para essa Unidade alguém que lhe desse corpo.
Estas imagens representam a «Ordem do Dia» Nº 198 de 10 de Outubro, onde constam os nomes dos primeiros membros da CF2 em que me incluo. Aqui fica para a História, já que na Torre do Tombo não vai constar com toda a certeza.



quarta-feira, 7 de março de 2012

Patrício & Maxfredo!


Aqui estão dois oficiais de Marinha que estão e ficarão para sempre, intimamente, ligados à história dos Fuzileiros do Século XX e, por consequência, à Guerra do Ultramar. Ambos comandaram Unidades de Fuzileiros que prestaram serviço em Moçambique, na mesma altura em que por lá andei também. Com eles me cruzei, ora na capital Lourenço Marques, ora nas lonjuras do Lago Niassa.
No próximo dia 31 de Março estarão na Escola de Fuzileiros alguns dos homens que o 1º Tenente Patrício, em Março de 1962, destinou à Escola de Vale de Zebro para dar início a uma recruta de 4 meses e cujo comandante era o 1º Tenente Maxfredo.
Ambos podem ser vistos na foto acima e sempre tive a intenção de os convidar a estar presentes na comemoração do nosso Cinquentenário. Entretanto as coisas complicaram-se, isto é, não correram tão bem como eu esperava e acabei por não lhes endereçar o necessário convite. Isso não quer dizer que o não venha a fazer ainda. A ver vamos como correm os próximos 10 dias.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Homenagem póstuma!

No fim do ano passado morreu um dos três «Peniches» que fizeram parte da Companhia de Fuzileiros Nº 2. Esta dos Peniches tinha uma certa graça, pois cada vez que a gente se referia ao «Peniche» havia sempre alguém que perguntava:
- Qual deles?
Mas deixem-me contar a história.
O primeiro dos Peniches era filho da minha escola, pertencia ao 1º Pelotão da recruta e também atendia pela alcunha de «Fragata», por ser oriundo daquela instituição da Marinha. Andou sempre a par comigo até abandonar a Briosa, aí pelo fim do ano de 1963, por razões disciplinares. Como havia mais dois Fragatas, na recruta, se alguém perguntava por ele vinha sempre a mesma pergunta:
- Qual deles?
- O Peniche!
O segundo dos Peniches era artilheiro, da escola de Março de 1961 e juntou-se a nós na CF2 como membro de uma equipa de artilheiros responsáveis pelas armas pesadas da Companhia. Competia-lhes a eles carregar com o Morteiro, a Bazuca e as MG-42. Os fuzileiros usavam apenas a G3, com ou sem tripé. Neste caso, quando alguém perguntava pelo Peniche a resposta era:
- O Artilheiro.
O terceiro dos Peniches era Sargento e comandava o 3º Pelotão. O nome oficial que constava em todos os documentos, Escala de Serviço, etc., era Sargento Leopoldo, mas no toma lá dá cá do nosso dia-a-dia era sempre o Sargento Peniche. Entre Cabos e Marinheiros, além dos Sargentos, ele era sempre mencionado como «Peniche» e se perguntavam:
- Qual deles?
- O Sargento - era a resposta que se ouvia.
Quando soube da morte dele escrevi qualquer coisa num dos blogs, mas não fui capaz de encontrar o que escrevi e hoje lembrei-me de voltar ao assunto, porque o Sr. 1º Tenente Idalino de Jesus Leopoldo, reformado da Marinha de Guerra Portuguesa, foi um dos melhores superiores com quem tive o prazer de conviver durante uma comissão de 30 meses, em Moçambique. Que me lembre foi o único sargento da CF2 que pôs os pés no Niassa e viveu connosco as primeiras peripécias ligadas ao arranque das operações da Frelimo, em 1964.
Os últimos anos da sua vida foram passados na zona da Cruz de Pau, Amora, sob os cuidados de uma filha que lá mora. A doença de Ahlzeimer que o dominou quase por completo fez com que não fosse possível ter uma conversa decente com ele, pois não reconhecia ninguém nem se lembrava de coisa alguma deste passado de que eu falo.

Fila de trás - Marcolino, Piaça, Marinho, Loureiro, Baltasar
Fila da frente - Marlon, Budens, Leiria, Rosa, Peniche, Camarada

Que descanse em paz o Sargento Peniche, pois o seu fado neste mundo terminou!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Camarada de luto!

O Fernando Lemos (meu camarada da Companhia de Fuzileiros Nº 8) cumpre hoje o triste dever de dar sepultura à sua esposa que faleceu vítima de doença cardíaca, além de outras complicações mais.
Vou desligar a máquina e pôr-me a caminho do Porto para estar presente no funeral e dar-lhe o apoio moral que, nestas situações, é o mínimo que podemos fazer.
Os meus pêsames à família, em especial à filha que eu sei que, de vez em quando, passa por aqui.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os Casapianos!

Na recruta de Março de 1962 havia 2 camaradas vindos da Casa Pia, o Joaquim Pedro e o Victor Manuel. Eles foram inspeccionados no mesmo dia, receberam números consecutivos e foram enviados para a Escola de Vale de Zebro num dia muito especial para mim, o dia que eu comemorei o meu 18º aniversário, 9 de Março de 1962.
Só por isso já este facto seria digno de ser recordado até hoje, quase 50 anos depois. Mas há mais. Eles e mais uns poucos que os acompanharam nesse dia, completaram o primeiro pelotão da nossa recruta, comandado pelo Sargento Pastor. No dia seguinte, eu e mais uma vintena de outros mancebos começamos a dar vida ao segundo pelotão, o do Sargento Bicho. Começou ali a história da nossa vida em conjunto.
Convivemos durante os seis meses seguintes e depois o destino separou-nos. Eu parti para Moçambique, incorporado na Companhia Nº 2, enquanto que eles os dois ingressaram no Curso de Fuzileiros Especiais. Até hoje nunca mais encontrei o Victor Manuel. O Joaquim Pedro reencontrei-o no dia 22 de Maio do ano passado, durante o nosso convívio de 2011.
Não tive o cuidado de lhe pedir o seu contacto, de modo que lhe perdi de novo o rasto. Hoje com a ajuda de um outro filho da escola, voltei a entrar em contacto com ele. Mais um elo da nossa cadeia de «filhos da escola» que foi fechado. Agora resta-me dirigir todos os meus esforços para a procura do Victor Manuel de modo a ter os dois junto a mim, de novo, na Escola de Fuzileiros, no dia em que lá celebrarmos as nossas Bodas de Ouro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Abri os olhos de espanto!

Ontem enviaram-me por e.mail, não interessa quem, um link para eu visitar o forum do Museu da Marinha onde foi publicado o anúncio do convívio deste ano dos filhos da minha escola.
Depois do recado sobre o data e o lugar onde o evento se vai realizar foi feita uma nota sobre a Festa do Cinquentenário que eu estou a organizar para o dia 31 de Março, na Escola de Fuzileiros. Fazia um apelo, o que acho muito bem, a todos os filhos da escola para aparecerem em Vale de Zebro nesse dia e fornecia os meus elementos de contacto, nomeadamente, o endereço de e.mail, número de telefone e telemóvel. Infelizmente, duas dessas três coisas estão erradas, o que não deveria acontecer. Não se devem publicar dados destes sem ter a certeza absoluta que estão correctos. Para quem interessar, uma vez que estamos a falar de uma coisa da maior importância, os meus contactos são como segue:
E.mail - manaliva@gmail.com
Tel - 252 627 112
Tlm - 911 967 796
Pelo que vi no forum, não acredito que haja algum filho da escola que veja aquela mensagem, mas acredito que quem decidiu publicar aquilo, o fez com a melhor das intenções.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fuzileiros até à morte!

Quero desafiar, de entre os leitores deste blog, aqueles que têm habilidade para as rimas, a tentarem fazer uns versos, de preferência uma sextilha, para ser gravada na placa que vamos oferecer ao Museu do Fuzileiro, no dia do nosso Cinquentenário. Será uma espécie de concurso e escolherei o melhor para o efeito. E o nome do autor será também registado na mesma placa. Vamos a isso? Para servir de exemplo aqui fica a minha tentativa.

São apenas homens, não são heróis
Nem deram novos mundos ao mundo
Aqui aprenderam e treinaram a fundo
E eis que regressam 50 anos depois
Vindos do interior, do sul e do norte
Gritar bem alto, Fuzileiros até à morte

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Chico Ribeiro!

Nestes meus contactos com os Filhos da Escola, por causa da comemoração do nosso Cinquentenário, nem só más notícias me têm aparecido. Neste caso recebi uma bela fotografia do Francisco Ribeiro que me foi enviada pela sua esposa, depois de me ter dito ao telefone que ele não poderia acompanhar-nos na nossa festa por razões de saúde. Ao ver esta cara bem disposta ninguém diria que o afligem problemas de saúde.


Ele pertenceu ao DFE4 e trago aqui a sua fotografia para mostrar a sua aparência actual àqueles camaradas do seu Destacamento que costumam navegar nestas ondas  e ver se o reconhecem ao fim de todos estes anos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Acidente de percurso!

Não era coisa que eu não esperasse, mas o tom de voz da senhora que hoje me telefonou para me participar que o destinatário da carta que enviei pelo correio já faleceu há mais de 9 anos é que me surpreendeu um pouco. Mostrava-se zangada pela "nossa" falta de sensibilidade ao enviar cartas a convidar para um almoço o seu marido já falecido há tantos anos.
Uma coisa semelhante costuma acontecer com as consultas médicas ou cirurgias nos hospitais públicos que chamam doentes depois de eles morrerem. Não devia acontecer, mas entende-se que o hospital não está ao corrente da evolução da saúde de todos os doentes que recorrem aos seus serviços.
No "nosso" caso acontece uma coisa parecida. A organização dos Filhos da Escola bem tenta manter contacto com todos, pelo menos uma vez por ano, mas a grande maioria não nos dá qualquer espécie de troco. Muitos há que recebem as cartas-convite e nem se dignam fazer um telefonema avisando que estão vivos, quanto mais aparecer nos convívios.
Neste caso particular, estamos a falar do Anibal Joaquim Madeira (16963) que fez uma comissão apenas, no DFE6, e que nunca compareceu a qualquer dos convívios organizados desde há mais de 10 anos. E pelos vistos o endereço que usei, que é o mesmo usado pelos organizadores dos convívios anteriores, está correcto, senão a senhora não me teria telefonado.
No caso particular do DFE6, quando tentei descobrir quem era vivo ou morto, deram-me o nome do Mário Manso como sendo a pessoa indicada para me fornecer essa informação. Por mais telefonemas e e.mails que lhe tenha enviado nunca recebi qualquer resposta. E foi o Domingos Cairrão, um fuzileiro concorrente, também ele membro do mesmo Destacamento que acabou por ajudar-me com alguma informação. Mas, pelos vistos, nem ele sabia que o Aníbal já nos tinha deixado há tantos anos.
Como vêem, a fila continua em movimento!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sobre a mensagem anterior!

Dei um duro danado para conseguir meter aqui aquela lista. Tudo que sei de computadores, informática, Excel, Word, etc., etc., aprendi à minha custa sem ter tido uma única lição. Nos casos mais difíceis recorri aos amigos que sabiam mais que eu, fui perguntando e obtendo respostas (nem sempre com bons modos) e hoje posso gabar-me de mexer nisto com mais à-vontade que alguns "sabichões" que andam por aí.
Bem, o que interessa e o que eu queria era importar a lista, tal e qual a tenho guardada no disco duro do meu computador, para este Blog e consegui fazê-lo. Por isso dou os parabéns a mim mesmo. Viva eu!
Como se aproxima o dia do Cinquentenário, toda a informação vale ouro. Os interessados em preparar-se para o reencontro, colhendo o máximo de informação possível, podem beber aqui essa informação.
Consegui que as cores que sombreiam alguns números também passassem para aqui, o que facilita muito o entendimento da lista. As letras S, P e F que encabeçam as 3 colunas preenchidas com o número 1 significam o seguinte:
S - Saíram da Marinha antes da renumeração de 1964.
P - Viram o seu Juramento de Bandeira atrasado para a recruta seguinte.
F - São já falecidos.
Aqueles que perderam a vida durante a Guerra Colonial, seja em combate, por doença ou acidente, estão marcados a vermelho e serão objecto de uma menção especial durante a comemoração do nosso Cinquentenário na Escola de Fuzileiros, no próximo dia 31 de Março.
Há um caso específico marcado com duas cores diferentes, o 16404, por ter saído após o ITE e regressado no ano seguinte. Ficou com o número 9600.63, fez duas comissões em África e atingiu o posto de Cabo. Não sei exactamente o percurso que fez na Marinha, mas um seu filho informou-me que já faleceu há muitos anos.
Nota especial:
Tenho quase a certeza que a lista dos falecidos está, infelizmente, incompleta. Não consegui entrar em contacto com muitos dos Filhos da Escola, o que não augura nada de bom. Peço, por isso, a todos aqueles que conhecerem ou souberem por onde anda toda esta malta que me passem toda a informação possível, de modo a manter esta lista actualizada. Para mim essa informação vale ouro.