nma-16429.blogspot.pt é o meu novo blog. Seleccionem o link correspondente na coluna da direita e visitem-me!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fuzileiros - História!

Conforme informação recebida do administrador do blog «Barco à vista» aproveito para deixar aqui esta informação que é de interesse para todo o fuzileiro que se preza.
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Directores de Instrução (DI)/Directores Técnico-pedagógicos (DTP) 

Escola de Fuzileiros 

Pela Portaria n.º 18509 de 03JUN61 é criada a Escola de Fuzileiros (EF) integrada no Grupo N.º 2 Escolas da Armada (G2EA). 

CTEN Melo Cristino 28JUN61 a 31JUL65 
CTEN Loureiro Barbosa 11AGO65 a 21MAR67 
CTEN Alpoim Calvão 21MAR67 a 03FEV69 

Pela Portaria n.º 23892 de 03FEV69, a Escola de Fuzileiros desintegra o G2EA passa a funcionar como unidade independente. 

CTEN José Luís Pinto Gomes Teixeira JAN70 a JUL72 
CTEN João Geraldes Freire JUL72 a FEV74 
CFR José de Almeida Costa Cardoso Moniz FEV74 a JUN74 
CTEN Pedro Miguel Peixoto Correia do Amaral JUN74 a MAI77 
CTEN FZ José Luís Pereira D’ Almeida Viegas MAI77 a FEV80 
CTEN FZ Silvério Teixeira Rodrigues FEV80 a MAI83 
CTEN FZ Francisco Manuel Lhano Preto MAI83 a ABR87 
CTEN FZ Manuel Severino Gaspar de Sousa Dias ABR87 a SET91 
CTEN FZ José da Conceição Góis SET91 a JUN95 
CTEN FZ Albano Matos Fernandes Pereira JUN95 a MAR96 
CTEN FZ João Baptista da Cruz Hermenegildo MAR96 a SET00 
CFR FZ Abel Sousa Ribeiro SET00 a JUN05 

Com a reorganização do Sistema de Formação Profissional da Marinha (SFPM) e na sequência da publicação do Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, n.º 35/05 de 03JUN, é aprovado o Regulamento Interno da Escola de Fuzileiros, o cargo de Director de Instrução (DI) passa a designar-se Director Técnico-pedagógico (DTP). 

CFR FZ Abel Sousa Ribeiro JUN05 a DEC05 
CFR FZ António Augusto Pereira Leite DEC05 a FEV08 
CFR FZ Henrique José Marques Alberto FEV08 a DEC10 
CFR FZ Joel Carlos Neto dos Santos Formiga DEC10 a 

Julga-se que o Batalhão de Instrução (BI) deverá ter sido criado pelo ano de 1977 (não foi possível encontrar documento formal com a criação do BI). 
A confirmar-se a data de criação do BI, o seu primeiro Comandante, por inerência de cargo, então DI, foi o CTEN FZ José Luís Pereira D’ Almeida Viegas.

sábado, 16 de junho de 2012

Triiim, triiim, número errado!

Vocês não vão acreditar naquilo que me aconteceu hoje!
Estava eu aqui entretido a ver umas fotos no Facebook, por coincidência de uns amigos e amigas de Lichinga (antiga Vila Cabral) capital da Província do Niassa/Moçambique, quando toca o meu telemóvel e alguém pergunta do outro lado da linha:
- És tu Miranda?
- Miranda? Não, daqui fala um Silva que é o dono desse número de telefone que marcou.
- Oh diabo, então enganei-me no número. Estava convencido que este número era do Miranda Capitão-Tenente reformado da marinha.
- Marinha? Você disse Marinha? Eu também fui marinheiro e se tem este número na sua agenda de contactos alguma ligação deve haver entre nós. Eu fui fuzileiro e estive em Moçambique nos tempos da guerra.
- Eu também, assim como o Miranda com quem eu estava a tentar falar. Estivemos em Metangula, no Lago Niassa.
- Bem, vamos por partes. Em que Unidade e qual era o seu número?
- Na Companhia 8 e 9. E o meu número era o 2006.
- Só 2006? isso era número antigo ou moderno?
- Antigo? Moderno? Eu só tive esse!
- Então era um barra. De que ano?
- De 64.
- O 2006/64 era o Natalino, o açoreano da minha Companhia, a 8!
- Pois era. Sou eu.
Quando andei à procura dos camaradas desta Companhia, ninguém me soube dar notícias dele. Houve até alguém que me disse que achava que ele devia ter falecido, pois era bastante doente já nos tempos em que fizemos a nossa comissão juntos. Mantenho comigo a lista de toda a Companhia, com indicação dos que já faleceram (só este ano já se foram 2) e com bastantes espaços em branco, por não saber o que lhes aconteceu ou por onde andam. Hoje preenchi um desses espaços com um endereço da Ilha do Faial, os números de telefone de contacto e um endereço de e.mail.
Veio-me à memória aquilo que disse o Rafael - deixa de os procurar que eles aparecem-te, encontram-te eles a ti!

sábado, 9 de junho de 2012

Estou pronto a cumprir o juramento!

«Juro, como português e como militar, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis da República, servir as Forças Armadas e cumprir os deveres militares. Juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida.»
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Com o caminho que as coisas estão a levar, onde os políticos se transformaram em salteadores sem escrúpulos e a Justiça foi ocupada por magistrados desonestos que vão fechando os olhos ao que se passa, ou pior ainda, vão alinhando nas manigâncias dos políticos, mais cedo ou mais tarde teremos que dar um passo em frente e pôr ordem na "caserna".
Eu estou preparado!

domingo, 3 de junho de 2012

Ao que tu chegaste...!

Só para não deixar este blog abandonado por muito tempo, uma vez que ele é a minha ligação umbilical com a Escola que marcou uma época importante na minha vida, deixo aqui duas imagens da mais famosa pista de combate de Portugal, a «Pista do Lodo».
Por elas se pode ver que a formação de fuzileiros já viu melhores dias. Ou então os instrutores preferem não obrigar o pessoal a sujar a farda. No meu tempo era meia bola e força. À meia volta já estávamos enfiados no lodo, fosse por castigo ou obrigação escolar.
A guerra não é coisa boa e formar gente para a fazer talvez também não seja a coisa mais acertada. Se calhar é melhor meter a pista no Museu e exigir que nunca mais seja preciso fazer a guerra. Viver em paz para sempre seria uma experiência formidável!



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Comentar os comentários!

Como este blog está mais ou menos ás moscas, os poucos comentários que aqui caem depressa são esquecidos. Muitos dos leitores nem se dão ao trabalho de abrir os comentários e ver o que lá se diz. E posso garantir-vos que alguns comentários são mais interessantes que a matéria publicada.
Hoje dei uma volta pelos comentários do mês de maio, a título de balanço, e em 3 casos específicos quero dar uma resposta que se veja e seja, ou possa ser, lida por aqueles que não abrem os comentários.
O primeiro caso é um comentário assinado por «C.B.» que diz ser filho do Pedro Serrano Batista, um filho da escola que fez comissão em Angola no DFE4. Conta que o seu pai morreu em 20 de Agosto do ano passado e agradece a todos aqueles que honraram o seu pai com uma amizade sincera. Devo dizer que, no início, este blog era maioritariamente usado pelo Álvaro Dionísio, também ele membro do DFE4 e camarada do Pedro Batista. Ele tem conhecimento que o seu camarada de Destacamento faleceu, porque na lista que me enviou no princípio deste ano, para efeitos da festa do Cinquentenário, já lá trazia esse apontamento. No meu caso e como não conheci o Pedro Batista, nada mais posso fazer a não ser deixar aqui esta nota para os camaradas do DFE4 que eventualmente passem por aqui.
O segundo caso é um comentário assinado por alguém chamado Fernando que parece ter pertencido à CF1, a mesma em que o Páscoa fez a sua primeira comissão. E falo nisso porque ele me pergunta uma coisa que não compreendo nem sei como responder. Ele pergunta se o Arlindo ainda anda pelos tribunais. Eu só conheço o Arlindo, filho da escola do Leiria, que esteve connosco na CF8, em Moçambique. Sei que ele também pertenceu à CF1 e o Páscoa deve lembrar-se dele, mas de tribunais não sei nada. Não entendo se o Fernando quer dizer que o Arlindo trabalhou num tribunal depois de sair da Marinha, ou se teve algum problema que o obrigou a andar por lá mais do que gostaria. Peço ao Páscoa que puxe pela cachimónia e deixe aqui um comentário que me ajude a perceber o que se passa e quem é o Fernando que assina o comentário.
O terceiro caso é um comentário do Virgílio que diz não lembrar-se do Sargento Bicho. Claro que não poderia lembrar-se, pois ele partiu para África, em comissão, no ano de 1963 e o mais provável é nunca mais ter parado na Escola de Fuzileiros.

Someone like you - Adele

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Há dias assim!

Ao ler a anedota que reproduzo abaixo veio-me de imediato à ideia o caso do Silvino Branco (16400) que fazia de tudo o que se possa imaginar para moer a paciência do Sargento Bicho que era o comandante do nosso pelotão da recruta. O pobre do Manuel Bicho deve ter ganho montes de cabelos brancos durante aqueles quentes seis meses do ano de 1962.
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Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase. Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente. Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas. Ao fim de muito tempo e muito esforço, conseguiu calçar:
- Bolas. Estava a ver que não.
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente. Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- Ok! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz. Mais uma série de tempo e finalmente consegue. No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Dentro das botas!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Homem do chocalho!


Para dar uma ajuda ao Páscoa Querido que não tem estas fotografias para publicar no «Figueira Minha» e responder à pergunta do grande chefe Moisés que queria saber se o Zé Luís (Cansado) esteve no convívio de Pombal ou não. Pois ali está ele, de gravata amarela, mesmo por trás da cabeça de quem perguntou.


E também compareceu na Mealhada, no ano seguinte, pois ele não é de virar as costas a estas coisas. Só não sei se vai aparecer este ano, nem tão pouco sei ainda se vai haver convívio ou não, muito embora esteja a torcer para que sim, para que haja.
O que se passa é que a equipa está a ficar cansada, como a do Sporting, e é preciso um Sá Pinto para a fazer acordar e dar sebo nas canelas. Que tal voltarmos a Alvados no primeiro fim de semana de Outubro?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Luto na Companhia 8!

Faleceu anteontem e foi sepultado hoje o Luís António de Jesus (1220/64) que foi meu camarada na comissão de serviço que a Companhia de Fuzileiros Nº 8 (CF8) fez em Moçambique, de 1965 a 1968.
Encontrei-o por mero acaso no Facebook, enviei-lhe diversas mensagens, desafiei-o para o "Chat", consegui que me desse o seu endereço de e.mail e escrevi-lhe uma carta a convidá-lo para se juntar a nós no próximo convívio, mas nunca consegui qualquer reacção. Pensei que se tratava de falta de habilidade com o computador, mas soube agora que a doença já há muito que o minava e não devia deixar-lhe muita abertura para lidar com estas tecnologias. Ainda falei com ele ao telefone e contou-me que era cunhado do Orlando Martins (1192/64), de quem ando também à procura. Pedi-lhe para o pôr em contacto comigo, mas imagino que não teve tempo ou saúde para tanto.
Fui também informado que ele passou a maior parte do tempo, desde a entrada deste novo ano, internado no hospital e nos últimos dois meses já ligado ao respirador artificial. Grande consumidor de tabaco e café, parece ter sido isso que acelerou a doença e o levou tão cedo da nossa companhia.
Que descanse em paz, agora que terminaram as suas penas neste mundo!

terça-feira, 17 de abril de 2012

O nosso convidado de honra!


Vários filhos da escola rodeando o Comandante Patrício que foi o convidado de honra na festa do nosso Cinquentenário e entre eles o Mário Lima (16480) que fez o grande favor de me remeter esta (e outras) fotografias.

sábado, 14 de abril de 2012

Recordações!


Ainda pensei em pedir uma G3 emprestada e posar para uma fotografia em frente desta estátua, mas se calhar eles levavam a mal e punham-me fora do portão. Assim deixo aqui apenas a estátua tal como ela é e como a vi há 2 semanas atrás. Como o tempo passa depressa!

sábado, 7 de abril de 2012

Ainda a CF4 - 1968-1970!

A Companhia de Fuzileiros Nº4 fez comissão em Moçambique entre 1968 e 1970. Comandada pelo Tenente A.P.Varandas incorporava pessoal de idades e escolas muito diversas. Para começar tinha como Quartel-Mestre o famosíssimo Sargento Trindade que na renumeração da 11ª Série ficou com o Nº 402. A título de curiosidade devo dizer que é um dos raros "fuzileiros" que aparece nos registos sobre a Guerra Colonial com um número de identidade de apenas 3 dígitos. Os outros sargentos tinham numerações na casa dos 2000, 3000, 4000, 5000 e 6000. Os Cabos espalhavam-se também por numerações tão diversas como 4000, 5000, 6000, 7000, 8000 e 9000, sendo dois deles filhos da minha escola, nomeadamente o 8135 - Filipe Cruz e o 8415 - Manuel Ferreira. Os Marinheiros eram Barras 64 e 65 e os Grumetes eram Barras 66 e 67.
Esta amálgama de numerações dá para perceber a diferença de idades de toda aquela tropa. Com gente de idades e escolas tão diversas acredito que não deve ter sido fácil criar um verdadeiro espírito de camaradagem entre eles. O isolamento em que foram forçados a viver, no tempo que passaram em Metangula e Cobué, talvez tenha ajudado a estreitar esses laços.
Houve alguém desta Companhia, ainda não consegui descobrir quem, que abriu um Blog no Sapo - http://cfz4.no.sapo.pt/ -, deixou lá uma lista do pessoal tirada a papel químico do «Livro dos Fuzileiros», uma dúzia de fotografias e desapareceu sem deixar rasto. Já enviei vários e.mails para o endereço que lá deixaram, já tentei descobrir através do Filipe Cruz, actualmente a morar em Paris, mas não consegui chegar a lado nenhum.
Hoje resolvi voltar a mencionar aqui o assunto e vou fazer o mesmo no Facebook, para ver se algum filho da escola dos mais "novinhos" (barra 64, 65, 66 ou 67) dá com a notícia e comenta qualquer coisa que me dê uma pista. No meio dessa confusão talvez haja alguém que tenha uma foto do Sargento Trindade que faz parte das minhas memórias de há 50 anos atrás. Era ele que todos os dias me acordava com o seu vozeirão a gritar «Alvorada», «Está na hora», «Enrola a Manta»!







quarta-feira, 28 de março de 2012

Honra e Glória!


No próximo sábado aqui estaremos, junto ao memorial dos fuzileiros caídos na Guerra Colonial. Umas palavras ditas em sua memória e uma coroa de flores que ali depositaremos é tudo o que podemos fazer por eles. A Pátria que os sacrificou não os reconhece mais. As políticas e os políticos mudaram e outros interesses ocupam as suas mentes.
Nós, os recrutas de Março de 1962, cumprimos o nosso dever. E no dia 31 do corrente mês de Março, lá estaremos de novo para testemunhar a quem lá aparecer que o sentido de camaradagem continua bem vivo dentro do nosso peito e não esqueceremos os nossos camaradas e amigos que não sobreviveram ao conflito.

domingo, 18 de março de 2012

Constituição da Companhia 2!

Embora este blog esteja mais ou menos abandonado, achei por bem publicar aqui estas imagens de um documento que encontrei no fundo de uma gaveta quando andava à procura de outra coisa. Ao ser criada a Companhia Nº 2 de Fuzileiros, o que aconteceu a 3 de Outubro de 1962, era preciso destacar para essa Unidade alguém que lhe desse corpo.
Estas imagens representam a «Ordem do Dia» Nº 198 de 10 de Outubro, onde constam os nomes dos primeiros membros da CF2 em que me incluo. Aqui fica para a História, já que na Torre do Tombo não vai constar com toda a certeza.



quarta-feira, 7 de março de 2012

Patrício & Maxfredo!


Aqui estão dois oficiais de Marinha que estão e ficarão para sempre, intimamente, ligados à história dos Fuzileiros do Século XX e, por consequência, à Guerra do Ultramar. Ambos comandaram Unidades de Fuzileiros que prestaram serviço em Moçambique, na mesma altura em que por lá andei também. Com eles me cruzei, ora na capital Lourenço Marques, ora nas lonjuras do Lago Niassa.
No próximo dia 31 de Março estarão na Escola de Fuzileiros alguns dos homens que o 1º Tenente Patrício, em Março de 1962, destinou à Escola de Vale de Zebro para dar início a uma recruta de 4 meses e cujo comandante era o 1º Tenente Maxfredo.
Ambos podem ser vistos na foto acima e sempre tive a intenção de os convidar a estar presentes na comemoração do nosso Cinquentenário. Entretanto as coisas complicaram-se, isto é, não correram tão bem como eu esperava e acabei por não lhes endereçar o necessário convite. Isso não quer dizer que o não venha a fazer ainda. A ver vamos como correm os próximos 10 dias.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Homenagem póstuma!

No fim do ano passado morreu um dos três «Peniches» que fizeram parte da Companhia de Fuzileiros Nº 2. Esta dos Peniches tinha uma certa graça, pois cada vez que a gente se referia ao «Peniche» havia sempre alguém que perguntava:
- Qual deles?
Mas deixem-me contar a história.
O primeiro dos Peniches era filho da minha escola, pertencia ao 1º Pelotão da recruta e também atendia pela alcunha de «Fragata», por ser oriundo daquela instituição da Marinha. Andou sempre a par comigo até abandonar a Briosa, aí pelo fim do ano de 1963, por razões disciplinares. Como havia mais dois Fragatas, na recruta, se alguém perguntava por ele vinha sempre a mesma pergunta:
- Qual deles?
- O Peniche!
O segundo dos Peniches era artilheiro, da escola de Março de 1961 e juntou-se a nós na CF2 como membro de uma equipa de artilheiros responsáveis pelas armas pesadas da Companhia. Competia-lhes a eles carregar com o Morteiro, a Bazuca e as MG-42. Os fuzileiros usavam apenas a G3, com ou sem tripé. Neste caso, quando alguém perguntava pelo Peniche a resposta era:
- O Artilheiro.
O terceiro dos Peniches era Sargento e comandava o 3º Pelotão. O nome oficial que constava em todos os documentos, Escala de Serviço, etc., era Sargento Leopoldo, mas no toma lá dá cá do nosso dia-a-dia era sempre o Sargento Peniche. Entre Cabos e Marinheiros, além dos Sargentos, ele era sempre mencionado como «Peniche» e se perguntavam:
- Qual deles?
- O Sargento - era a resposta que se ouvia.
Quando soube da morte dele escrevi qualquer coisa num dos blogs, mas não fui capaz de encontrar o que escrevi e hoje lembrei-me de voltar ao assunto, porque o Sr. 1º Tenente Idalino de Jesus Leopoldo, reformado da Marinha de Guerra Portuguesa, foi um dos melhores superiores com quem tive o prazer de conviver durante uma comissão de 30 meses, em Moçambique. Que me lembre foi o único sargento da CF2 que pôs os pés no Niassa e viveu connosco as primeiras peripécias ligadas ao arranque das operações da Frelimo, em 1964.
Os últimos anos da sua vida foram passados na zona da Cruz de Pau, Amora, sob os cuidados de uma filha que lá mora. A doença de Ahlzeimer que o dominou quase por completo fez com que não fosse possível ter uma conversa decente com ele, pois não reconhecia ninguém nem se lembrava de coisa alguma deste passado de que eu falo.

Fila de trás - Marcolino, Piaça, Marinho, Loureiro, Baltasar
Fila da frente - Marlon, Budens, Leiria, Rosa, Peniche, Camarada

Que descanse em paz o Sargento Peniche, pois o seu fado neste mundo terminou!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Camarada de luto!

O Fernando Lemos (meu camarada da Companhia de Fuzileiros Nº 8) cumpre hoje o triste dever de dar sepultura à sua esposa que faleceu vítima de doença cardíaca, além de outras complicações mais.
Vou desligar a máquina e pôr-me a caminho do Porto para estar presente no funeral e dar-lhe o apoio moral que, nestas situações, é o mínimo que podemos fazer.
Os meus pêsames à família, em especial à filha que eu sei que, de vez em quando, passa por aqui.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os Casapianos!

Na recruta de Março de 1962 havia 2 camaradas vindos da Casa Pia, o Joaquim Pedro e o Victor Manuel. Eles foram inspeccionados no mesmo dia, receberam números consecutivos e foram enviados para a Escola de Vale de Zebro num dia muito especial para mim, o dia que eu comemorei o meu 18º aniversário, 9 de Março de 1962.
Só por isso já este facto seria digno de ser recordado até hoje, quase 50 anos depois. Mas há mais. Eles e mais uns poucos que os acompanharam nesse dia, completaram o primeiro pelotão da nossa recruta, comandado pelo Sargento Pastor. No dia seguinte, eu e mais uma vintena de outros mancebos começamos a dar vida ao segundo pelotão, o do Sargento Bicho. Começou ali a história da nossa vida em conjunto.
Convivemos durante os seis meses seguintes e depois o destino separou-nos. Eu parti para Moçambique, incorporado na Companhia Nº 2, enquanto que eles os dois ingressaram no Curso de Fuzileiros Especiais. Até hoje nunca mais encontrei o Victor Manuel. O Joaquim Pedro reencontrei-o no dia 22 de Maio do ano passado, durante o nosso convívio de 2011.
Não tive o cuidado de lhe pedir o seu contacto, de modo que lhe perdi de novo o rasto. Hoje com a ajuda de um outro filho da escola, voltei a entrar em contacto com ele. Mais um elo da nossa cadeia de «filhos da escola» que foi fechado. Agora resta-me dirigir todos os meus esforços para a procura do Victor Manuel de modo a ter os dois junto a mim, de novo, na Escola de Fuzileiros, no dia em que lá celebrarmos as nossas Bodas de Ouro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Abri os olhos de espanto!

Ontem enviaram-me por e.mail, não interessa quem, um link para eu visitar o forum do Museu da Marinha onde foi publicado o anúncio do convívio deste ano dos filhos da minha escola.
Depois do recado sobre o data e o lugar onde o evento se vai realizar foi feita uma nota sobre a Festa do Cinquentenário que eu estou a organizar para o dia 31 de Março, na Escola de Fuzileiros. Fazia um apelo, o que acho muito bem, a todos os filhos da escola para aparecerem em Vale de Zebro nesse dia e fornecia os meus elementos de contacto, nomeadamente, o endereço de e.mail, número de telefone e telemóvel. Infelizmente, duas dessas três coisas estão erradas, o que não deveria acontecer. Não se devem publicar dados destes sem ter a certeza absoluta que estão correctos. Para quem interessar, uma vez que estamos a falar de uma coisa da maior importância, os meus contactos são como segue:
E.mail - manaliva@gmail.com
Tel - 252 627 112
Tlm - 911 967 796
Pelo que vi no forum, não acredito que haja algum filho da escola que veja aquela mensagem, mas acredito que quem decidiu publicar aquilo, o fez com a melhor das intenções.