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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Rafael é que tem razão!

O Rafael defende a teoria de que quanto mais se procura uma pessoa, menos resultados aparecem. E logo que se deixa de procurar, a pessoa aparece, como que por milagre.
Assim me aconteceu, precisamente, com o Manuel Ferreira que, por mais tentativas que eu tenha feito, não consegui encontrar. E hoje, sem que nada o fizesse prever, recebi um telefonema de um beirão da CF8, a quem eu nada tinha pedido nem perguntado, contando-me que tinha estado com ele em amena cavaqueira, em sua casa, há uns dias atrás.
Forneceu-me o número de telefone do Ferreira, a quem já telefonei para saber o que foi feito dele desde que nos vimos pela última vez. Contou-me sobre a comissão que fez em Angola, também na CF8, da sua vida de emigrante na Alemanha e da sua actual vida de agricultor na zona de Penalva do Castelo.
Talvez não o vejamos no nosso convívio do próximo dia 2 de Outubro por ser a época das vindimas, mas também pode ser que a coisa se componha e acabe por aparecer.
Da minha parte é mais um problema resolvido... e da melhor maneira!

A eterna luta pela identificação!

Nas muitas fotografias que já consegui reunir (veja-se o Álbum Colectivo em «Carlos e os Fuzileiros») há muitas caras ainda sem nome. E na minha lista da CF8, há muitos nomes sem cara.
Na tentativa de ir minorando esta lacuna, o Manel Margato enviou-me três fotos que aqui publico para todos verem. A definição das fotografias não é das melhores e não consigo reconhecer as feições do Charana e do Arsénio. Naquela onde aparece o Margato ao lado do Pepe, já a coisa muda de figura.

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domingo, 29 de agosto de 2010

Alô Filipe, alô filho da escola!

Finalmente o Filipe Cruz, filho da minha escola que ainda vive em Paris, conseguiu vir até Faro e matar saudades da sua terra natal. Tem uma hortazita ali para os lados de Olhão que muito tem sofrido com a canícula que nos assaltou neste verão. Agora que cá está, vai passar o tempo de mangueira na mão arrebitando para todo o lado. As árvores agradecem e vão ficar com saudades quando ele lhes virar as costas e regressar a Paris.


Não sei se ele vai ter tempo para aceder à internet e ver os nossos blogs, mas não posso deixar passar a ocasião sem lhe mandar daqui um grande abraço e aproveitar para lhe pedir que nos mande uma fotografia actual para aqui publicar. Os filhos da escola, principalmente os do pelotão do Bicho, gostariam de ver a sua aparência depois de tantos anos passados. Já fez 48 anos, no passado mês de Julho, que jurámos bandeira em Vale de Zebro.

Do outro lado do Mundo!

O Valdemar aguardava com ansiedade a chegada do «Navio Escola Sagres» que planeava visitar. Pois já aconteceu e o filho da escola não deixou escapar a oportunidade. E do evento fez várias fotografias que me enviou e que eu vou publicar aqui para todos poderem ver.

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sábado, 28 de agosto de 2010

Os vizinhos americanos!

Embalado pela brincadeira que fiz com a imagem anterior e ainda de Google Earth aberto, lembrei-me de medir a distância a que fica a terra onde vive o Pepe, daquela onde vive o Leiria e o Maduro. Como a região de Boston e a de Toronto estão quase à mesma latitude norte, não podia ser muito longe.
E depois aproveitei para gravar mais uma imagem e continuar com a brincadeira. Isto para ter alguma coisa para vos oferecer, dentro daquilo que são os nossos interesses comuns.

Clique na foto para ampliar

Na Casa da Irene!

Na casa de Irene
Se canta se ride
Ha gente que viene
Ha gente que va!
Era mais ou menos assim que rezava a letra da canção de Pepino di Capri, muito em voga nos tempos em que eu vivi em Lourenço Marques. E nós que gostávamos de parodiar tudo e mais alguma coisa, acompanhávamos a música alterando a letra à nossa maneira:
Na casa de Irene
Se canta e se ri
E se bebe catembe
como eu nunca vi!
Claro que isto não tem absolutamente nada a ver com aquilo que ia escrever, mas veio-me à memória quando ia a escrever, como título desta mensagem, «A Casa do Pepe».
Hoje falei com o Margato, acabado de regressar dos Açores, onde se encontrou com o Pepe, mais ou menos por milagre. Isto porque o Pepe tinha lá ido esta semana, coisa que já não fazia há cerca de trinta anos, quando a sua mãe faleceu.
Quando o Margato me deu o endereço do Pepe, abri o Google Earth e fui verificar se o endereço estava correcto. E depois de ver o que queria, gravei uma imagem para vos mostrar aqui. Vê-se tudo tão claramente que até a cor das cuecas do nosso camarada se poderia descobrir se ele fosse a sair de casa quando fizeram a gravação.

Clique na foto para ampliar

Alguns contrastes de legalidade e licitude!

Nem sempre existe correspondência entre a legalidade e a licitude moral do comportamento humano. Este desajustamento vai-se intensificando progressivamente com a aprovação e a promulgação de diplomas legislativos diametralmente opostos aos princípios morais e éticos pelos quais se rege ainda a maioria dos portugueses. E, paradoxalmente, é em nome da liberdade, da igualdade e do progresso civilizacional que se têm tentado justificar esses graves dislates que atravessam o coração das pessoas e esbarram nesta sociedade de poucos valores.
Apesar de alguns apoiarem e saudarem a recente promulgação da lei referente ao chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando-a como um importante marco histórico, a verdade, porém, é que ela vai certamente contribuir para um perigoso retrocesso na estrutura social. Tratando-se de um problema fracturante, como já foi reconhecido, a referida promulgação, em vez de potenciar unidade e de fomentar a coesão, vem antes contribuir para aumentar tensões e acentuar clivagens.
No pensamento confuso e turbulento de muitos, há flagrantes contradições. Como é sabido, desde há muito tempo que se vem contestando a estrutura familiar, que tem a sua raiz fecunda no casamento celebrado entre duas pessoas de sexo diferente, argumentando os seus opositores de que ele, mais não é do que o cumprimento de meras formalidades inimigas da celeridade e da simplicidade desejadas. Por isso, muitos têm infelizmente optado pela conhecida união de facto, já consagrada legalmente entre nós, a qual nos confere a possibilidade, quando isso lhes convier, de se descartarem facilmente da sua situação.
Pelo contrário, essas pessoas que são portadoras de orientação sexual diferente, como agora se diz, reivindicam o direito de serem equiparadas àquelas que têm o seu casamento reconhecido pela autoridade civil. Também os impulsionadores da elaboração de tal lei se orgulham pelo êxito final, por terem assim contribuído para a felicidade das pessoas, esquecendo-se de que nem tudo o que apetece ou dá prazer é susceptível de cobertura jurídica e nem sempre comporta essa felicidade que muito se apregoa, que mesmo entre casamentos naturais, quantas vezes se evapora. Duvido, pois, que tais casamentos, venham a tornar-se num autêntico mar de rosas. Todavia, me parece haver aqui férrea vontade de encobrir, politicamente alguém que, de certo modo goste de saborear os cortejandos de homossexualidade, ficando assim, isentados da censura imoral de tais actos que a maioria da sociedade repugna e detesta em grande escala.
Na senda do “avanço ético”, outros interesses se começarão já a perfilar no horizonte dos chamados progressistas, designadamente a adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo e a tão propalada eutanásia como processo, segundo erroneamente afirmam, de conferir dignidade ao termo da existência.
Tudo isto é um chocante retrocesso e uma afronta inqualificável para a estrutura moral e ética da família, que irá ter, sem dúvida, consequências muito nefastas para as gerações mais jovens.
Por isso e sem prejuízo do respeito que todos nos merecem, os cristãos, particularmente e mesmo muitos que professam outras ou nenhumas religiões, jamais poderão abdicar do seu honrado património valorativo, ficando indiferentes, numa atitude de criminosa passividade, perante os desafios que têm pela frente, nestes tempos em que forças tenebrosas tentam cobrir de poeira a sua esperança numa sociedade melhor e com valores verdadeiramente sãos.
Da podridão nada se aproveita! A não ser a de João Moutinho que nada tem de podre, mas de perfeita sanidade!
A.T.Verde

Em ponto morto!

Tenho enviado alguns mails e feito alguns telefonemas para as Juntas de Freguesia das terras de onde presumo serem originários alguns dos camaradas da CF8 que ainda não encontrei. Infelizmente os resultados são praticamente nulos. Com excepção da Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho que foi de grande ajuda para entrar em contacto com a viúva e filhas do Eduardo Morgado e da de Vila Franca do Campo, na Ilha de S.Miguel, dizendo que não conheciam nem tinham quaisquer notícias do Pepe, tudo o resto foi estéril. Como sementes lançadas nas areias de um deserto.
Felizmente o Pepe acabou por ser encontrado, num tremendo golpe de sorte, pelo Margato que teve que se deslocar aos Açores esta semana. Essa foi a parte boa, de que ainda não tomei conhecimento na íntegra, pois o Margato ainda não regressou a casa para fazer o devido relatório.
Tudo o resto está, mais ou menos, em ponto morto. Já não sei a quê, nem a quem, recorrer para dar continuidade ás minhas pesquisas.
Estou também um tanto ou quanto desiludido, pois vejo os dias passar e, excepção feita ao Dr. Noivo e Sargento Santos, ninguém respondeu ainda aos cerca de 80 convites que enviei pelo correio. Dentro de 15 dias tenho que tomar uma atitude, em relação à marcação no restaurante, e sinto-me pouco seguro quanto àquilo que devo fazer.

A pensar nos canalhas que há em Portugal


...oOo...

São histórias assim que nos dão ânimo para viver! Um incrível exemplo de vida!
Quase no final da prática dominical o sacerdote perguntou aos fiéis, na igreja:

"Quantos de vocês conseguiram perdoar seus inimigos?"
A maioria levantou a mão.
O sacerdote repetiu a mesma pergunta e então todos levantaram a mão menos uma pequena e frágil velhinha.
"Senhora Maria? A senhora não está disposta a perdoar os seus inimigos?"
"Eu não tenho inimigos!" respondeu ela, docemente.
"Senhora Maria, isto é muito raro!" Disse o sacerdote, e perguntou:
"Quantos anos tem a senhora?"
E ela respondeu: "98 Anos!"
O público presente na igreja se levantou e aplaudiu a idosa, entusiasticamente.
"Doce senhora Maria, conte-nos como se vive 98 anos e não se tem inimigos?"
A doce e angelical velhinha dirige-se ao altar e diz em tom solene, olhando para o público emocionado:
"Já morreram todos, aqueles filhos da puta!"

Não é lindo?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Os Pesadelos!"

Com efeito, os pesadelos
Sonhos de quimera ilusão
Com esta cáfila de camelos
Continuamos no mundo cão

Hipóteses, serão sempre poucas
De arrepiar novo caminho
Ficam as gargantas roucas
De tanto gritar o Zé Povinho

Já pouco ou nada nos convence
Que haja um bom prenúncio
Porque chupam o que nos pertence
Desde os ossos até ao caruncho

São estes nossos "régios" heróis
Da voraz mandíbula canibal
Que lançam fateixas e anzóis
Sobre os pobres de Portugal!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Homem da Penicilina!

Haverá algum marinheiro que tenha passado pelo Ultramar português sem necessitar de umas quantas ampolas de penicilina injectada nos seus glúteos? Pode ser que sim, mas duvido que sejam muitos. Humildemente confesso que me não posso incluir nesse número. Comecei com umas inocentes ampolazitas de 1.200.000 U, passei depois para as de 3.000.0000 U e não me fiquei por aí. Perguntem ao Dr. Noivo, quando nos reencontrarmos em Pombal, no próximo dia 2 de Outubro, se ainda se lembra de me ter recambiado para Nampula, ao cuidado dos serviços de Urologia do Hospital Central daquela cidade.


Mas quem sabia (e deve saber ainda, quero crer) destas coisas e com todos os pormenores, a respeito de todos os 140 homens da Companhia Nº 8 de Fuzileiros, é o Sr. João Francisco Gavinho Santos que era rei e senhor da Botica, na nossa Unidade.
Como já tive oportunidade de escrever numa mensagem anterior, recebi as fotografias que ele fez o favor de me enviar por e.mail e aqui fica o arranjo que fiz com elas para todos poderem ver os estragos que o tempo lhe infligiu. A ele e a todos nós também que não estamos a salvo da erosão provocada pela passagem dos anos.
Aproveito para lembrar que podem ver esta e muitas outras fotografias clicando (na barra lateral à direita) em «Carlos e os Fuzileiros».

Assegurar os tempos da velhice (Passagem de um testemunho)

Tinha apenas alguns meses de vida quando faleceu a sua mãe. Com a permissão do pai, nos primeiros anos esteve ao cuidado de uma tia que lhe dispensou as maiores atenções, como se tratasse de um príncipe. Com cinco anos, voltou para a casa paterna. A tia adoecera gravemente, acabando por falecer. Para ele, a mãe que conhecera era aquela tia. Chorava frequentemente por ela. O pai era completamente estranho para ele e foi difícil a adaptação.
Na escola conheceu vários rapazes de quem se tornou amigo e companheiro de grandes aventuras. Andava na quarta classe, assim se designava o actual quarto ano do primeiro ciclo, quando o pai faleceu, vítima de tuberculose.
Passou a viver com um dos irmãos mais velhos, seu padrinho de baptismo. Foi para ele o verdadeiro pai. Cuidou dele e foi-lhe ensinando a sua profissão de electricista e aos dezassete anos já era um bom profissional. O irmão, para além da profissão, começou a ensinar-lhe a tocar guitarra. Rapidamente aprendia a tocar as cantigas tradicionais e as canções que ouvia na rádio e que estavam mais na moda. Por causa da guitarra tornou-se muito popular e presença assídua nos bailaricos da terra.
Um dia, descobriu à janela duma das casas mais importantes da terra uma jovem mulher, muito bonita. Em frente desta casa, ficava o jardinzito público. A partir daí, à noite, sentava-se num dos carcomidos bancos do jardim, voltado para a janela onde vira a jovem, e tocava e cantava canções de amor. Meses mais tarde, conheceram-se pessoalmente e casaram-se algum tempo depois. Foram felizes e tiveram três filhos.
Esta a parte da vida deste homem. Conheci-o recentemente num lar. Tem quase oitenta anos. Muito lúcido, confessou que preparou a sua velhice, sobretudo a partir da morte da esposa. Educou os filhos o melhor que pôde, dando a cada um o curso superior por eles escolhido, não regateando esforços e sacrifícios. Mas, sentindo-se amado pelos filhos, sempre pensou que seria melhor não contar muito com eles quando fosse velho. 
Trabalhou até aos setenta e cinco anos. Vendo que nenhum dos filhos estava interessado na empresa que tinha, passou-a para os empregados. Aos filhos deu metade dos bens, correspondente à herança da mãe. Depois começou a procurar um lar onde, após algumas tentativas, logrou encontrar aquilo que desejava.
Confessou-me uma coisa que dá que pensar: não quis ouvir dos filhos que não podiam cuidar dele. Também não os consultou. Alguns dias antes de ir viver para o lar, convidou os filhos para um almoço e deu-lhes conta da sua decisão. Ficaram todos calados. Um dos netos, ainda adolescente, reagiu:
- Avô, porque vai viver num lar? Não trabalhou incansavelmente com a avó para criar os filhos, dando tudo para que nada lhes faltasse?
- Não te preocupes. Faz como eu: ao longo da vida assegura o tempo da tua velhice…
«Poderia, com relativa facilidade, comentar esta realidade que hoje afecta um número muito exagerado de “velhos”, mas, quero deixar essa apreciação ao critério da vossa sagaz consciência, que sei de antemão, capaz e idónea para resumir em palavras sãs o episódio confrangente que acabei de narrar.»

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Há dias assim!

Há uns melhores, há outros piores e há aqueles que são assim assim. Inesperadamente, ou talvez não, o Margato teve que ir aos Açores e, tal como tinha prometido, foi à procura do Pepe.
O endereço que me tinham arranjado, tal como eu tinha já confirmado com a Junta de Freguesia de Vila Franca do Campo, estava errado. Mas, de qualquer modo, serviu como ponto de partida para as pesquisas do Margato.


Para ir directo ao assunto (há quem não goste muito de rodeios), posso dizer-vos que ao fim de meia-dúzia de perguntas, logo informaram o nosso camarada que o Pepe estava na área. Ele mora e trabalha, actualmente, nos Estados Unidos, mas por mera casualidade encontrava-se hoje na ilha de S.Miguel. Não é muito usual ele ir até aos Açores, pois já lá não tem ninguém de família, mas nestas férias de verão decidiu ir matar saudades da sua terra natal e isso deu ao Margato a chance que precisava para o encontrar.
Foi o nosso dia de sorte. Há dias assim!

Uma patrulha entre hipopótamos!

Não consigo encontrar uma razão para as patrulhas que, de um momento para o outro, começámos a fazer no rio Incomáti. Como oficial e comandante do meu pelotão, talvez o Tenente Ribeiro saiba a resposta para esta minha dúvida. Quando nos encontrarmos, em Pombal, vou perguntar-lhe. Não é que isso tenha grande importância agora, mas gosto de entender as coisas que acontecem na minha vida, mesmo "a posteriori".
Eu diria que foi a falta de acção que se vivia nesse tempo no sul de Moçambique e, em certa medida, a necessidade de treino que levou o nosso comando a pôr em marcha esse programa de patrulhas em botes de borracha, rio abaixo e rio acima, onde nada mais havia a não ser hipopótamos.


Foi com a maior surpresa que, na semana passada, recebi um e.mail do nosso Sargento Enfermeiro e com a maior alegria que vi nele incluídas algumas fotografias retratando as referidas patrulhas. E não é que, coincidência das coincidências, uma das fotografias foi apanhar-me logo a mim aos comandos da embarcação.
E esta, hein!?!?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um acordeão na Companhia!


Por sorte minha (ou azar!!!) levei comigo um acordeonista, em cada uma das duas comissões que fiz. Na CF2 era o Silvério que «rilhava foles» a toda a hora e não deixava ninguém dormir a sesta. Na CF8 era o Ramiro aquele a quem coube essa incumbência. Este, não tão barulhento como aquele, era muito mais suportável, ou talvez eu parasse menos tempo na caserna, já não me lembro.
Desde que reatei o contacto com ele, já no ano passado, que aguardava pelo envio de algumas fotografias. Ele tinha prometido e eu, quando me prometem alguma coisa, sou uma autêntica carraça. Tive que esperar quase um ano, mas finalmente chegaram e aqui está a primeira para matar as saudades de quem se lembra do Ramiro e do seu acordeão.

O Silvério e as alheiras!

Ambos são de Mirandela e, por conseguinte, de primeiríssima qualidade. Alguém duvida? Pois perguntem a quem percebe da poda. O Silvério era um rapaz de mão cheia, isso posso eu garantir. E as alheiras de Mirandela, há muito que provaram o que valem, nem precisam que eu as defenda.
Eu nem fazia ideia que o Silvério era de Mirandela, mas quando comecei as pesquisas alguém me sussurrou ao ouvido que procurasse na freguesia de Vale Salgueiro desse concelho.
Não me fiz rogado e cheio de esperança corri aos Correios e despachei a carta para o destino sugerido. Passaram-se quinze dias e já me tinha convencido que a carta tinha encontrado o seu destinatário. Puro engano. Hoje recebi a carta de volta, com a indicação de «destinatário desconhecido».
E fico sem saber se o Silvério se ausentou há tantos anos da sua terra que já ninguém se lembra dele, ou se a informação que me deram estava, simplesmente, errada.
Pode ser, quero crer que sim, que a próxima informação me leve até ele. Fé e esperança são virtudes que me acompanham sempre no meu dia-a-dia.

domingo, 22 de agosto de 2010

Pensando bem...!


Acabei de ler a última mensagem do Virgílio, no Blog «Fuzo de Água Doce», em que nos comunica que decidiu pôr um fim ao blog. Não sei o que o terá levado a isso, nem quero intrometer-me na sua vida privada. Se o fez, lá terá as suas razões e eu respeito isso. Se um dia ele resolver voltar ao nosso contacto, será sempre bem-vindo.
Mas, pensando bem, era eu quem devia pôr um ponto final neste blog, pois tenho razões de sobra para isso. Quando o criei, nos fins de 2008, em parceria com o Álvaro Dionísio, tínhamos planos para o alargar a muitos filhos da escola que aqui deveriam deixar os seus testemunhos e fazer dele um blog de referência.
Em vez disso, o que aconteceu foi o Álvaro ter desertado e deixado com a criança nos braços. Eu que já tinha o blog da Companhia 2, não estava nada interessado em ocupar-me dos dois. Fui tentando mantê-lo vivo com publicações ocasionais, inventei a desculpa de o transformar no blog da Companhia 8, arranjei alguns co-autores, mas tudo somado não dá para o tabaco.
Como se pode ver, agora, não aparece ninguém a comentar os assuntos relacionados com a CF8, para além do Páscoa. Os comentários do Valdemar, Pikó, etc., assim como os artigos que escrevo e eles comentam, caberiam perfeitamente no outro meu blog. Para eles que não viveram a vida dos fuzileiros, tanto se lhes dá que falemos da CF2 ou CF8, isso são meros pormenores que só têm significado para nós mesmos.
Se não fosse pelo Convívio Anual, cuja preparação está a entrar na recta final, a decisão do Virgílio decerto me contaminaria e levaria a seguir-lhe o exemplo.
Fica o assunto adiado por uns tempos e em Outubro logo se vê!

A Estrela e os seus Rios!

Tal como referi na mensagem anterior, passei muitas vezes perto de Videmonte. Quem faz a estrada nacional que liga a Covilhã à Guarda, avista esta aldeia no fundo do vale, conforme se vai subindo em altitude. As minhas obrigações profissionais levaram-me à Covilhã vezes sem conta e sempre que as condições atmosféricas não aconselhavam a travessia da serra pelo seu cume, o trajecto via Guarda era a melhor alternativa.

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Conheço bastante bem a Serra da Estrela e os seus rios, o Mondego e o Zêzere. Várias vezes visitei a nascente do Mondego e acompanhei o percurso do Zêzere. Sempre achei curioso o desígnio da natureza que fez com que dois rios que nascem, praticamente, no mesmo sítio, seguissem dois percursos tão distintos.


Os dois correrm paralelos, em direcção ao norte, até ultrapassar Manteigas e a partir daí o Zêzere começa a desandar, primeiro para nascente até perto de Belmonte e depois para sul em direcção ao Fundão. O Mondego continua sempre para norte, ladeando a Estrela pelo nascente e vai virando para o poente logo que a serrania lho permite. Vira então para sul e corre de novo ao lado da serra, desta vez pelo poente, partindo á desfilada em direcção a Coimbra e á Figueira.


Por seu lado, o Zêzere, uma vez ultrapassado  o Fundão, abre caminho por entre os desfiladeiros que separam a Gardunha da Estrela, à procura da sua confluência com o Tejo, em Constança. Atravessei pontes e barragens do curso deste rio e comi saborosas trutas nascidas e criadas nas suas águas gélidas.
E outro tanto fiz com o Mondego, seja no Porto da Carne, na região de Nelas, na Barragem da Aguieira ou nos arrozais do Baixo Mondego.
Por todas estas razões, considero que estes dois rios também fazem parte integrante da minha vida e não poderia passar ao lado deles sem fazer a sua apologia.

O Zé Fonseca!

Até há poucos dias atrás, nunca tinha ouvido falar de Videmonte. Por causa do Manel Ferreira que nunca mais consigo encontrar, fui parar a esta terra que fica no fundo de um buraco onde o Judas perdeu as botas. E no entanto passei lá perto vezes sem conta. Quem me empurrou para lá foi o Zeferino (1797/64) que, por acaso, nasceu em Figueiró da Serra, não longe de Videmonte, conhece aquelas paragens e sabia que o Zé Fonseca (2063/64) era dali natural.
Eu não sabia como chegar àquele buraco, mas com a ajuda daqueles que me têm apoiado nestas andanças, depressa encontrei um número de telefone para onde ligar e perguntar pelo nosso camarada, há tanto tempo desaparecido das nossas vidas. Cerca de uma hora depois do meu primeiro telefonema já estava conversando com ele ao telefone. Contou-me as voltas que a sua vida deu, desde que nos deixamos de ver e prometeu fazer os possíveis por comparecer em Pombal, no dia 2 de Outubro. Não pode garantir em absoluto a sua presença, pois a sua vida é ainda em França, para onde tem que regressar brevemente e não tem ainda uma agenda devidamente confirmada.
Terminado o Curso de 1º Grau que ocupou os seis meses subsequentes ao nosso regresso de Moçambique, foi incorporado na CF10 que seguiu para a Guiné, no início de 1969. Curiosamente a mesma em que seguiram alguns filhos da minha escola, como o Paixão que esteve comigo na CF2 e na CF8, ou como o Sérgio Rego e o Zé Pintado que tinham também feito parte da CF2 e da CF9, recém-regressada da Guiné.
Com eles foram também para a Guiné outros filhos da escola do Fonseca e camaradas da CF8, tais como o Paulino (1189/64), o Carlos Fazeres (1567/64), o Manel Macedo (1982/64) e o Miguel Neiva (2002/64).
Depois desta comissão o nosso amigo Fonseca partiu a caminho de França, procurando na emigração aquilo que a sua terra não lhe podia oferecer. E por lá continua, ainda hoje, uma vez que os seus filhos e netos fizeram daquela a sua terra. Voltar àquele buraco, perdido no meio do Parque Natural da Serra da Estrela, só mesmo em visita de férias, tal como agora aconteceu.
Por curiosidade, o Manel Macedo, acima referido, também era natural daquelas paragens, Linhares da Beira, para ser exacto. Não fosse o caso de ele, infelizmente, ter já falecido, seria um prazer ver os três naturais do Parque Natural, encontrar-se em Pombal e trocar um abraço tantos anos depois.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Incêndios! As nossas almas também ardem!

Estamos a construir um futuro muito sombrio. De todo o Mundo chegam-nos imagens devastadoras da água que mata, do fogo que mata, da Natureza que se revolta.
A população mundial atingirá os 7 mil milhões neste ano. Quando os nossos netos forem adolescentes haverá mais mil milhões de seres humanos e quando chegarem ao auge da sua capacidade de trabalho haverá mais mil milhões – 9 mil milhões de pessoas a viver no Planeta dentro de 40 anos. Um acréscimo de 200 vezes a população portuguesa. Isto são dados estatísticos que normalmente não falham…
Não se perspectivam alterações significativas nas sociedades de consumo que, por todo o Mundo, pressionam a produção de energia a níveis assustadores. O desastre ambiental está à vista de todos, mas o ser humano não é capaz de ver mais que um dia de cada vez. Nas próximas décadas, uma parte do Mundo continuará, durante uns tempos, mergulhada e inundada de águas pluviais, enquanto noutros locais arderá em incêndios loucos e devoradores a que quase nada escapa e, simultaneamente acontecerá noutros sítios precisamente o contrário. É, pois, o Mundo que temos, que construímos ou que nós próprios danificamos com os nossos procedimentos erróneos do ambiente que conspurcamos.
Somos avós e são as nossas almas que ardem quando pensamos no Planeta que vamos deixar aos nossos netos. Queremos ser optimistas e acreditar que as próximas gerações serão mais inteligentes que a nossa e as que nos precederam. Queremos acreditar que a Ciência será capaz de ajudar a Natureza a defender-se da ambição do ser humano e a curar as suas grandes falhas.
Porque, quando o calor aperta e a temperatura sobe, vemos o país onde nascemos ou habitamos a arder de norte a sul, os governantes, os autarcas, os bombeiros, os populares a trocarem acusações – o ministro a deitar água na fervura – e nós sabemos, dado a experiência de anos anteriores, que nada ou pouco mudará.

E, abandonados, quase sós
Que os socorros não tardem;
Porque no fogo dentro de nós
São as nossas almas que ardem!

Grande lição! Recomeçar... de novo!

O segredo das vitórias está na perseverança audaz. A vida oferece-nos tantas vezes derrotas desanimadoras, mas, se olharmos a natureza, encontramos na vida das avezinhas ou pássaros um exemplo formidável de perseverança.
Observemos a lição das avezitas perante a adversidade. Gastam dias e dias a construir o seu ninho.Com que entusiasmo buscam materiais em locais distantes. Partem cantando em busca de matérias apropriadas: pedacitos de ramos secos, de palha, de penas e até de cabelos humanos. Sempre com entusiasmo indescritível.
Mas, quando o ninho se esboça quase pronto para acolher os ovos, um temporal imprevisto ou um animal ou criança ignorante, desfazem aquela pequenina construção de amor.
Mas os pássaros não desistem. Recomeçam a faina de construção, sempre cantando num canto de entusiasmo e de esperança, num vaivém incansável para realizarem o sonho. E o ninho surge e recebe os primeiros ovos.
Muitas vezes, porém, algo inesperado volta a destruir aquele sonho lindo…
Dói… recomeçar de zero, mas mais uma vez aqueles passarinhos não desistem. Recomeçam cantando, pouco a pouco, pacientemente, vão construindo novo ninho para colocar seus ovos e acalentar seus filhotes.
Na nossa vida deparamos algumas vezes com desaires que nos prostram e nos desanimam, que destroem nossos sonhos e projectos. Quantos golpes atiram por terra o nosso emprego, a nossa saúde, as nossas realizações. Quantas vezes teremos pensado e dito: Basta!
Mas a lição de perseverança das aves ensina-nos a recomeçar uma vez, duas vezes ou mais, até conseguirmos reconstruir os nossos sonhos-pessoais ou da nossa família.
Dói imenso ter de recomeçar, de renovar tantos sacrifícios, tanto trabalho, tantas lutas, tantas lágrimas.
Mas recomeçando com entusiasmo, com a ajuda dos homens, das mulheres e de Deus, alcançaremos a alegria da esperada vitória da felicidade.

Munidos de um forte querer
E firmes na perseverança
Lutamos sempre até morrer
Nunca perdendo a esperança

Nesta bela lição das aves
Existe algo que muito doeu
De contornar os entraves
Buscando aquilo que se perdeu

Pairando no ar sereno
Para descobrir a verdade
Tentando sonhar em pleno
Em busca da felicidade…

Enfermeiro já temos!

Hoje tive o grande prazer de receber algumas fotografias enviadas pelo sargento enfermeiro da nossa Companhia, o Sr. João Gavinho Santos. Vou publicar aqui aquela onde ele aparece com a imagem mais ajustada àquilo que nós conhecemos. Só para refrescar a memória de quem o esqueceu e matar saudades. Das outras falarei mais tarde.
Foi com inenarrável alegria que o soube adepto das novas tecnologias e utilizador do E.mail. Isso torna tudo mais fácil. A troca de informações e fotografias, por este meio, torna-se assim uma brincadeira de crianças, o que me facilita a vida, e de que maneira.
Agora só me resta esperar que ele consiga deslocar-se até Pombal para o nosso convívio anual deste ano. A sua condição de saúde não é das melhores e há que contar com tudo. Um problema de insuficiência renal atrapalha a sua vida e limita a sua capacidade de movimentação. Vamos esperar que tudo isso seja ultrapassado.

O Encontro da Maia!

Ontem estive toda a tarde fora de casa, por causa do nosso encontro (4 fuzileiros do distrito do Porto) da Maia. Hoje estive todo o dia de serviço à minha cara metade. Ela precisava de ir até à feira de Barcelos "mercar" umas coisas e eu estava precisado de respirar um pouco de ar puro, longe deste meu refúgio de todos os dias. E assim foi, pusemos-nos a caminho logo após o pequeno almoço.
Depois do dever cumprido, do almoço engolido, num restaurante que mais parecia uma "Sauna", em vez de rumar a casa, deu-me para ir até à aldeia onde, segundo informações, reside o Djalma (2003/64). Corri a aldeia de uma ponta à outra, pelo menos umas quatro vezes, perguntei a quanto bicho-careta encontrei, pelo nosso camarada e nada. Ninguém me soube dizer nada dele. Parece-me muito estranho, mas não encontrei uma única pessoa que dissesse que o conhecia ou sabia de quem eu estava a falar.
Ás tantas, estou a trabalhar baseado em informações erradas. Tenho que recomeçar tudo do zero.
Quanto ao encontro da Maia, correu ás mil maravilhas. A nós os três, o Badaró, o Américo e eu, que já tínhamos estado no convívio de Aveiro, em Julho do ano passado, juntou-se o Serafim "dos cães" que eu encontrei, recentemente, a morar no Miramar, zona de fachos. Falamos de tudo e mais alguma coisa, vimos as fotografias, etc., etc., mas o tempo nunca chega para tudo aquilo que nós queremos.
O Serafim tem boa memória e lembra-se de muita coisa. Ajudou-me na identificação de algumas caras que aparecem nas fotografias, deu-me algumas informações sobre alguns dos camaradas que ainda não localizei, prometeu arranjar-me um ou dois telefones de contacto e, como não podia deixar de ser, contou-nos o que tem feito nos últimos 42 anos. Em apenas três horas, é obra!

Contou-nos ainda que o Manuel Macedo (1982/64) que era oriundo de uma terra transmontana vizinha da sua, já faleceu. Mais um amigo que não poderemos reencontrar nos nossos convívios, por mais que o desejemos.


Do encontro que decorreu no novíssimo "Shopping" das Guardeiras, deixo-vos estas duas fotografias para que possam ver a cara, versão 2010, do Serafim Soeiro, com quem agora podemos reatar o contacto.

oOo

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Está a chegar o dia 21 de Agosto...

Eram 10 horas daquele dia
Longe ainda do sol-posto
Causando uma certa alegria
Eu nasci a 21 de Agosto

Nascer e vir ao mundo
Acontece ao rico e ao pobre
Sou resultado desse testemunho
Pois, faço sessenta e nove

Ainda tentei acelerar
Para suprir tal velocidade
Ou então começar a travar
Para fugir dessa realidade

Não havendo forma nem meio
De fugir a este tom jocoso
Seria bom arranjar um freio
Para nome tão asqueroso

Porque não há outra saída
Aceita-se de causa nobre
É só uma vez na vida
Que se faz o sessenta e nove

Mesmo utilizando outra maneira
Ou pondo os números ao contrário
Caímos na mesma asneira
69 em dia de Aniversário

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comentando: O 2º Comandante Ilharco de Moura

Se está vivo, tanto melhor
Em nossa alma ressoa
E, num forte clamor:
Viva Ilharco de Moura

Quando se vive de enganos
De mortes que o não são
Não significa que ultrajamos
As pessoas em questão

Mas sentimos imensa alegria
Em nossos pensamentos cativos
Por termos hoje em dia
O Comandante no rol dos vivos!

Comentando os Rios, Minho, Ave, Douro e... outros

Há rios pequenos
E grandes rios
Uns de caudais serenos
Outros, fortes, comportam desafios
Há rios de que mais gostamos
Rios que banham a nossa terra
Porque, assim os amamos
Debaixo da atmosfera
O meu é o Tâmega
Que no seu semblante
Corta com sua fama
A cidade de Amarante
São rios onde nos banhávamos
Outrora lavadoiros de roupa
Que sua água transportamos
Para regar a secura louca
Através das açudes
Barragens e represas
Erguendo os seus taludes
Lhes dão formosura e riquezas
Rios da pesca de lampreia
Do sável tão gostoso
Doutros peixes, da sereia
Do idílico belo e amoroso
Rios de água cristalina
Outrora era mais pura
Rios que moeram farinha
Também provocaram amargura
Rios de muita energia
Rios de enorme beleza
Rios de tanta alegria
Rios de desespero e tristeza
Rios de águas correntes
Rios de inusitadas tormentas
Rios de volumosas enxurradas
Rios de águas bentas
Rios de eternos encantos
Rios de loucura e fervor
Rios de soluços e prantos
Rios frutuosos de amor
Rios que até à foz
Depressa ou devagar
Nos levam também a nós
Ao encontro do mar
Rios que vislumbram
Montes, serras e outeiros
Que no oceano se juntam
Aos barcos e marinheiros
Que do mais forte
Ao menos audaz
Querem pescar a sorte
Sempre em busca da Paz...

As coincidências desta vida!

Lembram-se da monumental campanha que fiz, na semana passada, para localizar o Manel Ferreira? Uma das pistas seguidas passava por um filho da minha escola que era escriturário e mora em Chãs de Tavares, concelho de Mangualde. Infelizmente essa pista não produziu quaisquer resultados. Uma outra pista levou-me até ao grumete fuzileiro 490/68 que é da freguesia de Videmonte, no concelho da Guarda.
Curiosamente estas duas freguesias ficam, uma ao lado da outra, mas com o cume da Serra da Estrela pelo meio. Isto não teria qualquer interesse para mim nem para ninguém se, como que por artes de magia, eu não tivesse decidido telefonar ao Zeferino Ferreira e o nome destas duas freguesias não tivesse, de repente, surgido no meio da nossa conversa.

Zé Fonseca (em baixo, à direita)

Já não me lembro porquê, mas, a páginas tantas, a nossa conversa foi parar ao Zé Fonseca (2063/64). E disse o Zeferino:
- Esse malandro era de Videmonte. Uma vez, durante uma licença, fui com ele até à sua terra e terminada a visita atravessei a pé a Serra da Estrela até à aldeia onde eu morava, Chãs de Tavares que fica na outra encosta da serra.
Estão a ver as voltas que esta vida dá? Chãs de Tavares, por mero acaso, sei onde fica, devido ás minhas deambulações profissionais. De Videmonte nunca tinha ouvido falar, nem sequer fazia ideia que existisse. E, de repente, esbarro-me com as duas, no espaço de uma semana apenas!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tirar dúvidas!

Esta manhã tive a surpresa e o prazer de uma visita do Fernando Pires (1845/64) acompanhado da sua esposa. Passou pela Póvoa e quis encontrar-se comigo, o que me deu uma enorme alegria. Passamos um par de horas juntos, falamos de Marinha e de Fuzileiros, falamos de Moçambique e da comissão que lá fizemos, há tantos anos atrás.
Na tentativa de relacionar nomes com fotografias, passamos a maior parte do tempo a desfolhar os álbuns da CF8. Infelizmente as memórias do Fernando não conseguem perfurar a opacidade dos 42 anos já decorridos e foi de muito pouca ajuda para o meu trabalho.
Houve, no entanto, uma fotografia que lhe chamou a atenção e o fez exclamar:

António Páscoa e Francisco Almeida (à direita)

- Olha o 726, aquele que ficou com o pé estropiado no rebentamento da mina!
É claro que fiquei todo contente, pois era uma das que eu tinha como não identificadas e, num ápice, passou para a outra categoria, a das identificadas. Quando, há alguns dias, falei com o Arsénio, ele garantiu-me que o Francisco Almeida (726/64) era o "homem da mina", o que confirma as palavras do Fernando Pires. Agora com a fotografia fica o ciclo quase completo. Se o conseguir contactar e ele me puser em contacto com o Sebastião Machado (1774/64) que também é de Mértola, serão mais dois degraus na escadaria do sucesso desta empreitada a que meti ombros.

domingo, 15 de agosto de 2010

Os Franceses!

Sabem quem é o Arsénio? E o Silvestre? Gostava de vos oferecer uma fotografia para ilustrar esta informação, mas infelizmente não a tenho. Ou se tenho, não consigo identificar a cara deles no meio do maralhal.
Hoje tinha combinado encontrar-me com o Silvestre (2003/64) que terá chegado de França há pouco tempo e volta para lá no fim de Agosto. Mas a coisa correu mal. Quem prometeu ser meu cicerone e guiar-me até ele, falhou. Todo o dia esperei por um telefonema marcando o local do encontro e nada aconteceu. Vou ficar à espera para ver que tipo de desculpa me vai ser apresentada.
Ao fim da tarde, tocou o telefone e pensando ainda que poderia ser a tal chamada por que tinha esperado todo o dia, atendi. Não era quem eu esperava, mas sim um outro francês que também está por cá a passar as suas férias, o Arsénio (1970/64) cujo contacto me tinha sido prometido pelo Charana Bessa, há alguns dias.
Tivemos uma longa conversa, tomei nota do seu endereço e outros pormenores do seu contacto e prometeu-me que vai pensar com muito carinho no nosso convívio. O seu regresso a França está já marcado, mas prometeu que vai estudar a hipótese de o adiar para poder estar presente na nossa festa.
Contou-me um pouco da sua vida, como civil e também falou sobre a sua comissão na CF9, em Angola, para onde seguiu depois de completar o Curso do 1ª Grau. Fizeram parte desta Companhia 11 marinheiros da escola de 64 que tinham servido como grumetes na CF8, em Moçambique. E também alguns elementos da minha primeira comissão na CF2, alguns já como 1º Sargentos.
Quem me deu a primeira dica sobre este Arsénio, foi o Zeferino que mora em Queluz. Agora vou ter que lhe telefonar informando-o de que já encontrei o seu amigo que não vê desde 1968.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Dia 14 de Agosto de 1961

Dia de calor
De Agosto, era Verão
E, já noite dentro
Pelas 22 horas
Surge aquele momento
Com um certo decoro
Porque os meus olhos viram
Aquela que viria ser
Não só um namoro
Mas a esposa dedicada
Simples e modesta
Que ali, numa grande festa
Romaria da Sra Aparecida
Marcou para toda a vida
O dia 14 de Agosto
E, não fosse também
O Aniversário dela
Esperança e mãe
Que os meus filhos têm
Assim, num só dia
14 de Agosto e romaria
Aniversário e namoro
Que festejamos de novo
Com muita alegria
E, foi pela certa
Que a veia de poeta
Me levou a dedicar-lhe
Ainda em Moçambique
Uma quadra que traduz
Tudo quanto de amor
Por ela, tanto me seduz
Que escrevi e memorei
Para continuar
Pela vida fora
Lembrando o tempo
Como se fosse agora
Da pessoa que sempre amei:

Ó minha querida Esperança
Ó minha Esperança querida
Amor da minha Esperança
Esperança da minha vida!

Por hoje chega!

E agora vou desligar a máquina e dormir um bocado. Se o Leiria me apanha aqui, depois da meia-noite, ainda participa de mim e me mete em trabalhos. Deus me livre de ter que cumprir castigo nesta idade!

Os moçambicanos!

No fim da comissão da nossa Companhia, em 1968, muitos optaram por pedir baixa e ficar em Moçambique para tentar a sua sorte. Entre esses contavam-se dois camaradas que foram, hoje, objecto das minhas pesquisas, o Carlos Alberto e o Tabaco.
Sempre à procura duma pista, vou telefonando a um e a outro na esperança de encontrar o fio condutor que me leve até quem procuro. Por mero acaso descobri que o Carlos Alberto, aqui há uma vintena de anos, fazia parte das equipas de arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal. Ainda não tive tempo de seguir essa pista, mas pode ser que ela me leve até ele. Amanhã vou tentar a minha sorte e ver se existe algum registo na Associação que me conduza até ele.
Depois descobri também que o Tabaco, alcunha por que era conhecido o Nuno Maria Marques (7313.61) também tinha ficado em Lourenço Marques, coisa que eu desconhecia. E soube também que ele é originário da zona de Portalegre, ou seja, da mesma terra de que é o Paixão. Quem sabe o Paixão sabe o que foi feito dele depois de regressar de Moçambique. Se é que ele regressou, é claro! É mais um telefonema que fica marcado na minha agenda à espera de oportunidade para ser feito.
Pareço uma galinha que vai pelo terreiro fora, esgravatando aqui e ali, à procura de uns grãozinhos de milho perdidos para matar a fome!

Mais uma baixa na CF8!

Ontem segui, com a ajuda do Zé Mestre (2009/64), a pista de vários alentejanos. Como já vos contei, descobri que o Eduardo Morgado já não pertence ao mundo dos vivos. Mas descobri também que o Manel Guerreiro (8768.62) que depois da Marinha arranjou um emprego no aeroporto da Portela, também abandonou este vale de lágrimas. Até ontem, não sabia nada dele, nem tão pouco conseguia identificá-lo numa fotografia que aqui tinha. Depois tudo se precipitou. O Páscoa viu a fotografia e disse-me de quem se tratava. O Mestre contou-me então que ele era da Saboia, concelho de Odemira, para logo acrescentar que não valia a pena procurar mais por ele, pois tinha já falecido. A lista dos filhos da escola do Páscoa está a ficar cada vez mais curta.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Informações valiosas!

Nisto de puxar pela cachimónia e recordar coisas de há quarenta anos, há uns que são muito melhores que outros. Anteontem tentei, pela segunda vez, falar com o Fininho (1956/64) e fui presenteado com uma chamada de primeira qualidade, tanto no que se refere à qualidade do áudio, como no valor das informações recebidas.
Na minha primeira tentativa, não fui capaz de falar com ele, pois a qualidade da ligação era tão má que tivemos que desistir. Mas desta vez, sim senhor, parece que o duende que gere as ligações dos telemóveis estava do meu lado.
E das coisas que o Fininho se lembra! Já devia ter falado com ele há mais tempo. Mas que culpa tenho eu de o ter encontrado apenas agora? E de que, embora morando no Porto, ele tenha decidido ir para Murça tratar das terrinhas que lá tem e não podem ficar abandonadas.
Quando lhe disse que me faltavam muitos dados sobre os filhos da sua escola com números acima de 2000, pôs-me logo à vontade e foi-me dando elementos, de modo a completar os espaços em branco na minha lista.
O 2017 era de Montalegre, o 2022 de Soutelinho da Raia, o 2030 de Boticas, o 2046 de Mondim de Basto, o 2059 do Alentejo. E se quiseres saber mais coisas sobre os alentejanos, fala com o 2009, acrescentou ele, pois também ele era de lá e conhecia-os a todos.
Assim fiz, falei com o António Mestre (2009/64) que é natural de Vila Verde de Ficalho e me guiou até ao Eduardo Morgado (2059/64) que ontem foi assunto de uma das minhas mensagens. Aliás confesso que me esqueci, mas tenho que lhe telefonar de novo para lhe dar conhecimento da morte do filho da sua terra, visto que ele não é frequentador deste espaço e não leu, portanto, a minha notícia.
Quando o Fininho regressar ao Porto, tenho que me encontrar com ele para explorar um pouco mais as suas memórias daqueles tempos.

Eu confio na sorte!

Quando falei com o Zeferino Ferreira que mora em Queluz, fiz-lhe a pergunta sacramental - estás em contacto ou sabes onde pára algum dos nossos camaradas da Companhia 8?
Entre outras coisas disse-me que o Silvério Pires (1966/64) era de Miradeses, Vale de Salgueiro, Mirandela. Com um endereço assim tão bem definido e tratando-se de uma aldeia transmontana, onde todos se conhecem, decidi enviar-lhe o convite pelo correio.
Pode até ser que ele nunca mais lá tenha voltado desde que saiu da Marinha, mas também pode acontecer que tenha uma grande família e que alguns membros dela ainda lá morem. Pode ser que alguém me contacte e dê notícias dele.
Tentar não custa! Os dados estão lançados!

São ainda muitas as incógnitas!

Por uma questão de organização, vou listar aqui aqueles sobre os quais não tenho a mínima pista, a não ser, em alguns casos, o nome da terra de origem que me foi sendo indicado por alguém.
Deixando para trás os mais graduados, onde as faltas são menos marcantes, vou concentrar-me, por agora, nos grumetes de 64. Ora, vamos a isso:
0712/64 - ?
0757/64 - ?
0876/64 - ?
1011/64 - ?
1137/64 - ?
1192/64 - Castelo Branco
1220/64 - ?
1232/64 - ?
1257/64 - Odemira
1296/64 - Lagos
1315/64 - S.Miguel / Açores
1562/64 - Vila Real de Santo António
1639/64 - Lisboa
1649/64 - ?
1654/64 - Coruche
1658/64 - Rio Maior
1665/64 - ?
1667/64 - ?
1674/64 - ?
1774/64 - Mértola
1851/64 - Tavira
1894/64 - ?
1912/64 - ?
1960/64 - ?
1970/64 - Buarcos / Figueira
1977/64 - ?
1982/64 - ?
2003/64 - Barcelos
2006/64 - Açores
2017/64 - Montalegre
2022/64 - Soutelinho da Raia
2037/64 - ?
2046/64 - Mondim de Basto
2063/64 - Gouveia
É muita gente!
Pode ser que algum filho da escola leia isto e me dê alguma dica. Quem sabe aparece algum filho da terra que também foi marujo e se interessa pelo meu problema? Vale tudo para tentar obter resultados!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por vezes encontra-se aquilo de que se não gosta!

Hoje, depois de umas quantas entrevistas telefónicas, consegui localizar o paradeiro de um dos grumetes da nossa Companhia, um alentejano de Vila Verde de Ficalho, o Eduardo Morgado (2059/64). Só que para minha grande tristeza habita já um talhão do cemitério de Quarteira.
Falei com uma sua filha, com quem me puseram em contacto que me confirmou toda a história, da sua vida depois de sair da Marinha e da doença que o roubou à nossa companhia.
Emigrou para a Alemanha, onde viveu cerca de 30 anos e de onde regressou em 2002. Estabeleceu residência em Almancil e aí viveu até que um cancro no fígado lhe roubou a vida.
Paz à sua alma!

Mais um degrau na escada!



Depois de o Páscoa me ter confirmado que, destes três atletas, o do meio é o Vitorino e sabendo que o da direita é o meu "irmão" Zé, precisava de descobrir o nome do 3º elemento, aquele que está mais em evidência nesta foto.
De repente, como se fosse uma inspiração súbita, disse para mim mesmo - este filho da escola é o Eduardo Cavaco! Aproveitei um telefonema do Américo e perguntei-lhe se ele podia confirmar-me isso. Respondeu de imediato que sim.
Espero bem que ele não se tenha deixado enganar pelas explicações que lhe dei (ele ainda não viu a fotografia) e que estejamos certos quanto à identificação.

Mais um «Moço Marafado»!

O Eleutério era uma rapaz da borga. Um amigo da corda, como se costumava dizer. Ou seja, estava sempre pronto para alinhar em qualquer coboiada em que nós nos decidíssemos meter.
Como se sabe, era comum criar-se um grupinho que andava sempre junto e tudo partilhava. Principalmente, no tempo em que estivemos em Metangula, isso notava-se mais que nunca. Aconteceu de eu me ter entrosado num grupo, em que pontuava o Badaró e o Paulino, entre outros, e de que o Eleutério também fazia parte. Passamos bons momentos juntos, apanhamos muitas pielas inesquecíveis (se isso é possível!) e essas coisas nunca se esquecem. São recordações para a vida.
Por essa razão queria muito encontrá-lo e trazê-lo ao convívio deste ano. Através do Mourato tinha conseguido o seu endereço, no Algarve. Preparei o envelope com esse endereço, meti-lhe lá dentro o convite, fui aos Correios depositá-lo e fiquei à espera de um telefonema dele avisando-me que tinha recebido a carta. Em vez disso, alguns dias depois, recebi a carta devolvida com a indicação de «desconhecido nesta morada».
Fiquei pior que estragado e sem saber para onde me voltar. Mas deitei as mãos ao trabalho e tentei recolher elementos na internet. Tinham-me dito que ele tinha um supermercado na Praia do Carvoeiro e acreditei que seria capaz de encontrar por lá alguém que o conhecesse. Fiz alguns telefonemas e tive a sorte de encontrar uma senhora que me confirmou que o conhecia muito bem, assim como à esposa que é quem dirige o supermercado. E que se prontificou a deslocar-se ao local e arranjar-me um número de telefone para eu poder contactar com o nosso camarada algarvio, ou «moço marafado», como nós gostávamos de lhe chamar.
E já falei com ele. E está tudo bem, mas não me garantiu que viria ao nosso convívio, pois o dever está em primeiro lugar. Mas há uma pequena esperança. Reenviei-lhe a carta que me tinha sido devolvida e vou ficar à espera da sua decisão.

Muitas notícias, pouco tempo!

Ontem, como viram, foi o dia dedicado ao Manel Ferreira. Hoje virei-me para outra direcção e consegui alguns resultados.
Mas antes queria falar-vos da reconstituição da nossa memória fotográfica que tenho vindo a fazer com o maior empenho. Enviei ao Páscoa 5 fotos com um pedido para ele tentar identificar aqueles que reconhecesse. Dos 5 identificou 2, o que já não é mau. Vou transpor para aqui essas duas fotos, para que todos vejam de quem estou a falar. E se alguém discordar desta identificação, peço que me avisem.


Mar. Fz. 8768.62 - Manuel Guerreiro João
Filho da escola de Setembro de 1962.
Não há razão para o Páscoa falhar a identificação, uma vez que é filho da mesma escola.
Eu lembro-me perfeitamente desta cara, mas nunca conseguiria relacioná-la com o nome.



Mar. Telegrafista 9645.63
José Pereira Vitorino
Filho da escola de Março de 1963.
Ele e o Alfredo Jordão, também Mar. Telegrafista, chefiados pelo Sargento Bonança, asseguravam as comunicações da nossa Companhia.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ninguém vai acreditar!

Passei o dia a correr atrás do Manel Ferreira. Ninguém vai acreditar, mas mesmo assim vou tentar dar-vos uma ideia das voltas que dei em perseguição deste Cabo Fuzileiro que teima em escapar-se-me por entre os dedos. Mal estendo a mão para o agarrar, afasta-se mais uns quantos quilómetros. Parece um jogo das escondidas.
Ontem tinha falado com o Rafael que me deu 3 pistas. O dono de um café em Alcafache, um marujo que mora em Mangualde e outro que mora em Almada. Qualquer um deles, supostamente, saberia dizer-me por onde anda o nosso amigo Ferreira.
Ainda ontem, consegui falar com os dois da Beira Alta, sem resultados concretos, embora se tenham posto à minha disposição para me ajudar nas buscas. O de Almada não consegui contactar por estar ausente de casa.
Hoje de manhã, antes que me fugisse, agarrei-me ao telefone e, à segunda tentativa, apanhei-o. Atendeu-me da melhor maneira possível e deu-me uma pista que comecei a seguir de imediato. Segundo ele, há na Associação de Fuzileiros 3 pessoas que pertenceram à CF8, conhecem o Ferreira e me podem ajudar nas pesquisas, o sargento Egas Soares, o Pinto e um amigo deste que era da mesma aldeia do Manel Ferreira. Dei um pulo de contente, tinha encontrado a pista certa, finalmente.
Números de telefone não havia, de modo que contactei a Associação de Fuzileiros. Atendeu-me um gravador avisando que estão fechados para férias e só reabrem a 1 de Setembro. Mas fornecia um número para onde ligar em caso de urgência. Liguei, mas quem me atendeu não sabia nada de Pintos, nem coisa parecida.
Em desespero de causa, decidi contactar o Mário Manso que, por estar ligado à Associação há tanto tempo teria que saber quem era este Pinto e ter o seu contacto. Não me enganei, deu-me um número de telemóvel para o qual liguei de seguida. Fui dar ao Pinto errado. Não sabia nada da CF8 nem do Ferreira nem coisa parecida. Avisou-me logo que era um fuzileiro da nova geração, que nunca fez qualquer comissão e portanto não entendia a minha conversa.
Voltei para o Mário Manso reclamando do contacto que me tinha dado. Pediu desculpa e foi à procura do Pinto certo, que acabou por encontrar. Nova ligação, desta feita para o José Arnaldo Pinto, grumete fuzileiro da CF8 que me deu a identificação do seu amigo, José Carlos Azevedo, supostamente filho da terra do Ferreira. Disse-me que o Zé Carlos era da aldeia de Videmonte, na Guarda e deu-me um número de telemóvel para o contactar, dizendo-me que do Ferreira não sabia nada, nunca mais o viu desde que regressaram de Angola.
Fiquei de pé atrás, pois tinha quase a certeza que o Ferreira não era da Guarda, mas sim de Viseu. "Pas de probleme", tinha o número do Zé Carlos, era só ligar e ouvir as notícias da boca dele. Assim fiz e tive sorte, pois me atendeu ao primeiro toque. Mas a minha sorte terminou aí, porque do Ferreira também ele não sabia nada. Confirmou-me ser mentira que os dois fossem da mesma terra e, tal como o seu camarada Zé Pinto, nunca mais lhe pôs a vista em cima depois de levar baixa da Marinha. Disse-me, no entanto, estar convencido que o Manel Ferreira é de Nelas ou Mangualde, coisa que condiz com as informações até agora recolhidas.
E depois desta tremenda empreitada que me custou umas horas de trabalho e uns quantos euros de telefone, estou, de novo, no ponto de partida. E agora? Que fazer?
Voltei a ligar ao Rafael e contei-lhe todos os passos que dei e o desânimo que começava a invadir-me. Lá me foi consolando como pôde e, a título de despedida, disse-me que mora da Cova da Piedade um sargento escriturário, chamado Pereira, que deve conhecer e saber por onde anda o nosso tão procurado Ferreira. Só não sabe como encontrar este sargento, não tem um endereço nem um telefone para começar.
Vou ter que encontrar alguém que me ajude a localizar este Sargento Pereira. É a única pista que tenho e tenho que segui-la.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Novo blog!

Para não misturar as coisas, abri um novo blog, onde planeio publicar tudo aquilo que me chegar aos ouvidos e com que eu não concorde. Vá lá dar uma espreitadela!

Quanto mais olho, menos vejo!

Angola ou Moçambique?

O Páscoa mandou-me uma série de fotografias, mas algumas referem-se à comissão que fez em Angola na CF1. Nesta, por exemplo, não reconheço o Cabo que parece estar a desempenhar as funções de cantineiro. Se, ao menos, conseguisse ler a marca das cervejas... aí ficaria com a certeza absoluta. Vamos ver se o Páscoa se lembra e me tira as dúvidas.


Nesta outra reconheço vários camaradas da CF8, mas nem todos. O lugar, por causa dos eucaliptos que não eram muito frequentes em Lourenço Marques, parece-me o Jardim Zoológico.
Os quatro que estão em pé, começando da esquerda para a direita, são:
1 - Tenho quase a certeza que é um filho da minha escola, mas não consigo identificá-lo.
2 - Parece-me ser o «Cansado», grumete fuzileiro 1752/64.
3 - Acho que não me engano se disser que é o Pires Martins (8948.62) recentemente falecido em Vila Pouca de Aguiar. Esteve também em Angola com o Páscoa.
4 - Embora com algumas dúvidas diria que é o Edmundo Carvalho (9356.62).
Dos quatro da fila da frente, nem um sequer reconheço! E, por essa razão, penso que esta foto pode ser da CF1 e de Angola. Será?