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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Está a chegar o dia 21 de Agosto...

Eram 10 horas daquele dia
Longe ainda do sol-posto
Causando uma certa alegria
Eu nasci a 21 de Agosto

Nascer e vir ao mundo
Acontece ao rico e ao pobre
Sou resultado desse testemunho
Pois, faço sessenta e nove

Ainda tentei acelerar
Para suprir tal velocidade
Ou então começar a travar
Para fugir dessa realidade

Não havendo forma nem meio
De fugir a este tom jocoso
Seria bom arranjar um freio
Para nome tão asqueroso

Porque não há outra saída
Aceita-se de causa nobre
É só uma vez na vida
Que se faz o sessenta e nove

Mesmo utilizando outra maneira
Ou pondo os números ao contrário
Caímos na mesma asneira
69 em dia de Aniversário

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comentando: O 2º Comandante Ilharco de Moura

Se está vivo, tanto melhor
Em nossa alma ressoa
E, num forte clamor:
Viva Ilharco de Moura

Quando se vive de enganos
De mortes que o não são
Não significa que ultrajamos
As pessoas em questão

Mas sentimos imensa alegria
Em nossos pensamentos cativos
Por termos hoje em dia
O Comandante no rol dos vivos!

Comentando os Rios, Minho, Ave, Douro e... outros

Há rios pequenos
E grandes rios
Uns de caudais serenos
Outros, fortes, comportam desafios
Há rios de que mais gostamos
Rios que banham a nossa terra
Porque, assim os amamos
Debaixo da atmosfera
O meu é o Tâmega
Que no seu semblante
Corta com sua fama
A cidade de Amarante
São rios onde nos banhávamos
Outrora lavadoiros de roupa
Que sua água transportamos
Para regar a secura louca
Através das açudes
Barragens e represas
Erguendo os seus taludes
Lhes dão formosura e riquezas
Rios da pesca de lampreia
Do sável tão gostoso
Doutros peixes, da sereia
Do idílico belo e amoroso
Rios de água cristalina
Outrora era mais pura
Rios que moeram farinha
Também provocaram amargura
Rios de muita energia
Rios de enorme beleza
Rios de tanta alegria
Rios de desespero e tristeza
Rios de águas correntes
Rios de inusitadas tormentas
Rios de volumosas enxurradas
Rios de águas bentas
Rios de eternos encantos
Rios de loucura e fervor
Rios de soluços e prantos
Rios frutuosos de amor
Rios que até à foz
Depressa ou devagar
Nos levam também a nós
Ao encontro do mar
Rios que vislumbram
Montes, serras e outeiros
Que no oceano se juntam
Aos barcos e marinheiros
Que do mais forte
Ao menos audaz
Querem pescar a sorte
Sempre em busca da Paz...

As coincidências desta vida!

Lembram-se da monumental campanha que fiz, na semana passada, para localizar o Manel Ferreira? Uma das pistas seguidas passava por um filho da minha escola que era escriturário e mora em Chãs de Tavares, concelho de Mangualde. Infelizmente essa pista não produziu quaisquer resultados. Uma outra pista levou-me até ao grumete fuzileiro 490/68 que é da freguesia de Videmonte, no concelho da Guarda.
Curiosamente estas duas freguesias ficam, uma ao lado da outra, mas com o cume da Serra da Estrela pelo meio. Isto não teria qualquer interesse para mim nem para ninguém se, como que por artes de magia, eu não tivesse decidido telefonar ao Zeferino Ferreira e o nome destas duas freguesias não tivesse, de repente, surgido no meio da nossa conversa.

Zé Fonseca (em baixo, à direita)

Já não me lembro porquê, mas, a páginas tantas, a nossa conversa foi parar ao Zé Fonseca (2063/64). E disse o Zeferino:
- Esse malandro era de Videmonte. Uma vez, durante uma licença, fui com ele até à sua terra e terminada a visita atravessei a pé a Serra da Estrela até à aldeia onde eu morava, Chãs de Tavares que fica na outra encosta da serra.
Estão a ver as voltas que esta vida dá? Chãs de Tavares, por mero acaso, sei onde fica, devido ás minhas deambulações profissionais. De Videmonte nunca tinha ouvido falar, nem sequer fazia ideia que existisse. E, de repente, esbarro-me com as duas, no espaço de uma semana apenas!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tirar dúvidas!

Esta manhã tive a surpresa e o prazer de uma visita do Fernando Pires (1845/64) acompanhado da sua esposa. Passou pela Póvoa e quis encontrar-se comigo, o que me deu uma enorme alegria. Passamos um par de horas juntos, falamos de Marinha e de Fuzileiros, falamos de Moçambique e da comissão que lá fizemos, há tantos anos atrás.
Na tentativa de relacionar nomes com fotografias, passamos a maior parte do tempo a desfolhar os álbuns da CF8. Infelizmente as memórias do Fernando não conseguem perfurar a opacidade dos 42 anos já decorridos e foi de muito pouca ajuda para o meu trabalho.
Houve, no entanto, uma fotografia que lhe chamou a atenção e o fez exclamar:

António Páscoa e Francisco Almeida (à direita)

- Olha o 726, aquele que ficou com o pé estropiado no rebentamento da mina!
É claro que fiquei todo contente, pois era uma das que eu tinha como não identificadas e, num ápice, passou para a outra categoria, a das identificadas. Quando, há alguns dias, falei com o Arsénio, ele garantiu-me que o Francisco Almeida (726/64) era o "homem da mina", o que confirma as palavras do Fernando Pires. Agora com a fotografia fica o ciclo quase completo. Se o conseguir contactar e ele me puser em contacto com o Sebastião Machado (1774/64) que também é de Mértola, serão mais dois degraus na escadaria do sucesso desta empreitada a que meti ombros.

domingo, 15 de agosto de 2010

Os Franceses!

Sabem quem é o Arsénio? E o Silvestre? Gostava de vos oferecer uma fotografia para ilustrar esta informação, mas infelizmente não a tenho. Ou se tenho, não consigo identificar a cara deles no meio do maralhal.
Hoje tinha combinado encontrar-me com o Silvestre (2003/64) que terá chegado de França há pouco tempo e volta para lá no fim de Agosto. Mas a coisa correu mal. Quem prometeu ser meu cicerone e guiar-me até ele, falhou. Todo o dia esperei por um telefonema marcando o local do encontro e nada aconteceu. Vou ficar à espera para ver que tipo de desculpa me vai ser apresentada.
Ao fim da tarde, tocou o telefone e pensando ainda que poderia ser a tal chamada por que tinha esperado todo o dia, atendi. Não era quem eu esperava, mas sim um outro francês que também está por cá a passar as suas férias, o Arsénio (1970/64) cujo contacto me tinha sido prometido pelo Charana Bessa, há alguns dias.
Tivemos uma longa conversa, tomei nota do seu endereço e outros pormenores do seu contacto e prometeu-me que vai pensar com muito carinho no nosso convívio. O seu regresso a França está já marcado, mas prometeu que vai estudar a hipótese de o adiar para poder estar presente na nossa festa.
Contou-me um pouco da sua vida, como civil e também falou sobre a sua comissão na CF9, em Angola, para onde seguiu depois de completar o Curso do 1ª Grau. Fizeram parte desta Companhia 11 marinheiros da escola de 64 que tinham servido como grumetes na CF8, em Moçambique. E também alguns elementos da minha primeira comissão na CF2, alguns já como 1º Sargentos.
Quem me deu a primeira dica sobre este Arsénio, foi o Zeferino que mora em Queluz. Agora vou ter que lhe telefonar informando-o de que já encontrei o seu amigo que não vê desde 1968.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Dia 14 de Agosto de 1961

Dia de calor
De Agosto, era Verão
E, já noite dentro
Pelas 22 horas
Surge aquele momento
Com um certo decoro
Porque os meus olhos viram
Aquela que viria ser
Não só um namoro
Mas a esposa dedicada
Simples e modesta
Que ali, numa grande festa
Romaria da Sra Aparecida
Marcou para toda a vida
O dia 14 de Agosto
E, não fosse também
O Aniversário dela
Esperança e mãe
Que os meus filhos têm
Assim, num só dia
14 de Agosto e romaria
Aniversário e namoro
Que festejamos de novo
Com muita alegria
E, foi pela certa
Que a veia de poeta
Me levou a dedicar-lhe
Ainda em Moçambique
Uma quadra que traduz
Tudo quanto de amor
Por ela, tanto me seduz
Que escrevi e memorei
Para continuar
Pela vida fora
Lembrando o tempo
Como se fosse agora
Da pessoa que sempre amei:

Ó minha querida Esperança
Ó minha Esperança querida
Amor da minha Esperança
Esperança da minha vida!

Por hoje chega!

E agora vou desligar a máquina e dormir um bocado. Se o Leiria me apanha aqui, depois da meia-noite, ainda participa de mim e me mete em trabalhos. Deus me livre de ter que cumprir castigo nesta idade!

Os moçambicanos!

No fim da comissão da nossa Companhia, em 1968, muitos optaram por pedir baixa e ficar em Moçambique para tentar a sua sorte. Entre esses contavam-se dois camaradas que foram, hoje, objecto das minhas pesquisas, o Carlos Alberto e o Tabaco.
Sempre à procura duma pista, vou telefonando a um e a outro na esperança de encontrar o fio condutor que me leve até quem procuro. Por mero acaso descobri que o Carlos Alberto, aqui há uma vintena de anos, fazia parte das equipas de arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal. Ainda não tive tempo de seguir essa pista, mas pode ser que ela me leve até ele. Amanhã vou tentar a minha sorte e ver se existe algum registo na Associação que me conduza até ele.
Depois descobri também que o Tabaco, alcunha por que era conhecido o Nuno Maria Marques (7313.61) também tinha ficado em Lourenço Marques, coisa que eu desconhecia. E soube também que ele é originário da zona de Portalegre, ou seja, da mesma terra de que é o Paixão. Quem sabe o Paixão sabe o que foi feito dele depois de regressar de Moçambique. Se é que ele regressou, é claro! É mais um telefonema que fica marcado na minha agenda à espera de oportunidade para ser feito.
Pareço uma galinha que vai pelo terreiro fora, esgravatando aqui e ali, à procura de uns grãozinhos de milho perdidos para matar a fome!

Mais uma baixa na CF8!

Ontem segui, com a ajuda do Zé Mestre (2009/64), a pista de vários alentejanos. Como já vos contei, descobri que o Eduardo Morgado já não pertence ao mundo dos vivos. Mas descobri também que o Manel Guerreiro (8768.62) que depois da Marinha arranjou um emprego no aeroporto da Portela, também abandonou este vale de lágrimas. Até ontem, não sabia nada dele, nem tão pouco conseguia identificá-lo numa fotografia que aqui tinha. Depois tudo se precipitou. O Páscoa viu a fotografia e disse-me de quem se tratava. O Mestre contou-me então que ele era da Saboia, concelho de Odemira, para logo acrescentar que não valia a pena procurar mais por ele, pois tinha já falecido. A lista dos filhos da escola do Páscoa está a ficar cada vez mais curta.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Informações valiosas!

Nisto de puxar pela cachimónia e recordar coisas de há quarenta anos, há uns que são muito melhores que outros. Anteontem tentei, pela segunda vez, falar com o Fininho (1956/64) e fui presenteado com uma chamada de primeira qualidade, tanto no que se refere à qualidade do áudio, como no valor das informações recebidas.
Na minha primeira tentativa, não fui capaz de falar com ele, pois a qualidade da ligação era tão má que tivemos que desistir. Mas desta vez, sim senhor, parece que o duende que gere as ligações dos telemóveis estava do meu lado.
E das coisas que o Fininho se lembra! Já devia ter falado com ele há mais tempo. Mas que culpa tenho eu de o ter encontrado apenas agora? E de que, embora morando no Porto, ele tenha decidido ir para Murça tratar das terrinhas que lá tem e não podem ficar abandonadas.
Quando lhe disse que me faltavam muitos dados sobre os filhos da sua escola com números acima de 2000, pôs-me logo à vontade e foi-me dando elementos, de modo a completar os espaços em branco na minha lista.
O 2017 era de Montalegre, o 2022 de Soutelinho da Raia, o 2030 de Boticas, o 2046 de Mondim de Basto, o 2059 do Alentejo. E se quiseres saber mais coisas sobre os alentejanos, fala com o 2009, acrescentou ele, pois também ele era de lá e conhecia-os a todos.
Assim fiz, falei com o António Mestre (2009/64) que é natural de Vila Verde de Ficalho e me guiou até ao Eduardo Morgado (2059/64) que ontem foi assunto de uma das minhas mensagens. Aliás confesso que me esqueci, mas tenho que lhe telefonar de novo para lhe dar conhecimento da morte do filho da sua terra, visto que ele não é frequentador deste espaço e não leu, portanto, a minha notícia.
Quando o Fininho regressar ao Porto, tenho que me encontrar com ele para explorar um pouco mais as suas memórias daqueles tempos.

Eu confio na sorte!

Quando falei com o Zeferino Ferreira que mora em Queluz, fiz-lhe a pergunta sacramental - estás em contacto ou sabes onde pára algum dos nossos camaradas da Companhia 8?
Entre outras coisas disse-me que o Silvério Pires (1966/64) era de Miradeses, Vale de Salgueiro, Mirandela. Com um endereço assim tão bem definido e tratando-se de uma aldeia transmontana, onde todos se conhecem, decidi enviar-lhe o convite pelo correio.
Pode até ser que ele nunca mais lá tenha voltado desde que saiu da Marinha, mas também pode acontecer que tenha uma grande família e que alguns membros dela ainda lá morem. Pode ser que alguém me contacte e dê notícias dele.
Tentar não custa! Os dados estão lançados!

São ainda muitas as incógnitas!

Por uma questão de organização, vou listar aqui aqueles sobre os quais não tenho a mínima pista, a não ser, em alguns casos, o nome da terra de origem que me foi sendo indicado por alguém.
Deixando para trás os mais graduados, onde as faltas são menos marcantes, vou concentrar-me, por agora, nos grumetes de 64. Ora, vamos a isso:
0712/64 - ?
0757/64 - ?
0876/64 - ?
1011/64 - ?
1137/64 - ?
1192/64 - Castelo Branco
1220/64 - ?
1232/64 - ?
1257/64 - Odemira
1296/64 - Lagos
1315/64 - S.Miguel / Açores
1562/64 - Vila Real de Santo António
1639/64 - Lisboa
1649/64 - ?
1654/64 - Coruche
1658/64 - Rio Maior
1665/64 - ?
1667/64 - ?
1674/64 - ?
1774/64 - Mértola
1851/64 - Tavira
1894/64 - ?
1912/64 - ?
1960/64 - ?
1970/64 - Buarcos / Figueira
1977/64 - ?
1982/64 - ?
2003/64 - Barcelos
2006/64 - Açores
2017/64 - Montalegre
2022/64 - Soutelinho da Raia
2037/64 - ?
2046/64 - Mondim de Basto
2063/64 - Gouveia
É muita gente!
Pode ser que algum filho da escola leia isto e me dê alguma dica. Quem sabe aparece algum filho da terra que também foi marujo e se interessa pelo meu problema? Vale tudo para tentar obter resultados!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por vezes encontra-se aquilo de que se não gosta!

Hoje, depois de umas quantas entrevistas telefónicas, consegui localizar o paradeiro de um dos grumetes da nossa Companhia, um alentejano de Vila Verde de Ficalho, o Eduardo Morgado (2059/64). Só que para minha grande tristeza habita já um talhão do cemitério de Quarteira.
Falei com uma sua filha, com quem me puseram em contacto que me confirmou toda a história, da sua vida depois de sair da Marinha e da doença que o roubou à nossa companhia.
Emigrou para a Alemanha, onde viveu cerca de 30 anos e de onde regressou em 2002. Estabeleceu residência em Almancil e aí viveu até que um cancro no fígado lhe roubou a vida.
Paz à sua alma!

Mais um degrau na escada!



Depois de o Páscoa me ter confirmado que, destes três atletas, o do meio é o Vitorino e sabendo que o da direita é o meu "irmão" Zé, precisava de descobrir o nome do 3º elemento, aquele que está mais em evidência nesta foto.
De repente, como se fosse uma inspiração súbita, disse para mim mesmo - este filho da escola é o Eduardo Cavaco! Aproveitei um telefonema do Américo e perguntei-lhe se ele podia confirmar-me isso. Respondeu de imediato que sim.
Espero bem que ele não se tenha deixado enganar pelas explicações que lhe dei (ele ainda não viu a fotografia) e que estejamos certos quanto à identificação.

Mais um «Moço Marafado»!

O Eleutério era uma rapaz da borga. Um amigo da corda, como se costumava dizer. Ou seja, estava sempre pronto para alinhar em qualquer coboiada em que nós nos decidíssemos meter.
Como se sabe, era comum criar-se um grupinho que andava sempre junto e tudo partilhava. Principalmente, no tempo em que estivemos em Metangula, isso notava-se mais que nunca. Aconteceu de eu me ter entrosado num grupo, em que pontuava o Badaró e o Paulino, entre outros, e de que o Eleutério também fazia parte. Passamos bons momentos juntos, apanhamos muitas pielas inesquecíveis (se isso é possível!) e essas coisas nunca se esquecem. São recordações para a vida.
Por essa razão queria muito encontrá-lo e trazê-lo ao convívio deste ano. Através do Mourato tinha conseguido o seu endereço, no Algarve. Preparei o envelope com esse endereço, meti-lhe lá dentro o convite, fui aos Correios depositá-lo e fiquei à espera de um telefonema dele avisando-me que tinha recebido a carta. Em vez disso, alguns dias depois, recebi a carta devolvida com a indicação de «desconhecido nesta morada».
Fiquei pior que estragado e sem saber para onde me voltar. Mas deitei as mãos ao trabalho e tentei recolher elementos na internet. Tinham-me dito que ele tinha um supermercado na Praia do Carvoeiro e acreditei que seria capaz de encontrar por lá alguém que o conhecesse. Fiz alguns telefonemas e tive a sorte de encontrar uma senhora que me confirmou que o conhecia muito bem, assim como à esposa que é quem dirige o supermercado. E que se prontificou a deslocar-se ao local e arranjar-me um número de telefone para eu poder contactar com o nosso camarada algarvio, ou «moço marafado», como nós gostávamos de lhe chamar.
E já falei com ele. E está tudo bem, mas não me garantiu que viria ao nosso convívio, pois o dever está em primeiro lugar. Mas há uma pequena esperança. Reenviei-lhe a carta que me tinha sido devolvida e vou ficar à espera da sua decisão.

Muitas notícias, pouco tempo!

Ontem, como viram, foi o dia dedicado ao Manel Ferreira. Hoje virei-me para outra direcção e consegui alguns resultados.
Mas antes queria falar-vos da reconstituição da nossa memória fotográfica que tenho vindo a fazer com o maior empenho. Enviei ao Páscoa 5 fotos com um pedido para ele tentar identificar aqueles que reconhecesse. Dos 5 identificou 2, o que já não é mau. Vou transpor para aqui essas duas fotos, para que todos vejam de quem estou a falar. E se alguém discordar desta identificação, peço que me avisem.


Mar. Fz. 8768.62 - Manuel Guerreiro João
Filho da escola de Setembro de 1962.
Não há razão para o Páscoa falhar a identificação, uma vez que é filho da mesma escola.
Eu lembro-me perfeitamente desta cara, mas nunca conseguiria relacioná-la com o nome.



Mar. Telegrafista 9645.63
José Pereira Vitorino
Filho da escola de Março de 1963.
Ele e o Alfredo Jordão, também Mar. Telegrafista, chefiados pelo Sargento Bonança, asseguravam as comunicações da nossa Companhia.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ninguém vai acreditar!

Passei o dia a correr atrás do Manel Ferreira. Ninguém vai acreditar, mas mesmo assim vou tentar dar-vos uma ideia das voltas que dei em perseguição deste Cabo Fuzileiro que teima em escapar-se-me por entre os dedos. Mal estendo a mão para o agarrar, afasta-se mais uns quantos quilómetros. Parece um jogo das escondidas.
Ontem tinha falado com o Rafael que me deu 3 pistas. O dono de um café em Alcafache, um marujo que mora em Mangualde e outro que mora em Almada. Qualquer um deles, supostamente, saberia dizer-me por onde anda o nosso amigo Ferreira.
Ainda ontem, consegui falar com os dois da Beira Alta, sem resultados concretos, embora se tenham posto à minha disposição para me ajudar nas buscas. O de Almada não consegui contactar por estar ausente de casa.
Hoje de manhã, antes que me fugisse, agarrei-me ao telefone e, à segunda tentativa, apanhei-o. Atendeu-me da melhor maneira possível e deu-me uma pista que comecei a seguir de imediato. Segundo ele, há na Associação de Fuzileiros 3 pessoas que pertenceram à CF8, conhecem o Ferreira e me podem ajudar nas pesquisas, o sargento Egas Soares, o Pinto e um amigo deste que era da mesma aldeia do Manel Ferreira. Dei um pulo de contente, tinha encontrado a pista certa, finalmente.
Números de telefone não havia, de modo que contactei a Associação de Fuzileiros. Atendeu-me um gravador avisando que estão fechados para férias e só reabrem a 1 de Setembro. Mas fornecia um número para onde ligar em caso de urgência. Liguei, mas quem me atendeu não sabia nada de Pintos, nem coisa parecida.
Em desespero de causa, decidi contactar o Mário Manso que, por estar ligado à Associação há tanto tempo teria que saber quem era este Pinto e ter o seu contacto. Não me enganei, deu-me um número de telemóvel para o qual liguei de seguida. Fui dar ao Pinto errado. Não sabia nada da CF8 nem do Ferreira nem coisa parecida. Avisou-me logo que era um fuzileiro da nova geração, que nunca fez qualquer comissão e portanto não entendia a minha conversa.
Voltei para o Mário Manso reclamando do contacto que me tinha dado. Pediu desculpa e foi à procura do Pinto certo, que acabou por encontrar. Nova ligação, desta feita para o José Arnaldo Pinto, grumete fuzileiro da CF8 que me deu a identificação do seu amigo, José Carlos Azevedo, supostamente filho da terra do Ferreira. Disse-me que o Zé Carlos era da aldeia de Videmonte, na Guarda e deu-me um número de telemóvel para o contactar, dizendo-me que do Ferreira não sabia nada, nunca mais o viu desde que regressaram de Angola.
Fiquei de pé atrás, pois tinha quase a certeza que o Ferreira não era da Guarda, mas sim de Viseu. "Pas de probleme", tinha o número do Zé Carlos, era só ligar e ouvir as notícias da boca dele. Assim fiz e tive sorte, pois me atendeu ao primeiro toque. Mas a minha sorte terminou aí, porque do Ferreira também ele não sabia nada. Confirmou-me ser mentira que os dois fossem da mesma terra e, tal como o seu camarada Zé Pinto, nunca mais lhe pôs a vista em cima depois de levar baixa da Marinha. Disse-me, no entanto, estar convencido que o Manel Ferreira é de Nelas ou Mangualde, coisa que condiz com as informações até agora recolhidas.
E depois desta tremenda empreitada que me custou umas horas de trabalho e uns quantos euros de telefone, estou, de novo, no ponto de partida. E agora? Que fazer?
Voltei a ligar ao Rafael e contei-lhe todos os passos que dei e o desânimo que começava a invadir-me. Lá me foi consolando como pôde e, a título de despedida, disse-me que mora da Cova da Piedade um sargento escriturário, chamado Pereira, que deve conhecer e saber por onde anda o nosso tão procurado Ferreira. Só não sabe como encontrar este sargento, não tem um endereço nem um telefone para começar.
Vou ter que encontrar alguém que me ajude a localizar este Sargento Pereira. É a única pista que tenho e tenho que segui-la.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Novo blog!

Para não misturar as coisas, abri um novo blog, onde planeio publicar tudo aquilo que me chegar aos ouvidos e com que eu não concorde. Vá lá dar uma espreitadela!

Quanto mais olho, menos vejo!

Angola ou Moçambique?

O Páscoa mandou-me uma série de fotografias, mas algumas referem-se à comissão que fez em Angola na CF1. Nesta, por exemplo, não reconheço o Cabo que parece estar a desempenhar as funções de cantineiro. Se, ao menos, conseguisse ler a marca das cervejas... aí ficaria com a certeza absoluta. Vamos ver se o Páscoa se lembra e me tira as dúvidas.


Nesta outra reconheço vários camaradas da CF8, mas nem todos. O lugar, por causa dos eucaliptos que não eram muito frequentes em Lourenço Marques, parece-me o Jardim Zoológico.
Os quatro que estão em pé, começando da esquerda para a direita, são:
1 - Tenho quase a certeza que é um filho da minha escola, mas não consigo identificá-lo.
2 - Parece-me ser o «Cansado», grumete fuzileiro 1752/64.
3 - Acho que não me engano se disser que é o Pires Martins (8948.62) recentemente falecido em Vila Pouca de Aguiar. Esteve também em Angola com o Páscoa.
4 - Embora com algumas dúvidas diria que é o Edmundo Carvalho (9356.62).
Dos quatro da fila da frente, nem um sequer reconheço! E, por essa razão, penso que esta foto pode ser da CF1 e de Angola. Será?