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domingo, 2 de junho de 2013

Ode ao Ex-Combatente!


Digníssimo e nobre combatente:
Em romagem vieste ao Monumento,
que consagra a Coragem e a Bravura
daqueles, como Tu, qu´heroicamente
se bateram p´lo Amor Pátrio que perdura,
muito pr'além do que a Razão consente,
fazendo venturosa a desventura.

São disso exemplo, AQUELES qu´ali estão.
Nomes gravados a ouro no PAREDÃO,
atrás do Mausoléu que simboliza
duas mãos postas, ao Céu, em oração
que assim os GLORIFICA e ETERNIZA.

A CHAMA DA PÁTRIA os alumia!
Como a Chama qu´em Teu peito ardia:
- de fervor patriótico e galhardia –
no Teu JURAMENTO DE BANDEIRA,
em qu´A juraste defender, até morrer,
se tal ousasse esse SAGRADO DEVER
de o exigir como “entrega” derradeira.

Foi esse Teu comportamento exemplar
de Respeito, Pundonor e Disciplina,
que canta agora o HINO NACIONAL:
- Heróis do Mar, da Terra e do Ar –
De qu´a nossa História há-de rezar,
p´los Teus feitos na EPOPEIA ULTRAMARINA.

Que a PÁTRIA TE MEREÇA E NUNCA ESQUEÇA,
de TE manter vivo em seu coração,
para que possas Levantar Hoje de Novo,
o Esplendor de PORTUGAL como NAÇÃO!


Viçoso Caetano
Ex-Oficial Miliciano
10 de Junho de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os Graduados da CF4!

Lista dos graduados da Companhia de Fuzileiros Nº 4 de que o Filipe Cruz fez parte, comissão em Moçambique. Grande discussão tive a respeito do Sub-Tenente José Luís Sequeira Abrantes ter ou não feito parte da CF8 e eis aqui a prova de que ele chegou a Moçambique quando o pessoal da 8 já tinha regressado à Metrópole.
Custa-me acreditar que o 15292 (Escola de Março de 1961) já fosse sargento nesta data, mas é assim que está publicado no livro do Com. Sanches de Baena e é assim que aqui fica também.


1 T
Antonio Pereira Varandas
2 T
José Manuel Narciso de Sousa Henriques
2 T FZ RN
João Alberto de Bettencourt Dias
ST FZ RN
José Luís Sequeira Abrantes
ST FZ RN
Albertino da Silva
ST FZ RN
Mário Artur Rodrigues Almeida
ST FZ RN
João António Rodeia Peneque
ST MN RN
Mário Orlando Matos Bernardo
00402
SAJ FZ
Joaquim Martinho da Trindade
02393
1SAR FZ
Manuel Antunes
03524
1SAR FZE
Mário José Batista Claudino
03574
1SAR FZ
Álvaro Pedro Vasconcelos Saianda
10372
1SAR FZE
Fernando Gaspar Timóteo
04133
1SAR FZE
António Gonçalves Lopes
04642
1SAR FZE
Eduardo Antunes
02228
2SAR C
António Lopes do Lavadouro
03098
2SAR FZ
António Joaquim Branco
04148
2SAR FZ
Jorge dos Santos Sousa
04664
2SAR FZE
Virgílio Carvalho Serra
05258
2SAR FZ
António Gomes Cartaxo
05325
2SAR H
Énio José Gaspar
06047
2SAR FZE
José Coelho Coisinhas
06272
2SAR FZ
Henrique António Marques Madaíl
06682
2SAR FZ
José Marques Bonifácio
15292
2SAR FZ
Joaquim Gregório Mateus

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A rapaziada da 8!


Estação Radio Naval da Machava, pessoal da Companhia de Fuzileiros Nº 8, ano provável desta fotografia 1966. Entre as centenas de fotos que consegui reunir, esta é uma das poucas em que consigo identificar todos os camaradas que aqui aparecem. A saber (da esquerda para a direita):
Ezequiel, Pepe, Eleutério, Páscoa, Mocho e Jordão. Dois algarvios, dois figueirenses, um açoreano e um ribatejano. Todos vivinhos da Silva (tanto quanto sei) e o Pepe é o único que vive fora de Portugal. Vive nos EE UU e, da maneira que ele era um rapaz bem disposto, deve andar ainda a tocar este super violão que se vê na imagem... para animar os americanos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A Boina azul ferrete!

A âncora foi também o emblema original dos fuzileiros portugueses, agora substituída por um emblema mais rebuscado. Esta boina que aqui vêem é de um fuzileiro de Moçambique que actualmente presta serviço na Base Naval de Metangula, a tal que deixou saudades a tanta gente. Eles, os fuzileiros moçambicanos, herdaram muitas coisas que no passado foram nossas e a boina foi uma delas. No Niassa tudo que lá existe e presta para alguma coisa era da Marinha de Guerra Portuguesa e é hoje da de Moçambique. As nossas velhas lanchas de fiscalização Marte, Urano e Saturno continuam a mostrar o que valem singrando as ondas do lago como no nosso tempo, entre Metangula, Cobué e Meponda, levando os fuzileiros a bordo.
A operação montada para as levar do Oceano Índico até ao Lago Niassa vai ficar registada como uma façanha épica na História de Portugal e espero que na de Moçambique também.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vão por mim que eu sei o que digo!


A melhor fisioterapia para evitar a artrose nas mãos!

Fuzileiro «Papa Milhas»!


De seu nome Camarada este algarvio de Vila Real de Santo António é um camarada de comissão e um grande camarada para aqueles que têm a honra de ser seus amigos.
Durante a festa do Cinquentenário da nossa recruta posou para a fotografia junto do Guião da CF2 em recordação dos tempos em que pertenceu a esta Unidade de Fuzileiros que fez comissão em Moçambique. Lá conheceu uma rapariga sul-africana com quem viria a casar e partilhar a sua vida de aventuras até hoje. Passou muitos anos na Africa do Sul, correu meio mundo e quis acabar os seus dias na terra que o viu nascer. Tem 72 anos de idade, muita energia e trabalha ainda como fogueiro-motorista nos barcos de recreio da foz do Guadiana.
No título desta mensagem usei a designação de Papa-Milhas por causa de um feito que ficou na história. Ele atravessou os Estados Unidos, de costa a costa, a correr. São mais de 3.000 quilómetros! Fala-se muito e fazem-se grandes reportagens por muito menos que isso.
E há outra aventura que vale a pena referir aqui também. Para auxiliar um amigo com deficiência, ele e um outro filho da escola decidiram fazer um peditório ambulante. A ideia era caminhar ou correr de Lisboa até Vila Real e ir pedindo a todos que encontrasse pelo caminho. Montou-se a caravana com cartazes, carro de apoio e acompanhantes para dar um espectáculo que motivasse as pessoas a contribuir para o peditório. E qual o mérito do Camarada? Pois, correu de Lisboa até à foz do Guadiana sem a companhia de ninguém, os outros foram todos bem acomodados dentro dos carros. Não sei quantos dias demorou, nem quantos quilómetros fazia por dia, mas imagino que, pelo menos, uma maratona completa por dia teve que fazer. É de se lhe tirar o chapéu!
Como costuma dizer-se - a sua vida dava um livro!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Objectivos de vida!


Metas, objectivos e vitórias são tudo coisas que qualquer homem ambiciona conseguir na vida. Quem foi fuzileiro lembra-se da vontade com que se atirava às provas físicas para no fim do curso ser presenteado com a  boina azul.
Na imagem acima podem ver a «Curva da Vida» de um homem, desde que nasce até que morre, com a lista dos objectivos mais importantes que o movem em cada idade. Pode parecer uma brincadeira, mas é a coisa mais séria que se pode imaginar. E eu que o diga!

sábado, 27 de abril de 2013

CF1 Angola - CF8 Moçambique - E depois?

Todas as tentativas que fiz para localizar o Carlos Alberto (718961) e o Nuno Marques (731361) foram infrutíferas. Ambos fizeram parte da Companhia de Fuzileiros Nº 1, na sua primeira comissão em Angola. Regressados à Metrópole em 1964, passaram um ano na Escola de Fuzileiros e alistaram-se na Companhia de Fuzileiros Nº 8, seguindo para Moçambique no último trimestre de 1965.
Eu não guardo nenhuma memória disso, mas garantem-me que o Nuno (conhecido pela alcunha de Tabaco) ficou em Lourenço Marques quando a Companhia regressou a Lisboa. Até hoje não encontrei ninguém que soubesse dizer-me o que lhe aconteceu depois disso. Acredito que deva ter regressado a Portugal depois da independência de Moçambique, mas onde foi parar ninguém sabe. Se bem me lembro ele era algarvio e por lá deve ter arranjado algum emprego depois de se acabarem as ajudas dadas pelo IARN. Fora do circuito habitual da malta da Briosa (Lisboa, Barreiro e Almada) nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima.
Quanto ao Carlos Alberto, contaram-me em tempos que ele vivia em Almada e se fez árbitro de futebol. Ainda liguei para a Associação dos Árbitros do Distrito de Setúbal para ver se alguém o conhecia, ou tinham registos com a sua morada ou telefone de contacto, mas nada consegui. Agora chegou-me a informação que ele já faleceu. O Fernando Maudslay (que me tem ajudado imenso nas minhas pesquisas) encontrou um antigo colega de trabalho do Carlos Alberto que lhe garantiu que ele já entregou a alma ao criador.
Terminam aqui as minhas pesquisas para o localizar e resta-me apenas apresentar os meus pêsames a algum familiar que possa ler esta notícia e ... que descanse em paz!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ID 15670 - 7360


Membro da Companhia de Fuzileiros Nº 1 - Angola 1962 a 1964

Fotos do Américo!


Mais uma imagem enviada pelo Américo Pinho, dos tempos da sua comissão na CF1, em Angola.
Pena que os outros membros da Companhia que por aqui passam ocasionalmente não queiram participar nesta publicação das fotos que possam ter desta época.
Resta-me esperar que isso ainda possa vir a acontecer!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bater no ceguinho!


Embora ninguém apareça para dizer seja o que for (bem ou mal, o que é preciso é que falem) eu vou continuar a deixar aqui algumas palavras e imagens para não deixar esquecer a malfadada guerra que tantas vidas ceifou da minha geração.
Na imagem acima vê-se uma patrulha formada por pessoal da CF8, no ano de 1967, no Lago Niassa.

domingo, 31 de março de 2013

Guiões!


Há dias encontrei esta imagem na net e decidi trazê-la para aqui para ficar à disposição para o que der e vier. Há poucas imagens (pelo menos eu não sei onde encontrá-las) dos estandartes e guiões das Unidades de Fuzileiros que participaram na Guerra do Ultramar. Assim sendo, cada uma que eu encontre trago-a para aqui para ficar guardada para posterior uso.
Acresce ainda que este é o guião da Companhia de Fuzileiros Nº 3, Unidade em que prestou serviço o meu amigo Fernando Maudslay e uma mão-cheia de filhos da minha escola. Um abraço para todos eles.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nankova!


É raro abordar assuntos relacionados com a Guiné, o que se compreende por não ter feito parte do meu percurso na Marinha. No meu currículo consta apenas uma passagem de algumas horas no aeroporto de Bissau , tempo que demorou a abastecer e preparar o velho avião da FAP para a viagem (longa) até Luanda.
Encontrei esta foto na inrternet com a indicação de ser o local onde foi construída a Base dos Fuzileiros em Bissau. A ser verdade passaram por este sítio muitos dos meus camaradas e amigos. Espero que algum passe por aqui para dizer algo sobre o assunto. Como já referi vezes sem conta, tenho pena que não apareça um fuzo com vontade de colaborar e manter vivo este blog. E poderia ser um que conheça bem a Guiné, porque não?

sábado, 16 de março de 2013

Atenção pessoal da CF1!

Como se pode ver pelos comentários recentes que têm sido publicados há vários membros desta Unidade de Fuzileiros que frequentam este blog. O último de todos foi o Mário (16148) que reside na Alemanha e nunca mais se encontrou com os seus antigos camaradas. Mas há vários outros, como o Fernando, o Sousa, o Américo, o Braulio, etc. que esporadicamente têm deixado aqui os seus comentários. Gostaria de fazer-vos um convite:
- Usem o meu e.mail (manaliva@gmail.com) para enviar algumas fotografias que tenham nos vossos álbuns de recordações que eu publicá-las-ei aqui. Uma sugestão seria a foto que consta na caderneta militar de cada um, pois é a melhor maneira de serem reconhecidos pelos camaradas.
E não se esqueçam do Nº de matrícula da Marinha que eu juntarei à imagem para ficar tudo nos trinques. Vejam o exemplo abaixo que fiz com a minha própria foto.


terça-feira, 12 de março de 2013

Carne para canhão!


O ano de 1962 foi o primeiro em que o destacamentos de Unidades de Fuzileiros para o «Teatro de Guerra» teve o seu grande impulso. Nos fins de 1961 tinha apenas seguido para Angola o DFE1 formado por fuzileiros reconvertidos de outras especialidades.
Enquanto eu dava os primeiros passos na minha recruta, aprendendo a formar, marchar e marcar passo, fui assistindo à evolução da CF1, esta formada com fuzileiros da 1ª incorporação de raiz (filhos da escola de Setembro de 61), que andava de um lado para o outro preparando-se para partir para Angola, facto que viria a acontecer em 31 de Março.
Ainda mal tinham desaparecido da nossa vista os camuflados do pessoal dessa Companhia quando começamos a ver outro grupo que se formava, desta vez de fuzileiros especiais com o curso acabadinho de tirar. Tratava-se do DFE2 que em três tempos juntou as suas tralhas (armas e bagagens) e no dia 6 de Junho rumou à Guiné, sendo a primeira força da Marinha a pisar aquelas terras africanas.
E com a guerra a tomar proporções preocupantes em Angola, foram agrupados os fuzileiros restantes e completado o DFE3 que em 29 de Agosto marchou ao encontro do seu destino naquela colónia portuguesa.
Entretanto, eu e os meus camaradas de recruta já tínhamos jurado bandeira e íamos a meio do ITE. O comando da Escola de Fuzileiros fez saber que ia começar a formar a CF2 com destino a Moçambique e pediu que se increvessem aqueles que quisessem fazer parte dela. Com a vontade que todos tinham de evitar a Guiné, para onde seria enviada a Unidade seguinte, foi um «vê se te avias» de inscrições. Os amigos mais chegados agrupavam-se e lá iam rumo ao gabinete do oficial de serviço para dar o nome. Assim aconteceu comigo e mais 79 filhos da minha escola que me acompanharam nessa aventura. No dia 29 de Outubro (data oficial publicada) rumamos à terra dos Landins, onde a guerra ainda não tinha chegado... para nossa felicidade.

domingo, 10 de março de 2013

Vamos molhar o bico?


Chamo a atenção do Páscoa, Américo Pinho e demais pessoal da Companhia de Fuzileiros Nº 1 - Angola - 1962 / 1964 para mais um comentário deixado na primeira mensagem que publiquei sobre a vossa Companhia.
Para aqueles que estão menos habituados a consultar os blogs deixo aqui uma dica. Procure, na coluna da direita, lá muito no fundo, a «Nuvem de Tags» que é a lista de etiquetas apostas a cada mensagem e clique na »CF1». Isso fará com que todas as mensagens sobre a CF1, com todas as fotos publicadas, sejam seleccionadas para consulta.
Como há material publicado ao longo de 4 anos só assim se consegue chegar lá. De outro modo só por mero acaso, como diz o último comentador, encontrarão aquilo que vos interessa.
E quem viajou no autocarro que aparece na foto que se acuse!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dia do Fuzileiro 2013!


Ainda falta um tempinho, mas para que cada um se organize o melhor possível para não faltar ao evento aqui fica já o recado. Primeiro sábado de Julho, como vem sendo habitual.
Por causa do grande convívio dos filhos da minha escola que estou a organizar para 9 de Junho, não sei se aparecer por lá. Duas "marchas" do Porto a Lisboa em menos de um mês são um pouco demais para mim, mas nunca se sabe, vai depender da disposição do momento.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Há muito, muito tempo!


Hoje encontrei esta fotografia no meio das minhas velhas recordações dos tempos da Marinha. Foi tirada no Algarve, na zona de Faro, durante os exercícios de fim do Curso de 1º Grau, no verão de 1965. Estávamos acampados no meio de um campo de milho e usávamos a água desta nora para fazer a barba e outras coisas ligadas à nossa higiene pessoal. Ao fim de 50 anos estas recordações parecem tão distantes como o planeta Marte. Se não tivesse a fotografia para o provar até eu próprio começaria a duvidar se de facto estive ou não no Algarve nessa altura.
Mas depois de muito espremer a massa branca do cérebro começam a surgir as imagens das nossas marchas debaixo de um sol tórrido de Julho por entre figueiras, alfarrobeiras e romãzeiras. E depois as noites passadas nos grandes botes de borracha (americanos) de pangaia em punho remando na Ria Formosa tentando surpreender o inimigo que se acoitava entre os juncos das ilhotas.
E lembro-me de ter visto nessa altura, pela primeira vez na minha vida, a água do mar a arder. Chama-se assim a um fenómeno que faz a água brilhar quando se arrastam os nossos dedos com alguma força pela água do mar, durante a noite. Também os salpicos das pangaias, ao entrar e sair da água, produzem o mesmo efeito.
Foi há muitos anos, mas afinal ainda me recordo de alguns pormenores!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

De férias na guerra!


A viagem de Lourenço Marques até Nacala a bordo do Império não podia ter corrido mais mal. Atafulhado de tropa com destino ao norte de Moçambique, não houve lugar nos beliches para o pessoal da CF8. Mandaram-nos arrumar a tralha onde fosse possível (não esquecer que naquele tempo andávamos sempre com a maca às costas) e dormir nos corredores ou no convés. Refilamos, confrontamos o nosso 2º Comandante com a nossa condição de pessoal da Marinha e a prioridade  que isso nos deveria garantir, mas nada adiantou. Para mim, em particular, foi mais um degrau na ladeira que tinha começado a descer desde o dia em que saímos de Lisboa.
Como vingança resolvemos levar do navio tudo aquilo que nos pudesse ser de alguma serventia. Eu carreguei com as toalhas de banho a que consegui deitar a unha. E que jeito me fizeram depois, em Nacala, naqueles fantásticos 17 dias que lá passámos à espera do transporte que nunca mais aparecia. O avião para nos levar até Vila Cabral nunca mais chegava e nós íamos aproveitando o tempo o melhor que podíamos. Era só praia, comer e dormir. E depois acabámos por ter que fazer a viagem de comboio até ao Catur.
Do Catur até Metangula foi uma saga que aqui já descrevi e não quero repetir. Viagem de alto risco, mas que acabou por correr bem, não houve incidentes com o IN nem acidentes de percurso. Podia ter sido bem pior. Pouco tempo depois, uma Companhia do Exército foi emboscada nesse percurso e teve tantas baixas que acabou por regressar à Metrópole para curar as mazelas dos que salvaram o físico, mas ficaram com a moral em frangalhos.
Felizmente, este ex-combatente escapou ileso e continua por cá para vos contar estas histórias.