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terça-feira, 15 de junho de 2010

Instituições e Modelos Institucionais

Todos sabemos que uma sociedade, seja ela de que modelo político for, é composta de muitas e variadíssimas instituições. O seu nome é-lhe conferido consoante as prestações de serviços ou logística que efectivamente desempenham. Vou mencionar algumas por achar demasiado longo enumerar quase todas elas.
Teremos a Assembleia e Junta de Freguesia que, embora com funções diferentes, procuram aliar-se em sintonia a fim de poderem dar despacho às obras e serviços da povoação que as elegeu. A Assembleia delibera e a Junta executa, mostrando assim que não podem gerir e elaborarem de costas voltadas.
Nas Assembleias e Câmaras Municipais o procedimento baseia-se na mesma teoria e, pô-lo em prática significa obedecer às normas estabelecidas para a conclusão do que foi aprovado.
Na Assembleia da República o critério é semelhante, apenas com algumas diferenças, porque o governo pode tomar algumas iniciativas e decisões sem precisar da aprovação da respectiva Assembleia.
Todas as instituições, em princípio, são constituídas por assembleias tendo estas de respeitar os estatutos nelas regimentados, explorando os seus conteúdos funcionais, face a diferentes escalas institucionais.
Além daquelas que já mencionei existem muitas outras que variam um pouco no modelo, criando para si os princípios adequados e próprios.
Nestas diferenças, poder-se-ia vislumbrar por exemplo, uma reflexividade relativa ao estado, à religião, à família e à sociedade, mas isto são preconceitos que dizem respeito às próprias instituições!
As escolas, os postos médicos, os hospitais, os bombeiros, os asilos e as diversas associações espalhadas pelo território nacional, alguns destes organismos com uma certa autonomia, funcionam estatutariamente ou de fórmulas acordadas por si mesmas.
Porém, o carácter servil e humanitário de todas as instituições nacionais contribui necessariamente para o bem comum da sociedade, do país e daqueles que nos visitam.
Todavia, reconheço a necessidade de se proceder a certas remodelações de modo a poderem ser mais eficazes nos seus préstimos, mais actualizados e funcionais.
Neste último aspecto que frisei, não deixaria de fora a ideia da remodelação e melhor aperfeiçoamento dos tribunais e, claro está, da maltratada justiça que funciona quase ou completamente à deriva.
Este pobre apontamento aqui mencionado, refere-se ou relaciona-se com os respectivos comentários do Carlos e do Agostinho Maduro e porventura, outros que venham juntar-se no Blogue.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Questão do Véu

Através da história, o elemento mais fortemente identificativo de uma cultura nacional sempre foi a Religião. A cultura de um povo, ou de um conjunto de povos, integra, certamente, outros elementos, mas foi e ainda é, quase sempre, o mais vinculativo. Trata-se de um elemento tão forte que, não poucas vezes, Cultura e Religião se identificaram e se confundem.
No mundo dito ocidental, ou de influência ocidental, esta identificação é hoje cada vez menos visível. Bem pelo contrário, o movimento é de contínua ruptura. O processo tardio de uma laicidade sadia e enriquecedora acabou por dar lugar a um laicismo cada vez mais agressivo e destrutivo. Mesmo assim, o peso da herança religiosa na vida social e colectiva ainda está vivo, e vivo continuará. Basta ter em conta o número de festas religiosa que dão nome e justificam grande parte dos feriados portugueses.
Ao contrário do que aconteceu e acontece nas sociedades ocidentais, pode dizer-se que nos países islâmicos a identificação entre Cultura e Religião tende a recuperar, senão mesmo a aumentar, o peso que já teve no passado. Em muitas dessas sociedades, o poder político é dominado pelo clero; o texto base da organização política é o livro do Corão; o sistema penal é a "sharia". Hábitos e costumes, desde a alimentação ao vestuário, são fortemente condicionados ou limitados por critérios religiosos.
Vem isto a propósito do que está acontecendo nalguns países europeus, a pretexto da chamada "questão do véu". A França, a Bélgica, a Holanda, a Alemanha e o Reino Unido, entre outros, acolhem, por via de imigração "generosa", fortes comunidades islâmicas, cujos membros já usufruem, quase todos, da nacionalidade do estado que os acolheu. Independentemente do país de onde vieram, todos eles têm aproveitado a riqueza e os privilégios da sua nova "casa", sem, aparentemente, fazerem qualquer esforço visível pela sua integração nas novas comunidades em que se instalaram. O espírito de tolerância que encontraram permite-lhes não usufruir apenas de uma liberdade religiosa total, mas continuar a viver sob os moldes culturais em que sempre viveram, incluindo no que toca ao vestuário feminino. Os "niqabs" e as "burkas" vêm-se multiplicando nos espaços públicos das cidades europeias, e isso aconteceu, surpreendentemente ou não, depois do 11 de Setembro de 2001, sugerindo uma espécie de tentativa de afirmação ou cultural que é, no mínimo, corajosa, mas pode trazer alguns perigos.
Invocando motivos, nem sempre coincidentes, e sob pressão de grande parte da opinião pública, os governos dos diferente países estão a dar sinais, cada vez mais visíveis, de caminharem para a proibição da utilização pública de um tipo de vestuário que tapa a face de quem o usa. Além de outras, são duas as razões mais invocadas: uma, que se escuda nas ameaças à segurança, e merece toda a compreensão; outra, que invoca o princípio da laicidade do Estado e é, pelo menos, muito discutível.

Desculpar Reciprocamente

"República e Igreja com rigor histórico – Comemorações do centenário, em 2010, poderá ser uma boa ocasião para se ler e interpretar culturalmente as relações Igreja-Estado legitimamente separados”.
A história poderá tirar a limpo a polémica “questão religiosa”. Não foi fácil gerir a questão religiosa, na 1ª República. O seu fracasso também se deve à polémica entre defensores da República e apóstolos da natureza da Igreja.
A crispação de parte a parte extremou posições. De um lado, poderá ter havido quem se agarrasse ao clericalismo na defesa do indefensável, como, do outro, não faltou o anti clericalismo.
Falta serenidade histórica, para, cem anos depois, podermos tirar a limpo acertos e desacertos de uns e de outros, para o bem e a paz entre todos.
Ao abrir o recente congresso sobre o padre António Vieira, o reitor da Universidade Católica, Braga da Cruz, defendeu que “seria justo se o Estado português pedisse desculpas aos jesuítas na celebração do centenário da República” que se assinala em 2010. Concretizou: o pedido de desculpas não seria “um gesto de reconciliação mas de reconhecimento pelo que os jesuítas têm feito pela cultura portuguesa”.
Também na Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal encomendou a vários “historiadores um estudo sobre as ordens e congregações na 1ª República, para assinalar o primeiro centenário da sua expulsão pela República”.
Vale a pena ainda lembrar que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) da Igreja Católica promove, de 2008 a 2011, um ciclo de reflexão sobre a identidade portuguesa, que passará, entre outros, pelas celebrações do centenário da República, no nosso país. Centenário que é assumido como “oportunidade para pensar Portugal: os seus fundamentos, os seus traços maiores e referenciais, mas também no seu viver de agora”. Para D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, aquele ciclo procura “reflectir sobre identidade portuguesa”, não apenas por causa dos acontecimentos de 1910, mas recuando até às invasões francesas, há 200 anos, “que trouxeram impacto da contemporaneidade a Portugal”.
Para o padre e poeta Tolentino Mendonça, director do SNPC, a comemoração dos cem anos da República é para compreender o passado, mas também, e sobretudo, “dizer como estamos nós agora”. Clarifica: para a Igreja, “mais do que pensar qual foi a situação há 100 anos atrás, importa perceber qual o seu lugar hoje, o contributo que oferece numa sociedade aberta e democrática”.
A seu tempo, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga defendeu que, em relação ao centenário da República, em Igreja, “devemos estar presentes para que a interpretação dos acontecimentos seja exacta”.
Na sua opinião, em Igreja, “esta data não pode passar despercebida e necessitamos de, serena e desapaixonadamente, sintonizar com a heroicidade dos pastores e cristãos daquela época para crescermos no amor à Igreja na actualidade”.
Cem anos depois, ainda não se dissiparam as suspeitas mútuas entre a República e a Igreja. (JN 23.11.2008)
“Apraz-me referir que em todos os sectores políticos, religiosos, étnicos e outros, existiu e possivelmente irá continuar a existir a diversidade de ideias e paixões que a sociedade não conseguiu ainda harmonizar com uma tolerância de entendimento mútuo e fraternal de apaziguamento”.

domingo, 13 de junho de 2010

O discurso, na íntegra, de António Barreto no 10 de Junho


Algumas teias de aranha limpas no Dia de Portugal, pelo desassombrado discurso de António Barreto.

Ainda não me convenceram.

Para além do esclarecido - mas tardio! - Discurso de António Barreto, a quem (suspeito) se deve, em exclusivo, a presença dos ex-combatentes na cerimónia do 10 de Junho, a maioria da classe política que nos vem governando manteve-se à margem do reconhecimento do sacrifício daqueles que a Pátria mandou combater.
Depois de andarem mais de trinta anos a inculcar no espírito dos portugueses o sentimento de que os combatentes de África encarnam o odioso daquela guerra prolongada e dolorosa, a elite política que emergiu do 25-A, está longe - até por estratégia ideológica de reconhecer que aqueles que combateram o fizeram em nome de Portugal.
Importa saber, em igual plano, se daqui a alguns anos, com outros ventos históricos, se para os militares oram mandados para o Afeganistão, Bósnia, Kosovo e para outros destinos de conflito armado, não vai ser transferido o ferrete de terem participado em guerras injustas.
Tarde, mas António Barreto - que até se eximiu ao cumprimento do dever, e mais insuspeito se qualifica -, soube chegar ao âmago da questão ao vincar, de forma bem veemente, que sendo os Governos a decidirem as guerras (justas ou injustas), os militares cumprem o seu desígnio, mas lutam em nome da Pátria e não de governos ou políticas.
E é dela, da Pátria, que os combatentes se sentem credores do respeito que lhes é devido.
E que, até agora, lhes tem sido regateado!...

Eis o notável discurso de António Barreto (36 anos depois do 25 de Abril!) nas cerimónias do 10 de Junho, em Faro:

O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX. Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde os inícios do século XX até à actualidade. Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português enviado para Flandres, na 1ª Grande Guerra Mundial, nem das forças que, no mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu a 14 de Dezembro de 2002. Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses. Só a partir de finais dos anos 1950 os soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro no então Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos nossos aliados da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Antigos Combatentes ou Veteranos, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser. Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado. Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. Na verdade, em todos os episódios de guerra referidos e noutros mais, há fenómenos de natureza diversa. Houve decisões políticas de carácter exclusivamente nacional, mas também houve actos de colaboração em missões multinacionais, como houve decisões estratégicas colectivas das alianças de que Portugal é membro. Também conhecemos decisões políticas tomadas em vários quadros: com e sem legitimidade democráticas, com e sem referenda parlamentar. E até, finalmente, situações em que o Parlamento fica aquém daquela que deveria ser a sua função. Com efeito, a Constituição e as leis não obrigam, infelizmente, a que as missões no estrangeiro sejam aprovadas pelo Parlamento. Apenas admitem o “acompanhamento do envolvimento” militar no estrangeiro, o que nem sempre é rigorosamente cumprido. A análise destas diferenças pode ser importante do ponto de vista político, histórico e intelectual. Mas, no plano do reconhecimento de um povo, do respeito devido e do esforço do soldado, essas distinções são secundárias ou inúteis. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram ou tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido. Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. Pelo sacrifício, pela duração e pelas implicações políticas, as guerras do Ultramar foram evidentemente as que mais marcaram as gerações das últimas décadas. Mas, ao longo dos trinta anos de democracia e de compromissos internacionais, muitas centenas ou milhares de cidadãos portugueses estiveram presentes em teatros de guerra e em missões de protecção da paz ou de mediação. Novos sacrifícios foram feitos, vidas foram interrompidas, carreiras e famílias suspensas. Todos esses militares, os de Luanda ou do Líbano, os da Guiné ou da Bósnia, merecem o nosso respeito. São antigos combatentes. São Veteranos. São soldados que cumpriram os seus deveres e que, com excepção dos que tenham moralmente abusado das suas funções, merecem a nossa homenagem. Não há lugar, não deve haver lugar para diferenças entre esses Veteranos. Não há Veteranos melhores ou piores do que outros. Não há Veteranos que mereçam aplauso e Veteranos a quem se reserve o esquecimento. Não há Veteranos ou Antigos Combatentes fascistas ou democráticos, socialistas ou comunistas, reaccionários ou revolucionários. Não há Veteranos de antes ou de depois do 25 de Abril. Não há Antigos Combatentes milicianos ou de carreira ou contratados. Há Veteranos e Antigos Combatentes, ponto final! É o que nós lhes devemos. Nós, todos, os que fizeram ou não, os que concordaram ou não com as guerras, sem distinção de época, de governo ou de cor política. Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. Em cada momento, em cada conflito, houve quem tivesse ideias diferentes e se opusesse à intervenção militar. Uns, mesmo nessas condições, cumpriram as ordens oficiais, outros recusaram-se. Por oportunidade, por convicção política, por uma interpretação diferente do interesse nacional, houve refracção e objecção. Em certos casos, pensava-se que as operações militares não tinham sido referendadas pelo povo soberano ou eram contrárias à ética e ao interesse nacional. Noutros casos, faltava o assentimento parlamentar. Aliás, o acompanhamento parlamentar do envolvimento militar é deficiente, apesar de estatuído pela Constituição. Houve soldados que combateram sob um regime autoritário, outros em regime democrático. Houve soldados que combateram integrados em forças nacionais, outros em forças aliadas ou internacionais. Como houve soldados que, de outras origens étnicas então e tendo hoje nacionalidade diferente, serviram nas Forças Armadas portuguesas. Em 1974, jovens militares decidiram derrubar o regime autoritário e dar uma oportunidade à democracia. Outros tentaram estabelecer um novo regime político que eventualmente limitaria as liberdades. Outros ainda ficaram independentes e equidistantes. Enquanto outros, finalmente, teriam preferido continuar sob o regime anterior. Prefiro os primeiros, os que ajudaram a fundar o Estado democrático. Mas, pelo sacrifício das suas vidas e pelo cumprimento dos seus deveres, respeito-os todos. Qualquer guerra ou envolvimento militar é controverso e suscita opiniões diversas e contraditórias. É assim no Afeganistão ou no Iraque. Foi assim no Ultramar. Como também na Flandres, nas Linhas de Torres ou em Aljubarrota. Essas divergências podem ser legítimas e compreensíveis. Traduzem ideias, interesses, convicções e doutrinas diferentes. Assim como versões diversas do interesse nacional. Mas isso não justifica a ausência de respeito por aqueles que combateram, que correram riscos, que ficaram feridos ou deram a sua vida. As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito. Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. É possível que o comportamento do Estado, a atitude de políticos e os sentimentos de cidadãos para com os militares sejam determinados, em parte, pela avaliação que se faz do modo como deram ou retiraram apoio a certos dirigentes e a certas formas de regime. Não se nega o facto. Mas, perante o antigo combatente, recusa-se o juízo de valor. Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.

Obrigado, António Barreto!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Degradante Miséria Moral

Leonardo Da Vinci legou-nos, entre outras maravilhas do seu talento, uma obra admirável intitulada "Santa Ceia" representando a última Ceia de Jesus com seus discípulos.
Da Vinci pensou em representar no rosto de Jesus a bondade e o amor. Procurou um modelo para o seu trabalho. Depois de tanto buscar, encontrou num coral religioso um jovem de rosto belo e sereno semelhante ao rosto de Jesus. Convidou-o então para ser o modelo de Jesus no trabalho que pretendia realizar.
O jovem acedeu e passou a ir várias vezes ao atelier de Leonardo, que observou atentamente o jovem fazendo vários esboços. E a figura de Jesus ficou belíssima.
Da Vinci pretendia ainda outra coisa. Queria também representar a figura de Judas, que traíra Jesus. A sua obra estava quase pronta, mas a dificuldade era não encontrar alguém que representasse a figura sinistra de Judas, como ele a imaginara.
O seu trabalho esteve parado três anos até que o Cardeal responsável pela obra começou a pressionar o pintor para que o concluísse.
Leonardo procurou o modelo por caminhos sórdidos de delinquência e vício. Visitou cadeias e tascos nauseabundos de embriagados. Depois de tanto procurar, encontrou um jovem envelhecido, esfarrapado e sujo. "Está aqui um rosto sinistro de Judas" pensou. E ordenou aos seus auxiliares que lhe levassem aquele homem para o seu atelier.
Da Vinci viu no rosto daquele infeliz os sintomas da miséria moral semelhantes ao rosto do traidor. Ao despertar da sua sonolência alcoólica, o jovem olhou o quadro incompleto com espanto e tristeza e disse: "Eu já vi este quadro!"
"Quando?" - Perguntou Leonardo.
"Há três anos atrás, quando me convidou para ser o modelo de Cristo. Era um jovem cantor, cheio de sonhos e comportamento irrepreensível. As más companhias e as tentações do mundo atiraram-me à valeta da vida."
Quantos jovens se assemelham a Jesus, vivendo como Ele viveu, amando como Ele amou. Mas a droga, o alcoolismo, as más companhias levam à ruína moral que tantas vezes termina na prisão, no hospital ou na morte.
Estou a lembrar-me do Valdemar (se não for ele que me perdoe) que, se não tivesse deixado as bebidas alcoólicas, possivelmente teria morrido ou não teria a saúde de que hoje beneficia. Como ele, tantos outros e muito piores ainda.
Aqui fica este apontamento, quer sejamos religiosos ou não, olhando ao começo do respectivo texto, para reflectirmos um pouco sobre as contingências que a própria vida nos proporciona, através de emboscadas e ciladas constantes quase sem nos apercebermos.
Saudações amistosas!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Russa processa avião por danificar silicone com turbulência!

Uma modelo russa não está pelos ajustes: vai processar a companhia aérea Swiss Airlines porque diz que o implante de silicone que colocou nos seios foi danificado durante um voo marcado pela turbulência.
Iren Ferrari, 29 anos, queixa-se que as oscilações do avião, durante uma viagem entre Moscovo e Zurique, fizeram com que batesse com os seios no banco da frente. Ao ‘The Sun’, Ferrari diz que o incidente representou “uma forte colisão” que vai agora implicar a substituição dos nove quilos de silicone que implantou.

- "Doeu muito", desabafou ao jornal britânico.
A modelo, conhecida na Rússia pelo seu voluptuoso peito, pede agora à Swiss Airlines 99 mil euros para avançar com a operação.

Viver na rivalidade!

Para todos aqueles que apreciam a nobreza do carácter.
Muita gente não sabe viver na rivalidade: com os rivais do seu grupo desportivo, com os atletas competidores, com colegas que trabalham na mesma empresa, com estudantes da mesma escola, etc. É gente que não sabe perder: que não tem a humildade de aceitar a derrota e reconhecer o valor dos outros, e que recorre a atitudes agressivas por palavras ou actos, como nos tem mostrado a televisão e os jornais, tantas vezes. O exemplo que vou apresentar é uma lição extraordinária de humildade e de convivência na rivalidade que merece, certamente, o consenso na perfeita apreciação dos leitores deste Blogue.
Muita gente conhece – talvez mesmo sem os ter ouvido – os dois magníficos tenores espanhóis Plácido Domingo e José Carreras.
Plácido é madrileno e Carreras é catalão. Por razões políticas, tornaram-se inimigos. Contratados para cantarem em todo o mundo, exigiam sempre que o seu adversário não fosse contratado para a mesma actuação.
Em 1987, Carreras foi atingido por um inimigo terrível: uma leucemia. Foi horrível a luta que o obrigou a diversos tratamentos e a um transplante de medula. Teve de ir aos Estados Unidos da América mensalmente, fazer tratamentos. A sua fortuna, embora elevada, esbateu-se rapidamente.
Nesta fase de dificuldades financeiras, soube que havia sido criada em Madrid uma Fundação para amparar os doentes com leucemia. Com a ajuda dessa Fundação, Carreras venceu a doença e continuou a cantar. Com o produto que começou a ganhar fez-se sócio da referida Fundação. Ao ler os estatutos, descobriu que o fundador e presidente dessa Fundação era Plácido Domingo. Soube também que o seu adversário criara a Fundação para ajudá-lo. Plácido manteve-se no anonimato para não humilhar o cantor rival.
Foi profundamente comovente o encontro dos dois. Carreras surpreendeu Plácido Domingo num concerto em Madrid e interrompendo a actuação, subiu de novo ao palco, ajoelhou-se a seus pés, pediu-lhe desculpas e agradeceu-lhe publicamente, recebendo pelo gesto de hombridade a mais calorosa e apoteótica salva de palmas dum público em lágrimas.
Plácido ajudou-o a levantar-se e, num forte abraço, selaram o início de uma grande amizade, que permitiu que cantassem no mesmo concerto juntamente.
Mais tarde, uma jornalista perguntou a Plácido a razão por que criara aquela Fundação para um adversário.
Plácido respondeu: “Porque uma voz como aquela não podia perder-se”.
Bela história de nobreza exemplar para todos aqueles que não reconhecem o valor e o mérito dos adversários e não procuram atempadamente a necessária reconciliação de Paz!
Com um fraternal abraço do,
Agostinho Teixeira “Verde”

Bufarda - Atouguia da Baleia - Peniche

Tal foi a Bufarda
Em Atouguia da Baleia
Meteram um militar
Na urna sem farda
Trocado por pedras e areia

Impensável, certamente
Que, 42 anos passados
Tenha havido imberbe gente
Que não dignificou os soldados

Haja, pois, mais respeito
Tirem-se as devidas ilações
Que provocam fraco efeito
Para as novas gerações

Julguem-se os responsáveis
Nesta justiça que tarda
De urnas sem cadáveres
De militares sem farda

De bufarda em bufarda
Acabe-se com essa ralé
Porque os homens da espingarda
Foram militares de boa-fé

Preste-se a devida homenagem
Aos que tiveram menos sorte
Honrem-se com vassalagem
Os que tombaram na morte

Que descansem eternamente
Na sepultura como seu beliche
Deixem em paz a boa gente
Das lindas terras de Peniche…

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O TRISTE MANUEL ALEGRE (COM A DEVIDA VÉNIA)‏

 Presidenciais
Alegre ameaça processar quem põe em causa o seu serviço militar. O candidato presidencial Manuel Alegre divulgou, terça-feira, no seu site, o registo de cumprimento do seu serviço militar e adiantou que irá processar judicialmente quem, a «coberto do anonimato», tem levantado dúvidas sobre esta matéria!
«Para conhecimento de quem estiver interessado, divulga-se o registo do serviço militar de Manuel Alegre de Melo Duarte, que pode ser confirmado pelas entidades competentes, nomeadamente o Estado Maior do Exército», refere uma nota publicada no site http://www.manuelalegre.com/ Na parte final da nota, após serem enumerados todos os passos da carreira militar de Manuel Alegre, «nomeadamente em África e em situações de combate», a candidatura do ex-vice-presidente da Assembleia da República deixa um aviso aos sectores que têm levantado dúvidas sobre este período da vida de Alegre. Manuel Alegre «não tem nada a esconder, ao contrário dos cobardes que espalham calúnias a coberto do anonimato e contra os quais não deixará de agir judicialmente», refere a nota.

Exmo Senhor Manuel Alegre de Melo Duarte:
Mais do que conhecida criatura portuguesa, principalmente por meio das designações como Manuel Alegre, Poeta, Radialista, Advogado(?), ex-Deputado, ex-Vice-Presidente da Assembléia da Republica, co-fundador do Partido Socialista, (novamente) Candidato a Presidente da Republica de Portugal e tantas outras coisas mais, que não vem agora a importar muito para a lide em questão. Apresentando desde já os meus respeitosos préstimos, que não cumprimentos a Vossa Senhoria, começo por desde já dizer-lhe, meu Caro, que jamais posso ser incluído no rol daqueles portugueses que, descaradamente e ,em jeito de arruaça propagandística eleitoreira, desafia e apelida de ‘cobardes’, por se esconderem detrás do onimato, porquanto eu sou um cidadão nascido em , no dia 17 de Janeiro de 1962, que tem documento de cidadania
portuguesa com o numero de bilhete de identidade 6266610, emitido pelo arquivo de identificação de Lisboa e fui registrado com o mesmo nome que até hoje ostento, e não o mudei nem mudei de sexo, aproveitando alguma das leis que Vossa Senhoria fez o grande favor de empenhadamente trabalhar na Assembléia da Republica, nas suas horas vagas em que por lá se passeia, pago pelo dinheiro de todos nós que pagamos impostos ou seja, quem está a escrever-lhe esta missiva é, nada mais nada menos, que José João Massapina Antunes da Silva, um cidadão livre, como qualquer outro cidadão português e com os seus deveres fiscais em dia. Portanto, muito mal vai Vossa Senhoria no início da caminhada a uma candidatura presidencial, em que se apresenta mascarado de candidato supra partidário, embora o ar se  sinta empestado com a sua conotação política, quando começa desde logo por atacar os portugueses que não confiam em si, e jamais gastariam um euro para o ajudar sequer a chegar a casa de transporte publico, se lhe tivessem fanado a carteira nalguma reunião, ou esquina de boteco, ou nalgum descuido na pesca do robalo lá para as bandas do centro de Portugal, ou numa caçada aos ‘gambuzinos’ no Alentejo. Cada um faz como melhor entende, mas ao caminhar esta estrada, não lhe vislumbro grandes êxitos no curto prazo da sua vida política, no entanto Vossa Senhoria melhor decidirá, sem que no entanto não deixe de lhe deixar uma opinião, pela qual não paga nada, e que no meu modesto entendimento deveria começar por respeitar todos os portugueses por igual, tanto aqueles que em si confiam, como aqueles que de si só reservam muito más lembranças de um passado que deveria ser para esquecer, só que muitos daqueles que viveram esse passado jamais se vão libertar desses fatos tristes das suas vidas. Fatos em que Vossa Senhoria, tem participação efetiva, e pelos piores motivos, que depois passarei a enumerar, e tal como já lhe referi, o vou fazer sem qualquer temor, pois ‘cobardolas’ deve ser Vossa Senhoria, que ataca sem ver a quem ataca, como se fora cego a disparar a esmo o seu desespero e angustia de ter atrás de si um passado que não pode renegar, e muito menos mudar, pois ele está indelevelmente escrito, vivido e guardado para toda a posteridade, quanto mais não seja nas memórias de muitos que infelizmente consigo conviveram. Pauto a minha vida por olhar de frente para os homens, e nunca os medi aos palmos, por isso para mim, tanto valor tem um homem de 1,95 m, ou outro de 1,52, me dá igual a sua cor de pele, ou se os cabelos são loiros ou pretos ou se é careca, ou barbudo. Agora o que também faz parte da minha forma de ser, estar e viver, é: nunca, jamais deixar de responder a um desafio ou a uma ameaça, e desde já lhe posso dizer que NÃO TENHO MEDO DE NINGUÉM, E MUITO MENOS MEDO DE SI E DAS SUAS AMEAÇAS, pois um homem é um homem, e um bicho é um bicho, e estamos cá é para isto, para viver, e não para nos acobardar perante qualquer ‘pilantra’ que nos surja no caminho armado em pavão cheio de penas, mas com o rabo preso a um passado que tenta vir agora justificar... E posto que me excedi, nesta minha explanação inicial, para que Vossa Senhoria não possa ter a mais insignificante duvida, que não o vou respeitar enquanto homem, porque entendo que Vossa Senhoria não merece qualquer respeito enquanto tal, e muito menos vou acatar a sua ameaça de que quem falar de si terá que se entender consigo, pois também desde já lhe digo que vou falar de si muito mais do que Vossa Senhoria desejaria, e que eu mesmo pensaria ter paciência de falar, atendendo a sua mais do que manifesta insignificância terrena. Vamos lá então finalmente a ver, se o pessoal se entende cá com Vossa Senhoria, em todos os capítulos, para que fiquemos de uma vez por todas devidamente entendidos, pois se existe coisa que detesto na vida é mal entendidos. E quanto a heróis, como muito em sabe; os cemitérios estão pejados deles, e não o estou a ver como valendo grande coisa sequer para alimento das minhocas... Eu, José João Massapina Antunes da Silva sou um dos que o tem atacado nos mais variados locais possíveis e imaginários, assinando sempre com o meu nome próprio, porque não utilizo em local algum pseudônimo para me esconder, porque nunca o fiz, nunca o faço e nunca o farei, uma vez que sempre assumi tudo aquilo que digo e escrevo, com total frontalidade. Obviamente que o tenho atacado verbalmente mas de modo leal e o mais frontal possível porque considero que Vossa Senhoria não é digno de ser algum dia o mais Alto Magistrado da Nação chamada de Portugal, e muito mal andariam os portugueses se assim o designassem, e mais lhe digo que penso pela minha cabeça, não sou influenciado nem por A ou por B, e até me dou ao luxo de ser irmão de um membro da sua Comissão de Honra, ou Comissão de Candidatura, ou lá ou o que lhe queira chamar, e não seria por isso, e muito menos seria por causa disso, que lhe deixaria de zurzir uma valentes pauladas verbais, para o colocar no seu devido lugar, que não deveria ser sequer como Deputado da Nação, mas sim como mero cidadão, obrigado a cumprir os seus deveres e direitos como qualquer outro português digno desse nome. Deve ser realmente por causa da sua falta de dignidade e caráter que Vossa Senhoria tem sido um dos mais privilegiados desta Nação desde a épica Revolução de 1974. Vossa Senhoria diz, e muito bem, que em Agosto de 1961 foi incorporado no serviço militar obrigatório. E eu lhe pergunto desde já, o por que de tamanha admiração, e justificação da sua parte para esse facto, pois quem seria Vossa Senhoria para se assumir como exceção a regra da época. Todos os jovens da sua geração o tiveram que fazer, e ninguém que eu tenha conhecimento até ao dia de hoje, questiona esse facto inquestionável das suas vidas. Seguiu a sua vida militar, e daí também ninguém o questionou se foi soldado raso, ou se chegou a cadete, depois Aspirante, Oficial Miliciano e por ai afora, e até quem sabe podia ter chegado a Major ou até mesmo a General que nem o seu amigo, ex-chefe de rede bombista, e depois de limpa a sua ficha pelo seu outro grande amigo Mario Nobre Soares, transformado em Comendador Otelo Saraiva de Carvalho, e a que só já lhe falta ser colocado no dia do juízo final, no Panteão Nacional ao lado da Amália e dos reis, ou até quem sabe nos Jeronimos ao lado de Camões, Pessoa, e Vasco da Gama. Seguiu viagem para cumprir os seus deveres militares para Angola, como poderia ter seguido para a Guiné-Bissau, Moçambique, ou outra qualquer das colônias onde existia palco de guerra e militares portugueses destacados, ou esperava que o tivesse colocado a guardar lapas na guerra das Berlengas, ou da Ilha do rato em frente ao Lavradio-Barreiro. Diz que o seu pelotão recebeu missões para realizar escoltas e tudo o mais o que seria normal num palco de guerra, porque obviamente Vossa Senhoria não estaria a espera de se deslocar para a Guerra Colonial para ir banhar-se nas águas quentes da costa, ou comer camarão de papo para o ar nas avenidas de Luanda ou mascar tabaco no Nambuangongo. Refere que estive debaixo de fogo algumas vezes, (felizmente nunca se queimou, estorricou, ou lhe colocaram nada dentro dos bolsos para o fazer andar aos pulinhos no meio da picada) pois tudo isso foi muito bom para que dessa forma Vossa Senhoria pudesse tomar consciência das condições em que tantos jovens da sua geração foram colocados, por si próprio, quando mais tarde, segundo as palavras de muitos deles, que estão dispostos a testemunhar, era Vossa Senhoria que via radio como que dava as coordenadas de onde os “turras” poderiam encontrar os destacamentos, colunas e aquartelamentos, bem como as rotas das escoltas. Vossa Senhoria; não sei, não posso afirmar, nem o estou a fazer de modo algum, mas enquanto investido de militar, ainda por cima não um mero soldado raso, poderia ter acontecido dar esses mesmos dados, agora o que a história não consegue apagar é que isso aconteceu por via direta ou indireta quando já não estava a cumprir o serviço militar, e desde Argel, com a conivência direta de adversários de Portugal e dos Portugueses. Obviamente que Vossa Senhoria pode optar por uma autentica “peixeirada”, como aliás é seu timbre, em local próprio, com o digo eu, diz você, dizem eles, eles os seus Companheiros, e olhe que tem dezenas, centenas deles com muita vontade de o desmascarar na praça publica, e para isso basta falar com os muitos que nas diversas Associações de antigos militares, e de estropiados, lhe tem uma amizade tão grande que se você algum dia se descuidar a passar fora de uma passadeira para peões em zona movimentada, lhe pode acontecer bem pior que o simples braço partido a quando da campanha eleitoral para o 1º mandato do seu amigo Mário Nobre Soares. Está a ver como eu tenho uma memória de elefante, e como você conhece tanta gente que até já se esqueceu de um jovem e imberbe jornalista, de gravador em punho, em plena FIL, a poder ver e conhecer as imagens de momentos importantes para a história de Portugal. Já agora uma a parte, sem maldade, só por mais profunda amizade a pessoa em questão, ainda mais que até fomos Companheiros de Partido, e chegamos até a juntamente com outros Companheiros da época, lutar contra muitos daqueles que agora o estão a levar ao colinho na tentativa de o colocar como Magestade em Belém.
Será que a sua amiga arquiteta está boa, não a tenho visto, tirando o empenhamento com que defende os contentores para a zona ribeirinha, mas nessa altura ela já andava muito ao pé de si, pois se a vir, lhe transmita os meus mais afetuosos cumprimentos, vindos de um ex-dirigente da JSD e do PSD do Barreiro. Mas voltemos ao importante desta missiva, deixando as familiaridades para outras oportunidades.
Assim; a quando Vossa Senhoria foi parar ao aquartelamento de Quixico, perto da fronteira com o Congo, e acabou por dar tanto nas vistas da PIDE-DGS, que a coisa esquentou de tal forma que até lhe arranjaram, ou foi você mesmo quem arranjou uma oportuna doença para o tirarem de lá. Quero eu dizer, no meu entendimento, para que você obviamente se pudesse pirar de lá... Com aquilo que lhe acabei de dizer, não lhe estou de forma alguma a chamar ‘cobarde’ antes pelo contrário, pois

seguindo a velha máxima portuguesa, e que outros povos também usam; quem tem cu tem medo... Pena que na época não existiam atestados médicos para justificar, e hoje você até pode dizer que estava com paludismo ou outro qualquer mal tropical, sei lá até mesmo uma mordidela de macaco... mas o que deve ter sido mesmo, e existe ainda vivo na mente de quem se recorda, foi uma doença chamada de investigação da PIDE-DGS que o vitimou, e o jogou para a enfermidade. Foi mesmo a PIDE-DGS e não o paludismo que o atacou, confesse lá só cá para nós, que ninguém nos esta a escutar... Pois foi... em 1963 você foi passar férias pagas, por amável convite da PIDE-DGS, e ainda bem que você nem esqueceu o dia, e até acho que nesse dia todos os anos você deve comemorar, pois passou a categoria de mártir político, posto tão ambicionado pelos camaradas da época, que chegavam a andar quase a porrada para serem detidos e considerados da pesada na oposição. Engraçado como você só passa uma noite preso, e de imediato é passado a disponibilidade. Para logo depois a PIDE-DGS o alojar graciosamente nas suas instalações por mais 6 meses, e olhe que isso você nunca esclareceu lá muito bem, nem sequer em poesia. Esta sua epopéia de mártir político até faz lembrar as prisões e os exílios do seu grande amigo Mario Soares, em que o colocavam numa estância voltada para os coqueirais e para o mar, a passar férias, e lhe possibilitavam salvos condutos para rumar a Paris. Você optou por Argel, pois lá tinha uma radio, onde poderia continuar o trabalho iniciado em Angola. Conte lá, cá para a gente que ninguém nos esta a escutar, foi isso não foi... só que você não pode contar tudo. Como eu o entendo Vossa Senhoria, que ao contar uma história tantas vezes repetida, muitos acabaram por acreditar nela, e o consideram quase um igual ao General herói francês em plena Casablanca Você sabe muito bem que atentou contra Portugal nos idos anos de 1960, e contra aquilo que era a lei no momento, e que por tanto, ao estar a fazer isso colocou as vidas dos seus Camaradas em sérios riscos de vida. Não se pode agora vir fazer de santo, não pode vir escudar-se em maniqueísmos revolucionários para justificar o injustificável, ou vir dizer na praça publica batendo no peito umas trezentas e setenta vezes que nada fez, que não contribuiu para que muitos militares tivessem tido um destino bem diferente daquele que lhes poderia estar reservado. Sabe Vossa Senhoria, o que eu realmente gostava era que se juntassem esses ex-jovens, e no local próprio fizessem um frente a frente consigo, para que de uma vez por todas Vossa Senhora não se queira fazer passar por aquilo que realmente não é. Quanto ao resto... Pois estaremos cá para que a história algum dia o possa julgar a si, e a mais uns quantos que se fazem passar por verdadeiros santinhos democráticos, quando não passam de hereges. Fazer de democrata, aproveitando as circunstancias políticas, e as oportunidades é mesmo a imagem de marca de uma certa casta de políticos que foram paridos, para não dizer mesmo abortados, em 1974, e que tem conduzido tão bem Portugal para o abismo onde hoje se
encontra. Fico então a aguardar da parte de Vossa Senhoria que faça o que entender, pois pela minha parte não retiro uma virgula em tudo o que lhe escrevi, e em tudo o mais que lhe irei continuar a chamar, e a dizer de si. Lhe desejo uma campanha eleitoral a medida dos seus desígnios, e da vontade que tenho de que ganhe estas eleições, ou seja nenhuma vontade, de querer, ou sequer gosto em o saber a candidatar-se perante os portugueses debaixo de uma mascara da maior das hipocrisias possíveis e imaginárias. Faltou ainda dizer-lhe que vou publicar esta minha carta aberta, na grande maioria dos meus espaços na net, para que assim tenha as mais variadas oportunidades de a ler, e ao mesmo tempo de testar que me estou borrifando pura e simplesmente para as suas ameaças, e cá o estou a esperar para falarmos olhos nos olhos no local próprio se assim Vossa Senhoria na sua garbosa valentia de caçador, poeta e pescador o entender. Atentamente, um cidadão português a quem comprovadamente Vossa Senhoria jamais pode chamar de cobarde, e que fica ao seu dispor para outros esclarecimentos que por bem entenda, José João Massapina Antunes da Silva

massapinaopiniontotal, em 2010-05-12 06:11:44

Porque razão adiar... refletindo!

Umas vezes com razão e outras sem essa mesma razão, vamos adiando coisas, factos ou efemérides que nunca mais conseguimos acertar ou por em dia. Os calendários da vida não deixam margens para dúvidas: ou é ou não é! 
Há atitudes na vida que não podem ser adiadas. Pode ser um telefonema de encorajamento numa hora difícil de um companheiro. Pode ser um cartão de condolências a alguém em hora de luto. Pode ser uma visita para encorajar um colega internado num hospital ou acamado em casa por doença grave. São tantas as oportunidades de levar aos outros um pingo de alívio, de conforto e de esperança. 
Por vezes, os afazeres da vida fazem-nos adiar e voltar a adiar, podendo ser tarde demais, como conta a escritora Matilde Rosa Araújo num dos seus livros: 
Era professora. Uma das alunas adoeceu gravemente e foi internada num hospital. As companheiras foram visitá-la e vieram comunicar à professora que a moça gostava de vê-la. A professora mandou-lhe um recado dizendo que logo que fosse possível iria visitá-la. A doente ficou radiante e todos os dias espera o sorriso da sua mestra. 
O tempo rolou e a professora sem disponibilidade para fazer a visita prometida… foi adiando. Entretanto a saúde da aluna foi piorando. Matilde conseguiu finalmente algum tempo livre para ir ver a aluna. Porém, quando chegou ao hospital, a moça tinha morrido. Era já tarde demais… Ficou estupefacta… 
Regressou consternada e escreveu esta história triste para sobreavisar que adiar pode impedir de nos despedirmos, de agradecer, de reconciliar, de pedir desculpas, de mostrar a quem sofre que não está sozinho levando a sua cruz, que tem amigos que conseguiram um tempo para ir junto do seu leito de sofrimento, como que dizendo: “Estou aqui” nesta hora difícil. 
Adiar pode ser tarde demais e este gesto adiado algumas vezes por motivos fúteis, deixará na alma uma sensação de culpa: de esquecimento, de ingratidão, de falta de amizade ou de camaradagem… 
Os elementos da Companhia Nº 2 de Fuzileiros que participaram no Convívio Anual, mostraram mais uma vez que, possivelmente conhecedores deste elucidativo texto que muito me apraz transcrever, incluindo algumas palavras minhas, apesar das inúmeras dificuldades motoras (casos do Silveira, do Parreira e outros), dos problemas económicos, das enormes distâncias a percorrer, dos problemas familiares, das doenças e da longa idade que pesa sobre os nossos ombros, não quiseram adiar o Abraço da Amizade que nos une, porque, amanhã será tarde demais… para concretizar esta magnífica vivência de convívio, adquirida no serviço militar que dura e perdura no tempo, enquanto houver homens de dura têmpera que sabem discernir o que é a amizade e a camaradagem! Bem-haja, amigos! 
Enquanto o sol resplandecer e a lua brilhar, no romper da aurora que começa mais um dia e eu puder desfrutar dessa luz, com a força dos meus velhos ossos, o meu espírito de Fuzileiro responderá sempre à chamada, dizendo: Pronto! 
Um abraço aos que compareceram e também a todos os outros com a mais elevada estima, amizade e consideração. 
Agostinho Teixeira “Verde”

Não é anedota, mas fez-me rir!

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Chamou a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos. Ao citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho, que chegaram à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
Viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal ...
A baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDAAAAAAAAAAA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOO!!!
VIVA O HAMBURGUER, O BACON, A BATATA FRITA E CLARO, O CHOPP!!!
Você, mulher bonita, tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!! Não se preocupem... Celulite quer dizer ... EU SOU SAUDÁVEL!!!
E nunca se esqueçam:
Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal!

Arte pura!


...oOo...
É de louvar o/a artista que ao que parece soube bater profissionalmente esta chapa, que efectivamente, é de uma qualidade extraordinária!
Os membros, com vestimentas claras que a compõem, estão excepcionalmente bem enquadrados! Compartilhando numa forma descontraída e alegre, envolvidos com o  luxuriante verde da vegetação, que emoldura a foto - como se fosse previamente escolhida.
As tonalidades e contrastes estão excelentes! A luz que irradia de cima faz os elementos irradiarem, um ar angélico e celestial também!
Com a folhagem à volta no primeiro plano, e a folhagem também no plano de fundo, faz a foto tridimensional! Em suma, alguém poderá dizer que, além do descrito em cima, que certamente tem um aspecto platónico e, tem também a ajuda do Criador…
Contudo, ela é merecedora de moldura de parede... com tamanhos apropriados para que os filhos da escola se tornassem mais reconhecíveis.
Apesar de eu ter aumentado a foto com a tecla ‘ctrl’, e rodar com a rodinha do rato até atingir os 400% não consigo reconhecer mais de meia dúzia!
O Timoneiro, na sua maneira retraída de ser, quase se escondia por detrás dos ramos da árvore! Só quem não conhece a humildade deste homem, poderá questionar. - Como é possível um homem simples, como o Carlos, ter coragem, determinação e sem acanhamentos, sujeitando-se a dissabores ao bater à porta de cada um - não se importando com resultados negativos e as possíveis inconveniências a que se vai sujeitando!?
Sem sobra de dúvidas, que além do amor com que faz estas coisas, reza nele também, o imenso talento de que é dono e senhor!

Bem-hajas, amigo…

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COCA-COLA

O QUE ACONTECE QUANDO SE BEBE
UMA GARRAFA DESTE REFRIGERANTE?

Em 10 Minutos:
10 Colheres de chá de açúcar invadem o seu corpo, 100% do recomendado diariamente...

Não se vomita imediatamente por causa do doce em extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 Minutos:
O nível de açúcar no sangue sobe horrivelmente, forçando um jorro de insulina.

O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito duma vez só para as células para o poderem consumir como energia calórica).

40 Minutos:
A absorção de cafeína está completa. As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.
45 Minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como a heroína.)
50 Minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.

As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, urinam-se os nossos ossos - uma das causas das OSTEOPOROSE.

60 Minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em acção.

Passamos a urinar: cálcio, magnésio e zinco, os quais os ossos necessitam para se manterem saudáveis.

Conforme o nível do açúcar baixa na circulação sanguínea, sofre-se deficiência de açúcar, um choque que requer mais açúcar, o que passa a ser um ciclo vicioso para recompor a energia!

Como resultado fica-se numa predisposição irritadiça.
Nesta altura, já expelimos tudo que estava no refrigerante, (bebida) mas não sem antes termos deitado fora, nutrientes, os quais farão falta ao organismo.

Pensar nisso antes de beber refrigerantes.

Se não se puder evitá-los, há que moderar a sua ingestão.

Preferira sumos naturais, com um mínimo de açúcar.

O corpo agradece!

Saúde a todos!
Nota: Ter em conta que tudo o que se faz com farinhas refinadas, tem o mesmo efeito quando se come ou pior ainda! Ex.: bolos, pão branco, masssas etc., etc.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Três Boas Almas!


Luis Soriano viaja através da Colômbia com a sua biblioteca itinerante de 4.800 livros


Valores Éticos e Culturais - Três Boas Almas
(Pesquisas e apontamentos utilizados no meu 12º Ano de Escolaridade)
Com o título de Três Boas Almas, vou passar a desenvolver estes conceitos de valores éticos e também culturais, pois, pelo que li algures, eles vêm ao encontro do núcleo gerador que fomenta estas questões relacionadas com o estudo que desejo
Deixem-me apenas referir que não acredito em almas de burros e, também não alinho em superstições, mas respeito as ideias, opiniões e crenças dos outros.
Fico com a boa impressão da grande alma deste bibliotecário ambulante, como se diz vulgarmente quando encontramos pessoas com relevantes préstimos acima da média: este possui uma alma de cântaro!
Vejamos a história que vou narrar: Dizem que a gralha é um animal demoníaco. Os espanhóis, quando alguém nega a existência de bruxas, abanam a cabeça e murmuram: “ Pero que las hay…” 
Os judeus referem as maldades dos “dibukes”, homenzinhos que fazem coisas espantosas, tal como cegar, temporariamente, uma pessoa, que deixa de ver os chinelos ao fundo da cama.
Os árabes, para explicar o inexplicável, têm alminhas penadas (e malamdrecas): os “djinns”.
Eu continuo sem perceber, por exemplo: como foi possível estar a transcrever para os meus apontamentos um trecho do “Diário Incompleto”, de Agustina, que estava diante de mim, e chamar ao livro: “Diário Imperfeito”?! Seriam as bruxas?
Certamente que qualquer leitor, conhecedor dessa obra, se tal nota fosse editada corrigiria o erro e ainda bem porque se trata de coisa excelente. Mas hoje, venho falar de um humilde professor do nordeste da Colômbia e dos seus dois burros, Alfa e Beto. Ora, junte as palavras e lerá Alfabeto.
É que o professor anda pela selva, de povo em povo, a distribuir livros. Muito suam ele e os jericos! Três boas almas! Há algum teólogo que reclame?
Esse homem nasceu numa região pobre, inculta e violenta. Estudou noutro lado, onde aprendeu o ofício de mestre-escola. Ao reformar-se voltou à origem – com a convicção que a cultura é a maior riqueza e uma arma formidável contra a injustiça e banditismo.
Foi-se ao curral e carregou de livros os dois burrinhos, em alforges, ao modo de almocreve samaritano, que empresta, não vende. Numa barraca junto à sua casa, guarda 4.000 volumes, a maior parte oferecida pelas instituições que souberam deste D. Quixote campesino. 
Existem no mundo pessoas com ideias fenomenais que merecem dos seus concidadãos uma estima, um respeito e admiração pelo tanto que dão e fazem em benefício da cultura do seu país e do mundo. 
Dar explicações ou aulas numa escola, universidade ou qualquer agremiação de ensino – embora não seja fácil dado o extremismo de alguns alunos – é muito natural que estes estabelecimentos possuam os ingredientes normais e precisos para se leccionar qualquer grau académico.
No entanto, o caso que se explanou e expandiu merece que a pessoa desse ilustre professor, rodeado de imensos sacrifícios, contingências adversas dos climas regionais colombianos, seja coroado de louros, proclamado herói da cultura e receba o grau de Doutor Honoris Causa! Mais: que seja proposto para prémio Nobel da Cultura.
Há no mundo grandes homens rodeados de coisas tão pequenas!
(Até faz lembrar o tempo que Manuel Alegre passou na Argélia)
Agostinho Teixeira “Verde”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

MORREU UM TRAIDOR ! MORREU ROSA COUTINHO...


Gente desta?! É sem dó nem piedade!

A morte dum ser humano não se comemora. Sim... dum ser humano.
Mas há seres que de humanos nada têm.
Pode-se comemorar a morte dum réptil, duma víbora, ou dum lacrau.
Pode-se também comemorar a morte dum monstro criminoso responsável por milhares de mortes e de muita infelicidade!
A justiça (??) dos homens não soube nem conseguiu julgar e punir trastes e traidores como este.
A justiça divina não falha. Morreu e vai arder no Inferno!
Hoje esteve um lindo dia e respirava-se melhor.
Brindo a isso !


MORREU O ALMIRANTE ROSA COUTINHO.
QUE A SUA ALMA SE JUNTE ÀS ALMAS DAQUELES QUE FORAM TORTURADOS E MORTOS, COM O SEU BENEPLÁCITO, PARA QUE SEJA JULGADO POR ELES.
MORREU UM TRAIDOR.
MORRREU UM BILTRE.

Toda a gente sabe o que foi esse cobarde/traidor, que fazia parte de uma pandilha de energúmenos asquerosos.
É pena que ainda haja quem escreva duas letras a seu favor, a favor de quem só encontra sangue derramado de inocentes a mando de tão hediondo algoz.
Eles estão a desaparecer a pouco e pouco, embora tarde, prova de que viviam (e alguns ainda vivem) sem um remorso que os levasse a passar os últimos dias de vida num verdadeiro inferno. Era o mínimo que se podia desejar/oferecer a estes seres, parecidos com o Homem.
As minhas saudações de alegria para todos.
Policarpo
E Eu, também tenho alguma coisa para dizer. Este Almirante sem armada conheci quando comandava a frota da Secção de Dragagem na Capitania do Porto de Lourenço Marques, preocupava se esse Mafioso em conseguir muito subtilmente Camarões e outros Favores ( femininos ) aos pobres Pescadores Goeses que moravam em casebres demadeira na Tal dita Grande Catembe.
Como Almirante somente servia para comandar Dragas...ou o tal iate Adamastor na regata Cabo/ Rio de Janeiro. Pobre Rapado que segundo vi e tive a confirmação nem era bom velejador pois nunca teve coragem de andar ao leme do famoso iate da Mocidade Portuguesa ( centro de Vela) O Penélope. Assim dizia o Grande Mestre Pincho ( já a' muito falecido) Com um Lagueirao como este não passamos Santa Helena.
Jose Manuel O Pescador

NOBRE FURTADO

O TRAIDOR – ROSA COUTINHO



A todos os angolanos e portugueses amigos.

Apelidar este pulha de "filho da puta" é mostar enorme desrespeito pelas putas. As putas, se comparadas com ele, são pessoas de uma reputação sem mancha. Miguel de Vasconcellos, se comparado com ele, é
um patriota indefectível.
Este ser absolutamente desprezível é o principal responsável pelo maior crime de traição da História de Portugal, sendo dificílimo encontrar outro exemplo tão vil, tão reles e tão baixo, nesse campo, na própria história da humanidade.
Ele e toda a escumalha que com ele participou na entrega de terra portuguesa às grandes potências do estalinismo mundial.
 Todos os verdadeiros portugueses conhecem os nomes que integram essa escumalha, sua cúmplice, não precisando para tanto de consultar o youtube.

Nota pessoal: Não tinha o conhecimento do que este traidor fez para degradar o povo angolano, o povo português e até a marinha como almirante peçonhento! Como estas coisas têm a ver com todo o cidadão português e angolano, e que se preze de o ser, graças à tecnologia cibernética, aqui vai!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quem adivinha? quem é… quem é?


Sabem qual é neste momento, o plantel mais caro em Portugal?



BENFICA ???...

SPORTING ???...

PORTO ???...

Nãooooooooooooo!!!

Estão absolutamente enganados!!!



É ESTE

Não "jogam" nada; esbanjam as oportunidades; ganham demasiado
 para aquilo que produzem; e a cláusula de rescisão é elevadíssima !
...oOo...
Tal não é a escumalha!
Que temos que agraciar…
Com ordenadões de batalha!
Dão-nos no fim a migalha;
Só para nos enganar.


Gente reles quanto baste!
Sem consideração por outrem.
Só porque a não matas-te,
Quando no voto ignoraste,
Em escolher gente de bem…


Cores da
Bandeira Nacional
São as Cores de
PORTUGAL

Oiçam com atenção!

Os Liliputeanos...

Com a devida vénia...

«SÓ OS VALORES ESPIRITUAIS NOS PODEM TRAZER A LUZ E A ALEGRIA» Alexis Carrel

Os valores sociais e culturais estão em queda. O governo não consegue responder às crises que nos assolam, moral, social e culturalmente. As crises estão instaladas, o governo não têm qualquer possibilidade de as evitar.Acompanha a crise económica a crise demográfica e uma enorme crise de valores. Os sonhos de se viver melhor, ganhando mais, consumindo mais, gastando mais, estão a desvanecer-se, por culpa de políticas irreais. Os reformados que antigamente viviam de rendimentos e das suas pensões de reforma a que tem direito ao fim de mais de 35, 40 anos de trabalho, estão hoje também em crise e em risco de perder as suas reformas uma vez que sob o ponto de vista demográfico não há gente para ocupar os lugares que deixam vazios não só pela aposentação mas também pela degradação em que caíu o sistema económico, não permitindo a ocupação das vagas deixadas, por insuficiência de receitas orçamentais ou incapacidade e má orientação dos seus dirigentes.

São as crises morais e sociais que levam a civilização a perder-se e até ao seu desaparecimento. As crises levam à desconfiança e quando os povos não tem confiança nos seus dirigentes, o país vai mal. «O poder da palavra contra a palavra do poder», como afirma o Professor Dr. Adriano Moreira, é essencial para se vencerem as crises. Os povos têm que repensar na forma de vencer a crise mesmo sem a intervenção governamental, trabalhando para o bem comum e para o desenvolvimento, dizendo aos políticos que tem de dar o exemplo de rectidão, de competência e de honra. Temos que deixar de acreditar nos paisinhos liliputeanos que existem nos mais variados sectores da vida pública e exigir deles trabalho, pois para isso os elegeram.

O mundo da emoção não aceita actos heróicos, mas aceita certamente a bondade do saber, do conhecimento, de vencer situações difíceis, de lutar por uma vida sã, honesta e digna, com trabalho e sacrifício de todos.

Efectivamente só os valores espirituais serão a luz para o mundo em que vivemos, mas claro, «pensar é fácil, agir é difícil, mas a vida só pertence aos que sabem unir o pensamento à acção», como diria Viana Moog, um pensador do nosso tempo. É isso.

José de Viseu

terça-feira, 1 de junho de 2010

Na Europa quem deve a quem...

Vejam amigos ao ponto que chegaram alguns países da Europa, os tais PIGS, só porque têm tido mais olho que barriga!
...oOo...
De(s)mocracia...

Fala-se em democracia
Como se fosse uma coisa boa
Não passa de burocracia
Onde o gamanço se faz à toa.

Por isso se auto destrói
Geralmente é o que acontece
Mas aos pançudos não dói
Porque de dinheiro se abastece.

Porta aberta para a ditadura
Como acontece mundo fora
Arrastando o pobre para amargura
Se este não acorda e os manda embora.

Socialismo é mesma coisa
Porque a escumalha é igual
Bonita ideologia só nos livros
Mas na prática é também desigual.

Ditadura não importa
Porque quando pega não larga
Já connosco viveu dentro de portas
Mal por mal temos esta praga.

Então o que deve fazer?
Todos há uma e há priori
Nas eleições um xis escrever
Depois de se bem escolher
O diabo que seja melhor.