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domingo, 9 de maio de 2010

As discrepâncias!

Esta semana enviaram-me por mail a cópia da Revista da Armada Nº 202, de Agosto de 1988. Suponho que o objectivo era dar-me a saber o conteúdo da página 18, ou seja um artigo sobre os «Marinheiros Mortos em Combate na Guerra Colonial».
Li com toda a atenção, tanto a peça introdutória como a lista de todos os nomes ali mencionados. Como é lógico fui à procura dos nomes que conheço e que esperava ali encontrar, mas não constavam da lista. O meu interesse neste assunto divide-se em três ordens ou categorias. Aparece em primeiro lugar tudo o que diga respeito ao pessoal da CF2. Em segundo lugar, todo e qualquer um que pertença à minha incorporação na Armada, Março de 1962. E em terceiro lugar, todos os fuzileiros em geral.
Entre os nomes que aparecem na revista acima mencionada, encontrei dois filhos da minha escola, o 16607 Libânio Amorim e o 16639 Almeida Amaro. Este último não consta da Ordem de Serviço em que veio publicado o nosso Juramento de Bandeira pelo que pressuponho tratar-se de um fuzileiro reconvertido de outra classe.
Segundo o livro do Comandante Sanches de Baena, há 6 filhos da minha escola mortos em combate. A saber:
16607 - Libânio Amorim
16620 - Manuel Ribeiro
16635 - Miguel Silva
16788 - Alberto Fernandes
16839 - Vitorino Campino
16878 - José Reis
E fico a pensar com os meus botões - quem escreveu a notícia na Revista da Armada tinha maiores ou menores possibilidades de pesquisar os documentos, onde constam estas ocorrências, que o comandante Baena? Porquê tão grande discrepância?
De facto, na Revista da Armada, falam em muitos outros mortos por doença e/ou acidente, cujos nomes não aparecem relacionados. Mas será que quem morreu desta maneira não merece figurar a par com os outros, uma vez que foram as contingências da guerra que os levaram até ao Ultramar e lhes traçaram o fatídico destino?
Para além disso, iria jurar que vi o nome do 16878 - José Mariano Reis afixado no Mural dos Mortos junto à Torre de Belém. Com a avaria do meu computador perdi as fotografias que lá tirei, mas vou dar uma vista de olhos nas que publiquei em fins de Setembro do ano passado e colocarei aqui, mais tarde, um comentário sobre isso.

sábado, 8 de maio de 2010

Convívio de Fuzileiros!

Amanhã, dia 9 de Maio vai reunir-se em convívio, na Parede, o pessoal da CF10 - Moçambique 71/73. O anfitrião é o Luís, co-autor deste nosso blog. Vão encontrar-se lá alguns conhecidos, camaradas de outras comissões e filhos da escola de Março de 1962.
Se me é permitido, gostaria de chamar a atenção do Luís para os seguintes nomes que fazem parte da minha história pessoal e dos quais me alegraria muito saber notícias.
Em primeiro lugar o Tenente Bicho - Era sargento nos meus tempos de recruta e meu comandante de pelotão.
Em segundo lugar o Sargento Veloso que fez comigo duas comissões em Moçambique, na CF2 e CF8.
Em terceiro lugar os Sargentos Nascimento e Cruz, ambos filhos da minha escola e companheiros de comissões em Moçambique.
E depois os outros filhos da minha escola, Cesídio Aguiar, Mário Martins, Manuel Buínho e João Francisco Saboeiro, embora saiba que este último faleceu já há bastantes anos.
Faço votos para todos tenham um excelente dia e desfrutem da companhia uns dos outros, cimentando cada vez mais a amizade que os une.

História verídica e incrível!




Nota do Leiria:



Esta história foi-me enviada pelo Agostinho Maduro. Durante o meu dia de trabalho, perguntei-me várias vezes se a devia publicar? Porém cheguei à conclusão que esta história é merecedora de tal, porque além de ser impressionante, está amadurecida no tempo como o nosso colega Maduro está na idade. Claro que se a não a publicar alguém mais tarde o virá a fazer, e como o papel do blogue é gratuito, porquê não aproveitar e fazê-lo? É um artigo comprido mas como o tempo é todo nosso, não há desculpa para que se não leia, por isso aí vai, apreciem.
***


A Garota das Maçãs



Agosto de 1942 - Piotrkow, Polónia

Naquela manhã, o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow tinham sido levados até uma praça. Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente de tifo, que se alastrara através do gueto abarrotado. Meu maior medo era de que nossa família fosse separada.
- O que quer que aconteça, Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim, não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezasseis anos.
Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido como tal. Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador. Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grosseiras do piso. Olhou-me de cima a baixo, e, então, perguntou minha idade.
- Dezasseis, disse eu.
Ele mandou-me ir para a esquerda, onde já estavam os meus três irmãos e outros jovens saudáveis. Minha mãe foi encaminhada para a direita com outras mulheres, crianças, doentes e velhos.
- Porquê, murmurei eu para Isidore?
Ele não respondeu. Corri para o lado da mãe e disse que queria ficar com ela.
- Não, disse ela com firmeza, vá embora, não aborreça, vá com seus irmãos.
Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo. Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não fazê-lo. Foi a última vez que a vi. Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha. Chegamos ao campo de concentração de Buchenwald em uma noite, semanas após, e fomos conduzidos a uma barraca lotada. No dia seguinte, recebemos uniformes e números de identificação.
- Não me chamem mais de Herman, disse eu aos meus irmãos, chamem-me 94938.
Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo, carregando os mortos em um elevador manual. Eu, também, me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um número. Logo, meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim. Em uma manhã, eu pensei ter ouvido a voz de minha mãe.
- Filho, disse ela, suave mas claramente, vou mandar-lhe um anjo.
Então eu acordei. Apenas um sonho. Um lindo sonho. Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome. E medo. Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas barracas, perto da cerca de arame farpado, onde os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho. Do outro lado da cerca, eu observei alguém: uma pequena menina com suaves, quase luminosos cachinhos. Ela estava meio escondida atrás de uma bétula. Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém estava me vendo. Chamei-a suavemente em Alemão.
- Você tem algo para comer?
Ela não entendeu. Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em polaco. Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo meus pés, mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida. Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou pela cerca. Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer debilmente:
- Virei vê-lo amanhã.
Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer, um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã. Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos significaria morte para nós dois. Não sabia nada sobre ela. Apenas um tipo de menina de fazenda, e que entendia polaco. Qual era o seu nome? Por que ela estava arriscando sua vida por mim? A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa menina, do outro lado da cerca, trouxe-me um pouco, como que me nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs.
Cerca de sete meses depois, meus irmãos e eu fomos colocados em um abarrotado vagão de carvão e enviados para o campo de Theresiensatdt, na Checoslováquia.
- Não volte, eu disse para a menina naquele dia, estamos partindo.
Voltei-me em direcção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeus para a pequena menina, cujo nome eu nunca aprendi, a menina das maçãs.
Permanecemos em Theresienstadt por três meses. A guerra estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando, muito embora meu destino parecesse estar selado. No dia 10 de Maio de 1945, eu estava escalado para morrer na câmara de gás, às 10:00 horas. No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes a morte pareceu pronta para me achar, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado. Pensei nos meus pais. Ao menos, nós estaremos nos reunindo. Mas, às 08:00 horas ocorreu uma comoção. Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direcções através do campo. Juntei-me aos meus irmãos. Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos. Todos estavam correndo, então eu corri também. Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido.
Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as maçãs tinha sido a chave da minha sobrevivência. Quando o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida, me dera esperança em um lugar onde ela não existia. Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu.
Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica. Fui colocado em um abrigo com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Electrónica. Depois fui para os Estados Unidos, para onde meu irmão Sam já havia se mudado. Servi no Exército durante a Guerra da Coreia, e retornei a Nova Iorque, após dois anos. Por volta de Agosto de 1957, abri minha própria loja de consertos electrónicos. Estava começando a estabelecer-me.
Um dia, meu amigo Sid, que eu conhecia da Inglaterra, me telefonou.
- Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polaca. Vamos sair juntos?
Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim! Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias depois, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoa com quem marcara encontro e a sua amiga Roma. Tenho que admitir: para um encontro às cegas, não foi tão ruim. Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que faiscavam com vida.
Nós quatro fomos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e óptima companhia. Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas. Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia, gozando a brisa salgada do Atlântico e depois jantamos perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores. Voltamos ao carro do Sid, com Roma e eu dividindo o assento traseiro. Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra, sabíamos que muita coisa deixou de ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, perguntando delicadamente:
- Onde você estava durante a guerra?
- Nos campos de concentração, disse eu.
As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda. Tentei esquecer, mas jamais se pode esquecer. Ela concordou, dizendo:
- Minha família se escondeu em uma fazenda na Alemanha, não longe de Berlim. Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu papéis arianos.
Imaginei como ela deve ter sofrido também, tendo o medo como constante companhia. Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, em um mundo novo.
- Havia um campo perto da fazenda, Roma continuou, e eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias.
Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino.
- Como era ele, perguntei.
- Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto todos os dias, durante seis meses.
Meu coração estava aos pulos! Não podia acreditar! Isso não podia ser!
- Ele lhe disse, um dia, para você não voltar, porque ele estava indo embora de Schlieben?
- Sim, disse Roma olhando-me estupefacta.
- Era eu!.
Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado de emoções. Não podia acreditar! Meu anjo!
- Não vou deixar você partir, disse a Roma.
E, na traseira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar.
- Você está louco, disse ela.
Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana seguinte.Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube, sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cerca e me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, eu jamais a havia deixado partir. Naquele dia, ela disse sim. E eu mantive a minha palavra. Após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos, eu jamais a deixara partir.

Herman Rosenblat - Miami Beach, Florida 

Esta é uma história verdadeira e você pode descobrir mais sobre ele no Google. Ele fez Bar-Mitzvah com a idade de 75 anos. Esta história está sendo transformada em filme, chamado "A cerca".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Convívio de Ex-Militares!

A pedido de um dos habituais leitores deste Blog, publico este anúncio para lhe dar uma mãozinha nesta tarefa.

CONVÍVIO DA COMPANHIA DE CAÇADORES Nº. 3 GUINÉ

 Após contactos com alguns de nós, optou-se pela realização do encontro, em terras da Bairrada, na cidade de Anadia.
Assim, venho junto do meu caro amigo e ex-combatente da CCAÇ3, na Guiné, informá-lo que o encontro está previsto para o dia 22 do mês de Maio, com o seguinte


PROGRAMA
10h30 - Concentração, nos Paços do Município
11h15 - Visita guiada ao Museu do Vinho e da Vinha
13HOO - Almoço no Hotel Cabecinho, em Anadia
17HOO - Encerramento

ALMOÇO
Entradas variadas e regionais
Sopa de legumes
Cabidela de leitão
Leitão assado à Bairrada
Sobremesas (buffet)
Vinhos branco e tinto da região e champagne
Café e digestivos
Dieta: a solicitar pelo interessado

PREÇO por pessoa 30€

ALOJAMENTO NO HOTEL (NIB:003500930002208263095)

Single: 40€
Duplo: 50€

Agradeço a confirmação da presença e número de pessoas, até ao dia 18 do mês de Maio. O pagamento deverá ser efectuado para o Hotel Cabecinho (está indicado o NIB).



Com um abraço, Dias Coimbra

-contacto: joão josé (diascoimbra@gmail.com)
Tel.: 231512178 -969653401 - 917360199

A vergonha que nos envergonha...

Por Artur/Leiria
Nota: insiro este artigo do grande Sr. José de Viseu que, acho ser de interesse, não só para os benfiquistas mas para todos os portugueses em geral.
Vejam só onde chegou "a vergonha que nos envergonha". Não, nos dias de hoje, onde é mais do que necessário mantermo-nos unidos para juntos enfrentarmos os problemas políticos e financeiros que Portugal atravessa, vamos em vez disso, criar o divisionismo por causa da fanaticíssima bola! Eu diria negócio em vez do verdadeiro desporto com toda corrupção que lhe é inerente! Os adeptos ferrenhos que me perdoam, mas a verdade que sempre doeu, deve por obrigação ser exposta...
...oOo...
"Amigos benfiquistas, soube por um amigo meu (actual jogador de futebol e amigo de jogadores do Benfica) certas situações ocorridas no último jogo que gostava de partilhar com todos os sócios e simpatizantes do Benfica.
Os jogadores do nosso clube quando saíram do hotel rumo ao palco do jogo tiveram que ir deitados no autocarro cobertos por cobertores e mantas tal a violência das pedras e bolas de golf que foram brindando a comitiva benfiquista com a conivência da polícia nortenha. Aliás os sorrisos estampados nos rostos da PSP serviriam de prova suficiente a estes actos.
Os jogadores do Benfica foram trancados no balneário e o Quim para poder ir aquecer teve que arrombar a porta, senão provavelmente hoje ainda estaria preso.
O Treinador J.J. levou todos os jogadores ao Porto, aqueles que ficaram de fora do jogo tiveram que ver o jogo no balneário porque a administração do Porto alegou que não tinha bilhetes para estes, ou melhor não havendo lugar para os jogadores do Benfica que não podiam ficar no banco de suplentes a estes não restou outra opção que ficarem retidos os 90 minutos no balneário.
Acrescento ainda as imagens que todos vimos com a agravante de os Stewarts no Dragão não cumprirem a sua função de vigilância sobre os espectadores. Quem frequenta o estádio da luz sabe que se os espectadores forem injuriosos ou atirarem quaisquer objectos para o campo, banco de suplentes adversário os stewarts são bastante competentes, mandando imediatamente sentar ou mesmo retirando estas pessoas do campo. Ora no Dragão pelos visto valeu mesmo tudo!
O objectivo foi cumprido, o Benfica não ganhou, aliás o Benfica perdeu em toda a linha, perdeu o jogo, perdeu jogadores para a ultima jornada, perdeu na disputa de claques. Até nos penaltis não assinalados perdeu. Só ganhou mesmo nos cartões amarelos mostrados pelo Sr. Benquerença (o melhor arbitro Português).
O que vale é que este Domingo com ou sem arbitragens, vamos mesmo ser campeões, contra tudo e contra todos!
-- Em tempo: Esta mensagem foi-me endereçada por uma pessoa das minhas relações e em quem deposito toda a confiança."



José de Viseu

domingo, 2 de maio de 2010

Porto - Benfica (Amor e Perdição)

Nem sempre um campeão
Joga de forma a merecer jus
Neste bater de coração
Só podem festejar na Luz

A águia voou rasteira
Iam-lhe partindo a asa
Talvez fosse asneira
Festejar fora de casa

Sujeitos a contra-tempos
Ficam mais seguros na catedral
Acautelados do ciclone de ventos
Correram com eles para a Capital..

Comentando: "O Poder, a Ambição e o Egoismo!"

Devagar neste jogo do taco
De política ao desbarato
Eles vão enchendo o papo
E ainda atafulham o saco

No meio desta confusão
De eleições pelo meio
É difícil a eleição
De qualquer cão rafeiro

Porque, metendo-se na alhada
Da matilha de cães "grossos"
Ficam de juba toda ferrada
Nem sequer chegam aos ossos

Quem não tem cão, caça com gato
Quem não tem gato, fica sem caça
Quem duvidar de tal facto
De caça, muita fome passa

Esta política de trambolhões
Que nos merece pouco respeito
Já são mais os aldrabões
Que nada têm feito

Termino quase como comecei
Mas eu também sou gente
Candidatar-me não irei
Era mais um fraco presidente...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

FORTE MESMO

Só mesmo de lampiões!

Um adepto do PORTO chega a uma loja de material desportivo e depara-se com uma infinidade de camisolas de clubes de futebol.
Só não via a do seu clube. Meio acanhado, pergunta ao vendedor:
- Quanto custa a camisola do Real Madrid?
- 40€
- E a do Manchester?
- Essa custa 50€
- E a do BENFICA? - Oh meu amigo... Essa é a mais cara da loja por se tratar do melhor e MAIOR clube do mundo, e custa 100€.
Aí, o pobre arrisca:
- Você não tem aí a camisola do PORTO?
- Tenho sim. Está do outro lado, na prateleira das liquidações e custa 9,50€.
- Irra! Só 9,50€?!
- Sim, Sim...é uma promoção para liquidação de stocks, essas porcarias não se vendem...
- Então dê-me uma. - e estendeu uma nota de 10€ .
O vendedor vai à caixa registadora, coça a cabeça e meio atrapalhado diz:
- Desculpe, mas não tenho troco.
Quer levar outra camisola do PORTO para completar os 10€?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Turismo acidental!

Um turista de visita ao Malawi, sempre de máquina fotográfica em punho, foi guardando imagens e mais imagens pensando no sucesso que faria quando voltasse a casa e mostrasse tudo aquilo que tinha visto naquele fim de mundo. Uma das paragens do seu roteiro turístico era nas Ilhas Likoma. E quem diz Likoma, diz Cobué, pois não há quem não sinta curiosidade de ir dar uma espreitadela no país ali ao lado, Moçambique, para constatar se aquilo que se ouve pelo mundo fora é ou não verdade.
E, como toda a gente sabe, o interior de Moçambique vive no maior atraso e abandono que se possa imaginar. Sendo assim, o único ponto de interesse que o nosso turista acidental resolveu adicionar aos seus troféus fotográficos, foi este:

Igreja do Cobué (Incendiada e destruída durante a guerra civil pós-independência)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma oferta do Virgílio!

E esta, hem? Respeita-se?

VALORES E CONHECIMENTOS

“ Lembrando que, segundo a Constituição Portuguesa ninguém pode ser beneficiado, privilegiado ou privado de qualquer direito (…) em razão de instrução ou condição social ”.

Para Memorizar...

ARMADA

Dia 20/03/1863, a Marinha de Guerra Portuguesa, passou a ter a ilustre, digna e mui nobre divisa:

(A PÁTRIA HONRAI QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA)

Portaria do Ministério de “Mendes Leal”.

A grande finúria de Sócrates... à Portuguesa!

INFORTÚNIOS
Se todos os nossos infortúnios fossem colocados juntos e, posteriormente, repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito felizes se pudéssemos ter apenas de novo, os nossos!
(Filósofo Grego: Sócrates)

Quantos zeros serão precisos para verificar o peso da consciência de alguns?

QUANTO PESA O UNIVERSO?
Somando a massa de tudo o que pode ser visto no céu, os cientistas concluíram que o Universo pesa, aproximadamente e, em toneladas, uma massa representada por algo como o número 1 seguido de 50 zeros.

Para reflectir um pouco...

NORBET ELIAS (1897-1990)
É um dos nomes máximos da moderna sociologia. Alemão de origem judaica, foi obrigado a exilar-se em França e depois em Inglaterra durante o período nazi. O seu maior contributo terá sido a tese de que todas as transformações políticas de envergadura, implicam modificações profundas nos comportamentos e atitudes morais.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Apelo desesperado... convívio da C2F

Oh gente, não percamos a alma
Sem ela, oh pobre coração
Que faz perder a calma
À zelosa organização

Pois, com a nossa idade
Amigos, pouco tempo nos resta
De termos uma oportunidade
Para fazermos nova festa

Mais uma vez, oh Marinheiros
Prontos para dar o mergulho
Porque a Comp.Nº2 de Fuzileiros
É o símbolo do nosso orgulho

Juntemos as vozes e os braços
A alegria e a forte ansiedade
Porque todos os nossos cansaços
Não toleram a desculpa da amizade

Para a frente é o destino
Para nós não há barreira
Sentiremos de novo o som do Hino
Como quando Juramos Bandeira...

Arrogância dos jovens de hoje...

...oOo...
Essa é uma homenagem à turma de cabelos brancos.

Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.
"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, homens caminhando na Lua. Nós temos energia nuclear, carros eléctricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e." - Fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens por que estávamos ocupados em inventa-las. E você, um arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?
Foi aplaudido ruidosamente, de pé!

O tamanho do cabelo no serviço militar...

Fui e sou adepto do cabelo curto. Hoje, por força da calvície que se apoderou da minha tola, continuo mais adepto ainda...
No serviço militar nunca fui advertido por causa do cabelo.
O cabelo mais comprido do mundo pertence a um tailandês de 88 anos, chamado Yi Seng-la, que vive na aldeia de Chiang Mai, no Norte da Tailândia. O cabelo do velhinho mede nada mais nada menos que cinco metros de comprimento.
O antigo recordista, que figurava no Livro de Guiness de Recordes, era seu irmão, Hoo Sateow, dono de uma cabeleira de 5, 15 metros. Hoo faleceu no dia 21 de Agosto de 2001, deixando o título de recordista para o seu irmão mais velho.

(Se na Marinha fosse autorizado tal comprimento de cabelo as tranças serviriam de amarras!)

Uma questão de celibato...

A propósito dos ataques feitos aos Padres e à Igreja sobre a pedofilia:
Aconteceu há alguns anos, em África, numa missão onde os missionários estavam a começar a primeira evangelização. Os velhos nativos da aldeia não tinham a menor ideia de que os padres não casavam. Na saudação que faziam, quando encontravam os padres, sempre perguntavam pela mulher e pelos filhos. Os missionários mais antigos respondiam que estava tudo bem e os velhos ficavam contentes e seguiam o seu caminho.
Num belo dia em que um dos velhos foi à missão vender ananás, lá fez a costumada pergunta pela mulher e pelos filhos. O padre encheu-se de fervor e zelo e começou a explicar o que era o celibato. Nesse preciso momento sai do interior da missão uma irmã missionária. O velho olhou-a, abanou a cabeça e respondeu ao padre:
- Bem me parecia que me estavas a enganar...

domingo, 25 de abril de 2010

Lembrando o nosso filho da escola: O Pencones!

Este apelido do tempo militar surgiu, porque o nosso amigo tinha um nariz demasiado grande para a sua estatura.
Então, era apelidado de: pencones, pencudo, penca, piriscópio, narigudo ou narizudo, etc, etc.
O apelido que vincou e ficou foi o de: PENCONES!
Hoje, desfolhando algumas velharias alfarrábias e querendo mandar algo para dar que fazer aos olhos... encontrei outra definição. Não sei, francamente se ela é válida como "calão ou gíria" mas, fica ao vosso critério a descoberta desse nome: Rinofima!?
O que é isso? Bem - em medicina - é um nariz muito comprido que faz lembrar a tromba de um elefante.
ATVerde