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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Era uma vez um jardineiro!



Por Artur/Leiria
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Aqui podem ver o pupilo Leiria, o jardineiro do Sargento Vitorino! Foi ele a lembrar-me aquando do meu encontro com ele este ano, 2009, nas minhas férias num restaurante ao sabor duma bacalhoada e que era costume dizer-me: “Leiria, você vai tomar conta do jardim, apare as sebes por detrás da caserna, está bem?” Lógico, que para mim o que ele dissesse ou pedisse estava sempre bem. Uma das vezes para lá fui escalado como se fosse uma brincadeira, com o Escola Rodrigues, 15986, que foi desta vez, penso, que tirou esta foto cá ao jardineiro como prova desta incumbida tarefa. Quase que poderia apostar que o meu colega da jardinagem do dia, terá também fotos inerentes a esta passagem dos demandes da escala por intermédio do nosso “Belo Sargento” Vitorino.

domingo, 11 de outubro de 2009

Marujos Cumpridores!



Por Artur/Leiria
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Como esta medíocre foto, mas com belos marujos vos mostra, é pois a nossa ilustre Companhia número 2 de Fuzileiros no aquartelamento da Machava em Moçambique! Não posso precisar se ao acaso já foi publicada, mas como o bom nunca cansa, é sempre bem-vinda para mais uma apreciação vossa da dita companhia. Quero muito ardentemente pedir-vos a vossa envolvência em descobrir os elementos participantes reconhecíveis nesta formatura; muito em especial o que se evidencia fardado de verão, o qual me parece ser o Pintado. Será? E os outros? Vamos lá, sejam bonzinhos para que o alento prevaleça…

sábado, 10 de outubro de 2009

Silvino Branco!

O nome se calhar não vos diz nada. Mas se vos disser que era o 16400, o famoso Pencónis, já vos lembrareis dele. Era o «cromo» do 2º Pelotão da 1ª Companhia da minha recruta. Não se passava um dia sem uma boa gargalhada, por causa dele.
Rapaz instruído, menino mimado, habituado a que lhe resolvessem todos os problemas em casa, tornou-se um graneleiro mal ingressou na Marinha. Não tinha jeito para nada, não lavava a roupa nem passava a ferro. Felizmente a sua família era de Lisboa e logo que teve direito a licença, carregou com tudo para casa e a mamã resolveu-lhe o problema.
Foi uma permanente dor de cabeça para o sargento responsável pelo nosso pelotão, o Bicho. Viu-se aflito para o aturar até Setembro de 62, quando acabou o ITE, que terminou sem aproveitamento. Depois foi corrido da Marinha e ingressou na Força Aérea, onde parece que foi muito mais bem sucedido que na Marinha. Recruta e Especialidade feitas, saiu Cabo Especialista.
A partir deste ponto, nunca mais ouvi falar dele. Se alguém o conhecer ou souber o que foi feito dele de 1963 para cá, deixe aqui um comentário.
E se algum dos filhos da minha escola tiver uma fotografia onde se possa ver a cara dele, agradeço. Please!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Belo Sargento!


Por Artur/Leiria
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Chamar-lhe sargento Vitorino não é fazer-lhe justiça, porque afinal, foi este senhor, por seu livre desejo, passado à reserva com a patente de Primeiro-Tenente. Descontente, porque a idade não lhe permitia acesso ao oficialato superior; mas contente porque aos 52 dois anos de idade era senhor dele mesmo; feliz e contente por poder retornar à sua vida das origens. Pinheiros, sua terra de adopção, por conveniência de matrimónio; bem perto da sua natal; de nome Barosa.

Nos meus escassos dias para convivências, tive o privilégio de me associar num restaurante vizinho com o casal, aí conversamos amenamente sobre o tempo de marinha. Reconfirmo mais uma vez que, é homem de convicções e princípios, com um senso forte acerca do que esta lógico e moralmente correcto.

Vive ainda o sangue do comando a que ele se regozija de ter sido um dos bons, com o seu carinho e respeito para os seus subalternos e não só. Aqui sou eu mais uma vez a concordar, ou não fosse eu conhecedor de seu carácter… homem vivido de vida, onde se evidencia o conhecimento desta, com os seus impasses, problemas e, tudo o que de bom ela nos partilha.

Vive quase, paredes meias, com sua filha e filho, casados, que bem junto os soube manter, ou não fosse a  sua digna e bem latente apreciação pela conservação do agregado familiar.

Homem que me marcou; grato lhe fico para sempre, pela oportunidade que me dá em o ter como um verdadeiro amigo!

Oxalá o 2010 nos traga as mesmas venturas do 2009, que ainda se faz sentir, para mais uma vez nos abraçarmos…

Bem-haja Tenente Vitorino!

Que beleza!!!!!!


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Imagens espectaculares do nossa Sagres no Dia da Marinha, em Aveiro. Espero que gostem tanto delas como eu gostei. E um «Bem hajas» muito especial para o amigo que as fez chegar às minhas mãos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fuzileiros - Convívio!

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No próximo dia 31 do corrente, vai reunir-se na Associação de Fuzileiros do Barreiro o pessoal da Companhia Nº 3 de Fuzileiros que fez comissão na Guiné de 1963 a 1965.
Como é a 1ª vez que tentam reunir-se e faltam os contactos da grande maioria dos seus elementos, há uma enorme dificuldade em passar a palavra e levar ao conhecimento de todos a notícia da realização deste evento.
Por isso, se fizeste parte desta Unidade de Fuzileiros ou conheces alguém nessas condições, entra em contacto com o Fernando Maudslay (17911 / 9504), através do telefone 965 507 188, para confirmares a tua presença.
Participa fazendo deste primeiro convívio do pessoal da CF3 um grande sucesso!

Das Raízes para a Diáspora…




Por Artur/Leiria

Muita areia!

Tenho tanto para contar sobre as minhas férias que não sei por onde começar. Para já o mais difícil será a organização dos escritos, olhando à minha forma analítica de fazer e ver as coisas, se não esquecer por agora este fraco não irei chegar a lado nenhum.

Para já quero-vos dizer que já cá estou, ou seja, bem vivo, quanto ao físico, nas terras ultra-gélidas do Canadá, já que o psíquico ainda está apegado, à pastilha elástica, no canteiro gostoso do vosso lado!

A temperatura cá, já vai cheirando a inverno, não porque faça muito frio, à volta dos 14 graus, mas algo mais me leva a prever o inverno bem à porta! Será o próprio cheiro das coisas?

A cor das folhas das árvores em modificação, belas como a morte do cisne! Um sol que mal vai espreitando entre nuvens densas e possantes que dominam a irradiação dos acariciantes raios solares que preguiçosos e obliquamente se vão deitando sobre o nosso globo terrestre!

Indícios dos anos que se repetem, ano após ano, nas nossas vidas as quais Deus vai permitindo.

No aeroporto fui encontrar o meu filho com a minha neta mais nova, ansiosamente esperando as conchas do mar que a sua avó lhe prometeu aquando do seu inocente e humilde pedido.

Cansados que nem moribundos lá fomos encontrar os restantes membros do clã familiar, com mil e uma questões, às quais respostas semi-vociferadas foram relatadas.

Todos bem e numa boa, com um repasto e o belo tinto a acompanhar!

Com os afazeres cumpridos, escapulimo-nos para o nosso refúgio destas paragens à procura dum sono reparador. Acordamos rejuvenescidos para o dia de hoje que também é vosso.




domingo, 4 de outubro de 2009

Pouca saúde é um problema!

O Carlos Fazeres, reformado como Sargento-Mor, apareceu no convívio de Benavente, no passado dia 26 de Setembro.
A sua saúde não anda nada boa. A fazer hemodiálise já há algum tempo, a qualidade de vida vai-se deteriorando e chega uma altura em que viver é um castigo.
Tratando-se de uma doença irreversível, não me resta mais que desejar-lhe que vá vivendo um dia de cada vez o melhor que puder. O transplante de um rim poderia ser uma solução, mas não acredito muito que venha a fazê-lo na idade em que já está.

Na Serra do Alvão!

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Quando, no mês passado, fui a Vila Pouca de Aguiar, para me encontrar com a viúva do Micróbio, passei por casa do Ângelo. Fui encontrá-lo no meio das suas ovelhas, tal como o podeis ver aqui neste arranjo fotográfico.
Acho que já vos contei isto, mas serve para vos mostrar a fotografia dele que me parece não ter publicado ainda. Aos poucos tenho que ir identificando a malta toda para a coisa se tornar mais fácil.
Tenho pena de não ter podido copiar algumas das fotografias que ele tem lá em casa, pois estão muito bem conservadas e dariam um jeitão cá nos meus álbuns.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É de Coruche!

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Quatro marujos de ponto em branco. À esquerda, o Montez (por alcunha "Mocho") que, salvo erro, era originário de Coruche. Da mesma terra do Cabo Teles, o tal que arranjou maneira de me borrar a caderneta a sério e a quem devo ter ficado incurso no Art.º 62 e abandonado a Marinha ás pressas. À direita, o nosso amigo Ferreiro (de alcunha) a quem alguns grumetes chamavam Ferreira (por engano), respeitável sargento reformado a morar no Barreiro. Ao centro o António Azevedo e um outro filho da escola que não consigo identificar.
De cinturão e sabre na cintura deviam estar de partida para mais uma guarda ao Comando Naval, num dia de domingo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Filhos da Escola!


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No passado dia 26 de setembro, encontraram-se em Benavente os filhos da escola de setembro de 1964.
A saudade levou-os até Vila Franca em visita à sua Escola, aquela em que fizeram a recruta e se tornaram membros da Briosa e onde tiraram a fotografia que podem ver acima.
Disseram-me que a maioria que lá apareceu eram fuzileiros. Concentrem-se e vejam quem conseguem reconhecer. Sei que estiveram lá, o Neiva, o Ezequiel e o Fazeres. Já olhei, já ampliei a foto, já fiz de tudo, mas não encontro ninguém.

Filhos da minha escola sacrificados!



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No meio das intermináveis listas de nomes, consegui descobrir 3 filhos da minha escola, cujos nomes podem ver nas imagens acima.
16620 - Manuel Fonseca Ribeiro
16878 - José Mariano Reis
16607 - Libânio da Silva Amorim

Impressionante!


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Nunca me tinha apercebido da verdadeira dimensão desta tragédia. Fiquei siderado ao olhar para a infindável lista de nomes daqueles que foram sacrificados naquela guerra estúpida. Em especial nos anos de 1965 e 1966, como documentam as imagens, a lista não tem fim!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os Mortos na Guerra do Ultramar!

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Na minha recente passagem por Lisboa fui prestar a minha homenagem aos mortos na Guerra do Ultramar. Não conhecia este Memorial e tinha marcado como uma das minhas prioridades visitá-lo na primeira oportunidade. Aconteceu agora.
Considero que seriam supérfluas quaisquer considerações que pudesse fazer a este respeito. Toda a gente sabe a importância e o impacto que esta guerra teve na nossa geração, bem como os familiares e amigos que nela perdemos.
Honra aos Heróis de Portugal!

Os incendiários!

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Todos os fragatas da minha recruta foram meus amigos e partiram comigo para Moçambique na Companhia 2. Um deles está sempre em contacto comigo, o Valter. Outro vive lá para os Algarves e ainda não consegui trazê-lo ao nosso convívio, o Floriano. E o último que foi corrido da Marinha e teve que acabar a tropa no Exército, anda perdido lá pelo Canadá, o Peniche.
Eram rapazes levados da breca! Por alguma razão tinham ido parar à Fragata. Mas a maioria deles, quando soou a hora, encontraram o seu rumo e fizeram-se homens.
Não sei se algum dia se descobriu quem ateou o fogo ao navio que lhes servia de Escola/Prisão, ou se o fogo foi meramente acidental. Nem sequer consigo imaginar como é que estava um fotógrafo a postos para fixar esta imagem para a posteridade. É que não havia máquinas digitais e compactas como agora, que todo o mundo carrega para todo o lado sempre prontinhas para guardar aqueles momentos especiais.
Aproveito para mandar daqui os meus agradecimentos ao amigo que teve a amabilidade de me remeter esta «fotografia com história».

sábado, 26 de setembro de 2009

Os Açores e os açoreanos!

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Podem bater-me que não lhes digo o nome desta malta. Não porque não gostasse, mas porque não sei. Eram todos membros do DFE4 da comissão de 63/65 em Angola.
Aquele que se encontra mais à esquerda é açoreano e, embora estivesse com ele cortado à Benfica, posso garantir-vos que tinha mais cabelo que tem hoje. Viveu quase toda a sua vida no Canadá, depois de abandonar a Briosa e aterra hoje nos Açores para umas merecidas férias. É o nosso amigo Agostinho Maduro.
Tive vários outros camaradas dos Açores, entre eles o 16244 - Manuel Almeida. E um, em especial, da Ilha de S.Miguel que esteve comigo na CF8, em Moçambique de quem era muito amigo. Ambos tínhamos a mania das motas e isso ligava-nos. Ele tinha uma Triumph 250 e eu uma Java e sentíamo-nos os reis do asfalto, no Maputo, montados naquelas velozes geringonças.
Foi bom e não vale a pena chorar que o tempo não volta para trás!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Só para encher o espaço e o tempo!

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No lugar onde estou, não tenho melhor foto que esta para vos oferecer. E vai servir para tirar uma dúvida. Eu estava convencido de que o filho da escola aqui representado era o Tony Trincão. Mas olhando mais atentamente, verifico que sem as divisas de marinheiro não pode ser, olhando á data em que a foto foi tirada. E reparando bem parece-me tratar-se do Fernando Lemos (1903.64).
No meu último post sobre ele noticiava o seu precário estado de saúde. Daqui de Lisboa, onde me encontro hoje, desejo que esse mau momento tenha já sido ultrapassado. Força Fernando que a vida merece ser vivida.

sábado, 19 de setembro de 2009

Uma manhã de praia!

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Moçambique, Lourenço Marques, Praia do Miramar.
Alguém pode pensar em coisa melhor que isso? Qual Algarve, qual carapuça! Aquilo é que era uma praia!
Bem, também ajudava um bocadinho a gente ainda estar na casa dos vinte aninhos! Nessas idades tudo nos parece cor-de-rosa. Ou não?
Não comecem já a cantar «Oh tempo, volta para trás» que não adianta nada. Para uma pessoa ser feliz é preciso habituar-se a contentar-se com aquilo que tem.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Barriga de Jinguva!

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Era assim que chamávamos aos aviões Nord-Atlas da Força Aérea que andavam, para cima e para baixo, carregando nas suas grandes barrigas os militares portugueses que cumpriam o dever de defender aquela terra. Aqui vemos retratada uma dessas ocasiões, com o nosso condutor, o 1995.64, a posar para a fotografia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O «Chora»!


1903.64 - Fernando Lemos
Recentemente operado àquela doença que aflige um de cada três homens, não tem passado muito bem. E quero daqui mandar-lhe um abraço, desejar-lhe as melhoras e recomendar-lhe que tenha muita paciência, pois essas coisas levam o seu tempo a normalizar.
Eu sei que ele gostaria de ter a mesma saúde que tinha quando tirou estas fotografias, mas isso não pode ser. A vida é uma roda que não pára de rodar e num sentido só.