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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

À borda de água!


Para quem esteve no Niassa!
Alguns quilómetros a norte do Cobué, deslocação em fila indiana mesmo junto à linha de rebentação, possivelmente para tentar evitar a surpresa de uma mina anti-pessoal. Do lado direito avista-se o perfil da ilha de Likoma que, por direitas contas, devia ser portuguesa, mas que os nossos aliados britânicos se encarregaram de nos esmifrar, nos tempos em que eram os donos da Niassalândia.
Um pouco mais para o norte, na aldeia do Lipoche tive eu o meu baptismo de fogo, no dia 9 de Janeiro de 1965. Felizmente, nesse tempo, os "frelimos" não tinham ainda a pontaria muito afinada, para bem da minha saúde que assim ainda por aqui ando para vos contar a história, 50 anos depois.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Mais um que partiu!

Ao ler a Revista da Armada deste mês dei com o nome de um filho da minha escola na lista dos falecidos. Trata-se do Francisco Manuel Gonçalves Deus (16809 / 844562) e nunca ninguém lhe pôs a vista em cima nos nossos convívios. Quando organizei a festa do nosso «Cinquentenário», na Escola de Fuzileiros, falei com ele e disse-me que podia contar com ele, mas na hora H não apareceu. E morava na freguesia de Aires, a meio caminho entre Palmela e Setúbal, ou seja a dois passos da nossa Escola.
De acordo com o Livro dos Fuzileiros do Comandante Sanches de Baena, este filho da escola fez 3 comissões durante a Guerra do Ultramar. A primeira no DFE6, a segunda na CF11 e a terceira na CF12, esta já nos últimos tempos da guerra. Entre as duas últimas comissões há um longo período sem qualquer referência, mas pode ter estado destacado em qualquer Unidade ou num Comando Naval do Ultramar, sem que isso tenha sido referido no livro.
Com a nota de falecimento na Revista da Armada quer dizer que seguiu a carreira da Marinha e por isso mais estranho é que nunca tenha respondido aos convites repetidamente enviados, ano após ano. Agora é já não vai poder responder, com toda a certeza. Que descanse em paz, é tudo que posso dizer-lhe nesta situação.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Boas Festas!


Para toda a família dos Fuzileiros...
Desejo um FELIZ NATAL e um ANO NOVO cheio de coisas boas!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fuzlileiros no Niassa!


A minha última mensagem neste blog tem já um mês de idade. Pedi ajuda ao Açoreano (2006/64) para identificarmos a rapaziada que aparece na fotografia (onde ele aparece também), mas não me passou cartão nenhum. Ou não sabe como deixar aqui um comentário, ou então não esteve para se maçar com isso.
À falta de melhor assunto deixo aqui mais uma foto do «Álbum Geral da CF8» em que se vê a LDP 107 a navegar à força toda no Lago Niassa. Era o nosso brinquedo predilecto para as pequenas deslocações pelos arredores de Metangula. Quem lá esteve, entre 1964 e 1974, lembra-se dela com toda a certeza.
E venham daí os vossos comentários para mostrar que os ex-combatentes ainda têm uma palavra a dizer!

sábado, 15 de novembro de 2014

Esquecer, nunca!


Mais uma fotografia para ajudar a combater o Alzheimer.
Na ponta esquerda está o Páscoa e na direita o Ramiro, ambos eles escolinhas de Setembro de 1962. Entre eles há cinco grumetes da escola de Setembro de 64, dos quais reconheço facilmente dois, o Serafim (1965) e o Natalino (2006). Dos outros três nem o nome nem o número. O Natalino é um habitual navegador da internet e pode ser que passe por aqui e me ajude a identificá-los. O Serafim abriu uma conta de e.mail, o que quer dizer que também anda por aí, mas não tenho grandes esperanças que venha a aterrar aqui.
Sr. Páscoa, diga da sua justiça!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Imagens da CF8!


Custa-me deixar este blog às moscas, mas como nenhum dos co-autores se atravessa a publicar alguma coisa cá vai mais uma foto da Companhia de Fuzileiros Nº 8 que fez comissão em Moçambique entre Novembro de 1965 e Março de 1968. Os que aparecem na imagem são basicamente filhos da escola de Setembro de 64, quem os conhecer que se entretenha a identificá-los e deixe aqui um comentário para animar o blog.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A minha recruta e o seu comandante!

Maxfredo Ventura da Costa Campos era o comandante do Batalhão da Recruta formado na Escola de Fuzileiros, em Março de 1962. Com o posto de 1º Tenente era o segundo oficial mais graduado da Escola e tinha a seu cargo a formação de 300 recrutas que aspiravam a tornar-se fuzileiros. Nem todos o conseguiriam, uma vez que os grumetes voluntários que não tivessem aproveitamento seriam mandados para casa no fim do ITE.
Eu era um desses 300 recrutas e por isso posso dizer que conheci pessoalmente o homem de 83 anos de idade que, na passada sexta-feira, foi mortalmente atropelado na famosa EN125, entre Lagoa e Porches.
O Tenente Maxfredo era extremamente militarista e muito exigente com os seus homens, razão pela qual não era muito querido entre a arraia miúda que debaixo das suas ordens gravitava na Escola de Fuzileiros. Não consigo recordá-lo sem o seu farto bigode, o fato camuflado e os óculos de sol. Poderia jurar que nunca o vi fardado de branco ou com outros óculos que não aqueles de lentes escuras. Outra coisa que o caracterizava era o pastor alemão de pelagem preta que sempre o acompanhava e respondia pelo nome de Taifun. Um e outro impunham respeito quando se plantavam em frente do batalhão formado na Parada da Escola.
Tanto quanto me consigo lembrar, existiam na Escola de Fuzileiros, nesse tempo, apenas 4 oficiais, o Capitão-Tenente Melo Cristino que comandava a Unidade, o 1º Tenente Maxfredo responsável pela recruta, o 2º Tenente Pascoal Rodrigues comandante do Curso de Fuzileiros Especiais e o 2º Tenente Oliveira responsável administrativo da Unidade. Uma família pequena, como se vê.
Como administrador deste blog que carrega o pesado nome da Escola de Fuzileiros achei que devia deixar aqui esta pequena resenha da vida do homem e fuzileiro que partilhou comigo um curto período da sua vida e que teve e terá para sempre o seu nome ligado a essa Unidade de Marinha que foi posta a funcionar, em 1961, nas instalações navais de Vale de Zebro, para responder ao esforço de guerra que culminou na independência das nossas colónias em África.
Morreu o homem, o militar, o fuzileiro, respeite-se a sua memória!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Tenente Belo!


Faleceu na primeira metade deste ano, em Luanda. Correu por aí um zum-zum que não foi de morte natural, mas nunca mais ouvi ninguém avançar com pormenores. Se alguém souber o que de facto se passou, agradeço deixe aqui um comentário.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Adeus camarada!

Camarada é uma palavra muito usada pelos comunistas, coisa que o comandante agora falecido não era, mas também pelos fuzileiros, especialmente aqueles que partilharam as vicissitudes da Guerra Colonial. É neste contexto que decidi usar a palavra no título que encima esta mensagem.
No ano de 1965 passei 6 meses na Escola de Fuzileiros e, por aquilo que me foi dado saber, era ele o comandante da nossa Escola nessa altura. Não tenho a mínima memória disso, nem dei pela falta do Melo Cristino que comandava a Escola de Fuzileiros quando parti para o Ultramar. Não conhecer o comandante de uma Unidade Militar e nunca ter entrado no seu gabinete é um pormenor que atesta o bom comportamento de um grumete fuzileiro, meu posto e classe nesse longínquo ano de 1965.
Não conhecia alguns dos pormenores da vida do fuzileiro Alpoim Calvão, nomeadamente a sua aversão a comunistas (que eu compartilho) e por isso decidi transcrever, na íntegra, para este blog a peça escrita por Luísa Meireles e publicada no Expresso de ontem.


Guilherme Almor de Alpoim Calvão foi um dos oficiais mais condecorados das Forças Armadas portugesas mas acabou por destacar-se politicamente após o 25 de Abril, pela sua oposição ao regime. Faleceu esta madrugada no Hospital de Cascais, aos 77 anos, vítima de doença prolongada.
Foi fundador e participante ativo do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), responsável por uma série de assaltos e atentados bombistas a sedes do PCP e outros partidos de esquerda no chamado Verão Quente de 1975.
Muito ligado ao general Spínola, a quem acompanhou no exílio depois do 11 de março, era fuzileiro tendo chegado ao posto de capitão de mar-e-guerra. Na Guiné, onde combateu durante a guerra colonial, foi o responsável pela fracassada invasão da Guiné-Conacri, em 1970 (Operação Mar Verde), que visava libertar prisioneiros portugueses e abater aviões de apoio ao PAIGC.
Embora convidado, Alpoim Calvão recusou integrar o grupo de oficiais do 25 de Abril e, pouco tempo depois, apoiou declaramente o general Spínola, a quem considerava como o único que poderia repor os "objetivos iniciais" do 25 de Abril.
É neste contexto que o apoia no 28 de Setembro e, mais tarde, acompanha-o na fundação do próprio MDLP, em maio de 1975, onde ocupava funções como operacional, coordenando ações e arranjando armas.
Participou no golpe do 11 de Março de 1975, liderado por Spínola e, depois disso, coordenou uma série de ações terroristas no norte do pais. É também atribuído ao MDLP o ataque à bomba que matou o padre Max, ligado aos movimentos de extrema-esquerda.
"Fui formado na luta contra a ideia, a filosofia e a forma do comunismo, contra a ditadura do proletariado, contra o espezinhamento do homem e as nomenclaturas vivendo nas suas 'dachas', só se fosse insensível é que não partiria para esta guerra", disse ele uma vez numa entrevista, justificando a sua ação à época. 
Depois de ser "abatido ao efetivo da Armada" por determinação do Conselho da Revolução na sequência do 11 de março de 1975, veio a ser reintegrado em 1986 e promovido a capitão-de-mar-e-guerra, tendo passado à reforma, em março de 1990. Em 2010, foi condecorado pelo ramo com a medalha de Comportamento Exemplar, grau ouro, no dia do Fuzileiro.
Como homem de negócios adquiriu a Fábrica de Pólvora de Barcarena e manteve ligações com negociantes em vários pontos do globo, tendo sido muito ativo nos negócios, em particular no Brasil e na Guiné-Bissau.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Comunicação fúnebre!


Estimados Sócios,

Associação de Fuzileiros cumpre o doloroso dever de informar o falecimento do CMG FZE Guilherme Almor de Alpoim Calvão, Sócio nº 70, Mandatário dos Órgãos Sociais e Presidente do Concelho de Veteranos da Associação de Fuzileiros.

Tendo falecido esta madrugada, daremos mais informações assim que nos for possível.
Para mais informações contactar a sede da AFZ Tel: 212060079 / 927979461.
As nossas sentidas condolências aos familiares.

O Secretário-Geral
José M. Gonçalves
Associação de Fuzileiros

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Muitos (53) anos depois!

No passado dia 20 do corrente mês de Setembro reuniram-se na Escola de Fuzileiros os resistentes da primeira recruta de fuzileiros realizada em Vale de Zebro. Quiseram comemorar ali o 53º aniversário da sua incorporação na Marinha de Guerra Portuguesa e o início da sua preparação como fuzileiros. A Guerra Colonial tinha-se iniciado apenas há seis meses, em Angola, e urgia preparar gente para fazer frente a quem ameaçava a nossa soberania naquele território. Pois, foi a esta rapaziada que vêem nas fotos abaixo que coube essa responsabilidade e um ano depois desta data já andavam a dar o litro nas matas africanas.




Como se pode ver, já não são muitos aqueles que estão em condições de responder à chamada. A idade pesa, as distâncias são um grande obstáculo e a crise em que o nosso país vive mergulhado também não ajuda nada. Quase metade dos presentes foram meus camaradas na Companhia de Fuzileiros Nº 2 e são velhos amigos.
O Carlos Alberto Ferreira, conhecido nos fuzileiros pela alcunha de Almada, foi o organizador deste convívio e merece os meus parabéns pelo sucesso da operação. E além dos parabéns um abraço que aqui lhe deixo, se por aqui passar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Convívio de fuzileiros!

No passado dia 14 deste mês, juntou-se o pessoal das Companhias de Fuzileiros Nº 2 e Nº 8, no Complexo Turístico D. Nuno, nos arredores de Fátima, para mais um convívio anual. Desse evento deixo aqui duas fotografias para satisfazer a curiosidade de quem por aqui passar.

Não foram só estes, mas os outros não
compareceram para a foto.

O bolo estava uma delícia, além de muito bonito!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Aqui Metangula!


Esta é a península de Metangula que entre 1964 e 1975 foi pisada por muitos fuzileiros, alguns deles filhos da minha escola, camaradas e amigos. A Base da Marinha, inicialmente designada por «Posto de Rádio de Metangula» e mais tarde, pomposamente, promovida a «Comando Naval dos Portos do Lago Niassa». fica no extremo mais longínquo da península, do lado esquerdo da imagem. Ainda hoje é ocupada pela Marinha de Moçambique que nos substituiu a partir de 1975.
Há dezenas de fuzileiros (que combateram na Guerra Colonial, em Moçambique) que têm páginas no Facebook e falam do Niassa e de Metangula, mas que já não se lembram exactamente como aquilo era na altura, nem a conhecem na actualidade. Por essa razão, para os ajudar a refrescar a memória aqui deixo esta foto.
Quem algum dia subiu ao cimo do monte Tchifuli e se deliciou com a vista que se vê lá de cima, facilmente perceberá que esta foto foi tirada desse mesmo sítio, em tempos mais modernos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Viva a Marinha!


Cervejaria Imperial no Alto Maé, lugar de referência para os fuzos que ali aguardavam o autocarro das licenças que, à meia-noite, regressava ao quartel, no Vale do Infulene.
Quem fez comissão em Moçambique conhece de certeza esta casa. Convém não esquecer que a Avenida de Angola começava ali a 50 metros e ia até ao aeroporto e não havia noite que por ali não andassem as fardas brancas da Marinha de Guerra Portuguesa.
Viva a Marinha! 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O descanso do guerreiro!


Falar de combates e combatentes e depois publicar uma foto destas parece um contracenso, mas, como em tudo na vida, há horas para tudo incluindo o descanso. Neste caso, o pessoal da CF8 vivia dias sossegados em Lourenço Marques e os dias de mato, no norte de Moçambique, viriam mais tarde. Nessa altura teria que preocupar-se com o perigo das minas e emboscadas, mas no dia em fez esta foto, o nosso camarada João Pires (filho da escola de Setembro de 64) encostado ao Triumph Spitfire vermelho, pensava apenas em gozar a vida e a sua juventude enquanto podia. Eram tempos de guerra, mas em Lourenço Marques ninguém sabia o que isso era.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O adeus ao Celestino!

10862.63 - Celestino Jorge Martinho - 1943-2014

Embora viesse sendo tratado de uma doença oncológica, foi algo inesperada a partida deste camarada, o que aconteceu anteontem. Andava entusiasmado e tinha prometido estar presente no próximo almoço-convívio da CF3, em que fez a sua primeira comissão na Guiné, promessa que, infelizmente, não poderá cumprir.
Além da comissão na Companhia de Fuzileiros Nº 3, ele fez ainda mais duas comissões no Ultramar e é portanto um ex-combatente que merece o respeito e reconhecimento de todos nós.
À família enlutada, aos amigos e camaradas fuzileiros aproveito este meio para endossar os meus sentidos pêsames.
Livre das penas desta vida terrena que a sua alma descanse em paz!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A luta continua!

Suando as estopinhas numa picada do Niassa.
Pessoal da CF8 - Ano de 1967

domingo, 15 de junho de 2014

Dia do Fuzileiro 2014!

Está quase a chegar mais um «Dia do Fuzileiro». É já no próximo dia 5 de Julho, primeiro sábado do mês, como é da praxe. Infelizmente é muito longe para mim e no estado em que está o meu esqueleto ... nem pensar. Só lá fui uma vez na vida, no ano de 2011, e serviu-me para dar os primeiros toques na organização da festa do «Cinquentenário» do meu recrutamento. Agora tenho que deixar isso para os mais novos, ou que moram mais perto da Escola que eu.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Domingos «Granel» Miranda!

Há algum tempo já que ando a pensar em falar da passagem do DFE5 por Metangula, porque me faz alguma impressão ter lá estado ao mesmo tempo que o meu amigo Domingos Miranda (16529) e não me ter cruzado com ele. E também o Antero Pires (16525) que, tal como o Domingos e eu próprio, pertencia ao celebérrimo «Pelotão do Bicho». Além destes dois filhos da minha escola, também o António Pereira (16272), o Manuel Pacheco (16456) e o Francisco Ribeiro (16604) faziam parte deste Destacamento.
O DFE5 chegou a Moçambique pouco antes do Natal de 1965. Era habitual o pessoal chegado da Metrópole fazer a primeira parte da comissão em Porto Amélia e assim deve ter acontecido, pois tenho a confirmação de que passaram no Niassa a última parte do tempo passado em Moçambique. O regresso à civilização e posterior viagem para Lisboa aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo que a CF8 regressou à Estação Radionaval da Machava. Ou seja, passamos grande parte do ano de 1967 juntos no Niassa.
Claro que também pode ter acontecido que o Domingos e o Antero tenham estado no Cobué, pois parte do pessoal estava lá acantonado. Mas, se bem me lembro, iam-se revezando para não estarem sempre os mesmos no tremendo isolamento que era o Cobué. Acho muito estranho que nessas idas e vindas nunca me tenha cruzado com eles nem ouvido comentar que faziam parte desse Destacamento. Tenho que tirar isso a limpo.
Depois de sair da Marinha andei muitos anos embrulhado na minha "complicada" vida profissional e nunca mais pensei nisso. Só depois de entrar na reforma e a ter mais tempo do que ocupações é que decidi ir à procura do Domingos. Descobri a terra de onde era oriundo, fui até lá à sua procura e encontrei-o no cemitério. Desde o fim do nosso Curso de ITE, em Setembro de 1962, que o não via.
Ao consultar o livro do Comandante Sanches de Baena reparei que o João Mourato (1099/64), organizador dos convívios dos filhos da escola de Setembro/64, com quem estou em contacto desde que andei a tentar localizar o pessoal da CF8, também fez parte do DFE5. Hei-de pedir-lhe para me descrever o percurso do Destacamento durante toda a comissão e perguntar-lhe se conheceu o Domingos e tem alguma fotografia com ele.
Para terminar este desfiar de recordações, devo dizer que a alcunha de «Granel» que adicionei ao seu nome, no título desta mensagem, era o seu bilhete de identidade durante os primeiros tempos na Escola de Fuzileiros. Não sei se continuou a usar essa alcunha durante as comissões, no Ultramar.

Ex-Combatentes de Toronto; Canadá 2014

...o0o...
Ora aqui estão alguns elementos Ex-Combatentes, que marcharam mais uma vez na parada anual que, se vem a realizar a alguns anos. Nós os Combatentes começamos a participar mais tarde; de início iam aparecendo muitas almas, hoje, nem tanto?! Talvez a ordem-das-coisas a determinar a decrescente participação. O camarada que me seguia na marcha dizia: - tenho os meus joelhos arrombados, as bolsas serosas secaram, tenho que ser operado. Talvez mais um que não vai fazer parte do rol dos 2015. Eu, por mim gostaria de marchar à fuzo, com garra, mas as condições duma parada deste género, não são das mais apropiadas. Porém, quanto a mim: Para a frente é que é caminho..., nem que tenha que segurar a bandeira com os dentes...