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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

El Gato!

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Zé Carlos, «O Gato», o mais reguila dos meus pupilos na CF8. Ou não fosse ele de Lisboa! Por onde andará ele?
No próximo dia 26 vai acontecer, em Benavente, o encontro dos filhos da escola de setembro/64. Será que ele também vai estar presente?
É um problema não haver nenhum filho da escola da CF8 que use a internet (além do Páscoa, claro). Assim é impossivel comunicar, espalhar e receber notícias. Precisava de alguém que anotasse o número e o endereço de todos os fuzileiros que lá apareçam. E, se calhar, não serão mais de uma ou duas dúzias. Como poderei fazer isso?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os infractores!

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O Zé Luis Teixeira (2046.64) e o António Azevedo (2025.64) vestidos à civil dentro da unidade! Isto raia as fronteiras do absurdo! Eu que era um dos maiores baldas da Companhia nunca me aventurei a tal coisa. E estes dois anjinhos que não partiam um prato, arriscaram-se a ir para a pildra com a sua atitude. Por onde andaria o sargento de dia que os não apanhou em flagrante?

O amigo da Bolinha!

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Belo e branco canito este, hein!
A nossa Bolinha podia orgulhar-se de ter pretendentes de peso. E ali está ela a olhar para o lado, como quem não está interessado na coisa. Pretenciosa a nossa bichinha!
Do garboso filho da escola nem falo, pois todos sabem de quem se trata.

domingo, 6 de setembro de 2009

Caranguejos aé lhe chegar com o dedo!

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Ano de 1965. Praia de Palhais. Tempo de regime escolar, no Curso de 1º Grau. Licenças só ao sábado à tarde e domingo. Dinheiro, muito pouco, só mesmo para as necessidades básicas. Naquele tempo ainda não havia a moda da semanada ou mesada, como há agora, vinda do papá mãos-largas. Era uma penúria que só visto.
Mas valiam-nos os amigos que, volta e meia, nos faziam um agrado. Como daquela vez em Palhais, em que apareceu alguém com uma tachada de caranguejos cozidos que estavam um pitéu. Só faltava juntar dois ou três manos que pagassem um garrafão do branquinho para empurrar aquilo. E arranjaram-se depressa e num salto foi-se comprar o dito àquela taberna da esquina, no cruzamento da estrada para Santo António da Charneca.
E depois foi chupar caranguejos e emborcar copos até depois da meia-noite. Que piela! Fiquei enjoado de tal maneira que até hoje não mais voltei a tocar num carangueijo.

O meu irmão Zé!

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Esta semana ainda arranjei um dia para pensar na CF8. Na minha viagem a Barcelos aproveitei para visitar o filho da escola que podeis ver na foto acima e trouxe de lá cerca de 40 fotografias que, aos poucos, irei publicando neste espaço.
Durante a comissão que fizemos juntos, tratava-o por «irmão», por ter os apelidos de família exactamente iguais aos meus. Para além do nome não havia muito mais em comum. Éramos de escolas diferentes, eu graduado e ele grumete e nunca me lembro de termos feito qualquer serviço juntos. Ele desempenhava as funções de condutor na Companhia e, em serviço, encontrávamo-nos quando nos conduzia para qualquer lado. Unia-nos a lembrança da terra, pois também sou de Barcelos como ele, além do nome em comum.
Quando saí da Marinha visitei-o em sua casa e apresentou-me a sua família. Esta semana voltou a repetir-se o encontro entre nós, 41 anos depois.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Antes fuzileiro, agora pastor!


Na passada terça-feira aproveitei a passagem por Vila Pouca de Aguiar para visitar o Angelo Martins (2026.64). Andava no monte a apascentar o seu rebanho de cerca de 60 ovelhas e tive que ir até lá, ao seu encontro. Reconheci-o á primeira olhadela. Ele falou comigo cerca de dez minutos sem fazer ideia de quem eu era. A páginas tantas disse ele:
- Gostava tanto de ter ido a Aveiro, no dia 4 de julho. Gostava de encontrar-me com o Carlos e ver se o conseguia reconhecer.
- Acho que não conseguias. Ele está muito mudado.
Isto disse-lhe eu a olhar para a cara dele e ver a reacção que provocaria com as próximas palavras.
- Acho que conseguia. Assim como ele era, alto, magro, de olhos claros, acho que não me fugia.
- Pois olha bem que o tens mesmo à frente dos teus olhos.
Olhou para mim com alguma surpresa, mas não ficou nada atrapalhado. Passamos uns minutos á conversa e pouco depois tive que partir, pois tinha compromissos inadiáveis que não podia desmarcar.
Na próxima vez irei até lá com mais vagar e poderemos passar umas horas juntos e matar saudades dos velhos tempos da CF8.

A Inflação a Sua Causa e Efeito!




















Por Artur/Leiria
Narrativa em jeito de opinião…
A inflação é maldita para muitos e bendita para alguns, actua como faca de dois gumes. Maldita; porque para os leigos e os mais humildes. por falta de engenho mental próprio mantém-nos paupérrimos. Ao contrário, os mais informados e com os predicados apropriados no seu lugar, honesta ou desonestamente vão com certeza singrar.
Contudo, é preciso ter em conta que não existem investimentos sem risco. No entanto quanto maior for o risco, mais existe a possibilidade de grandes lucros ou o contrário; grandes perdas! Mesmo que se tenha o dinheiro a vencer juros num banco, ter em conta que dos lucros ter-se-há que subtrair o valor da inflação e, muitas vezes os custos aplicados pelo banco ou companhia investidora. Neste caso se o mercado está bom, o risco é de se perder a oportunidade de conseguirem ganhos melhores noutras formas de investimento!
Quando miúdo, rondando os dez anos, bem no coração da aldeia que me viu nascer, era trabalho exigido, ajudar no que fosse preciso junto dos homens que trabalhavam para os meus pais nas suas terras de lavoura, que as “sortes” nas partilhas das heranças os tinham agraciado! Ora cachopo, já me ia apercebendo, mas sem entender muito, toda aquela conversa destes homens de trabalho duro, sobre vinténs e mil reis, e que naquele tempo diziam: que a vida é que era dura, e que para se fazer vida, um homem teria que ganhar num dia para um alqueire de farinha etc., etc.
Para mim o que diziam era como se eles tivessem vivido num outro mundo antes! Aquando na minha meninice, já era com os escudos que se lidava. Aprendo mais tarde que tudo na vida era e é relativo, ganhavam-se uns magros vinténs por dia em Portugal, milhares de liras na Itália e assim era pelo mundo fora… mas ao fim ao cabo, quase tudo batia no mesmo; logo o trabalho fosse igual e de igual valor dentro de cada pais.
Na verdade, no meu mundo onde só conheci os escudos, só o nome do dinheiro é que mudou mas dificuldades ou faltas destas eram as mesmíssimas. Um homem trabalhava sol a sol, seis dias por semana, para ganhar à volta de 100 escudos! Lógico, que esse dinheiro dava para comprar muito das poucas coisas que existiam para se viver. Hoje ganham-se milhões! Milhões se gastam!
Lembro vividamente uma senhora, que me parecia velha, porque para as crianças já se vê como velha uma pessoa de meia-idade, chorando estrada fora, à procura duma nota de 20 escudos que tinha perdido. Todavia, a nota dos 20 escudos era mais, do que um dia de trabalho para um homem do campo, a qual compraria a comida da semana para uma família como a da senhora.
Vai-se para a escola, aprende-se muita coisa boa e outras que foi só para encher currículo, quando na verdade se poderia aprender algo sobre finanças, poupanças e tudo mais relacionado com a influência da inflação na vida dos mortais.
Inflação foi palavra, que apesar de ter adquirido o curso da escola industrial, só a venho a compreender no seu todo, aqui no Canadá. Lembro que 15 dólares por semana davam para comprar a nossa comida incluindo a do primeiro bebé.
Que o galão imperial, 4.55 litros, de gasolina custava 32 cêntimos, os carros mesmo com uns trambolhos de motores, a gastarem como se fossem tractores não faziam abalo nas finanças de quem tinha trabalho! Que importava se duas ou três horas de ordenado davam para encher o depósito?! Ganhava-se pouco mas ia-se longe! As vacas, na altura, eram mesmo gordas! Hoje, muitas coisas são mesmo baratas, o problema é que são mais e muitas, em relação às da altura.
Vivemos num mundo de causa e efeito (Ying & Yang para os chineses), onde, com o bom vem sempre algo mau e vice-versa. Ora vejamos; se há muito trabalho é bom e é mau. Bom porque se ganha para se ter algo melhor na vida. Para o governo também, porque angaria mais verbas e a sociedade em geral vive melhor, pelo menos por um período de tempo. Mas também é inconvenientemente mau porque obviamente tem um efeito inflacionário! Porque havendo mais dinheiro, este vai criar mais procura, que em turno vai reduzir o volume da oferta, logo quem vende, pede mais, aumenta o preço. Por isso é mau!
Ter em conta, que tudo na vida tem esta mesma lei da “causa e efeito”. Contrariamente, se não há trabalho, é bom e é mau também, precisamente porque aqui o inverso é aplicável. Infelizmente, que até as guerras não fogem à regra! É fatalmente mau porque se mata, mas é pesarosamente bom porque se fabricam armas e se pagam ordenados etc. Ainda outros ditos tais como: “perdoa-se o mal pelo bem que sabe”, “a mentira e a consequência”, entre outras…
Ora, o cerne deste artigo entre agora em cena. Como podem ver na foto onde estou com a casa por detrás, custou ao meu sogro a tremenda, mas relativa quantia para a época, 1969, de 67 mil dólares. Quatro anos depois foi vendida por 107 mil, quem a comprou, fez alguns melhoramentos vendendo-a na altura por 135 mil. O novo proprietário que se segue, vende-a 15 anos depois por 1 milhão e trezentos mil dólares! Vejam só a exorbitância!
Porém, agora sou eu a dizer: afinal na vida normal dum homem há tempo que baste para mudanças desta natureza, portanto o que os homens simples do campo iam falando na altura, era a realidade nua e crua da evolução das coisas, só que para nós miúdos parecia-nos que estavam falando do tempo da pré-história. Por isso o mundo é dos visionários que souberam e sabem dar pernas para caminhar e, ao usá-las irão ao encontro das suas visões.
Hoje o mundo das finanças é uma combinação de muitos cálculos, que associados requerem: inteligência, conhecimento, determinação, saúde, aspiração, e paixão em fazê-lo e acima de tudo muito trabalho e, por fim, a sorte como o povo diz, o que está provado que essa é irrelevante, logo todos os ingredientes estejam no seu lugar. A sorte vai-se encontrar logo ali e não o inverso, onde a mesma, como crença do povo, terá que vir ao nosso encontro para se singrar na vida.
Chile por exemplo, na Altura do Salvador Alende e talvez porque os Americanos lhes fizeram um boicote, a inflação chegou a mais dos que 100% ao ano! Então, os mais informados estrategicamente, empenhavam-se a comprar ouro para logo de seguida o vender com lucros suficientes para pagar aos credores e manter alguns ganhos, repetindo esta forma de jogar com o dinheiro e o ouro com sucesso. É sobejamente sabido que num período de inflação ao ter-se propriedades de qualidade, consegue-se a protecção dela (inflação), que é sempre destruidora para os mais incautos.
Quase sempre, em mercados livres como os do ocidente, os governos são os maiores causadores de inflação! Ora, porque estes não são auto-suficientes, logo ficam dependentes da movimentação de capitais através do povo. Aí o governo vai aumentar taxas ao povo, bom que seja de parâmetros apropriados e sem excessos, ou passam a imprimir mais moeda, ou ambas, alem de outras medidas como: ajustamento na taxa do juro para protecção da sua própria da moeda. Todavia, isto é horrivelmente inflacionário tornando o povo humilde, que não joga no mercado, mais pobre ainda!
Por outro lado, o governo tem que o fazer, ou cria o risco de não poder competir mais no mercado internacional. Nessa situação, a nação passa a não poder importar aquilo que é talvez de sua básica necessidade.
Imaginamos que, um país deve biliões a outro na moeda no seu valore currente, por qualquer eventualidade desencadeada o país devedor passa a ter uma inflação disparada, anos depois ao pagar com a moeda que desvalorizou vai representar uma perda tremenda para o país credor, com um valor acrescentado para o país pagador! Mas aí, este não está esse livre da “causa e efeito,” com possíveis consequências graves, tais como: crédito cortado total ou parcialmente, e talvez até, com todos os outros países de suas relações, ou seja, praticamente, nos dias de hoje, da comunidade global.
Lembro no Brasil em 1989, quando de férias lá, pessoas a pedir sentados, junto às portas dos estabelecimentos comerciais, e porque o cruzado ao ter passado para o cruzeiro, como estratégia do governo, sofreu um ajustamento, penso, para 10 vezes menos do seu valor, causando que no chão junto aos pedintes, rolavam dezenas ou mesmo centenas de notas que tinha acabado de perder o seu valor! Um paradoxo angustiante!
Como exemplo, o qual se aplicaria no meu caso próprio; imaginamos que inflação continua aí em Portugal como vai acontecendo há muitos anos, e que no Canadá ela fosse praticamente eliminada? Aconteceria que não ganharia cá, para poder viver o dia-a-dia em Portugal mais tarde. Portanto isto prova que a inflação é um demónio, que não se pode viver sem ela/e.
Oxalá não vejam isto como longo e cansativo.
Como vai na gíria: “O que se faz por gosto não cansa.”
Até Outubro e que a saúde vos bafeje, camaradas!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Olhar para a piscina já refrescava as ideias!

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Alguém de cima da Torre do Farol a tentar tirar uma fotografia à piscina e a quem lá se refrescava.
Não se pode dizer que tenha sido bem sucedido, pois tudo o que se consegue ver são os edifícios da messe de oficiais e sargentos.
Da piscina apenas se avista é o rebordo do lado nascente e nadadores, nem vê-los. Este fotógrafo não vingou na profissão, diria eu!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em nome do Leiria!

Imagem original da notícia a que o Leiria se refere no post Anterior
(O cabeçalho em inglês foi introduzido por mim)

domingo, 30 de agosto de 2009

Explicação Absurda!



Por Artur/Leiria


Nota: recebi este artigo dum português de garra, de nome António de Azevedo, que penso não conhecer, o qual passo a transcrever em baixo na íntegra, por não ter conseguido integrá-lo como o recebi, para a vossa consulta. Aqui é imprescindível a reprovação de todo o português, não importando a forma como o faz, mas que se preza de o ser.
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“Lisboa em ascensão turística”
“A capital de Portugal, Lisboa, é a porta de entrada para a Europa. A cidade que está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se fluentemente o espanhol. É uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da historia do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa, D. joao I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimónios públicos. Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas de bem conservados casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, fria no inverno e quente no verão, mas nada comparável ao calor brasileiro. Graças ao estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o Primeiro Ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com a orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções. (…)”
<<>>
Como pode ser isso, onde tanta ignorância vai ainda existindo por esse mundo fora, onde a internet pode pelo menos, parcialmente, colocar em pratos limpos qualquer dúvida que possa existir? Eis mais umas das razões, porque a honrosa história de Portugal têm que inevitavelmente ser rescrita por gente com conhecimentos dignos, e, de reconhecível aprovação e de transparência com escrúpulos. O indivíduo que escreveu este absurdo artigo, ou é ignorante ou o fez para ferir sentimentos, o que não acredito ser essa a razão de o ter feito? Será que este artigo tenha sido escrito antes da época dos computadores? Uma vez que no seu aspecto, velho e gasto, (como se apresenta) nota-se ter sido escrito há muito tempo.
Tenho, para mal do meu desgosto, bisbilhotado em algumas livrarias de Toronto onde não existe influência da comunidade portuguesa, à procura de livros históricos portugueses e tenho encontrado alguns de autores estrangeiros que deixam muito a desejar e nunca de escritores portugueses. Mais uma vez temos como prova o facto de ser necessário que todos nós nos envolvamos na divulgação do engrandecimento nobre e histórico de Portugal.
Não queremos porém depender daqueles que, se dizem defensores desta causa justa e merecedora do esforço que à Pátria é devido…
Esses senhores da cátedra, não são mais do que defensores dos seus chorudos salários, onde o “political correcto” espezinha o que de direito é devido à tão honrosa Pátria Portuguesa!
Vamos a isso, colegas, expressem-se com o coração, juntem-se ao Doutor Manuel Luciano da Silva; o homem mais patriota que a Pátria jamais viu, desde dos remotos tempos dos descobridores marinheiros: Bartolomeu, Cabral e Gama, entre outros, ou dum Duarte de Almeida, “o decepado” porta bandeiras, que depois de lhe serem cortados ambos os braços sobre o seu cavalo, num rasgo de heroísmo agarrou a bandeira com os dentes, já que as unhas não as tinha, morrendo dessa maneira, heroicamente pela Pátria, numa das batalhas com os “Hermanos” do diabo; os espanhóis.
Comentem colegas, mostrem e afirmem, a vossa cor verdadeira… que a Pátria vos contemplará.
Bem-haja!
http://www.dightonrock.com/ Este; o website do doutor Luciano da Silva. Consultem que val a visita amigos.

sábado, 29 de agosto de 2009

O Istmo de Metangula!

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A parte mais estreita da península de Metangula não é bem um istmo, mas ninguém se vai zangar comigo por lhe dar esse nome. Refiro-me à zona que se pode ver nesta fotografia que mostra bem como era fácil proteger a zona onde se situava a nossa Base. Quem escolheu o local para a sua instalação, percebia da poda. Dou-lhe os meus parabéns.
Devem ter sido rasgadas novas estradas, desde que eu saí de lá, pois não me lembro de haver um acesso tão directo até à borda de água, do lado norte, como se pode ver nesta fotografia. A pequena aldeia que aí existia era o nosso destino nas noites de batuque. E também o local onde o Micróbio se enfrascava de bebida cafreal, até não se segurar nas canetas. Pobre do Micróbio que também já partiu deste vale de lágrimas!
Lá onde ele possa estar desejo que haja muita bebida cafreal para lhe alegrar as horas e não sentir saudades deste mundo em que nós, os seus camaradas, ainda nos encontramos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

De nós ninguém se lembrou!

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Há já 16 anos (quase) que o António Páscoa, o Manuel Ferreira, o Arlindo Brandão, assim como muitos outros filhos da sua escola, têm a placa comemorativa da data em que assentaram praça afixada no respectivo mural da nossa Escola.
Só da nossa incorporação é que ninguém se lembrou. Que falta de sorte!
Mas este ano fomos lá pô-la. Mais vale tarde que nunca.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O homem da piroga!

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Tinha prometido ao Páscoa que ia publicar esta foto, em que podemos apreciar a sua perícia na respectiva manobra, mas quase que passava ao esquecimento. Já ia fechar a sessão quando, de repente, me passa pela frente dos olhos o comentário feito à mensagem dos hipopótamos do Incomáti. E cá estou eu a cumprir o prometido.
Baía de Metangula. Caniços por todo o lado, onde se escondiam os jacarés que o Ten. Saltão gostava de caçar, durante a noite.
E aí vai o nosso, homem de remo em punho, mostrando como se faz. Nos velhos tempos havia a «Arte de cavalgar toda a sela», aqui para o nosso camarada Páscoa teria de mudar-se para «Arte de navegar sem motor nem vela».

Transmissões!

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Hoje caíram-me os olhos nestas fotografia. E começaram a desfilar perante eles um monte de recordações que têm esta Central Transmissora como ponto de partida.
Fiz a minha primeira guarda, neste posto, ainda antes de terminar o ano de 1962. Nesse ano aconteceram muitas coisas e muito depressa na minha vida. No princípio do ano ainda trabalhava como funcionário de uma empresa têxtil em Vila do Conde. Em fevereiro despedi-me e em março já estava a marcar passo na Escola de fuzileiros. E em dezembro já aqui estava, de G3 ao ombro, a fazer serviço de sentinela e a guardar as costas aos telegrafistas que lá dentro tratavam do serviço de rádio.
Vem-me à lembrança o Mário (Puto) Santarém a cortar uma espia de uma das antenas, com um tiro de G3, ao tentar abater uma garça enorme que lá se pousara.
E lembro-me de não fazer ideia de onde me encontrava quando, às duas da matina, me iam acordar para entrar de serviço. Só tinha 18 anos e um sono que não tinha fim. Virava-me para o outro lado e tinham que me abanar três vezes antes que eu percebesse o que se passava.
Lembro-me ainda do David (Gato) que se deixava dormir no posto e, por vezes, só ia chamar aquele que o havia de render, uma hora mais tarde do que devia. Não tinha sono e decidi continuar de serviço mais um bocadito - dizia ele quando o recém acordado olhava para o relógio e lhe perguntava porque só o acordara naquela altura.
Lembro-me de uma negrinha, não devia ter mais de 16 anos, que fez a minha estreia no mercado da carne preta.
Lembro-me do Ten. Miranda que aparecia de surpresa, a qualquer hora, sempre na tentativa de apanhar o sentinela distraído.
E lembro-me ainda do Luis Oliveira lá ter ido no ano passado tirar uma fotografia para me oferecer.
Nota: Esta fotografia em que aparece o António Azevedo (2025.64) foi tirada anos depois, talvez durante o ano de 1967.

domingo, 23 de agosto de 2009

Destroçados a Granel na Parada!
















"Saudade palavra tão triste,
Quando se esquece uma vivência.
Pela estrada agreste e longa da vida,
Queremos reviver; vida tão querida!
Com nossas memórias em decadência…"

Sei que a foto em cima foi batida na dita Radionaval bem perto da linda cidade de Lourenço Marques! Ora aqui estamos nós bem parados na parada. Dia bem chuvoso como se vê, fardados de branco que bem se vê também. Todos a granel não há dúvidas, bem pensativo e amparado ao poste estou, onde dúvidas não há.
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Agora vou simplesmente assumir que, íamos ou vínhamos de uma das paradas/desfile que fizemos lá bem perto do Comando Naval, na avenida penso, da República (foto inserida). Estaríamos nós destroçados depois de termos formado ou seria porém o inverso? Estaria eu pensativo por causa do que aconteceu ao meu irmão na Guiné ou algo diferente que só o bom Deus sabe.
São 47 anos camaradas, que nos separam desta e doutras passagens cinzentas nas nossas limitadas memórias! Aqui claro, não é de esperar que algum de vós possa desenvolver a descrição a detalhe desta foto de marujos; uma classe à parte da Briosa!
Revivam amigos esta cena minha/vossa entre muitas outras, que o nosso “Tintinaine” nos obsequeia numa constante, sem parar!
Houvera quem dissera; “é um relembrar vivo de tão saudosa vivencia!”
Vivam e revivam! Vejam e revejam! Sintam e ressintam o que vos vai na alma!
A vida é curta e o eterno é longo!
Mas Deus é Maior!
Bem-hajam!

sábado, 22 de agosto de 2009

O Serafim!

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No Algarve temos o Zézé Camarinha. Na Companhia 8 tínhamos o Serafim, mais conhecido por «Soldado Basílio». Esta alcunha era devida à sua baixa estatura, pois acho que ele era o mais baixinho da Companhia.
Lembram-se da paródia radiofónica criada pelo Raul Solnado, chamada «A minha ida à guerra»? E aquela parte onde ele dizia: Subi ao 4º andar, estava lá um soldado baixinho, chamava-se Basílio - lembram-se? Pois é daí que vem a alcunha do Serafim.
Pois como vos estava a dizer, o Basílio era tal e qual o Zézé Camarinha, tinha que estar sempre no meio das gajas. Ficava doente se não andasse sempre acompanhado de alguma. Era o que se pode chamar de "engatatão-maníaco-compulsivo".
Havia uma catraia, por acaso irmã de uma das 3 que aparecem acima, que lhe servia de refúgio quando a caça escasseava. Quando não havia outro recurso virava-se para ela, mas logo que avistava um hipotético novo alvo para as suas setas de cupido, deixava-a abandonada à sua sorte.
Era assim o nosso Basílio! Por onde andará ele agora?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Perigo, hipopótamos!

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A minha esquadra, comandada pelo Ten. Ribeiro, em patrulha no rio Incomáti. O Brandão, o Gato, o Neiva e eu próprio perdidos no meio de uma enorme manada de hipopótamos, sem medir o perigo que corríamos.
São herbívoros, não representam qualquer perigo para nós, dizia eu armado em conhecedor da coisa. Nada mais errado. Este animal, quando perturbado no seu meio natural, pode ser extremamente perigoso.
Numa das corridas, rio acima, já sem a presença do Ten. Ribeiro tomei eu conta do leme, visto ser o mais antigo. Numa viragem brusca, a alta velocidade, projectei o Zé Carlos Gato pela borda fora. Com a embalagem que levava, andei quase 100 metros antes de conseguir dar a volta e recolhê-lo. Felizmente não houve qualquer problema. A G3 tinha ficado no fundo do bote, ele manteve-se à tona de água até eu chegar ao pé dele e os "bichinhos" que andavam por ali, só com a cabeça fora de água, não lhe ligaram pevide.
Acabou tudo em bem, com o Gato todo encharcado e nós a gozar com o aspecto dele. Para nossa sorte o Ten. Ribeiro não era homem para encrencar a vida de ninguém e não me atribuíu qualquer responsabilidade pelo acontecido.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Músicos, Cantores e Assistência!

(Ezequiel, Pepe, Eleutério, Páscoa, Mocho e Jordão)

Um que toca guitarra (feita de uma lata de galão de óleo), outro que se esfarrapa a cantar para animar a audiência e os outros que se divertem á grande. Pelo menos é o que parece pelas caras bem-dispostas que apresentam.
Só tenho dúvidas se o tocador é mesmo o Pepe (Açoreano). Conto com o Páscoa para me confirmar isso.

Filho da escola do Leiria?

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O Cabo fuzileiro que podeis aqui ver em primeiro plano, é o Carlos Alberto (15486). Ia a dizer que é filho da escola do Leiria, mas não pode ser, pois o primeiro (mais antigo) dessa escola era o Lisboa (15542). Ou não?
Que eu saiba o curso do Leiria foi o primeiro com fuzileiros de raiz, mas na CF1 que fez comissão em Angola de 62 a 64, havia muitos grumetes fuzileiros, tal como o Carlos Alberto, com números abaixo do 15542. Será que foram buscá-los a Vila Franca e os meteram num curso de reconversão, enquanto corria a recruta do Leiria e restantes filhos da sua escola?
Mas também isso agora não interessa nada. Fica aqui a fotografia com um rico friso de camaradas da CF8 e entre eles o mais novinho e mais reguila pupilo da minha esquadra, o Zé Carlos (Gato). É o primeiro à esquerda, em baixo, de garrafa na mão.

Os Homens da 8!

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Continuo sem descobrir a identidade do camarada que está ao lado do Arlindo (1º à esquerda). Juraria que é da escola de Setembro de 62, mas não me lembro do nome nem do número. A minha esperança era que o Ramiro me desse uma ajuda, mas ele não é frequentador da net! Já lhe pedi o endereço de e.mail do filho e tudo, mas ele não se corta. O remédio é ir esperando que um milagre aconteça.