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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

À volta da mesa redonda do Pato Sócras - II

 "An Orwellian concept"
By Art Sousa


Camaradas de armas; hoje convoquei a segunda reunião por dois importantes motivos. Vai havendo por aí alguns murmúrios, sobre a forma inglória como alguns de vós, uns para com os outros, se vão tratando, o que para pessoas da nossa estirpe é politicamente impróprio!
- Senhor Sócras é que…

- Alto aí, Pato Tanso, aqui não há senhor, o Senhor está no céu. Convoquei esta reunião de mesa redonda, uma vez mais (à rei Artur), para que nos vejamos como iguais, portanto é; tu cá, tu lá, doravante, certo?

- Sim, sim Pato Sócras; é que alguns patos andam para aí a dizer que somos umas galinhas, porque temos medo de cumprir com o que o Pato Sócras nos disse para se fazer na última reunião.
- Eu sei Pato Tanso. Já me soou aos ouvidos, e, essa é uma das razões para esta reunião, ora isso é uma ofensa, pela simples razão que, somos uma espécie distinta e superior à da galinha. Ora nós, não só podemos fazer de marinheiros como políticos à altura! Reparem só camaradas, como o nosso corpo está desenhado, com uma quilha de penas sempre oleadas, para resistir às águas geladas de todas as latitudes e ainda com umas hélices desta envergadura, que nos propulsionam com altas velocidades, para assim se poder atravessar os mares e lagos de todo o mundo! Infelizmente por causa das hélices que o Criador nos deu, não podemos ser fuzileiros porque o protector do gatinho da G3 não deixa que as nossas hélices lá caibam, mas paciência porque como políticos, somos duma pura rentável vilanagem!
- Pato Socras não é só isso; é que as galinhas caindo à água ficam logo umas depenadas e a cacarejar que daí só para o caldo knorr, foi o Pato Calçudo a retorquir.

- É bom que não se esqueçam, que agora anda para aí uma moda em que os patos mais pançudos e mansos estão a ser usados para fazerem arroz de pato, e então com essa coisa da Net, que todo o mundo frequenta, está lá tudo bem explicadinho, na secção da culinária! Por isso, eis razão porque devemos ser coesivos nos nossos objectivos, não vá o diabo tecê-las e cairmos também no tacho…
- Muito bem, muito bem Pato Sócras, foi a algazarra da maioria, ao mesmo tempo que iam batendo palmas e o Sócras com as mãos no ar para se calarem diz:

- Companheiros, aguentem, ainda há mais, apareceu um pato Chico esperto, de nome Marinho Pinto, vejam só Pinto! Quando agora mesmo acabamos de falar de galinhas, este com certeza que ainda tem a casca no cu e está a armar-se em pato refilão! Vejam este apanhado do jornal da lagoa dos patos:

“O Pato bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, afirmou esta segunda-feira que a última reforma penal, aprovada em 2007, contém «boas soluções» legislativas, mas algumas corporações judiciais «não aceitam as boas reformas».
Marinho Pinto foi o único a falar aos jornalistas à entrada para a reunião do Conselho Consultivo da Justiça, em Lisboa, onde adiantou que a reunião vai servir para avaliar as conclusões do trabalho do Observatório Permanente da Justiça sobre a Reforma Penal de 2007 e assegurou que vai continuar a defender esta última reforma.”
Neste momento ouve uns quantos patos que não estavam a gostar da conversa de galinhas e pintos e descolaram.

- Hei, hei, aguentem aí, disse para os que ficaram, eu ainda não dei ordem para destroçar, esses espertos que arrancaram, vão para a caderneta política como a dos fuzileiros antigamente.
- Perguntas, quem as tem? Há Perguntas?
- Agora, diz o Pato Galego, quem é vai limpar esta bodegada à volta da mesa redonda, ao irmos embora, Pato Sócras?
- Não te preocupes porque os patos bravos além, já estão habituados à merda que vamos fazendo, e, para quem é bacalhau basta…

Ouve lá Sócras, é Olhão Pato a falar, agora com as digitais que há por aí ainda vamos parar ao Jornal da Bagunça e à TV dos Patos Bravos, que dizes?

Olha isso pouco importa, o que me leva a importar mais é o facto de que já estamos no blogue dos Fuzileiros, e, se eles acordam, racham tudo ao irem à caça dos patos! Por hoje podem destroçar, mas pela surra que é para eles não verem… e até à próxima reunião.

Os Fragatas!

Este post é dedicado ao Carlos Vardasca, ex-aluno da Fragata D.Fernando II e Glória. Fazendo jus ao companheirismo que deve unir aqueles que passaram a sua juventude numa instituição com tal carisma, ele procura localizar o maior número possível de antigos alunos da Fragata e organizar um convívio entre eles.
Forneci-lhe o contacto do Valter e do Floriano e pedi-lhe que use os seus contactos para me ajudar a localizar o Peniche, o que serviria os seus e, também, os meus propósitos.

Equipa de futebol da Fragata - 1968

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lagos e a sua beleza!


Por Artur/Leiria
Com o envolvimento no blogue tem-me despertado o interesse no aprofundamento do conhecimento dos mesmos… Logicamente que o Niassa tem sido, na verdade, o nosso lago de preferência e não é para menos, porque este foi talvez o único que nos marcou para o resto da vida. Entre todos os colegas é talvez o Valdemar que mais vai vivendo as belas recordações dele!

Como é do vosso conhecimento o Canadá é o país do mundo mais rico em lagos, onde quando me espreguiço quase toco na sua água, hiperbolicamente falado, claro! No meu trabalho todos os dias passo tão perto do Lago Ontário que posso puxar da digital e clicar quanto queira!
Ao que parece existe uma razão, que a olhos vivos, se pode chegar a essa conclusão para que haja tantos e de imensas superfícies, o que perfaz o Canadá como o pais possuidor de um quarto de toda a água potável do mundo!

A razão para que assim seja, o Canadá, além de ser o país maior do mundo, existe ainda o facto de ter sido o país onde o descongelamento dos gelos se processou há muitos menos tempo do que os dos outros continentes. Portanto eles são os resíduos desse descongelamento do “ice age”. São lagos que por natureza não são tão fundos porque as planícies são um predomínio no composto geográfico!

Conto-vos a forma simples e caricata como o pai dum amigo e compadre meu, daí da Póvoa numa visita ao Canadá e ao ver o Lago Ontário, exclamou:
-“António, que mar é este?”
- “Isto não é um mar, é o Lago Ontário, pai”
- “Não pode ser, isto é um maaar!”
-“Teimoso! Venha cá vamos provar a água, ao prová-la o filho diz, está a ver, está a ver?”
- “Pois é, é verdaaade…! Mas é como um maaar…!”

O nosso Niassa é, sem sombra de dúvida, além do Lago Tanganica, talvez, sem predilecções pessoais, o segundo mais bonito do mundo! Junto poderão ver uma tabela dimensional dos 20 maiores lagos do mundo. O que caracteriza a beleza do nosso lago, assim como, o já descrito acima - o Tanganica, o Baikal na Rússia, e alguns mais, é o facto de estarem inseridos entre montanhas, o que os torna mais ricos na diversificação das suas floras, são as suas profundidades consideradas abismais!


Poderão apreciar as fotos, que vou tirando da Net, muitas delas já de vós conhecidas. Lógico que qualquer um de nós tem acesso a tudo isto na Net, mas ao fazê-lo desta maneira, é mais um chamar de atenção a tudo isto; ainda com a aliciante de que vamos falando e vendo aquilo que teima em continuar a tocar-nos… Apreciem!

Os 20 maiores lagos do mundo
 Nome e País/Milhas quadradas/Profundidade em pés
1 Caspian Sea (Kazakhstan) - 143,244 - 3,363
2 Lake Superior (U.S.-Can.) - 31,700 -  1,330
3 Lake Victoria (Africa) - 26,828 - 270
4 Aral Sea (Russia) - 24,904 - 220
5 Lake Huron (U.S.-Canada) - 23,000 - 750
6 Lake Michigan (U.S.) - 22,300 - 923
7 Lake Tanganyika (Africa) - 12,700 - 4,823
8 Lake Baikal (Russia) - 12,162 - 5,315
9 Great Bear Lake (Canada) - 12,096 - 1,463
10 Lake Nyasa (Malawi) (Africa) - 11,150 - 2,280
11 Great Slave (Canada) -11,031 - 2,015
12 Lake Erie (U.S.-Canada) - 9,910 - 210
13 Lake Winnipeg (Canada) - 9,417 - 60
14 Lake Ontario (U.S.-Canada) - 7,340 - 802
15 Lake Balkhash (Kazakhstan - 7,114 - 85
16 Lake Ladoga (Russia) - 6,835 - 738
17 Lake Chad (Africa) - 6,300 - 24
18 Lake Maracaibo (Venezuela) - 5,217 - 15
19 Lake Onega (Russia) - 3,710 - 328
20 Lake Eyre (Australia) - 3,600 - 4

Nota: O Caspian Sea, que tem nome de mar, não sei se a sua água é salgada ou não, e não pretendo fazer essa pesquisa, para que seja algum de vós a fazê-lo. Assim passa a ser um trabalho de casa para fazerem. Vamos lá, seus preguiçosos, saiam da casca e façam o esse trabalhinho. Vá, vamos lá

Valdemar Alves!

O grumete fuzileiro 1766/68 apresenta-se ao serviço!



Filho da escola do meu irmão David Silva (1491/68) nunca mais se encontraram depois do curso de fuzileiros especiais. O Valdemar alinhou sob o guião da Companhia 2, em Moçambique, de 1970 a 1972. Esteve na Radionaval da Machava e depois em Metangula, tal como me aconteceu a mim na CF8, uns anos antes. Por outro lado o meu irmão seguiu no DFE11 para Moçambique, em 1969. Foi directo a Porto Amélia, depois transferido para o Niassa e depois para Tete, onde acabou a comissão.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Moçambique e a guerra colonial, o olhar dos Gauleses.

O Fuzileiro ferido!

Ao mesmo tempo que no Blog da Companhia 2 se fala do Niassa e da mina que estraçalhou as pernas do Filipe, quero deixar aqui esta foto do nosso camarada Eduardo Morgado (2059/64), também ele ferido nessa mesma ocorrência.

2º a contar da esquerda
entre o Neiva e o Adriano

sábado, 9 de janeiro de 2010

À volta da mesa redonda do Pato Sócras


"An Orwellian concept"

By Art Sousa
Caríssimos companheiros hoje convoquei esta reunião junto a esta mesa redonda, com muita água para os que têm sede, e para que nos possamos ver olhos nos olhos e sentirmo-nos democraticamente iguais entre nós, e assim pudermos discutir sem inibições o grave problema que estamos a causar a todos os Patos Bravos e Pategos do país.
Consta-se por aí que todos os Patos Bravos já estão ao corrente do que nós, os Patos Pançudos do comando, temos vindo a fazer há uns anos a esta parte.
- Sr. Pato Sócras, Sr. Pato Sócras, mas nós na posição de comando podemos fazer praticamente o que quisermos, verdade?
- Não é bem assim Pato Calçudo, é preciso sermos discretos no que fazemos: toda a corrupção que se vai elaborando tem que ser feita debaixo dum sigilo absoluto.
- Certo, Certo, Pato Sócras, tudo isso é fácil de dizer, mas fazê-lo não é bem assim.
- Pato-marreco, nós sabemos disso, mas custe o que custar, temos que saber mentir tanto, e tanta vez, que os Patos Bravos e Pategos até se vão convencer que a mentira passa a ser a verdade, como aconteceu com o Hitler!
- Quer dizer, que depois de tanta mentira, o caso Freeport no presente, como todos os Patos Bravos já se calaram, é porque acreditam que não é verdade, não é assim?
- Ora aí está, Pato Donald… se dissermos e repetimos muitas vezes que não somos corruptos, que não há problemas económicos, que os bancos estão cheios de dinheiro, que vai haver trabalho para todos os patos novos e velhos, que os ministérios estão a funcionar suavemente e a toda capacidade, que o Ministério da Justiça perdoa a quem precisa, que o crime, o roubo, e a violação física e sexual, está como no tempo do Olhão Pato; todos os Patinhos Bravos vão acreditar em tudo isso.
- Que se passa Olhão Pato Júnior, tens alguma coisa a dizer?
Sim, sim Pato Sócras, no tempo do meu avô, os Patos Pançudos que estavam no Governo tinham o papo muito mais pequeno, portanto sobrava sempre alguma coisa para se dar aos Patos Bravos.
- Não, não, Olhão Pato Júnior, o tamanho dos papos continua a ser o mesmo, o problema é que agora temos mais olho do que papo, e tudo que cresce além do que se gasta tem que ir para o saco, sem que os outros patos todos se apercebam, claro.
- Eu cá por mim; diz o Pato Pateta, uma vez que eu tenha o papo cheio não me importo de dividir com todos os Pategos e Bravos. Reparem só como os Patos Bravos estão além, todos em monte, eles não estão lá só porque os ‘birds of the same feather flock together’ mas também porque precisam de estar a par da notícia do dia, de desabafar, e até de conspirar se preciso for…
- Ora aí está a razão desta reunião, Pato Pateta, até já andam para aí a dizer: “ fora com os Vasconcelos!” Olha que isso aconteceu em 1640 e, como os patos não se esquecem, são bem capazes de o fazer outra vez!
- Como pode ser isso Pato Sócras, se ainda há pouco nos elegeram democraticamente?
- Verdade, Pato Pateta, mas não esqueças que não ganhamos com a maioria, os Patos Refilões também têm muita ‘quackada’ na matéria e com ajuda suprema do Supremo Pato Cavacas, a coisa está por um fio!
- Pato Sócras, diz o Pato Pateta, lá porque ele tem feito uns discursos com palavras muito eloquentes, isso pouco diz, porque logo se não dê pernas às palavras, o vento leva-as, não achas?
Eu por mim, continua o Pato Pateta, dividia as sobras por toda a passarada, olhem para os Patos Bravos além, não se esqueçam que somos do mesmo sangue, e, penso que ao termos as mesmas penas deveria haver mais solidariedade e deixá-los progredir. Não esquecer que os patos que têm migrado; têm conseguido algumas fortunas e têm ajudado outros Patos Pançudos que estão no comando como nós, e sempre de cara alegre! Portanto, se os nossos tanto trabalham, merecem o que lhes é de direito, não acham?
- Por esse andar, diz o Pato Sócras já meio zangado, se formos patos, todos iguais: no que se faz, no que se ganha e rouba, então deixa de haver incentivo para se esgravatar mais, seria melhor então, passarmos a ser comunistas, não vos parece, com mil diabos?
- Não, não, Pato Sócras, é o Pato Pateta a retorquir, no comunismo há Patos Cabeçudos muito mais acima do que nós, que até têm o poder de roubar a liberdade a todos os patinhos do mundo e isso não queremos! Mal por mal são melhor os patos socialistas, que são quase a mesma coisa, mas que ao menos nos deixam fazer ‘quack quack quack’, quanto quisermos!
- Que dizem, diz o Pato Sócras, sobre a ideia de se ter permitido aos Patos Bravos o acasalamento e/ou matrimónio gay?
Formidável! Formidável! Disseram todos em uníssono, vamos-lhe dando assim uns caracóis para se entreterem e ao mesmo tempo como não vão gerar tantos filhos, vão estar sempre numa posição minoritária e nós como uns Senhores, vamos estar sempre no poleiro como Patos Pançudos! (…)

Viva a democracia a granel dos patos!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Recordando Ivone Silva!

Variety is the spice of life!…




Por Artur/Leiria
Aproveito a deixa do compadre Tintinaine e se me permitem a humilde ousadia, aconselho que angariem umas magras patacas, vão a uma loja de computadores e adquiram um ratinho com uma rodinha em cima que dá para fazer várias coisas, para os que não a têm, claro.
Para mim, teimoso porque não quero usar óculos, a melhor opção de todas do rato, é carregar na primeira tecla - Ctrl - à esquerda em baixo e ao rodar-se com a roda para a frente ou para trás, aumenta ou diminui o texto para o tamanho que se quiser e assim pode-se ler confortavelmente, mesmo a olho nu como eu faço.
Como podem ver na foto que tirei quando já estava a teclar este artigo, pode-se ver o meu ratinho HP a marca do meu computador, e, o teclado que é novo, é ergonómico da Logitech.
Saúde com a computorização!
Viva a evolução!

A vida é feita de mudança!

Depois de ler os últimos posts do Leiria, longos e compactos, fiquei com os olhos a piscar. A cor do texto, em branco brilhante, é bastante agressiva e daí o problema. Decidi, por isso, alterar a cor para este amarelo alaranjado que me parece mais suave e repousante. Quem não gostar que barafuste que aqui o rapaz parte à procura de outra solução.
Um abraço para todos!

Na íntegra - II


Por Artur/Leiria
Nota: Mais uma na íntegra! O que é importante é para se ler e saber, mesmo que as vossas opiniões divirjam no aspecto político, será sempre bom conhecer e ponderar os dois lados da história, porque onde existe a força coabita a resistência!



UMA VISÃO DO "GLORIOSO MFA"
O 25 DE ABRIL E A HISTÓRIA - António José Saraiva

Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.
Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime. Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o Exército Português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte
Homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.
Todavia, o acordo não se realizou e retirada não houve mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir. Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas:
Uma foi que o PCP, infiltrado no Exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte da África na zona soviética. O essencial era não dar tempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nas antigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar.
Outra causa foi a desintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que o MFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu.
Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários».
E nisso foram ajudados por homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordem de capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável manter a coesão e o moral do Exército para que a retirada em ordem ou o acordo fossem possíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seu próprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não é ao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas aos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas. Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve.
O outro problema era o da liquidação do regime deposto. Os políticos aceitaram e aplaudiram a insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo que, segundo eles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas, segundo um critério rigoroso e valores definidos. Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito.
O povo português ficou sem saber se as acusações que se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial.
Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez piores os vieram desculpar. Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total. Durante longos meses esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunal a PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusados tinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo de atenuantes, que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dos julgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente, as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livres da suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril. Havia, também, um malefício imputado ao antigo regime, que era o dos crimes de guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar.
Sobre isto lançou-se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foram alvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, se transformaram em pensamentos recalcados. Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regime, como não se fez a descolonização.
Uns homens substituíram outros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regime mono partidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista». Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril, um mínimo de credibilidade moral.
A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar.
O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob a capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquos, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram os bandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações; vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nos partidos e no Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão pelo Governo e pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dos grupos de pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer um critério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veio a considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver.
Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma Primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco. Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encobria uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa História uma página ignominiosa de cobardia e irresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si só todo o heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa História e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome de Nação.
Está escrita e não pode ser arrancada do livro. É preciso lê-la com lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe. Começa por aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou.
As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente. Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de Nação independente.

PROF. ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Nota de José de Viseu:
Não é nada que nós moçambicanos já não soubéssemos.
José de Viseu

Na integra - I


Portugal Político


 Por Artur/Leiria
Nota: Mais um e-mail de José Viseu, com um artigo de Henrique Cardoso, que pareceu valer a pena inseri-lo neste blogue, porque sem sombra de dúvidas, toca-nos a todos, leiam com atenção, camaradas.


O REGIME QUE MORREU TRÊS VEZES
O regime morreu. A III República portuguesa está morta. Ainda ninguém levantou o corpo, porque as certidões de óbito - em política - demoram a chegar. E, neste caso, estamos a falar de três certidões, ou seja, vivemos num regime que morreu três vezes.

A primeira morte é económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos. Basta ler "O Dever da Verdade" (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos 'direitos adquiridos', estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusa engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os 'direitos adquiridos' constituem um terço dos pregos do caixão da III República.

A segunda morte é institucional. Como já aqui escrevi várias vezes, Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos. O partido da maioria, seja ele qual for, controla todas as instituições do regime; vivemos numa espécie de 'ditadura conjuntural' do partido da maioria. Por outro lado, Portugal é um Estado de direito falhado: a nossa Justiça é um embaraço confrangedor. A geração que está no poder construiu a democracia. Cabe à minha geração edificar o Estado de direito.

A terceira morte é partidária. O nosso sistema partidário tem a vitalidade de um zombie, pois não responde às necessidades da sociedade. Porquê? Ora, porque os partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade. Portugal precisa de reformas que emagreçam o Estado, mas os partidos são os primeiros a recusar essas reformas. É natural: o emagrecimento do Estado significaria o fim de milhares e milhares de empregos para os boys.

A necessária dieta estatal passaria, por exemplo, pela reforma do mapa autárquico. A actual arquitectura do poder local assenta em pilares arcaicos. Em 2009, é simplesmente ridículo vermos o país dividido em 4251 freguesias e 308 municípios. Como é que um país tão pequeno está esquartejado desta forma? Esta situação chega a ser caricata, mas os partidos nunca executarão mudanças no mapa autárquico. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real. Enfim, a III República está bloqueada. Os actores que deveriam ser as alavancas legítimas das reformas - os partidos - são os primeiros a dizer 'não' às ditas reformas.
Para esconder as três mortes do regime, os partidos inventaram um mecanismo de defesa: o folclore fracturante. A actual conversa sobre o casamento gay é só mais uma forma de adiar a chegada do médico legista da III República, o regime que morreu três vezes.
Henrique Cardoso



Nota de José de Viseu:
Tem toda a razão Henrique Cardoso. Enquanto a ditadura de Partido se conservar neste País e para oferecer os tachos aos boys, nada a fazer, até que apareça alguém com capacidade para modificar este estado de coisas.
Os portugueses gostam de ditadores...
J.V.

Cantar as Janeiras!





Aqui estamos meus senhores
Para cantar as Janeiras
Venham poetas cantores
Venham lá ó cantadeiras.
Pedimos qualquer coisinha
Para a bolsa que está rota
Já não temos quem nos salve
Venha de lá as promessas
Em moedas douradinhas
Qualquer dia nem à broa
Vem o cheiro das sardinhas
Viemos de lá tão longe
Para cantar as Janeiras
Vimos de uma galáxia qualquer
Apanhando chuva e vento
Para chegarmos a tempo
Ao Palácio de São Bento.
Trazemos nossas violas
Para lhe cantar as Janeiras
Deixe-se lá de tretas
E tenha boas maneiras.
Só queremos alguns euritos
E um pouco de atenção
Abra a porta por favor
Traga bebidas e pão.
E agora vamos embora
Mas não se esqueça porém
Das promessas que nos fez
No Palácio de Belém.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Férias no nosso lindo Portugal!















Por Artur/Leiria
Como que desafiar a malta que não quer sair da casca, lá vai mais esta acerca do autor desta história, já que a os assíduos leitores anda para aí a insinuar que não escrevia nada desde 2009, realmente já ia sendo muito tempo de ausência, mas trocado por miúdos, do 31 de Dezembro do ano passado até o 1 de Janeiro deste ano, vai muito tempo, realmente! É mesmo vontade de complicar! São do contra bem se vê!

No fundo deduzo que algum de vós vai lendo, aquilo que não diz nada a ninguém, cá do homem da diáspora!? Na realidade não tenho vindo a viver todos estes quarenta e tantos anos como vós a Marinha e Moçambique. Por isso, não vos posso aliciar com muitas coisas belas inerentes à nossa tão querida Brisosa. Contudo, fui marujo e, como tal, quero continuar a comparticipar desta vivência que teima em prevalecer nas nossas, talvez caducas mentes, enquanto Deus o permitir.

Tudo começou por uma carta que me foi enviada pelo nosso Tintinaine, e o resto amigos, graças à NET é história. Tenho ido ao nosso Portugal quase todos os anos, depois de ter chegado à conclusão, que além da África que nós conhecemos, uma Alemanha, um Brasil, estados unidos, as Caraíbas, México e o Canadá, Portugal continua a ser um espectáculo! Pais pequeno, mas a cena paisagística na tela real muda instantaneamente, logo que o ângulo visual se desvie por um centésimo!

O homem ainda não está tão passado, como poderão pensar, por outras palavras Portugal não nos dá a possibilidade, no aspecto paisagístico, de se tornar monótono porque a variante é uma constante! Onde a repetição da beleza natural não existe como nas grandes planícies canadianas por exemplo.

A culinária é dum sabor, de comer e morrer por mais, o que infelizmente nos convida a morrer pela boca como os peixinhos! A pinga nos dias de hoje; é de qualidade insuperável! O seu preço quase não vai além do preço da chuva! Vale mais a sopinha da avó num restaurante perto de minha casa (Leiria) do que qualquer manjar de casório! Que mais pode um homem desejar, quando se vive numa zona privilegiada, onde duma Fátima para quem ama o culto, até aos lugares históricos e paradisíacos às praias geniais, que mãe natureza nos vai ofertando?! Não esquecendo que uma União de Leiria e um Benfica também não vão fazer mal a ninguém, fará? Logo não seja o Benfica a perder, claro?

Era o ano de 2008, a clã familiar cá do Artur, desprendeu-se e num rasgo de atrevimento foi até às terras do Alto Douro, participar numa lânguida mas relaxante viagem ao Douro Vinhateiro, num daqueles barcos bem à maneira, onde os olhos comiam e se extasiavam com o sabor bélico da beleza que os cativava! Mais ainda a mente ao embriagar-se com tudo isto, recebe uma lição sobre o porquê e a razão, porque estes enclaves são talvez os mais propícios, talvez no mundo, para a exploração deste vinho!

Daí para quem conhece, migramos até à Povoa, a terra de alguém conhecido mas não digo, mais a baixo clicamos a fotográfica enquadrando a igreja dos caxineiros por detrás destas varridas almas sem vergonha! Na altura se conhecesse uma pessoa que conheço mas não digo, teria perdido a cabeça, batia-lhe à porta e dir-lhe-ia: anda lá põe mais água na sopa que temos fome, mas esquece a pedra. Quem sabe, marés há muitas mas as oportunidades? Sabe Deus…

Mais a sul, não recordo onde, clicamos junta a uma réplica dos nossos avós marinheiros que deram cartas ao mundo, se deram!

Na próxima chapa mais abaixo, como a vida não é só vadiagem à que preservar o espólio resultante das agruras da diáspora, onde as das mazelas não ficam alheias ao que foi preciso passar para a aquisição do referido espólio, onde o casebre dos rouxinóis faz parte integrante do seu todo. Foi com gosto que alguns bons rapazes das aventuras inéditas do Niassa nos fizeram uma visita à médico, provavelmente com receio que lhes viesse a pedir para me darem uma mão na pintura das paredes junto ao portão de entrada, que sem dó nem piedade tiveram pena deste comparsa, todo sujinho, armado em pintor de farda!

Por último, ao queimar-se os últimos cartuchos daquelas férias cheias de tudo quanto é alegria, estou no miradouro da bela Praia da Nazaré, como que a tentar dizer; até para o ano se Deus quiser…


E Ele, Graças Ele, quis!


Bendito seja o Senhor…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fora com os Vasconcelos!



Por Artur/Leiria
Nota: escrevo isto suscitado pelo artigo que o Carlos acabou de publicar:
"Se a Grécia entrar na banca rota…! Portugal não dura mais do que umas semanas!”


Nem mais Amigos!
Como poderão as pessoas de bem, sobreviver um caos destes?
Um dia no meu trabalho um homem simples dum país europeu diz-me, em conversa de momento, que o Canadá tem que ser um pais amaldiçoado, porque ao ter sido roubado aos índios que a praga é tão grande que tudo o que tentou fazer no aspecto económico, tudo foi por água abaixo como é uso dizer-se… Este homem falou assim porque tentou várias proezas onde aplicou a sua experiencia e sabedoria, ao que me pareceu o homem tinha conhecimentos bastos do que estava dizendo, nunca tinha conseguido sucesso digno do “valeu a pena”… Ora isso deixou-me a pensar, porque eu pessoalmente, tentei vários negócios de pequena envergadura e o resultado foi sempre de mínima apreciação. Desde negócio de limpezas de escritórios, tipografia, loja de ferragens, escola de condução por três vezes, corrector de seguros e investimentos entre outros. Finalmente encontrei um trabalho que me dá três dias de folga por semana, com a aliciante de não ter que estar preocupado em ter que procurar clientes para amanhã. No Brasil é uso dizer-se: “vale mais um mau negócio do que cinquenta trabalhos!” Eu hoje diria que o contrário é que é aplicável aqui! Bem certo que as circunstâncias regem e impõem e nós é que precisamos de nos irmos moldando a elas, caso contrário estagnamos e morreremos da estagnação! Para que não tenhamos que morrer aos trinta e enterrados aos sessenta, há que sacudir com o mofo que se nos vai apegando sem darmos por isso. Portugal foi um país de valores e apogeus incalculáveis, para aqueles que tiveram o privilégio do esbanjar, claro! Reparar nas riquezas oriundas das colónias, onde hoje vamos sendo culpados, aos olhos dos explorados, pelo que os portugueses fizeram nesses territórios nos séculos idos! Para quê, quando nada reverteu a favor e glória dum povo sofredor! Glorificou-se tanto a pátria com o sangue dos nossos heróis que ao fim, cantou-se Portugal em todos os cantos do mundo, quando o sucesso pátrio nunca passou duma ínfima! Hoje, como que para não fugir à regra, mesmo depois de tanto dinheiro dado de mão-beijada pela União Europeia, continuamos no impasse retrógrado do marcar passo sem se notar que se vai caminhando para o abismo económico que nos levará a um nível de terceiro mundo! As oportunidades têm sido bastas para que pudéssemos continuar a dar mundos ao mundo! Mas desgraçadamente o nosso Portugal foi e tem sido amaldiçoado com essa corja que nos domina! Se não houver heróis esqueçam-se, porque Portugal é deles! Farão eles parte da praga que Portugal tem, pelo facto de que foi roubado aos mouros e espanhóis? Não, não pode ser, porque afinal todos os países foram ou estão sendo angariados dentro desse mesmo parâmetro, nesse caso todos eles teriam que ser de igual forma amaldiçoados, não seria assim!? Será que fosse possível uma ditadura à Fidel, para que se pudesse por tudo em ordem? Ah! Mas isso não é possível nem desejado porque o preço da liberdade seria um custo muito alto a assumir! (…) Quanto ao preço económico ainda temos uma União Europeia para nos salvar! Teremos?

Fora com os Vasconcelos!

A culpa não foi nossa!

Por Artur/Leiria

Sem desprimor a todos os colaboradores, vem este artigo como propósito, sobre os três co-autores deste blogue, e sobre o que temos, tanto quanto possível, vindo a fazer mediante o tempo que nos vai restando das nossas vidas pessoais. Eu falo na primeira pessoa do plural, porque como eu, penso, que os meus colegas destas andanças estão ainda no activo; quanto mais não seja nos afazeres familiares. Eu por mim digo; trabalho como qualquer cidadão que acredita que o trabalho dá saúde, honra e prosperidade… e como o meu trabalhinho é tão fácil e paga menos mal e, porque os meus hobbies são pouco mais do que zero, vou juntando o útil ao agradável trabalhando ainda! Desta forma poderei monetariamente suportar a nossa trigésima quarta viagem de férias ao nosso ‘Puto’ o canteiro plantado dessas bandas onde vocês todos vão arrastando o chinelo!

O colega Oliveira, ao que parece trabalha na sua oficina, por debaixo de sua casa acastelada, digna de postal turístico a referenciar visitas a cobro, logo fosse acessível às bolsas mais modestas, penso que a rentabilidade lhe permitiria ir para a praia todos os dias!? Se me perguntarem o que vai fazendo no seu famigerado castelo, não digo nada para não mentir, porque já me esqueci do que respondeu à minha sempre curiosa inquirição!
Mas logo que pode, foge ao seu blogue “Porta da Capitania” e a correr, para que o seu não fique ciumento, e vai, ‘pranta’ neste qualquer coisinha! Certamente não esqueceu ainda, para que não vá o seu blogue descobrir, que no que respeita à ‘fuzileirada’, o elemento surpresa, é fundamental para o bom sucesso da operação! Força camarada, mostra aos ‘fuzos’ preguiçosos como é que se faz!

O Álvaro, um Senhor com letra grande, mestrado em leis do nosso País, cheio foragidos fora-da-lei, onde o cumprirmento da mesma, é só para o Zé pobretana! Sei que este nosso ‘camarada-fuzileiro’ não tem culpa no cartório porque ainda é matéria-prima da forja da velha guarda! É sabido que, para as coisas chegarem a este ponto é preciso que a bagunça venha mesmo do topo da pirâmide hierárquica da máfia impostora que se vai impondo no nosso jardim de flores murchas! Os seus blogues pessoais “Marinha e Fuzocultura e Itinerante” são um prazer ler! É uma honra tê-lo como colega nestas engrenagens ‘bloguísticas’! Força amigo!

Quanto ao autor, o homem tipo Leonardo da Vinci! O homem pau-para-toda-a-colher, alcunhado com todos os nomes do livro e que não há quem o faça afinar! Um senhor insaciável que não há quem o pare, leva fogo no senhor doutor que provavelmente nem no Samoco vai parar! Que determinação! Que vontade férrea! É bem como o Rafael diz - que teria sido material de alta patente assim a ordem do destino o tivesse permitido! (…) Mas a culpa não foi nossa!

Obrigado colegas!

Obrigado comandante!

Se a Grécia entrar em bancarrota...!


... Portugal não dura mais que umas semanas!


Neste blog deve falar-se, na medida do possível, dos assuntos relacionados coma Marinha e os Fuzileiros. Mas não é possível abstrairmos-nos da grave situação económica que o nosso país atravessa e, portanto, não faz mal nenhum trazer aqui este tipo de crónicas que vai aparecendo na comunicação social.
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De acordo com as notícias desta semana, o governo está empenhado na actualização do regime jurídico do casamento. O PSD está empenhado em ouvir escutas telefónicas para aferir o carácter moral do primeiro-ministro. O PCP e o BE estão empenhados em que os mesmos magistrados que não conseguem guardar o segredo de justiça possam ter acesso às contas bancárias de qualquer pessoa, e a persigam se acharem que ela tem mais dinheiro do que devia. O CDS-PP está empenhado em tornar-se imprescindível nos jogos políticos da Assembleia da República. E os deputados estão empenhados em insultarem-se uns aos outros.
Se me permitem, e se não os distraio demasiado destes afazeres, gostava de recordar aos nossos governantes uns pequenos detalhes. 548 mil portugueses estão desempregados. Cerca de 1,850 milhões de portugueses recebem pensão de velhice, 300 mil recebem pensão de invalidez, e 380 mil recebem o rendimento social de inserção. Para apoiar estes 3,078 milhões de portugueses, trabalham somente 5,020 milhões de portugueses. Por sua vez, a remuneração mensal média de um trabalhador, depois de impostos, está algures entre os 720 e os 820 euros. Na população activa, por cada pessoa com um curso superior, existem duas pessoas que têm menos do que a quarta classe.
Talvez estes detalhes da vida das pessoas não sejam demasiado importantes para quem tem o olho na Europa. Mas, em Outubro, Portugal só exportou 2856 milhões de euros em bens; importou 4502 milhões. A riqueza que produzimos num ano não chega para pagar o que devemos aos estrangeiros. De bons alunos vaidosos nas cimeiras internacionais, seria bom que os nossos líderes se preparassem para o novo papel de convidado que foge para a casa de banho quando se aproxima um credor.
Quatro países na UE estão com problemas financeiros semelhantes aos de Portugal, de acordo com as taxas de juro que têm de pagar aos credores. O Reino Unido e a Irlanda responderam com medidas dolorosas, que na Irlanda incluem cortes no salário dos funcionários públicos até 20%. A Grécia e a Itália, tal como Portugal, preferem assobiar para o lado. Os especuladores já começaram a atacar a dívida grega e fala-se do risco iminente de bancarrota do país. Se a Grécia cair, Portugal não dura mais que umas semanas.
Eu sei que, infelizmente, muitos comentadores estão há décadas a anunciar o fim da nossa economia, pelo que os governantes estão habituados a ignorar estes avisos. Mas depois de olhar para estes factos, como é que quem jurou servir Portugal pode passar o tempo a distinguir uniões de facto e casamentos, ou obcecado em saber se José Sócrates trata o amigo por “Mando” ou “Varinha”?
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Por : Ricardo Reis
Professor de Economia da Universidade de Colúmbia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ausências e horas de lazer!



Acho que não me engano se afirmar que estas fotos foram tiradas na Praia do Miramar, em Lourenço Marques, em 1966. Pessoal da CF8 que aproveitava as suas horas de lazer para gozar um pouco de boa vida, ver umas catraias meio-descascadas e refrescar a pele que o sol africano queimava.



O propósito de aqui as publicar hoje é para fazer lembrar ao Leiria que sentimos a falta dele. Sei que ele era um grande apreciador de desportos, natação incluída, e não dizia que não a um bom dia na praia. Desde o ano de 2009 que ele anda desaparecido e ninguém lhe põe a vista em cima! Que se passará com ele?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ah Leão!



Não alinho nessa guerra entre o norte e o sul e não vou pôr-me a defender o Braga só por ser do norte. Já estava farto das basófias do Domingos e ansioso que alguém lhe fizesse engolir aquelas vaidades. Não quer dizer que a derrota de hoje lhe vá roubar as hipóteses de vir a conquistar o título de campeão da presente época, mas que lhe vai arrefecer um pouco os ímpetos de se armar em candidato mais bem colocado para o conseguir, ai isso vai!



O presidente da Rússia mandou duplicar o preço do Vodka para ver se consegue ter mão nos bêbados incorrigíveis daquele país. Mas não foi por essa razão que trouxe para aqui este boneco. Supostamente, isto que vêem acima é um "Saleiro e Pimenteiro" que se pode encontrar em cima da mesa de um qualquer restaurante. Os nomes que se lêem nos frascos são só para despistar. Cada um vê (lê) o que quer! É um pouco como a beleza feminina, aquilo que para uns é uma beleza, por exemplo um grande par de mamas ou um traseiro king size, para outros é "disgousting", como dizia um amigo meu vindo das Ilhas Britânicas.
Afinal tanta conversa para vos dizer apenas que "comida sem sal não presta"! Por isso é que o Sporting tem lá o Saleiro. E que belo golo que ele lhes ofereceu hoje! Viva o Sporting!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Balanço!

Nos primeiros dias de cada ano, é comum fazer-se um balanço de tudo o que aconteceu no ano anterior. Ora bem, neste blog não aconteceu nada de muito relevante que valha a pena gastar muita tinta para descrever, mas sempre existem algumas notas que convém deixar para a posteridade.
Este blog que nasceu aos apalpões, primeiro no Wordpress e depois transferido para o Blogger, foi criado por mim, com a ajuda do Álvaro Dionísio, em 22 de Outubro de 2008, ás 09.40 horas. Nem eu nem o Álvaro percebíamos muito disto, pelo que o parto não foi sem dor.
A minha primeira luta foi conseguir co-autores para me ajudarem a manter uma frequência de publicação minimamente aceitável. Primeiro era apenas o Álvaro que concentrou o seu esforço em trazer aqui a história do DFE4 - Angola 1963 a 1965. No entanto, cedo nos abandonou, pois sentiu a necessidade de remar sozinho e por conta própria. Mais tarde apareceram o Luís Oliveira e o Artur Sousa (Leiria) que têm sido os meus companheiros de jornada, até hoje.
Entre nós os quatro, conseguimos publicar 124 mensagens em 2008 e 335 em 2009, perfazendo um total de 459 mensagens, embora o total mencionado pelo Blogger seja 458 (não percebo aquela matemática!!!).
Eu pretendo concentrar todas minhas energias no Blog da Companhia 2, mas não gostaria de ver este desaparecer, portanto lanço um novo apelo aos filhos da escola que nos seguem para se tornarem co-autores. Garanto-vos que não doí nada. Cada um escreve aquilo que lhe der na veneta, desde que tenha a ver com a Marinha, os Fuzileiros, ou, no mínimo, com a Guerra Colonial.
Vou ficar à espera e ver quem é o primeiro a dar um passo em frente.
E que 2010 seja um ano cheio de coisas boas para todos, a começar pela saúde!