nma-16429.blogspot.pt é o meu novo blog. Seleccionem o link correspondente na coluna da direita e visitem-me!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Manter a bola a rolar!


Moçambique 1966. Um Nord Atlas e uma Secção de Fuzileiros da CF8 em trânsito de ou para o Niassa. A rapaziada que aparece na foto é tudo filho da escola de Setembro de 64. Aqueles que prestaram serviço nesta Unidade de Fuzileiros, ou fizeram a recruta no inverno de 65/65 podem reconhecer alguma destas caras. Toca a concentrar e puxar pela memória!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mais um que partiu!

Venho mais uma vez cumprir o triste dever de informar os meus camaradas fuzileiros do falecimento de um dos nossos. Já doente há algum tempo e em estado de gravidade extrema, este desenlace já era esperado pela família desde há alguns dias.
Júlio Coelho (1284/65) fez comissão na CF9, na Guiné, de 1966 a 1968, e depois na CF10, de 1969 a 1971, em que também pontuaram alguns filhos da minha escola, tais como o Verde, o Alves, o Pintado, o Paixão, o Rego, o Floriano e outros. A eles, em especial, dirijo esta mensagem para que tomem conhecimento do acontecido ao amigo e camarada.
Ao seu filho, também ele membro da Marinha de Guerra Portuguesa, e à restante família enlutada os meus sentidos pêsames.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Apoiado, apoiado!

Estimados Amigos, 

Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços. Ainda que alguns não liguem ao que escrevo. 
Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas". 
Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correcta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram. 
Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estricta aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais. 
Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas sirtuações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas. 
Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos. 
E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo. 
E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe. 
Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto. 
Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida. 
As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida activa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões que podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio. 
E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito. 
Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua. 
Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida activa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida. 
Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente. 

António Alves Caetano

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Costa (de Torres) da CF4!

Afinal não posso dar por encerrado o assunto da Companhia de Fuzileiros Nº 4. Ontem telefonou-me o António Costa (479/67), o tal que mora na Ponte do Rol e que aqui há tempos mencionei aqui por me ter contactado através do Facebook, e voltei a reabrir o dossier para ver aonde isto me leva. Ele continua a dizer que quer organizar um convívio com o pessoal da Companhia (que nunca mais viu) e tem o Sargento Coisinhas a dar-lhe gás nessa ideia.
Disse-me ele que havia um filho da escola, chamado António Santos, que morava no Fogueteiro e tinha um negócio de qualquer coisa (informação muito vaga para permitir uma investigação) que tinha uma lista completa da Companhia com moradas e tudo. Entretanto o Quelfes disse-me que quem abriu aquele famoso blog (no Sapo) sobre a CF4 foi o Jorge Manuel Alves dos Santos (18/67). Será o mesmo "Santos" a quem o Costa chama António? Ou serão duas pessoas distintas?
Isto para já é pouco material para pegar no assunto. E depois há ainda outra particularidade, muitos dos elementos desta Companhia foram depois para Angola no DFE13 e gostam de participar nos convívios dessa Unidade que se têm realizado regularmente. Por falar nisso, hei-de falar com o Ferreira (filho da minha escola) a quem coube a organização do convívio em 2012 e ver o que ele pensa sobre o assunto. Ao menos ele pode facultar-me uma lista dos que compareceram e daí já consigo ver quantos eram também da CF4.
Está decidido, é por aí que vou!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

E o mistério é muito sério!

Nada melhor para começar o ano do que uma queixinha. Na minha última mensagem deixei um link para visualização do video da festa do cinquentenário dos filhos da minha escola e nem um comentário mereci. Mas pior que isso, enviei-lhes um mail com o mesmo link e só recebi uma resposta, esta vinda de Toronto, do único filho da escola que lá mora, o Agostinho Maduro.
Fico a pensar se ninguém viu ou se ninguém se quis pronunciar sobre aquilo que viu. Um mistério com que vou ter que me habituar a viver!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Filhos da Escola de Março de 1962!

O tempo passa depressa!
Já passou quase um ano desde o dia em que festejamos o cinquentenário da nossa incorporação na Armada. Na altura não me dei ao trabalho de carregar o filme que o fotógrafo fez com as nossas fotografias, pois achei que depois de ter publicado uma quantidade de fotografias isso não fazia muito sentido. E também porque dá uma trabalheira do catano pôr a coisa num formato que seja aceite por quem veicula este tipo de coisas, como a Google, por exemplo.
Mesmo assim, antes de dar o pontapé final no Ano do Cinquentenário, decidi pôr mãos à obra e converter o DVD e 2 gigas e meio em qualquer coisa mais acessível de modo a poder mostrá-lo aos interessados. Não consegui que ficasse num tamanho capaz de enviar por mail ou carregar no blog, mas isso não é problema enquanto existir o Youtube. Não é preciso mais que um link que posso deixar aqui e enviar por e.mail a toda a gente. É quase meia hora de fotos, umas atrás das outras, e pouco interesse terá para quem não faz parte do grupo ou não conhece ninguém da minha escola.
Mas quem estiver interessado só tem que clicar aqui e ... siga o baile!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Filhos da Escola!


Pelas estradas da Europa rolam dois camiões (TIR) que ostentam na pala corta-vento as palavras «Filhos da Escola». Um deles é conduzido por um fuzileiro filho da escola do Valdemar Alves e o outro por um seu filho. Bem gostava de ter arranjado uma fotografia onde se vissem as palavras, mas não foi possível ainda. No entanto já fiz lá chegar o recado que conto com ela para uma próxima publicação. Vamos lá ver se o meu pedido é atendido.
Parece que a ideia é chamar a atenção de todos os marujos com quem se cruzem na estrada e forçar ao contacto com eles. A vida de condutor é muito solitária, horas e horas fechado numa cabine de camião, sabe Deus que ideias lhe atravessam a mente. De repente, encontrar alguém que fale a mesma Língua e com quem tenha alguma afinidade é uma benesse, um verdadeiro bálsamo para minorar o isolamento e combater a saudade.
Passadas as festas de Natal é provável que amanhã ou depois se façam de novo à estrada. Boa viagem Filhos da Escola!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

A todos os visitantes, leitores e comentadores deste blog desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Regresso ao passado!

O comentário do Rosa da Silva na minha mensagem anterior fez-me abrir a lista dos filhos da escola e mergulhar de novo no passado. Da lista saltei para os álbuns de fotografias e seleccionei uma que vos vou mostrar aqui, na qual aparecem uns quantos dos filhos da escola que eu menciono no meu comentário que escrevi em resposta ao do Rosa da Silva.


Agora quero ver quem é capaz de identificar algum dos elegantes fuzileiros metidos naquelas fantásticas fardas de alumínio. Assim como o nome do sargento instrutor do respectivo pelotão (1º da 2ª Companhia).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lembram-se do Maxfredo!

Quando, em Março passado, organizei a festa do Cinquentenário da minha recruta convidei o Comandante Maxfredo a juntar-se a nós. Ele disse-me que sim, provisóriamente, mas que ficava sujeito à marcação de uma reunião de condomínios a que não poderia faltar. Afinal aconteceu a tal reunião e ele não pôde comparecer.
Tive uma certa pena, pois desde que saí da Escola de Fuzileiros, em Outubro de 1965, nunca mais o vi. Ele andou por Moçambique e pelo Niassa quase ao mesmo tempo que eu, mas não nos cruzamos nunca.
Como ele era o comandante do batalhão da minha recruta, nunca mais me esqueci dele. E como eu, todos os filhos da minha escola. Ele era um tremendo militarista e não havia quem o aguentasse, mas isso são coisas do passado.
Há dias, encontrei, por mero acaso, as fotografias do último convívio do DFE1 publicadas no Facebook e estive a dar-lhes uma vista de olhos. Claro que não conheço ninguém e nem o Maxfredo reconheci, mas alguém se encarregou de me dizer quem era e recortei esta foto para publicar aqui.
Em honra dos maus momentos que ele e o seu cão "Taifun" nos fizeram amargar há 50 anos atrás!

sábado, 15 de dezembro de 2012

É o Bicho, é o Bicho!


Já não me lembro de onde veio esta fotografia, talvez seja uma das publicadas pelo Luís Oliveira relacionada com a CF10. De qualquer modo, tomei nota que o homem do meio, dos três que estão a passar a revista às tropas, é o Sargento Manuel Bicho (posto que tinha quando foi meu instrutor na recruta) e é sobre ele que quero falar.
Na altura em que fomos à Escola de Fuzileiros comemorar o Cinquentenário da nossa incorporação na Armada, quis convidá-lo a juntar-se a nós, mas não consegui localizá-lo. O Sargento Vitorino da CF2 disse-me que ele morava na zona de Condeixa, mas não sabia o endereço completo nem tinha um número de telefone que me permitisse entrar em contacto com ele. Só agora soube que a sua terra de origem, e onde reside agora, é a freguesia de Ega , a maior do concelho de Condeixa-a-Nova.
Ainda não tentei entrar em contacto com ele, mas um dia que passe lá perto (e passo muitas vezes) hei-de procurá-lo e fazer-lhe uma visita.
O 2º Pelotão da 1ª Companhia da Recruta de Março de 62 era um caso à parte. Metade voluntários e metade recrutados, com enorme diferença de idades entre eles era natural que criasse dificuldades acrescidas a quem dele tomava conta. Foi ao Manuel Bicho que coube essa incumbência e eu também fazia parte do lote. Gostaria de lhe perguntar se tem ainda algumas memórias desse tempo. Tenho é que andar depressa, pois ele já conta uns quantos para lá dos 80 e não sei quanto tempo andará por cá ainda.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Os Fuzos da CF3!


Na mesma semana em que aqui se falou do G3, filho da minha escola, e do livro que ele publicou, quero também lembrar o Fernando Maudslay e a CF3, Unidade de Fuzileiros em que ambos prestaram serviço na Guiné.
A Companhia de Fuzileiros Nº 3 foi uma das Unidades mais difíceis de formar. Havia uma enorme urgência em mandá-la para a Guiné e pouca gente disponível para a completar. Por essa razão foi decidido ir destacando para o Comando Naval de Bissau o pessoal que fosse aparecendo e a Companhia ia-se formando lá. Foram arrebanhados todos os grumetes da minha escola que não entraram na CF2 nem no Curso de Especiais, juntaram-lhe alguns Cabos e Marinheiros que tinham acabado o Curso de Reconversão e completaram o grupo com alguns sargentos e oficiais que eram indispensáveis. Não tenho dados aqui à mão, mas acho que este grupo, em que se incluia o G3, partiu antes do Natal de 1962.
Foi preciso esperar que acabasse a recruta e o ITE da escola de Setembro para se organizar o segundo contingente que seguiu em Março ou Abril de 1963. E só em Setembro desse ano, quando os recrutas da escola de Março de 1963 terminaram o ITE, é que foi enviado o último contingente e a CF3 ficou completa.
Não tenho a certeza, mas diria que o G3 já tinha desaparecido da Guiné quando chegaram estes últimos homens, ou seja, o comandante Vandschneider nunca conseguiu ter a sua Unidade completa.
Isto sou eu a a fazer história baseado apenas em suposições. Vou tentar arranjar alguém (da CF3) que leia isto e corrija aquilo em que eu estiver errado.
Quanto ao trajecto do G3 e tomando por base estes dados e a morte do General Humberto Delgado, tudo o que ele refere no livro se passou entre os fins de 1963 e meados/fins de 1965, e que corresponde à viagem entre Bissau e Casablanca. Depois disso, não houve mais nada senão PIDE, porrada e prisão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Natal está aí à porta!


Estamos na época natalícia e é normal que a decoração do lar sofra algumas transformações, mas esta parece-me um pouco demais!
Mesmo assim vão fazendo contas à vida, a ver se as economias dão para comprar qualquer coisinha para os entes queridos. Refiro-me a todos e não apenas aquele que mora na Figueira da Foz!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As últimas do Cobué!

Decidi deixar aqui as últimas fotos enviadas pelo "Seu" Veloso, apenas para ter algum assunto para este blog. Ontem andei a limpar as dezenas de comentários indesejáveis (Spam), em inglês, em russo e até em chinês. Até agora não apareceu mais nada. Será que me vi livre deles?
Sobre estas fotografias do Albertino Veloso, há algo que me deixou com a pulga atrás da orelha. No primeiro conjunto ainda houve alguns comentários, mas depois a faísca extinguiu-se e não houve mais nenhuma explosão. Lá diz o ditado que "o que é demais enjoa".
Continuo a pensar que há muita gente a ver e ler o que escrevo, mas entram mudos e saem calados e nem uma palavrinha de incentivo deixam ficar. E os fuzos, ex-combatentes, parece que foram todos parar ao Facebook, por aqui nem rasto deles!






sábado, 1 de dezembro de 2012

Verificação de comentários!

No SPAM, please!

Devido ao aumento significativo de comentários indesejáveis (spam) que não consigo controlar, vejo-me obrigado a activar o filtro de verificação dos comentários. Isso não provocará qualquer problema aos comentários bem intencionados que tentarei publicar todos os dias, mas se isso não me for possível peço que tenham um pouco de paciência, pois acabarão por aparecer no blog.
As minhas desculpas por este incómodo!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CF2 - Convívio anual 2012!

No passado dia 17 de Novembro, reuniu-se na Associação de Fuzileiros do Barreiro um grupo de resistentes da Companhia de Fuzileiros Nº 2, a tal em que havia apenas um filho da minha escola, o Óscar Barradas. Foi mais um convívio anual desta Unidade de Fuzileiros que teima (e faz muito bem) em manter unidos os seus membros que ainda andam por este mundo. Alguns, como o Valdemar Alves, não puderam comparecer por razões diversas, mas foram lembrados pelos presentes.
Gostei de ver o Moisés Almeida e o Alípio Corte, meus camaradas da Companhia de Fuzileiros Nº 8, a marcar presença também. Mostraram que não deixam os seus créditos por mãos alheias e é assim que eu gosto.
Deixo aqui uma fotografia (que fizeram o favor de me enviar) para eternizar o momento e mostrar que os camaradas fuzileiros são uma tropa diferente, isto é, não se largam nem à lei da bala.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CF4 - Sem continuação!

Finalmente consegui apanhar ao telefone o Manel Alexandre que supostamente me iria ajudar a entender como foi criado o blog da CF4 no Sapo. Falei com ele durante uma hora, contou-me a sua vida desde pequenino, ainda me deu uns lamirés sobre o DFE13, de que também fez parte, tal como "notre ami Philippe", mas da Companhia de Fuzileiros Nº 4 ou dos filhos da sua escola, de quem ando à procura, nada de nada.
A respeito da comissão em Moçambique que era o assunto que mais me interessava, contou-me que foi de Lisboa directo a Porto Amélia, acompanhado de mais uma dúzia de camaradas, e lá passou cerca de um ano. Foi depois para o Niassa, passou pelo Cobué durante algum tempo, mas não sabe precisar quanto.
Diz também que conviveu muito pouco com o restante pessoal da Companhia e não tem grandes recordações daqueles tempos. A Unidade de Fuzileiros que mais o marcou foi o DFE13, comissão em Angola, em que os grumetes eram todos da incorporação de Março de 1964, quer dizer, filhos da sua escola. O Filipe Cruz e vários outros filhos da minha escola, entre eles o Fernando Bento de Sousa falecido não há muito tempo e cujo filho Helder é um dos leitores deste blog, que tinham acabado de regressar de Angola no DFE4, faziam também parte deste Destacamento.
Depois do Niassa houve uma passagem por Lourenço Marques que durou cerca de dois meses e meio, aguardando por transporte para a Metrópole e que, segundo o Manel Alexandre, foi o melhor de toda a comissão, uma verdadeira festa.
Para terminar a conversa, contou-me que o comandante do DFE13 vive em Paris, sendo portanto vizinho do nosso "Manu". Só me admira ele nunca me ter falado nisso.
E vou deixar aqui duas fotografias que retirei desse «velho e abandonado blog» da CF4, uma vez que me parece que no Sapo ninguém as vê. E com isto dou por encerrado o assunto desta Companhia, uma vez que não encontro quem alimente a história.


Uma engraxadela no sapatinho da ordem, na passagem por Luanda


Momento de relax, a bordo do Vera Cruz

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O meu adeus ao Ilídio!

Há apenas 9 dias, abordei o assunto Companhia de Fuzileiros Nº 2 e falei de vários camaradas que, nas suas diversas comissões, honraram o guião dessa Unidade de Fuzileiros.
Um triste dever me obriga a retomar, hoje, esse assunto. O Ilídio Neves Luís (1309/65) acabou de falecer depois de um longo período em que a doença havia tomado conta do seu corpo.
Depois da sua carreira nos Fuzileiros, fez uma brilhante carreira na PJ e depois de reformado voltou ao contacto com os fuzileiros assumindo a presidência da Associação de Fuzileiros do Barreiro, até ao momento em que a sua saúde o obrigou a abandonar o cargo.
Aos camaradas da CF2, ao pessoal da Associação de Fuzileiros, à família e aos amigos envio por este meio os meus mais sentidos pêsames.
Paz à sua alma!

Heróis - Fuzileiros - Moçambique!

O Américo Pinho foi contactado por uma senhora que mora em Singapura e é filha de um dos nossos camaradas caído em combate em Moçambique. Possivelmente, tudo que ela quer é saber se a memória do seu pai é lembrada por algum dos ex-combatentes que foram seus camaradas, de recruta, de Unidade, ou que tenham estado em Moçambique ao mesmo tempo que o seu pai. Para responder a essa pergunta fui consultar o "Livro dos Fuzileiros" que é a minha única ferramenta de trabalho e decidi fazer um resumo de todos os mortos, em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar. Assim servirá para ela e para quem estiver interessado neste tipo de informação.
Como poderão ver pela fotografia que junto, na placa existente no Museu do Fuzileiro aparecem apenas 12 nomes, enquanto que na minha lista são 23. E porquê? Porque segundo os dados recolhidos pelo autor do livro, só aqueles 12 morreram de facto em combate. Os outros morreram em acidentes, quer durante as operações quer fora delas, havendo ainda outros que morreram em acidentes fora de serviço. Segundo a minha maneira de ver a coisa, todos eles morreram porque alguém os enviou para lá por causa da guerra. Se tivessem ficado sossegadinhos, em suas casas, talvez ainda hoje fossem vivos.



01 – 4132 - Alexandre da Silva Martins – 2º Sarg – DFE1 – 01 JUN 65

02 – 1029/64 – Dionísio Lázaro da Silva Santos – 2º Gru – DFE12 - 21 AGO 65

03 – 6355 – Manuel Magrinho Caixeirinho – Cabo – DFE5 – 23 MAI 66

04 – 9626 – António Pereira Ferreira Novo – Mar – DFE9 – 21 FEV 68

05 – 6495 – Adelino Octaviano Stoca Ruas – Mar – DFE1 – 24 MAR 68

06 – 540/66 – Manuel Ferreira da Silva – 1º Gru – DFE1 – 24 MAR 68

07 – 1310/66 – Valdemar Fernandes Carvalho – 1º Gru – CF4 - 31 AGO 68

08 – 9315 – António Lino Jorge – Mar – DFE9 – 17 JAN 69

09 – 5874 – Manuel José Póvoa Martins – 2º Sarg – DFE9 – 17 JAN 69

10 – 4882 – Manuel Joaquim Borges – 1º Sarg – DFE4 – 26 AGO 69

11 – 1356/67 – José Serpa da Rosa – 1º Gru – DFE9 – 27 FEV 70

12 – 1412/68 – Maximiano Marques Sabroso – 1º Gru – CF1 – 16 FEV 71

13 – 2582/69 – Narciso Jorge dos Passos – 2º Gru – DFE7 – 25 FEV 71

14 – 1437/69 – João António Machado – 1º Gru – DFE2 – 01 OUT 71

15 – 2155/68 – António Manuel Sertório – Mar – DFE11 – 14 JAN 72

16 – 1498/65 – Francisco José Mira Cardoso – Mar – DFE11 – 13 MAR 72

17 – 171/67 – António José Parreira Salgueiro – Mar – DFE9 – 16 MAR 72

18 – 277/69 – António Rodrigues de Campos – Mar – CF10 – 10 FEV 73

19 – 997/71 – Joaquim dos Santos Batista – 1º Gru – C.Naval – 25 AGO 73

20 – 560/70 – Joaquim Cardoso Figueiredo – 1º Gru – CF9 – 26 SET 73

21 – 794/70 – Joaquim da Silva Correia – Mar – DFE3 – 10 DEZ 73

22 – 97/68 – Manuel Brito Rega – Mar – CF10 – 05 MAR 75

23 – 1062/70 – Luis Manuel Diogo Carneirinho – Mar – DFE10 – 03 MAI 75

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Comandante Alpoim Calvão!

Respondendo ao pedido do Rodrigues Morais do Blog «Barco à Vista» publico aqui o convite para assistir ao lançamento do livro «Honra e Dever» do grande Comandante de Fuzileiros Alpoim Calvão.