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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Ferreiro ou ferrador!

E para que não haja confusões entre o «Ferreira» que era Manuel e o «Ferreiro» que era Octávio, aqui fica a famosa esquadra de fuzileiros que este chefiava (no Cobué). A alcunha de «Ferreiro» advinha-lhe da profissão que desempenhava antes de ingressar na Marinha.

Ferreiro - Encostado ao candeeiro!

Para que não restem dúvidas!


Parece subsistirem algumas dúvidas sobre a identidade do Manuel Ferreira, a quem me refiro nos posts anteriores. Como felizmente tenho mais que uma fotografia e me lembro muito bem dele, aqui o tendes de MG42 ao ombro, entre o Boticas e o Páscoa.
Só não consigo é reconhecer o quarto elemento, o que está à direita na foto. Se alguém o reconhecer agradeço me informe.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Passo a passo se vai andando!

Ontem falei com o Edmundo, filho da escola do Páscoa, do Zé Luís, do Manel Ferreira e do Ramiro. Está a custar-me encontrar os filhos da escola de Setembro de 62, mas tenho fé que hei-de chegar ao fim da empreitada. Com a ajuda de todos os amigos a quem não paro de incomodar. Como diz o ditado - a união faz a força - e todos juntos valemos muito mais do que eu sozinho.
Hoje, consegui finalmente estabelecer contacto com o Eleutério que anda perdido lá pela Praia do Carvoeiro. Sabia onde ele estava, quase que o conseguia avistar com o Google Earth, mas o seu endereço ou número do telefone é que não havia maneira de conseguir arranjar. Finalmente encontrei uma alma caridosa que sabia onde encontrar a mulher do nosso camarada e foi lá falar com ela e recolher a informação que me faltava.
Já falei com ele e está tudo resolvido. Contar com ele para o convívio é que vai ser mais difícil, pois a distância e os afazeres diários são os nossos principais obstáculos que não o posso ajudar a vencer.

domingo, 8 de agosto de 2010

Um adeus inesperado!

Prometeram-me hoje notícias sobre o Manuel Ferreira, mas acabou por não acontecer. Por outro lado, não contava receber notícias do Zé Luís Simões e tive a ingrata surpresa de ouvir contar-me que ele já não pertence ao mundo dos vivos.

O Edmundo que era filho da mesma escola que o Zé Luís, telefonou-me hoje a pedido do António Páscoa e aproveitei para lhe perguntar se sabia por onde andavam os dois filhos da escola de quem eu andava à procura. Do Manuel Ferreira disse não saber nada, mas do Zé Luís contou-me que tem a certeza absoluta que já faleceu.  Perguntei-lhe ainda se sabia a terra de onde era originário e respondeu sem hesitar, Almeirim. É mais um camarada que não voltaremos a ver. Quantas mais destas notícias irei receber ainda?
Outra má notícia é que o Edmundo talvez não possa comparecer no nosso convívio, porque tem que ir a Toronto, onde esteve emigrado, na data em que este se vai realizar. Pedi-lhe para tentar atrasar a viagem e prometeu-me pensar no assunto.

Filhos da escola do Páscoa!

Nos últimos dias tenho tentado saber notícias do Zé Luís (8678.62) que depois da comissão connosco em Moçambique voltou a sair para Angola em 1968, incorporado na CF7 já como Cabo. A partir daí perdi-lhe o rasto, mas o mais certo é ter saído da Marinha em 1970, quando acabou a comissão.
Quanto ao Manel Ferreira (9107.62) fui um bocadinho mais longe. Depois da nossa comissão em Moçambique, voltou a sair com a Companhia 8, no fim do ano de 1968, desta vez para Angola. Como fizeram parte dessa Companhia muitos filhos da minha escola que tinham estado comigo na CF2, foi mais fácil seguir-lhe o rasto.
Pelas informações que recolhi, abandonou a Marinha por alturas da Revolução dos Cravos, mais coisa menos coisa, regressando à sua terra de origem, Sátão, onde teria arranjado um emprego como assistente de vendas de máquinas e alfaias agrícolas. Deram-me ainda um contacto de outro filho da escola que mora também para aqueles lados e que parece se dava com ele depois de ter levado baixa da Briosa. Amanhã vou tentar falar com ele e seguir essa pista e ver onde me leva.
Se encontrar o Manel Ferreira talvez ele saiba que rumo levou o Zé Luís. E assim seriam mais dois a acrescentar à minha lista dos bem-sucedidos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Anúncio do Correio da Manhã!

Hoje é o 2º dia do anúncio que pedi para publicar no Correio da Manha. Se não compraram o jornal, nem sabem lá chegar na internet, podem ver o anúncio aqui.
Infelizmente ainda nenhum antigo camarada telefonou. Tal como na semana passada, já recebi 2 telefonemas de filhos da escola da CF8, mas não da minha, a de Moçambique. Pelo menos dá para falar um bocado acerca dos fuzileiros e pode ser que ajude a encontrar outros filhos da escola. Pensamento positivo!!!

Formular um desejo!

Estou sentado à minha secretária, com um olho no monitor e outro no pequeno televisor que transmite o noticiário da meia-noite na Sic Notícias. Vejo desfilar, perante os meus olhos, já habituados a esta pouca vergonha, as declarações do nosso Procurador Geral, o adiamento da leitura da sentença do Skinhead Mário Machado, os doentes operados na clínica de Lagoa em risco de cegueira, os intermináveis incêndios, os milhões do BPN a voar e que teremos de pagar com os nossos impostos, a cara sem vergonha do Ministro das Finanças que acha que tudo vai bem neste jardim à beira-mar, etc., etc., etc..
São horas de desligar esta geringonça, esquecer tanta desgraça por algumas horas e dormir. E esperar que amanhã seja um dia melhor que o de hoje.
Mas, antes de fechar os olhos, apetece-me formular um desejo, perdão, três desejos.
Primeiro - Ver este governo e o seu chefe pelas costas!
Segundo - Que sejamos capazes de eleger um melhor que este, que saiba de facto governar o país e travar a nossa queda no abismo.
Terceiro - Que seja depressa!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Comentando: O apelo ao Santo António

Enterrai-os bem no fundo
Esses falsos patriotas
Para acabar neste mundo
Esse bando de idiotas

Que de bandeira sobe a urna
Sinal de valor e lealdade
Enfiai-lhe o mastro na bunda
Local da sua heroicidade

Se houver dificuldade na cova
Por causa dos eternos ajustes
A ideia já não é nova
Dai-os a comer aos abutres

O Sto António não tem culpa
Dessa grande e raivosa matilha
Juntam-se todos em catadupa
Formam uma falsa família

Para eles há sempre de tudo
Fartos de gozo, dinheiro e alegria
Para os pobres é um canudo
Vão morrendo de fome e agonia

Vamos vivendo assim...
Meus amigos, até quando?
Os piratas deste jardim
São todos do mesmo bando...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aos amigos – O mundo nas mãos!

http://www.vpike.com/

Basta clicar nesta hiperligação, escolher a língua, colocar qualquer endereço e pimba abre um mapa das estradas ou ruas adjacentes ao endereço e, ao lado uma foto do edifício ou casa, que rodando no circulo dos pontos cardiais poderá ver-se nos 360 graus. Cuidado ao dar-se o endereço a pessoas não conhecidas, para evitar dissabores... A confidencialidade aqui, será sempre de primordial importância. Experimente que é impressionante! No entanto, é possível que a Google venha a ter que cancelar este serviço, precisamente por causa do que referi a cima... mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas por isso brinquem.

PS: ao experimentar, conclui que as aldeias ainda não têm este serviço, mas ao colocar-se o endereço apareça o mapa adjacente, o que já não é mau, experimentem.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cá está o «Queixinhas» de novo!

Enviei uma dúzia de e.mails para o pessoal da CF8 e contam-se pelos dedos de uma mão as respostas que recebi.
Enviei outra meia-dúzia deles para membros da CF2 que por um ou outro motivo queria que estivessem presentes e ninguém me respondeu.
Enviei 45 cartas pelo correio e só o Dr.Noivo acusou a recepção da que lhe era destinada.
Coloquei o anúncio no Correio da Manhã do último sábado e ...  nada, nem um único telefonema!
Já fiz alguns telefonemas tentando convencer os mais renitentes e tudo o que consegui foi 1 ou 2 "talvez".
Será que vou entrar pelo cano? A coisa não parece famosa!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ao serviço da Pátria - Correio da Manhã

Vai aceso o debate sobre o caso Freeport. Polícias e magistrados do Ministério Público andam a sacudir a água do capote, e a partir de agora vale tudo.

Por: António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter

Acusações, denúncias, fontes anónimas, perguntas para o primeiro-ministro que ficaram no papel, a já célebre falta de tempo para concluir as investigações e, qual cereja em cima do bolo, o inquérito mandado instaurar pelo procurador--geral da República com a pompa e a circunstância do costume. É caso para rir ou para chorar convulsivamente. O resultado desta imensa palhaçada é igual a zero. Vai ficar tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. Já se sabe que em Portugal há muita corrupção, mas nunca há políticos corruptos. Isto é, a corrupção chega às autarquias e parou.
Ministros e secretários de Estado, sejam do PS, PSD ou CDS, nunca foram acusados, julgados e condenados por corrupção. Já se sabe que em Portugal polícias e magistrados do Ministério Público tremem de medo sempre que lhes cai no colo um qualquer processo que envolva gente do poder. É por isso que não vale a pena andarem por aí a perder tempo com pacotes contra a corrupção. Bastava decretarem que ministros e secretários de Estado podem encher os bolsos à vontade. Que diabo! Os homens são mal pagos e estão a prestar um enorme serviço à Pátria.

domingo, 1 de agosto de 2010

Não há duas sem três!

Ia começar por dizer que ontem tinha dois assuntos sobre os quais valia a pena dizer qualquer coisa. Mas depois lembrei-me que aconteceu uma terceira coisa que fez desviar a minha atenção e levou a que eu não tivesse tido tempo de falar naqueles.
Esta terceira coisa, muito mais importante que as outras duas, vai merecer a honra das minhas primeiras palavras. Casou-se a minha sobrinha Eva. Não é que isto seja nada de extraordinário, mas tratando-se de um acontecimento feliz na vida daquela família, merece da minha parte aquilo a que podemos chamar «descriminação positiva». A Eva é filha do meu irmão mais novo que faleceu há quatro anos vítima de cancro no duodeno. A sua partida inesperada deixou uma viúva sem emprego e sem recursos e três filhos ainda em idade escolar. A Eva cursava já o 2º ano de Economia na Universidade de Trás-os-Montes, do qual teve que desistir. Com alguma felicidade consegui um emprego, embora temporário, no Banco BES e passou a ser o suporte da família. Ontem casou-se encetando uma nova vida que venha, espero eu, a trazer-lhe um pouco mais de felicidade do que aquela a que teve direito nos últimos anos.
A segunda coisa, também por ordem de importância, foi a publicação do meu anúncio no Correio da Manhã

»»»»»»»»»
FUZILEIROS 8
Procura-se todo o pessoal da Companhia nº 8 de Fuzileiros, que fez comissão em Moçambique entre 1965 e 1968, a fim de participar num convívio.Contactar com Carlos Silva: 911967796.
««««««««««««

sobre o qual que eu tinha intenção de vos avisar, mas que acabei por esquecer. Não é que isso altere grande coisa, porque todos vocês já sabem do convívio e ver o anúncio no jornal não vai alterar nada. Mas é uma daquelas coisas, todos gostam de saber daquilo que lhes diz respeito. Agora vamos esperar que a minha tentativa produza algum efeito. Mas como passou o dia sem ter recebido um único telefonema, não me restam muitas esperanças.
E a terceira coisa de que vos queria falar, um tanto a puxar para o humor, é que ontem se celebrava o «Dia Internacional do Orgasmo». Homens da nossa idade, sempre com a ameaça do cancro da próstata a pairar sobre as nossas cabeças, não se podem esquecer que a melhor coisa que há para manter a dita em bom estado, é obrigá-la a trabalhar e quanto mais melhor. Portanto, se é de orgasmos que a gente precisa, vamos a eles e com vontade. Que ninguém fique para trás!
Desta esqueci-me de vos fazer o aviso ontem, mas hoje ainda vai muito a tempo e com uns versinhos para animar:
Se precisas de um orgasmo
Podes começar agora
E não caias no marasmo
Continua pela vida fora!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Obesidade Mental - Andrew Oitke

Estamos entregues a bicharada...

Nota: Penso que este artigo tem direito a um lugar no blogue; lendo-o pode-se concluir que esta é uma das realidades que vamos confrontando nos dias de hoje... apreciem, ponderem e raciocinem se assim o entenderem.

Artur/Leiria

Por João César das Neves - 26 de Fev. 2010
 
O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. 

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

 «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.

 Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.

 As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.

Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.

 Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.

 Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

 O problema central está na família e na escola.

«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.

Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.

Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:

«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.

A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.

«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.

Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.

Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.

Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê.

Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.

A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.

Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.

Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.

É só uma questão de obesidade.

O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.


O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.

Precisa sobretudo de dieta mental.»


Tags: mgoncalves

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pistas e mais pistas!

Por mera casualidade, encontrei o número de telefone do Zeferino Ferreira (1797/64) na lista telefónica das páginas brancas. Foi uma sorte, pois o endereço que tenho dele (fornecido pelo Mourato) cheirava-me a esturro. Zonas imensas dos arredores de Lisboa que foram urbanizadas nos últimos 30 anos e endereços "à moda antiga", tais como Urbanização dos Irmãos Cleto, Quinta do Andrade e outros que tais, que há muito foram substituídos por topónimos actualizados. Assim pude corrigir o endereço do Zeferino e enviar-lhe o convite para a morada correcta.
Mas mais que isso, tive uma longa conversa com ele, durante a qual ele me foi fornecendo uma série de pistas que me podem ajudar a localizar mais alguns camaradas. Disse-me, por exemplo, que o Silvério Pires (1966/64) era de Vale Salgueiro, Miradeses, Mirandela. E o Arsénio Martins (1970/64) de Buarcos, Figueira da Foz.
O António Páscoa, também morador na Figueira, já se prontificou a dar um pulinho a Buarcos a ver se descobre o que foi feito dele. E disse-me ele que vai aproveitar a deslocação para passar pela »Boa Viagem» e ver se descobre o paradeiro do Mendes. Aqui eu fico sem saber a quem ele se refere, mas espiolhei a minha lista, com o máximo cuidado, e encontrei um filho da escola de Setembro de 1962, chamado António Mendes Barreto, que também fez parte da CF8. Com sorte é dele que se trata.
E se o encontrarmos, talvez ele nos consiga dar notícias dos outros filhos da mesma escola que fizeram comissão connosco. Ainda me falta saber do Zé Luís, do Manel João, do Manel Ferreira, do Vitorino Mestre e do Eduardo Carvalho.
Vamos a eles! Onde todos ajudam não custa nada.

Passo a passo se faz o caminho!

Ontem voltei a sair de casa logo pela manhãzinha. Destino, Terras Altas Transmontanas, na zona de Montalegre. O dever chama, poderia eu dizer, mas de facto trata-se mais de passeio que de trabalho. Carregar a mala de ferramentas ou o computador de um irmão mais novo que trabalha como técnico de comunicações e passa os dias a calcorrear os montes, garantindo a necessária assistência aos equipamentos de rádio dos parques eólicos que cobrem as cristas dos montes. Ele garante o funcionamento do serviço e eu garanto-lhe alguma companhia para não andar sozinho por sítios tão ermos.
Quando assim acontece, fica o trabalho de pesquisas (do pessoal da CF8) em suspenso. Mesmo assim as coisas não param, pois há sempre alguém, empurrado pela minha impaciência, que vai fazendo qualquer coisinha. O António Páscoa tinha reconhecido um dos nossos camaradas numa das fotografias que publiquei há dias e disse-me que sabia onde ele morava e que se ocuparia de o localizar.

Ontem, enquanto íamos subindo lentamente uma das encostas da Serra do Barroso, tocou o meu telemóvel. Atendi e, embora com alguma dificuldade pela má qualidade da ligação, tive uma conversa com o Margato, o tal da fotografia, a quem o Páscoa tinha fornecido o meu contacto. Trocamos uma série de informações rápidas e prometemos continuar a conversa mais tarde e em melhores condições.
É mais um a engrossar a lista dos "já encontrados", diminuindo o número dos desaparecidos. E tem mais, ele prometeu que na sua próxima viagem aos Açores, onde diz ir com alguma frequência, vai à procura do Pepe, o nosso camarada açoriano que mora em Vila Franca do Campo.
Só boas notícias!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Abaixo com as paneleirices!

Joãozinho para a professora:
- Oh stora tenho na minha mesa um caracol em cima duma caracola!
- Oh Joãozinho, não se diz caracol em cima duma caracola!
- Diz-se caracol em cima de caracol.
E o Joãozinho pumba…. com uma reguada esmaga os caracóis.
A professora indignada:
- Joãozinho, isso não se faz!
Responde o Joãozinho:
- Nah nah nah! Na minha mesa não quero paneleirices!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tarefa conseguida!

Tal como planeado, terminei esta manhã o envio das cartas-convite para o II Convívio Anual da CF8.
Durante o fim de semana tinha já enviado 21 convites por e.mail.
Ontem, de manhã, entreguei nos Correios mais 15 envelopes.
Depois do almoço decidi continuar a tarefa e antes das 18.00 horas entreguei mais 20 envelopes.
Hoje de manhã, agarrei-me ao trabalhinho e antes do meio dia já tinha entregue os últimos 20, onde se inclui o Adriano Leitão que não pertencendo à CF8, é filho da minha escola e fez connosco a comissão em Metangula. Ele é da Taifa e foi o cozinheiro da Messe dos oficiais na Base Naval do Niassa.
Restam-me agora os convites especiais, mas esses acho melhor fazê-los por telefone.

Os aviões da FAP!

Sem o apoio da aviação, a vida das tropas portuguesas no Lago Niassa seria pouco menos que impossível. Os parcos recursos da FAP não chegavam para as encomendas, mas o remédio era aguentar e cara alegre.
Os Nord Atlas lá iam aparecendo para transportar a malta para cima e para baixo, o que já não era mau. Muito embora me tenham deixado ficar mal uma vez e tenha sido forçado a recorrer ao famoso «Comboio do Catur» para chegar ao Lago em 1966.
Os Dakotas aterrando na pista de terra batida de Metangula, de quinze em quinze dias, carregando os víveres necessários à nossa sobrevivência, as munições, o correio e tudo o mais que nos fazia falta. Não há nenhum veterano de guerra que tenha passado pelo Niassa que desconheça esta realidade.
E aqui ficam as fotografias que pesquei no fundo da mala do Ângelo, para vos trazer todas essas recordações de novo à memória.

O Barriga de Jinguva!

Companhias e Destacamentos à mistura!

E aqui (à esquerda) o Paulino, grande amigo que já não pertence ao mundo dos vivos!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Correio a caminho!

Durante o fim de semana, enviei o convite para o II Convívio Anual da CF8 para todos os que usam a internet e têm uma conta de mail.
Hoje meti no marco do correio 35 cartas que foi tudo que consegui fazer nas horas reservadas para o efeito.
Amanhã, se não surgir nenhum imprevisto, trato do resto, cerca de 20 nomes que completam a minha lista de endereços. Bem gostava de dizer que tenho os endereços de todo o pessoal, mas não é verdade. Falta muita gente que não sei por onde anda.
Depois restam-me os convites especiais que serão feitos por telefone.
E terminada esta tarefa, resta-me esperar que as sementes lançadas à terra germinem e dêem fruto. Conforme forem surgindo as respostas, quer sejam positivas ou negativas, irei reportando para que fiquem a par da coisa.

Juramento de bandeira

 Julho 1969. Companhia nº7. Quem é o sarg. da minha companhia? Claro o sarg.  Figueiredo que está no post. em baixo. Mundo pequeno este dos fuzos.