Na mesma semana em que aqui se falou do G3, filho da minha escola, e do livro que ele publicou, quero também lembrar o Fernando Maudslay e a CF3, Unidade de Fuzileiros em que ambos prestaram serviço na Guiné.
A Companhia de Fuzileiros Nº 3 foi uma das Unidades mais difíceis de formar. Havia uma enorme urgência em mandá-la para a Guiné e pouca gente disponível para a completar. Por essa razão foi decidido ir destacando para o Comando Naval de Bissau o pessoal que fosse aparecendo e a Companhia ia-se formando lá. Foram arrebanhados todos os grumetes da minha escola que não entraram na CF2 nem no Curso de Especiais, juntaram-lhe alguns Cabos e Marinheiros que tinham acabado o Curso de Reconversão e completaram o grupo com alguns sargentos e oficiais que eram indispensáveis. Não tenho dados aqui à mão, mas acho que este grupo, em que se incluia o G3, partiu antes do Natal de 1962.
Foi preciso esperar que acabasse a recruta e o ITE da escola de Setembro para se organizar o segundo contingente que seguiu em Março ou Abril de 1963. E só em Setembro desse ano, quando os recrutas da escola de Março de 1963 terminaram o ITE, é que foi enviado o último contingente e a CF3 ficou completa.
Não tenho a certeza, mas diria que o G3 já tinha desaparecido da Guiné quando chegaram estes últimos homens, ou seja, o comandante Vandschneider nunca conseguiu ter a sua Unidade completa.
Isto sou eu a a fazer história baseado apenas em suposições. Vou tentar arranjar alguém (da CF3) que leia isto e corrija aquilo em que eu estiver errado.
Quanto ao trajecto do G3 e tomando por base estes dados e a morte do General Humberto Delgado, tudo o que ele refere no livro se passou entre os fins de 1963 e meados/fins de 1965, e que corresponde à viagem entre Bissau e Casablanca. Depois disso, não houve mais nada senão PIDE, porrada e prisão.

























