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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Notícias que dispensava!

A pior coisa que pode haver é quando se liga para um camarada para falar de um convívio agendado para breve que se espera seja de alegria e boa disposição e se ouve do outro lado da linha que o camarada em questão morreu ou está muito doente. Felizmente não foi isso que me aconteceu, hoje, quando liguei para o Ezequiel Silva, mas quase.


Então como é que vai essa saúde, perguntei eu naquele tom de voz que espera ouvir do outro lado um "tudo bem, quando mal nunca pior". Do outro lado da linha senti uma voz que se entaramelava um pouco para me responder "agora já vou indo menos mal, mas pensei bem que desta não escapava".
- Então, o que te aconteceu, caro amigo?
- Há dez meses sofri uma trombose que não me matou, mas me deixou de rastos.
- Oh diabo, isso não são nada boas notícias!
- Pois é, fiquei sem andar, sem falar, completamente dependente da ajuda que outros me pudessem dar. Os últimos meses tenho-os passado a aprender de novo a andar e a falar e as coisas, agora, já vão menos mal.
- Isso é tudo menos as notícias que eu esperava ouvir. Estava a ligar-te para ver se te convencia a viajar de Loulé até Fátima para te juntares a nós no convívio deste ano, conforme dizia na carta que te enviei, há mais de um mês, e recebi hoje devolvida com a indicação de que o endereço está incompleto.
- Isso é que era bom! Com algum esforço consigo ir daqui até à porta da rua e viva o velho. Bem gostava de ver essa rapaziada toda com quem vivi tantas aventuras. O ano passado ainda encontrei o Laranjeira, o Serafim, o Badaró e alguns outros num convívio junto à Escola de Fuzileiros. E o Luís Leal, durante um passeio em que participei lá para os lados da terra onde ele mora.
- Pois, essa malta vai estar toda reunida comigo, no sábado da próxima semana, e tenho pena que não possas estar também.
- Também eu! Leva-lhes um abraço da minha parte!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Toca a puxar pela cachimónia!


O Valter e eu estamos nesta fotografia. Parece-me reconhecer o Silveira a espreitar, do lado esquerdo da imagem. De panamá na cabeça acho que é o Zé Carlos (Gato). E em pé, de fato de banho preto, creio ser o Pescador.
Tudo gente da CF8, mas não sei precisar o local nem a data. A memória esfuma-se no nevoeiro dos muitos anos que já se passaram sobre a data em que foi batida esta chapa. Se o Américo Laranjeira passar por aqui talvez se lembre de algum nome!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Convívio das CF2 e CF8!

Como também sou daqueles que nunca desistem, cá estou eu, mais uma vez, a dar o corpo ao manifesto para levar a efeito a organização de mais um dos nossos convívios anuais.
A escolha do local, este ano, recaíu no Hotel Restaurante Casa S.Nuno que fica mesmo ao pé do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A data que melhor se adapta ao interesse da maioria e foi, por conseguinte, a escolhida é o dia 19 de Setembro, um sábado.
A ementa consta das habituais “entradas”, seguidas do almoço propriamente dito, em que os pratos escolhidos foram Sopa de Legumes, Bacalhau e Lombo de porco com molho de castanhas e terminará com uma mesa de frutas e bolos, mais o Bolo de Aniversário, ao fim da tarde. E as bebidas, com e sem álcool, não faltarão, como de costume.
O preço volta aos habituais 27.50€ para adultos e 12.50€ para crianças. Bem tentei manter o preço do ano passado, mas foi impossível. A crise e o maldito IVA a 23% continuam a ser a grande razão alegada pelos industriais da restauração.
Embora sabendo que há sempre uma meia dúzia que não consigo convenver, mais uma vez repito o pedido para que façam o pagamento por transferência via “Multibanco” (para o NIB 0018.0234.00200028632.23) para me evitar o trabalho de andar armado em cobrador no dia da festa. Peço encarecidamente que compreendam e atendam este meu pedido. Para aqueles que não usam este meio de pagamento, podem remeter um cheque ou vale postal para a minha morada e em nome da minha mulher (Maria Emília Silva), pois é a conta com menos movimentos e mais fácil de conferir.
O ponto de encontro será em Fátima, junto à estátua do Papa. E pelas 10.30 horas haverá missa na Igreja da Santíssima Trindade para os interessados.
O almoço terá início às 12.30 horas e o lanche com o Bolo de Aniversário às 17.30 horas.
E como toda a gente sabe onde fica o Santuário de Fátima, este ano estou dispensado das costumeiras explicações para vos guiar até lá.
Importante : Confirmar até domingo, dia 6 de Setembro. E transferências bancárias só até ao dia 11 de Setembro.
Abraço
Carlos Manuel Silva

Convite extensível a todos os fuzos!

Mesmo não tendo pertencido às duas Companhias de Fuzileiros acima mencionadas, se algum camarada fuzileiro se quiser juntar a nós será bem vindo. Para se inscrever basta deixar aqui um comentário e um endereço de e.mail a que eu responderei.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Cinquenta anos depois!


A alegria do primeiro pré em Moçambique! Ano de 1965. Por onde andará toda esta rapaziada ao fim de 50 anos?

sábado, 18 de julho de 2015

Dia de copos!


Nos primeiros tempos em que os fuzileiros estiveram em Moçambique, as visitas eram à Laurentina, na Avenida da República, junto aos Caminhos de Ferro. Depois, foi inaugurada a fábrica MM (2M), no Vale do Infulene, ali mesmo à mão de semear para a malta da Estação Radionaval, a menos de dois quilómetros de distância e passou a ser esse o destino para os copos.
Na imagem, um pelotão da CF8 que ali foi molhar a garganta, no longínquo ano de 1966. Não me procurem na imagem que eu não era deste pelotão!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Três repetentes!


Três filhos da minha escola que fizeram comigo comissão na CF2.
 E que também me acompanharam na CF8.
Estive de visita em casa do Tony Trincão pouco antes de ele falecer e trouxe comigo esta fotografia que hoje decidi publicar em sua memória. Não tarda nada, estaremos todos formados na Parada Celestial com um santo qualquer (se eu puder escolher quero o S.Tiago) a comandar. Até lá!

sábado, 4 de julho de 2015

16850 - Pinto da Costa - Cabo FZ

Ao ler a Revista da Armada de Julho tomei conhecimento do falecimento deste filho da minha escola. Não era fuzileiro de raiz. Fez a sua recruta em Vila Franca e concorreu mais tarde a fuzileiro especial, vindo a fazer parte do DFE1 na sua segunda saída para o Ultramar, em 1964, para Moçambique e comandado pelo, recentemente, falecido Comandante Maxfredo.
Como nunca me cruzei com ele na Marinha, embora estivesse no Niassa quando eles lá chegaram, em Janeiro de 1965, e ele nunca compareceu a nenhum dos convívios organizados por nós, morreu sem o ter conhecido.
Fez uma segunda comissão, também no DFE1, e ainda uma última na CF11. E reformou-se com o posto de Cabo, tal como consta da publicação na Revista da Armada.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A pedido do Américo!


O puto que foi levado de Porto Amélia para Metangula por um Destacamento de Fuzileiros Especiais.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

S.Pedro, o santo da chave!

Já há dois meses que por aqui não passava!
Mas hoje celebra-se a festa do santo que carrega a chave que abre todas as portas e isso fez-me aqui vir parar. Este é o tal blog que foi feito para outros escreverem as suas histórias e não eu. Mas não convenço ninguém a dar um passo em frente e aceitar o meu convite. Por isso vou eu dizendo alguma coisa e publicando umas fotografias do tempo da "peluda" para manter o espaço vivo.
E aqui vai mais uma.

Rumo a Metangula, em 1966

quarta-feira, 27 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Por onde andas Leiria?

Por engano meti aqui uma mensagem que era destinada ao Cantinho. Agora, para que ela não apareça nas listas de blogs, vejo-me obrigado a publicar outra coisa qualquer para servir de camuflagem.
Aproveito para mandar um recado ao Leiria que anda desaparecido e nem a mensagem anterior, onde aparecia a sua fotografia, comentou. Distraido, super-ocupado, cansado dos blogs ou doente? Tudo são possibilidades para justificar o seu desaparecimento.
Dentro de poucos dias estaremos em Junho e eu estou 100% dependente dele para marcar o nosso convívio deste ano. Por essa razão preciso dele aqui e que comece a reservar datas para as coisas que tem que fazer nesta sua visita à nação que o viu nascer.
O primeiro fim de semana de Setembro deve ficar, provisoriamente, reservado para o nosso encontro anual e só ele pode confirmar se isso é possível.
Aparece, pá! Diz qualquer coisa!


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Let's look at the trailer!


Esta era a famosa frase usada pelo Herman José para parodiar um apresentador de televisão, de que não recordo o nome, que tinha um programa na RTP sobre cinema. Lembrei-me disto ao olhar para esta imagem onde aparece o Leiria ao lado de um outro camarada da Companhia de Fuzileiros Nº2 tirada em Lourenço Marques, na década de 60 do século passado.
Os dois partilharam comigo aqueles trinta meses e depois seguiram os passos do Álvares Cabral atravessando o Oceano Atlântico em busca das riquezas existentes no continente americano. Constituiram família por aquelas bandas e não há quem os traga de volta à velha Europa. É compreensível, pois o futuro dos filhos e netos está cada vez mais lá e cada vez menos cá. É o tal filme do emigrante português de mala às costas. Let's look at the trailer!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ontem e hoje!


Gosto desta foto de Metangula!
Era assim quanto de lá saí, ou quase. Talvez alguma daquelas estradas que descem da Torre do Farol para o cais das lanchas ainda não existisse quando eu disse adeus a Metangula, no início do ano de 1968, mas o resto era tal e qual. A Base, o Posto Administrativo, a Cantina do Henriques, o Bar do Neves, o Hospital, a Pista e a praia de Seli, onde íamos ao batuque. Cada vez que recordo isso, lembro-me do Micróbio e do garrafão de cinco litros de bebida cafreal que levava com ele para repartir com os "amigos".
Depois veio a grande invasão e aquilo, agora, parece Nova Iorque!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Pensar na morte da bezerra!


Só para quem conhecia bem Metangula! Sabem onde fica este recanto? A pedra onde estou sentado e a pequena ponte-cais em madeira são uma boa pista, pois eram únicas.
Vivia-se o ano de 1967, com a guerra ainda a aumentar de ritmo. Nos anos de 1965 e 1966 houve uma ofensiva generalizada que pôs o Niassa a ferro e fogo, mas os anos seguintes, talvez até 1969, quando a Frelimo começou a concentrar forças na zona de Tete, a vida para as forças portuguesas não foi má de todo. Depois, com o correr dos anos, as coisas foram piorando sempre.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dia de Portugal!


Para os que têm dificuldade com as letras miudinhas, aqui deixo dois recortes aumentados para resolver o problema.



domingo, 22 de março de 2015

O fim da linha!


Um grupo de filhos da minha escola envergando a famosa farda de alumínio e acompanhados pelo Sargento Amândio, um dos instrutores da nossa recruta.
Usei o título "O fim da linha" com um duplo sentido. Em primeiro lugar querendo dizer que nem todos os que aparecem nesta foto estão vivos. Do sargento Amândio não tenho qualquer notícia, mas tendo em consideração que ele, no ano de 1962, já era um trintão, se por cá andar ainda já é uma sorte. Dos restantes sei que o Marinho (16710) há muito deixou a nossa companhia e os restantes vão andando como podem e Deus deixa.
O segundo sentido, implícito no título, refere-se à carreira militar que nessa altura teve início e, tanto quanto me é dado saber, só o Belmiro Correia (16688) seguiu a vida militar e vive hoje reformado como sargento.mor, se me não engano. Um abraço para ele, se passar por aqui, que é o único que se dá com estas ferramentas modernas.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Guerra vai-te embora!


Não há qualquer dúvida que Metangula e o Lago Niassa eram um oásis no meio da Guerra Colonial. O risco de por ali aparecerem os guerrilheiros da Frelimo era praticamente inexistente, o clima era ameno e a Marinha tratava bem o seu pessoal. Nestas duas fotos podem ver 3 elementos da CF8 num momento de lazer. Dois grumetes fuzileiros da escola de Setembro de 64 e um marinheiro telegrafista da escola de Março de 63 (salvo erro).

quarta-feira, 4 de março de 2015

Fuzileiros no Niassa!

Metangula, a pista e o Dakota

Felizmente, em todo o tempo que passei no Niassa, nunca me obrigaram a usar a farda branca, como se vê na foto acima. Fato camuflado, fato macaco ou, como última hipótese, a farda azul de trabalho. Era zona de guerra e não havia tempo para mariquices, como a que esta imagem documenta. Imagino que deve ter acontecido a visita de algum "cão grande" e a Companhia da Guarnição foi obrigada a fazer as honras da casa.
Nunca me esquece que o almirante Comandante Naval, em Setembro de 1964, acompanhou um pelotão da CF2 na viagem para Metangula e, tal como nós todos, usava um fato camuflado. E ia armado com uma pistola Walter e uma catana pendurada no cinturão que quase arrastava pelo chão devido à sua baixa estatura. Tenho esta imagem gravada na minha memória como se estivesse a vê-lo, agora mesmo, na minha frente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

À borda de água!


Para quem esteve no Niassa!
Alguns quilómetros a norte do Cobué, deslocação em fila indiana mesmo junto à linha de rebentação, possivelmente para tentar evitar a surpresa de uma mina anti-pessoal. Do lado direito avista-se o perfil da ilha de Likoma que, por direitas contas, devia ser portuguesa, mas que os nossos aliados britânicos se encarregaram de nos esmifrar, nos tempos em que eram os donos da Niassalândia.
Um pouco mais para o norte, na aldeia do Lipoche tive eu o meu baptismo de fogo, no dia 9 de Janeiro de 1965. Felizmente, nesse tempo, os "frelimos" não tinham ainda a pontaria muito afinada, para bem da minha saúde que assim ainda por aqui ando para vos contar a história, 50 anos depois.